CANCELADO Um Doutor no Mundo Mágico
3 Um Amigo Inesperado
Notas iniciais
Lena acordou no dia seguinte com alguém lhe cutucando.
—Acorda!-gritou uma voz fina.
—Colin?- disse Lena, bocejando.
—Temos Defesa Contra a Arte das Trevas agora!
Lena se levantou depressa. Colin jogou uma mochila nas mãos da menina.
—Tive que pedir para uma garota pegar isso na sua mala!
Eles desceram as escadas correndo até chegarem enfim ao salão principal. Lena foi interceptada pelo Doutor e Colin seguiu para a mesa pegando uma grande quantidade de ovos com bacon e voltando estendendo a grande montanha para a colega.
—Toma, engole! — gritou o menino- Bom dia, Dr. Smith.
—Lena, eu...
Mas o Doutor não conseguiu terminar de falar, pois Colin já havia puxado a menina para longe rumo ao terceiro andar. Chegaram a uma porta onde Colin entrou batendo a porta e dizendo:
—Desculpe, professor!
Mas não havia ninguém lá dentro. O garoto voltou a agarrar Lena pelo braço e correu escada abaixo.
—A aula é no pátio!
Passando pelo Hall de entrada chegaram ao gramado e viram um grupo de alunos a distância.
—Desculpa, professor! — Disseram Lena e Colin juntos.
Àquela altura, a garota já havia percebido que ela e Colin eram amigos.
Remo olhou para eles sorrindo.
—Não se preocupem.- e virando-se para o restante dos alunos disse- Alias, sou Remo Lupin, o novo professor de Defesa Contra a Arte as Trevas de vocês. Por favor, agrupem-se em volta de mim.
Formando um círculo em volto do professor, os alunos olharam para o centro dele. Havia uma pequena horta com couve-de-bruxelas e seres estranhos em meio a elas.
—Estão vendo?- perguntou Remo, apontando para uma das criaturas que se mexia- Gnomos!
Alguns deram um passo para trás, outros riram.
—Não se preocupem- continuou Remo- São inofensivos. Nesta aula vou ensina-los a se livrarem deles.
—Mas professor...-murmuraram alguns, indignados.
—Não, não, crianças. Não vamos machuca-los. Vejam!
Remo pegou um gnomo ela perna. Ele protestava enquanto o professor o girava no ar. Por fim, foi jogado para longe, caindo com um baque surdo na grama macia.
—Observem-disse ele-Ele está tonto, o que dificultará sua volta para cá. Mas lembrem-se: eles sempre voltam. Vamos, façam o que eu fiz.
Hesitantes os alunos começaram o trabalho. Lena se sentia desconfortável com aquilo, pois parecia tortura animal aos seus olhos. Depois de dispensar cinco gnomos aflitos o sinal tocou, e ela e Colin dirigiram-se de volta ao salão principal.
—E agora? -Perguntou Lena- Que aula?
—Aula de Feitiços-respondeu Colin.
Rapidamente eles se encaminharam para o segundo andar. Chegaram cedo, pois a sala estava vazia e somente Filio Flitwick, o professor, estava lá. Lena e Colin sentaram-se lado a lado na parte de baixo da arquibancada.
—Vamos, onde estão os outros? — Murmurava o professor.
A sala começou a ficar mais cheia e Lena prendeu a respiração ao ver um rosto conhecido em meio a todos os outros: Gina Weasley. A menina de cabelos ruivos olhou para ela e sorriu. Lena retribuiu o sorriso de maneira exageradamente alegre, o que fez Gina rir e por fim se sentar do outro lado da sala.
—Sentem-se, sentem-se- repetia o professor- Hoje iremos estudar a ideia básica da Metafisica.
A partir daí Flitwick passou a falar sobre as propriedades do som e coisas afins. Lena ouvia tudo atentamente. As vezes parava e escrevia algo no pergaminho, reclamando baixinho quando errava alguma palavra e se perguntava onde poderia encontrar um corretivo.
No final da aula, o professor pediu uma redação sobre a Energia das Matérias.
Lena correu para a próxima aula, mas Colin a interceptou.
—O que está fazendo? É hora do almoço.
—Recreio! –Gritou a garota e correu para o salão puxando Colin pelo pulso.
Ao chegarem no salão comeram grandes cochas de frango e purê. Lena avistou o Doutor na porta e correu até ele.
—Olá!- saudou o Doutor- Está gostando?
—Estou adorando!-disse a menina dando um forte abraço no homem, e pegando ele pela mão o guiou até o exterior gramado da escola.
—Para onde estamos indo?- perguntou ele.
—Ver a Tardis, ora.-disse a menina rindo- Fico me perguntando onde poderá ter escondido uma caixa azul tão exuberante.
—Lena...
—Vamos, corra! Para que direção devemos ir? Ela está na floresta? Quero ver como ela fica nesta paisagem maravilhosa!
—Lena, a Tardis...
—Ah, está perto da casa do Hagrid. A propósito minha mãe vai achar estranho eu estar mais velha fisicamente, mas ela mente a idade dela, por que eu não poderia fazer o me...
—Lena, a Tardis não está aqui! — disse o Doutor, depressa. Lena parou, confusa.-Ela não está aqui.
—Ah, você não deve ter procurado direi...
—ELA NÃO ESTÁ EM NENHUM LUGAR! — berrou o Doutor. A menina deu um passo para trás.-Desculpe.
—Então como iremos voltar?
—Nós não iremos até ela aparecer. Eu sinto muito, muito mesmo.
Lena se virou para o horizonte e se sentou na grama verde, abraçando as pernas. O Doutor se sentou ao lado dela e a envolveu em um longo abraço.
—Eu sinto muito.
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