Notas iniciais
O final deste capítulo é, basicamente, o melhor final que pude imaginar. Espero que gostem.

—Ele faz parte da Ordem-repetiu Sirius ao perceber a expressão atônita da garota.

Lena ficou olhando para aquele rosto, e dele para o Doutor. Ajoelhou-se para mais perto das chamas e murmurou:

—A quanto tempo ele esconde isso de mim?

Os olhos do homem fixaram-se nos outros dois que permaneciam sentados e calados atrás da menina.

—Desde o começo...-respondeu o Doutor- Desde quando Sirius se refugiou na Casa dos Gritos.

—Já conhecia ele? Falou com ele e não me disse nada?

—Me desculpe. Não foi tão fácil convencer Sirius e Remo a confiarem em mim.

Sirius balançou a cabeça em sinal de aprovação e depois riu:

—Imagine como foi de repente ver um homem desconhecido entrar na Casa dos Gritos. Me transformei em cão imediatamente e sinto em dizer que o Doutor sofreu as consequências.

O Doutor levantou a bainha da perna direita da calça mostrando uma fina cicatriz que demarcava dentes caninos afiados.

—Enfim-disse Sirius, abruptamente-Precisa vir a Ordem, Doutor. Nos comunicamos somente pela lareira do Sr. Turner mas preciso falar com você pessoalmente. Sabe onde me encontrar. Traga a menina. Te vejo no Natal.

E então, desapareceu.

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O Doutor e Lena entraram na casa sombria. A menina olhava para os lados, aflita. Conversas podiam ser ouvidas no fim do corredor. O Doutor abriu a porta. E...

—Feliz Natal!-disseram muitas vozes no cômodo.

O Doutor tirou a capa que tampava seu rosto e abraçou todos que viu pela frente: Molly, Fred e Jorge, Hermione, Harry, Rony e por fim Sirius. Caminhou em direção a um canto da grande mesa que ali se estendia e cumprimentou o Sr. Weasley, que estava muito ferido mas sorria abertamente.

—Está melhor do que nunca, Arthur-disse ele.

O homem ruivo riu.

—Claro que estou.

Lena saudava a todos com um “Feliz Natal” triste. Sentou-se quieta na mesa, mas com o passar da noite, todos, incluindo ela, riram brandamente. Ao final da ceia, a Sra. Weasley distribuiu os presentes e Lena ficou acanhada por não ter trago nada.

—Eu sei, querida-disse Molly como se lesse os pensamentos da menina-São tempos difíceis para comprar presentes.

Lena abriu o embrulho que recebera e lá viu um cachecol marrom e verde. Ela sorriu e o colocou no pescoço, observando o Doutor que ria ao ver que ganhara um pulôver com uma grande letra D no centro.

Ao final, Sirius chamou Lena e o Doutor em um canto.

—Temos que decidir o que fazer.

Lena sorriu e colocou a mão no ombro do Doutor, aproximando-se do seu ouvido.

—Faça o que tiver que fazer Doutor-disse ela- Sei que fará o melhor, por que afinal de contas, você é O Doutor.

Então ela voltou a mesa, recolhendo os talheres e ajudando Rony a carregar os pratos até a cozinha enquanto o Doutor a observava, curioso.

—Nós sabemos de tudo. Mas não se preocupe-disse Rony-Não falamos nada para o Colin e a Luna.

Lena se sentou em um canto, observando o novo pingente que havia ganhado de Luna: era um tipo de rolha e estava juntamente com a concha azul e a vermelha que havia ganhado antes.

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—Vai salva-lo, não vai?-perguntou Lena, deitada no sofá marrom da cabana.

—Eu não sei.-respondeu o Doutor, sentado na poltrona reclinada e fixando seus olhos no vazio-Não posso alterar uma morte que está definitivamente escrita para acontecer.

—Regras de Time Lord-zombou a menina- Que vão para o inferno as suas regras. Vou salva-lo.

—Vai salvar como?-rosnou o Doutor-Jogando sua varinha no nariz da Lestrange? Mal sabe fazer uma pena levitar!

—Culpa de quem? -disse Lena, repentinamente zangada- Foi você que me tirou de Hogwarts. Embora jogar algo na cara dela não seria má ideia.

O Doutor se levantou depressa e correu para seu quarto. Lena o seguiu, confusa.

—Mas é claro! -disse ele, tirando a Chave Sônica dos circuitos-Preciso de uma força maior!

Caminhou para fora do quarto e voltou com um capacete de motociclista. Ligou cada fio a uma ventosa, grudou no capacete e depois colocou na cabeça.

—Ligue aquela tomada-disse ele, apontando para uma tomada que se ligava a cinco fios coloridos.

Lena ligou, com cuidado, a grande máquina de lavar. Um zunido saiu do capacete e o Doutor fechou os olhos. Fosse o que fosse que estivesse acontecendo, parecia doer. Uma luz dourada emanou do corpo do Time Lord e a máquina começou a se mexer. Lena abriu sua tampa a um sinal confuso do Doutor, e de lá finos raios saíram e uma imagem fosca foi conjurada em meio a eles: uma porta. O Doutor começou a gritar, a luz em seu corpo cada vez mais forte. De repente tudo parou.

Lena estava com a tomada em mãos, a face atônita.

—Você quer morrer?-perguntou ela, enraivecida.

—A ligação precisa ser mais forte-disse ele, sem dar atenção aos apelos da garota-Mas como?

O Doutor começou a andar de um lado para o outro, e Lena entendeu que deveria sair. Antes de chegar a porta, ele parou:

—O que era aquela imagem? Uma porta?

—Sim, era uma porta-respondeu Lena.

—Por que uma porta?

—Eu não sei, me diga você.

—Detesto não saber.

—Detesto quando você banca o maluco suicida-disse ela, e saiu.

—Onde vai?-perguntou Lena, ao ver o Doutor passar correndo pela sala.

—A Ordem foi convocada.

—Lord Voldemort?

—Sim. Sirius disse que Harry foi ao Ministério. Vão encurralar os Comensais lá.

—Sabe que isso não vai dar certo, não é?

—Sei.

—Vai salva-lo?

O Doutor não respondeu. Olhou fixamente para os olhos lacrimejantes de Lena e saiu, a cabeça repleta de dúvidas.

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—Sr. Turner!-uma voz gritou.

Lena correu para fora da cabana. Havia horas que o Doutor tinha saído. Três pessoas carregavam um corpo, e a quarta batia à porta. O Sr. Turner apareceu e eles entraram. A menina entrou logo em seguida, acompanhando o grupo até a sala. Sirius se virou para ela e balançou a cabeça tristemente.

O corpo foi colocado estirado no sofá, e Lena deu um grito.

Era o Doutor.

Notas finais
Muitos comentários, por favor!