Cómo Quieres/ Underneath It All
66 2.21 - Underneath It All/ Uma nova amiga... E contando da minha situação
Notas iniciais
PDV León
Eu acho que sobrevivo nesse mundo, pois não sei mais como é viver ou respirar desde que ela se foi. Só vivo por causa dos meus filhos e são os únicos que me dão motivo para eu não querer me matar. Afastei-me de todos, só tenho um contato superficial com os rapazes por causa da banda, a música e o Motocross têm sido o meu escape.
Faz dois meses que ela morreu, mas a dor continua aqui, cada lado que olho eu a vejo sorrindo ou com aquele olhar determinado que faria qualquer coisa por quem ama. Como ela pede seguir em frente? A minha vida é ela e sempre foi... Desde o primeiro momento em que eu a vi, nos brigamos, beijamos e lutamos um pelo o outro.
Jennifer: Ei. — eu me viro para minha filha — Vai ficar tudo bem.
León: Como? — pergunto para uma garota de doze anos.
Jennifer: Damos um jeito, mas a mamãe não ia querer que você ficasse aí isolado, vai para o Studio e sei lá, dá o exemplo. — ela respondeu.
León: Falando assim parece sua mãe. — ela deu um pequeno sorriso.
Jennifer: Fico feliz, mas vai lá, eu chamei a Tia Rachel para cuidar da gente.
León: Por que você tinha certeza que eu ia aceitar?
Jennifer: Porque lá é o seu lugar, foi começo de tudo lá. — concordei.
León: Obrigado. — agradeço e abraço a minha filha que retribuiu.
Jennifer: Por nada, eu vou lá tentar a Aurora sair do quarto. — suspirei e ela saiu do meu quarto.
A Jennifer foi a mais forte, deve ser pelo fato de ter o mesmo gênio da mãe, ela não demonstra fraqueza perto de ninguém só quando está sozinha, e eu sei disso porque eu já vi ela chorando por causa dela. O Nate é o segundo mais forte, mas, toda noite chora por causa da Vilu pedindo para ela voltar e isso corta o meu coração, o Ian não entende nada, pois é um bebê, mas sabia que alguma coisa acontecia....
Porém, a Aurora foi mais dificil, ela caiu em depressão, nós tentamos fazê-la ter um motivo para viver, mas ela se nega sair do quarto só se for para ir à escola, só que ela não é mais alegre e parou de implicar com a Jenny, virou quieta e invisível.
Eu preciso de você, Violetta, como eu preciso. Suspirei, tomei banho e troquei de roupa. Conversei com a minha irmã que compreendia a minha dor e me consolou por uns minutos já que a Jenny me jogou para fora de casa, literalmente.
[...]
Hoje aconteceu uma coisa estranha, pela primeira vez desde que a minha princesa morreu, tirando a minha familia, uma garota que salvou o Studio, foi a única que parecia compreender a minha dor. Voltei para casa e passei a tarde e a noite com os meus filhos e minha irmã, só quando a Rachel está aqui que Aurora sair do quarto, mas depois de uma ou duas horas volta para o mesmo lugar.
No outro dia, como eu não tinha ensaio, então fui para pista de Motocross e trenei dando algumas voltas. Até que vejo a tal garota Amy nas arquibancadas desenho em um caderno e sua expressão era concentrada. Segui até onde ela estava e a mesma olhou para cima. Parece que eu a deixei envergonhada, pois ela corou e fechou o caderno rapidamente, estranhei.
León: Está me seguindo? — ela riu.
Amy: Não, eu gosto daqui até me traz paz. — respondeu — Mas, se minha presença te incomoda, eu posso ir.
León: Não precisa ir e não me incomodo, eu só fiquei intrigado.
Amy: Belas manobras. — elogiou olhando para arena e me sentei ao lado dela.
León: Gosta de Motocross? — ela assentiu — Vem cá.
Peguei sua mão e senti uma corrente elétrica passar pelo meu corpo, resolvi ignorar e dei um capacete para ela. A mesma me olhou e eu assenti.
León: Pronta? — ela deu sinal positivo.
Acelerei. Senti-a me abraçando por trás, mas não me importei. Eu não sei o que está acontecendo comigo, mas essa garota me intriga. Dou algumas voltas e voltamos para base, ela sorriu e me abraçou quando estávamos novamente em terra.
Amy: Obrigada. — ela deu conta do que fez e se afastou — D-desculpa. — gaguejou.
León: Tudo bem, acontece. — ela abaixo a cabeça e a vi corar — Posso fazer uma pergunta?
Amy: Ok.
León: O que estava desenhando? — ela recuou.
Amy: Nada demais. — disse insegura.
León: Não é o que parece. — ela desviou o seu olhar do meu.
Amy: Pense o que quiser.
León: Mas, me deixou curioso.
Amy: Que pena. — ela saiu andando, mas a puxei e senti seu corpo perto do meu — Larga-me!
León: Por favor. — peço e ela pareceu pensar.
Amy: Tá bem, me encontra na mesma praça de ontem daqui uma hora. — diz.
León: Promete que vai estar lá?
Amy: Talvez, vai ter que descobrir.
Ela se foi. Que garota louca, numa hora é fofa e meiga e na outra grossa e debochada, eu podia deixar passar, mas eu queria saber o que ela estava desenhando e fazia tanta questão de não me mostra.
Tomei banho no vestuário e pus a minha roupa normal. Despedi do pessoal e quando deu o horário fui até a praça, eu não a vi em lugar nenhum e pensei que ela deu o cano, mesmo que a mesma disse "Talvez", estava perto de ir embora até que a vejo sentada no galho de uma árvore.
Amy: Se nunca olha para o céu? — perguntou e pulou da árvore, mas vi que o pulo que ela ia dar, a mesma iria acabar no chão.
Então, a peguei só que caímos nós dois no chão, ela encima de mim e eu por baixo, olhei em seus olhos que me olhavam curiosa e envergonhada, nossos rostos estavam centímetros um do outro até o celular começa tocar.
Ela sai de cima de mim e pede um minuto para atender o celular. Logo, volta pálida, mas tenta disfarçar. Eu perguntaria para ela o que aconteceu depois, por ora, eu vim por causa do desenho.
León: O desenho? — ela assentiu pegando o caderno da bolsa e me entregou.
Eu vi a arena do Motocross, mas uma coisa me chamou atenção que o corredor que ela desenhou era eu, era evidente. Ela tinha se afastado, a mesma desenha muito bem e, eu não sei porque só que a Amy, era única mulher fora da minha familia que eu conseguia chegar perto, não pelo que aconteceu alguns minutos atrás e, sim porque ela parece entender e compreender o que sinto com apenas um olhar.
León: Ficou muito bom. — ela sorriu envergonhada — Tem talento.
Amy: Obrigada León. — eu assenti e ficamos conversando conhecendo o básico um do outro, ela podia ser bipolar, no entanto, é uma ótima amiga que pouco a pouco, eu percebi isso.
PDV Francesca
Eu não tinha contado para o Diego o meu estado de saúde, embora que ele suspeitasse de algo, eu fui até o Studio e peguei o violão. Cantei Aprendí Decir Adiós.
Diego: Fran? — eu o olhei e o vi lindo como sempre.
Francesca: Oi meu amor. — ele me deu um selinho.
Diego: O que faz aqui tão tarde? — perguntou preocupado o deixando fofo.
Francesca: Precisava pensar. — digo sem entrar em detalhes.
Diego: Sobre o quê? — curioso!
Francesca: Nada. — ele me virou para ele e me fez olhá-lo nos olhos.
Diego: Para de mentir para mim, pois eu não sou burro, Francesca.
Ele se irritou e tinha toda razão. Estava na hora de dizer a verdade, não poderei esconder por muito tempo, mesmo.
Francesca: Eu estou com câncer, Diego. — jogo a bomba, ou era isso ou eu ia perder a coragem.
Ele ficou pálido e me olhou. Abraçou-me e começou a chorar e eu acompanhei, depois de um tempo me fez olhá-lo e perguntou seriamente:
Diego: Se tem quanto tempo?
Francesca: No máximo seis meses. — ele arfou e sentamos no chão.
O Diego deitou sua cabeça no meu colo e eu acariciei os seus cabelos negros e rebeldes que o deixava lindo. Só de pensar que logo terei que partir e o deixá-lo me mata por dentro, essa dor é bem pior.
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