Notas iniciais
Bem vindas/os para ler & comentar. *Os Nomes dos Jovens existem, realmente, com umas diferenças para melhor se condizerem à Ficção. *Toda a História é Fruto dum Desafio, há mais de 5 anos, entre o Autor & Sua Prima, cujo tema central foi: "Quem consegue terminar uma 'Fanfic' sobre o Tekken com Minhas 2 Primas mais Meu Irmão & Eu como Novas Personagens?" *C.A.D.G. é uma Trilogia [Aguardem].

Quem estava no escritório do Adriano, era ninguém mais, ninguém menos que...

— Heihachi Mishima! — Saudou-o Adriano. — Que prazer vê-lo aqui!

— Temos assuntos urgentes a tratar, Adriano! — Disse Heihachi. Em seguida, olhou para nós. — Quem são estes?

— Ah! — Exclamou Adriano e nos apresentou. — Estes são: Caroline, Ariel, Denise e Gabriel. Filhos dos meus funcionários que quiseram conhecer a profissão dos seus pais!

Heihachi parecia bem para a idade que tinha, porém conservava cabelos e bigodes brancos, assim como a pele enrugada. Ele olhou-nos desconfiado, mas acompanhou Adriano até uma porta que havia no fundo da sala.

— O que ele está fazendo aqui? — Perguntei, depois de ouvir um clique da porta.

— Talvez, para pedir ajuda! — Insinuou Caroline, sentando-se num sofá branco.

— Como assim? — Indagou Gabriel, aproximando-se ao meu lado direito.

— Bom — Começou Denise, sentando-se no sofá também. — Ele não está mais no controle da Mishima Zaibatzu...

— Zaibatsu! — Corrigiu-a Caroline.

— Tanto faz! — Retrucou Denise. — A questão é que ele deve estar pedindo ajuda para voltar ao controle da corporação de seu pai. Por que, então, ele se daria o trabalho de atravessar o mundo, só pra conversar? É muito estranho, não?

Nem me interessei pelo assunto, pois estava ocupado demais em prestar atenção ao escritório do senhor Adriano Mendes. Era uma sala bem organizada e limpa. As prateleiras estavam cheias de livros e objetos estranhos. A escrivaninha, de mogno, ficava bem a frente duma janela de visão panorâmica para o mar, e, ainda mais, para o sol da tarde.

— Então, o que acha Ariel?

— O quê? — Perguntei, confuso.

— Você acha que Heihachi está aqui para pedir ajuda? — Repetiu a pergunta a curiosa Denise.

— Sei lá! — Respondi. — Estou mais interessado nesta sala no que nesse velho egoísta!

— Realmente, este escritório é bem interessante! — Concordou Caroline ao levantar-se e ir examinar os objetos, mais atentamente.

Logo, todos estavam fazendo o mesmo e o assunto "Heihachi Mishima" ficou para outra hora.

— O que é aquilo? — Perguntou Caroline, apontando a um objeto de aparência estranha e cortante que estava equilibrado sobre uma das estantes.

— Acho que é uma espada!? — Chutei.

— Gabriel, não toque nisso! — Exclamou Denise.

Olhei a Ele: Sua mão direita encontrava-se a menos de cinco centímetros de um aparelho em forma de avião.

— Eu só queria ver! — Reclamou o Mesmo.

— É feio mexer nas coisas dos outros sem permissão, ouviu? — Repreendeu Denise, baixinho.

De repente, a porta da sala ao fundo abriu-se e dela saiu Heihachi, furioso. Ainda por cima, bateu a outra porta, do escritório, com força.

— Bom, o que acharam deste lugar? — Perguntou Adriano, indiferente à situação.

— É legal! Realmente, diferente de tudo que eu já vi! — Respondeu Caroline, antes de sorrir.

Assim que saímos da empresa, fomos à casa da Christie, a qual ganhou do Adriano. Este levou-nos em seu carro, silencioso e veloz. Quando chegamos, percebi que era uma casa bem modesta, com um jardim florido e um espaço atrás da residência. Imaginei tal como sendo o local onde a Christie deveria treinar capoeira.

Após deixarmos o veículo, Adriano dirigiu-se até o muro e digitou algo no painel que havia por ali. Alguns segundos depois, a porta da casa abriu-se.

— Adriano! — Exclamou Christie. E correu, abriu o portão e abraçou-o. — Há quanto tempo, não?

— Seis meses, para ser exato! — Respondeu ele, e nos apresentou. — Ah! Trouxe novos amigos!

Christie virou-se pra nós. Ela estava com os cabelos soltos; Vestia uma regata roxa e um short branco; Também tinha duas pulseiras em seu braço direito.

— Olá, eu sou...

— Christie Monteiro — Interrompeu-a Denise. — Capoeirista, neta do Lendário Mestre de Capoeira Ho Chi Myong* e amiga (Ou namorada!) de Eddy Gordo, também capoeirista!

Christie ficou surpresa com tudo aquilo.

— Como Você se chama? — Perguntou, sorrindo.

— Denise ..! — Respondeu Ela, maquinalmente.

— Hum, tenho certeza de que seremos grandes amigas!

— Ahhh, com certeza! — Falou Denise, com um pouco de frieza.

— E vocês, quem são? — Perguntou Christie, para nós.

— Eu sou Ariel.

— Caroline.

— Gabriel.

— Hum, sejam bem vindos à minha residência! — Convidou ela.

Dava pra ver como esta era ligada ao seu avô. Pois, assim que entramos na sala, vimos uma quantidade de retratos dela, do avô e, também, do Eddy Gordo. A casa misturava modernidade e simplicidade, com máquinas contemporâneas e móveis bem modestos.

— Querem tomar um banho? — Perguntou-nos Christie, enquanto atravessávamos o corredor que levava à cozinha.

— Por favor! — Respondemos em uníssono.

— O banheiro é aqui e ali — Apontou ela à esquerda e direita. — Fiquem à vontade!

— Mas, não temos roupa para nos trocar! — Exclamou Gabriel, ao ver o estado em que se encontrava.

— Eu já providenciei tudo! — Disse Adriano, atirando quatro sacas com roupas para cada um. — Tem quatro exemplares pra cada um de Vocês! Até roupas íntimas estão aí!

— Como sabe os nossos tamanhos? — Perguntei assombrado.

— Reconhecimento digital! — Respondeu Adriano, dando uma piscadela.

Depois de limpos e saudáveis, pois jantamos após o banho, já se passava das Sete horas da noite.

— Bom, o que Vocês sabem lutar? — Interrogou-nos Christie, assim que chegamos à sala de visitas.

— Bem, pratico a Sabatha! — Respondi.

— O meu é o Hookarê! — Respondeu Caroline, sentada ao lado da Denise, no mesmo sofá.

— Sou praticante de Luta Livre! — Esganiçou-se Gabriel, sentado ao meu lado.

— E eu luto Rajuit! — Respondeu Denise.

— E, o que é isso: Um palavrão? — Desdenhou Christie.

— Para a sua informação, é um estilo de luta muito poderoso e fui EU que inventei! — Retrucou Denise, ofendida.

— Então, por que não o testa comigo? — Desafiou Christie.

— Com prazer! — Aceitou Denise, levantando-se. — Mas, onde?

— Eu tenho um espaço para praticar, lá trás! — Respondeu Christie ao levantar-se e apontar a um lado. — Vamos?

Dirigimo-nos à uma quadra pequena. Tinha forte iluminação, vinda de cima, e havia umas cadeiras para podermos nos sentar e apreciarmos o combate.

— Isso não vai dar certo! — Comentou Caroline, baixinho, ao meu lado direito.

Assim que olhamos à elas, estas já haviam se cumprimentado e se posicionado, antes da luta se iniciar.

— Já! — Avisou Adriano à nossa frente.

Christie começou atacando com um “Rabo-de-Arraia”, mas Denise deu um salto mortal para trás e, em seguida, contra-atacou com uma pirueta e um chute de esquerda, porém Christie abaixou-se.

E foi assim, durante dez minutos, sem ninguém conseguir acertar um golpe na outra. A única coisa interessante na luta foi no momento em que a Denise tropeçou, mas havia conseguido recuperar-se antes da rasteira da Christie. Então, sem ninguém reparar, as duas caíram exaustas, ao chão.

— Empate! — Anunciou Adriano, por fim.

— Finalmente! — Exclamei.

— Você... Luta... Muito bem! — Ofegou Christie, apoiando-se no chão.

— Você... Também! — Ofegou Denise ao rolar e sentar-se. — Mas, você lutava melhor do que isso!

— Eu sei! — Concordou Christie, dando um soco no piso, com raiva. — É que Eu não pratico desde... Desde...

— Desde a morte do seu avô? — Perguntou Denise, baixinho, aproximando-se dela.

Christie escondeu o rosto entre as mãos, causando uma onda de remorso em minha Prima. Então Esta, para a surpresa de todos, encostou sua mão direita no ombro da outra.

— Tenho certeza de que ele sente muito orgulho de Você! — Disse a Garota, consolando-a. — E, de que... Seu avô gostaria muito que nós duas fossemos amigas!

— Você acha? — Perguntou Christie, baixando as mãos e encarando Denise com os olhos avermelhados.

— Tenho certeza!

Christie atirou-se por dentre os braços de Denise e Esta quase caiu para trás, porém foi forte e retribuiu o abraço. Aquela cena me sensibilizou muito, pois era ótima que tivesse um final feliz aquela discussão boba, iniciada lá na sala de estar.

Notas finais
Espero que tenham apreciado. *O nome do Avô da Christie Monteiro é Ho Chi Myong, mesmo; Ele é Vietnamita, de acordo com a história do Jogo.