CCC Game

4 Capítulo Final II: Amizade


–ALEX, NÃO É APENAS SUA CULPA! FICA AQUI! ELES NÃO FALOU NEM O JOGO! – eu estava desesperado, mas continuava com minha cabeça no lugar. Alex estava completamente fora de si, não importava o quanto eu gritasse, ela não me dava ouvidos. A balancei para frente e para trás, tentando chamar sua atenção, mas ela cada vez ficava mais fraca, até o momento que.

–Quem disse que eu não disse qual jogo será? – dizia a porcaria da voz, que levou todos os meus amigos de sala. Não havia como ele ter dito qual jogo será, não tem indícios que ele disse o nome, EU NÃO ESCUTEI NADA! Após ele dizer isso, Alex segurou meus braços e as tirou sobre ela.

–Alex? Alex! Fique aqui! – eu ainda insistia em mantê-la consciente, mas não adiantou. Ela apenas começou a caminhar em direção a saída, enquanto dizia:

–O jogo acabou... e eu sou a vencedora... – sua voz saia fraca e baixa, quase não dava para lhe escutar. Não entendia o que ela estava a falar, e eu não aguentava mais gritar seu nome para trazê-la até mim.

–Alex! Onde está indo?! O jogo ainda não acabou! – eu gritei o mais alto que podia, logo tossindo e recuperando o fôlego – Alex!

–O jogo acabou... e eu sou a vencedora... – pare de repetir isso, por favor... eu peço... Alex, volte...

–Boa garota, sua saída é sua vitória.

–Voz! Ou sei lá o que seja! O que fez com a Alex?! E com todos?! – eu acabarei perdendo a voz caso continue gritando assim, mas é a única coisa que poderei fazer para manter de pé nesse inferno. Não culpo Alex, não culpo ninguém. Todos somos culpados, eu principalmente. Prometi cuidar de meus amigos, desde que me mudei para essa pequena cidade, eu ainda sou fraco? Não conseguirei proteger quem os amo?! – Droga! Alex! – eu sai correndo em direção a ela, onde estava prestes a dar de cara com o portão de saída do colégio que estava trancada. Estendi a mão para impedi-la, mas logo que estava prestes a alcançá-la, ela atravessou o portão como se nada estivesse ali, onde eu não consegui parar a tempo e acabei batendo no portão – diabos... o que está acontecendo aqui?!

–Ora, ora, parece que está sozinho.

–Cale-se! Eu nunca me renderei a você! Eu sairei daqui vivo, como todos os outros vão! – berrei o mais alto possível, onde minha garganta já estava doendo.

–Você é insistente garoto, sua única aliada se foi. O que fará agora?

–Eu ganharei esse jogo, com toda a certeza!

–Mas já acabou o jogo. Você perdeu.

–Não, não perdi! – eu não irei acreditar tão facilmente em suas palavras. Eu sairei daqui, com todos.

–Mostrarei sua derrota.

Uma névoa preto se aproximava de meus pés, tentei correr, mas elas me alcançaram e seguraram meus pés, onde eu berrava de pavor, estava desesperado. Elas começaram a me prender, começaram a entrar pela minha boca, e ir para todo o meu corpo, era uma sensação horrível, parecia que estava me afogando. Minha consciência durou por algum tempo, mas eu não aguentei, minha visão escureceu e eu desmaiei.

Abri meus olhos e notei que estava na arquibancada do ginásio, onde eu vi Alex colocando a última peça para fazer o jogo. Eu entrei em pânico, iria acontecer novamente, teria que impedi-la não importava como.

–Charlie, Charlie, você está aí? – ela colocou a última peça do jogo e começou, falou a primeira frase.

–Pare Alex! Chega! – berrei o mais alto que podia pra impedi-la, onde eu me aproximava com passos rápidos, mas de uma forma de que ninguém a minha volta acharia que estou agindo estranho.

–Charlie, Charlie, você está aí? – novamente, é minha última chance de pará-la sem me interferir, tenho um plano guardado.

–PARAAA!

–Charlie, Charlie, vamos brincar? – não consegui parar, só me restava isso. Corri o mais rápido possível e dei um chute na porcaria da cruz, antes que ela se mexesse e ocorre-se aquilo novamente – Ryan! Por que fez isso?!

–Você irá me agradecer por isso! – havia dado tempo, terminei com o jogo antes que ela começasse. Pronto, nada daquilo vai acontecer.

–Como é que é?! – ela estava prestes a me matar, me batia com todas as forças que tinha, mas eu não ligava, não doía e se doesse, essa dor não se compara como a dor daquele local.

–Não adianta pedir a Deus... – a voz... aquela voz... Como diabos ele está aqui?! Eu acabei com o jogo antes de que pudesse responder, não haveria como ele responder! O QUE QUE ESTÁ FALTANDO?! O QUE EU ERREI?! DROGA!

Passou-se tudo como a primeira vez, não consegui impedir que o desastre acontecesse. Tudo estava perdido? Vai acontecer novamente? Tudo irá acabar como aquela vez? Não conseguirei salvar ninguém? Acha mesmo que irei desistir? SALVAREI PELO MENOS UM DESSE DESASTRE, NÃO IMPORTA COMO.

–Naomi! Não se deixe levar! Isso é tudo planejado por alguém, e está se divertindo com essa brincadeira de mal gosto. Não irá acontecer nada!

–SE TEM TANTA CERTEZA, POR QUE ESTÁ GRTANDO?! – eu não havia pensado nos detalhes, eu havia falado como se tivesse certeza, mas o meu tom de voz saiu como se eu estivesse pronto para morrer.

–Naomi! Olhe para mim! Apenas olhe nos meus olhos! – eu me agachei bem a frente dela e segurei seu rosto e fiz ela ficar com o rosto virado para mim, mas ela não abria o olho – Naomi! Abra o olho e olhe apenas para mim!

–Ei Ryan! Não é hora de ficar paquerando! – disse Alex perdendo a paciência comigo, isso foi apenas um pouco antes do... – AHHHH! SAI! – eu olhei rapidamente o que houve e vi ela perdendo completamente a cabeça, como a última vez.

–Se acalma Alex! Se acalma! – eu apenas consegui dizer isso, enquanto me levantava.

–A CULPA É MINHA! FUI QUE TIVE ESSA IDEIA! CULPA É TODA MINHA! – lágrimas escorriam de seus olhos, foi a segunda vez que vi Alex se abalar tanto desse jeito. Ela nunca mostrou tanta insegurança como essa cena, como aconteceu e não pude evitar.

–ALEX, NÃO É APENAS SUA CULPA! FICA AQUI! ELES NÃO FALOU NEM O JOGO! – berrei, sabendo a sua resposta, e o que faria depois disso. Não queria que nada disso acontecesse. Irei impedir nesse exato momento!

Tentei de qualquer jeito impedir esse BAD END, mas nada impedia. Toda vez que a Alex passava por aquele portão trancado, a mesma névoa preta que me pegou na primeira vez me sufocava novamente e me trazia de volta ao começo. Tentei de novo, de novo e de novo impedir o desastre, mas não consegui evitar. Foram tantas vezes que eu voltei, que tentei, que senti a mesma dor, acabei perdendo a conta de quantas vezes aconteceram.

Eu estava a prestes a desistir, estava prestes a aceitar esse destino, mas pela última vez, queria escutar a voz da pessoa que mais ficou de pé comigo, nesse inferno. Tinha voltado novamente onde tudo começou, eu estava sentado na arquibancada como se nada tivesse acontecido, onde Alex e os outros estavam começando a fazer aquilo. Nem fiz mais questão de me levantar, me deitei e peguei meu celular, nesse momento havia sinal em meu celular, porque não tinha acontecido aquilo. Disquei o número de Alex e esperei ela atender.

–Alô? – ela havia atendido. Eu não acreditei, me sentei com tudo na arquibancada e olhei em direção onde estava ela, no centro do ginásio, onde estava com todos. Ela estava prestes a começar aquilo, mas... ela não estava com o celular...

–Alex... – eu estava prestes a pirar, quem estaria do outro lado da linha? Aquela voz fingindo ser ela? Pensava em milhões de hipóteses possíveis, mas nenhuma foi capaz de me surpreender.

–Sim, sou eu – eu realmente escutei essa frase? É realmente verdade?

–ALEX SUA... – eu estava tão feliz, que estava prestes a gritar com ela. Jurava que estava com lágrimas nos olhos, queria continuar escutar sua voz nesse lugar que continuarei ficar indo e voltando.

–Quem é?

–Por favor... volta...

–Quem é?

–Ry...an... – por que? Minha visão escureceu de repente e acabei derrubando meu celular. Quando eu retornei, acordei no centro do ginásio e vi Alex de pé em minha frente, olhando para o jogo – Alex? – eu estava tão fraco que mal pude soltar a voz, mas estava feliz, ela havia voltado. Obrigado.

Não sei mais o que aconteceu, na verdade, o que aconteceu? Eu não lembro de nada, mas estou com a sensação de que me esqueci de algo. Não importa agora, preciso impedir Alex de fazer aquele jogo idiota, está assustando todos.

–Alex, não deixarei que faça isso – desci da arquibancada e falei me aproximando dela.

–Ryan! – disse ela com toda alegria do mundo. Qual é o problema? Que sensação persistente, por que estou com essa sensação de estar esquecendo de algo?

–O que houve? Está estranha...

–M.mas vocês não se lembram? – não fazia ideia do que ela estava a falar, será que tem algo haver com essa minha sensação? Não, não poderia ser.

–Alex, você está louca? – perguntou Naomi.

–Não! Vocês realmente não lembram?! – como ela é insistente com as coisas, ela está bem.

–Ela está igualzinha como sempre – concordo com você, Luke.

–L.U.K.E! – realmente, ela está bem, está como sempre. Ela saiu correndo atrás de Luke como sempre, para bater nele com o cabo de vassoura que estava em sua mão, mas logo voltaram até nosso encontro.

–Vamos colocar todos juntos, então – disse Oliver segurando o cabo junto com Alex.

–Está bem, então – concordamos e seguramos o cabo juntos. Eu fui o último a segurar, onde sem querer, acabei segurando próximo demais a mão de Alex. Eu penso: "foi sem querer mesmo?"

–Charlie, Charlie, você está aí? – dizemos todos juntos após colocar a última peça – Charlie, Charlie, você está aí? Charlie, Charlie, vamos brincar? – esperamos um pequeno tempo e nada. Como esperado. Eu sal correndo e dei um chute daquela cruz do jogo, fazendo todos rirem.

Não aconteceu nada, não esqueci nada... esqueci sim...

–NAOMI! ME EMPRESTA A LIÇÃO DE PORTUGUÊS!

Notas finais
Bom gente, essa foi minha pequena fanfic do jogo que está tão famoso na internet. Obrigada por lerem até o final, muito obrigada mesmo. Até uma próxima fanfic o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!