Código de conduta 2
53 Vou vingar você!
Freeza terminava de dar umas ordens aos seus seguranças ainda não estava sabendo de tudo que aconteceu na cidade, pois o galpão não tinha sinal de telefone e internet, rádio e televisão então estava totalmente isolado do mundo lá fora, mas foi exatamente por esse motivo que tinha escolhido aquele lugar para ser o seu depósito, se comunicava com todos através de telefone via satélite, mas logo ele iria saber de tudo, pois Zarbon entrou na sala esbaforido e completamente pálido.
— Senhor Freeza, precisamos conversar!
— Agora não Zarbon, preciso resolver para onde mandar essa mercadoria. – o homem responde conferindo uns itens numa prancheta e não dá atenção.
— O senhor não entendeu Freeza, a casa caiu! — o homem diz e Freeza olha para ele agora sem entender.
— Do que tá falando Zarbon?
— A polícia descobriu tudo, todo o esquema, os contêineres foram interceptados no porto e apreenderam toda a mercadoria que estava sendo transportada.
— MAS O QUÊ??? – Freeza grita e Zarbon fecha os olhos. _ Como isso foi acontecer?
— O policial, ele está vivo e denunciou o senhor.
— O QUÊ??? – Freeza grita de novo e Zarbon sente as paredes do galpão tremer. _ Como assim o policial está vivo? Você me disse que ele estava morto!
— Os homens fizeram confusão senhor o Freeza, acharam o carro dele na garagem e as luzes da casa acesa eles pensaram que ele estava em casa, mas não estava. – Zarbon diz e ele próprio treme.
— Eu não tô acreditando nisso! Como esses imbecis foram dar um vacilo desse? Eu mandei que verificassem a casa, que só colocassem fogo se tivessem certeza que ele estava lá dentro! – o homem joga a prancheta no chão e fumega.
— Eles se confundiram Freeza e agora todo o esquema está sendo descoberto.
— Mas que merda! Eu estou cercado de incompetentes que inferno! — começou a chutar as caixas no chão com raiva, tudo que construiu por anos foi desfeito em segundos. Aquilo não poderia está acontecendo.
— E não é só isso senhor Freeza... – Zarbon interrompe o ataque de fúria do homem que o olha com raiva.
— E tem como ficar pior?
— O Dodória foi preso enquanto tentava fugir da cidade e aquela sua assistente também...
— Mas que merda! Merda, merda, merda! – Freeza da voltas pela sala com as mãos no quadril, não estava preparado para aquilo.
— Mas o Dodória até onde eu sei não disse nada, só aquela sua secretária que já abriu o bico sobre tudo o que viu e ouvia.
— Vagabunda! Eu sabia que já tinha que ter me livrado dela, mas ela era tão boa na cama...
— Temos que sair daqui senhor Freeza a polícia também está atrás de mim, já sabem do meu envolvimento com você e vai ser questão de tempo até eles chegarem aqui.
— Calma! Temos que pensar com cautela agora. Há essa hora todas as entradas e saídas da cidade estão sendo monitoradas e com certeza minha cara já está estampada em todos os jornais... — ele pensa por um tempo e determina. _ Ligue para o piloto do jatinho e mande ele vir para cá o mais rápido possível, mande ele desligar todos os rastreadores e comunicadores, pois com certeza o tráfego aéreo também deve estar de olho.
— Certo, mas e a mercadoria, o que vamos fazer?
— Vou mandar colocarem tudo dentro dos túneis, a polícia não vai encontrar, quando a poeira abaixar mando buscar tudo. – decide.
— E a garota? O que vai fazer com ela?
— Ela virá conosco como já estava combinado.
— Mas o senhor vai contar que o policial está vivo?
— Não, deixe que ela continue pensando que ele está morto vai ser mais fácil para ela começar com Samuel. Se ela souber que ele está vivo vai tentar fugir para voltar pra ele.
— Está certo senhor Freeza, eu vou arrumar tudo para quando o jatinho chegar. – Zarbon se vira e Freeza o chama.
— Zarbon! Não avise a ninguém sobre a chegada do jatinho e muito menos o destino dele eu não irei levar todos os homens comigo, iremos deixar alguns aqui.
—Certo.
— E dê um fim há aqueles três imbecis! A incompetência deles está custando muito caro para mim!
— Pode deixar, vou cuidar disso agora mesmo.
Zarbon assente e sai tirando a arma da cintura (...)
***
A chuva ainda estava forte na região como se Deus estivesse lavando aquela terra de toda a maldade instalada ali e há tempos não chovia assim, já tinha até causado queda de energia em alguns locais. Samuel foi novamente ao quarto de Bulma estava preocupado, pois ela demorava muito a acordar depois da pancada que ele deu na cabeça dela contra o chão, ele não queria ter feito aquilo, não queria ter machucado ela, mas tinha ficado nervoso e não soube o que fazer para que ela se acalmasse. Quando entrou no quarto viu a garota sentada nos pés da cama abraçando os joelhos.
— Aí Bulma Graças a Deus você acordou, eu estava preocupado você não acordava e eu já estava quase procurando um médico pra vim ver você. — ele disse aliviado se aproximando da garota que estava no chão, ela estava imóvel e olhava para o chão com o rosto nos joelhos. _ Me perdoa Bulma, eu não queria ter feito aquilo, eu não queria ter machucado você... — Ele olha para ela que estava com os olhos perdidos, sem vida, não chorava mais e seus olhos estavam completamente vermelhos, ela não olhou para ele e manteve a mesma expressão.
— Bulma, fala alguma coisa, por favor...
— Vocês mataram o Vegeta... – ela murmura com raiva, a dor tinha se transformado em outro sentimento agora.
— Eu não tive nada a ver com isso eu juro, eu não sabia que o meu pai iria mandar incendiar a sua casa...
— Eu nunca vou perdoar vocês!
— Eu sinto muito fazer você passar por isso, mas ele não iria deixar a gente em paz ele iria continuar investigando meu pai e viria atrás de você, não teríamos paz com ele vivo Bulma. – ele se justifica, Bulma agora o olha com tanto desprezo que sente suas mãos começarem a tremer.
— Você e seu pai são uns monstros!
— Eu sei que tudo isso parece horrível agora, mas um dia você vai entender...
— Entender o quê? Que vocês precisam matar as pessoas para terem o que quer? Que a vida do outro não importa? Vocês não vão se sair bem dessa, a morte do Vegeta não vai ficar assim! – ela continuava olhando pra ele sem desviar, com raiva, raiva não, com ódio! Nunca tinha sentido aquele sentimento antes, nunca tinha sentido tanta raiva de alguém a ponto de fazer sua mente divagar em pensamentos obscuros. Samuel se levantou e não negava que o olhar da garota lhe assustou.
— Eu imagino que você deva estar sentindo dor eu vou trazer um remédio pra você.
Bulma seguiu o rapaz com os olhos vendo-o sair do quarto e trancar a porta pelo lado de fora. Aquilo não iria ficar assim, as lágrimas caíram dos seus olhos e ela as enxugou iria se vingar a morte de Vegeta não ficaria por isso mesmo ele não merecia ter passado por aquilo, ele não merecia que sua vida tivesse sido tirada como se não valesse nada ele era alguém, era o seu alguém e aquele homem iria pagar. Não sabia como iria ser sua vida agora sabendo que ele não estava mais ali, que nunca mais o veria de novo, que nunca mais poderia voltar para ele de novo e sinceramente já não via mais sentido nenhum em continuar em um mundo em que ele não existisse...
Puxou a bolsa de cima da cama, a abriu e procurou a toalha de rosto que estava enrolada na arma e a desenrolou, ficou olhando para ela, não sabia como iria usar aquilo, mas isso agora não importava mais ela não tinha mais nada a perder, pois já tinham tirado tudo dela tudo que era de mais precioso, iria vingar a morte dele nem que fosse a última coisa que iria fazer na vida.
Apertou o botão ao lado da coronha para ejetar o carregador, pegou as balas que também estavam na toalha inserindo uma de cada vez com o lado arredondado para frente até que o carregador estava cheio com as 17 balas que o seu compartimento suportava, colocou o carregador novamente o empurrando para cima até ouvir o estalo que indicava o encaixe, destravou a trava de segurança empurrando a alavanca de segurança na parte superior da arma para baixo e engatilhou carregando o cartucho na câmera de disparo e ela já estava pronta para uso...
***
Samuel saiu do quarto e foi procurar um remédio de dor para Bulma não negava que o olhar da garota lhe assustou, sabia que ela estava sofrendo agora, mas logo ela entenderia e com Vegeta fora do caminho seria mais fácil para ele conseguir conquistá-la, pois ela não teria mais para onde voltar. Enquanto andava pelo galpão percebeu a movimentação dos homens do seu pai que estavam arrumando às pressas todos os pertences deles ali, andou pelas salas sem entender a súbita agitação e encontrou seu pai agitado dando ordens há alguns homens e foi até ele.
— Pai o que está acontecendo?
— Arrume suas coisas Samuel, em pouco mais de uma hora vamos embora daqui! – o homem diz nervoso, tudo estava desmoronando e não poderia se deixar ser preso.
— Como assim? Nós não iríamos amanhã? – o garoto pergunta sem entender.
— Mudança de planos, deu tudo errado o policial está vivo e nos denunciou a polícia está atrás da gente e já prenderam o Dodória!
— O quê? Como assim? – os olhos de Samuel dobram de tamanho.
— Aqueles incompetentes colocaram fogo na casa vazia.
— Mas que merda! – ele passa a mão pelo cabelo. _ E o que vamos fazer agora?
— Temos que fugir, já vasculharam nossa casa e o escritório e a essa altura já sabem de todo meu esquema e já sabem que a Bulma está conosco.
— Mas que droga! Isso não poderia acontecer!
— Agora é tarde, o jatinho já está vindo nos buscar ele deverá estar aqui em 1:00 hora no máximo temos que fugir para bem longe.
— E o que vai fazer com as mercadorias?
— Os homens estão escondendo tudo no túnel aqui embaixo a polícia não vai encontrar quando a poeira abaixar dou um jeito de buscar tudo, mas agora temos que sair.
— E o que eu falo pra Bulma?
— Não diga nada é melhor que ela pense que ele está morto para ela não tentar dar uma de esperta e tentar fugir de você.
— Tá bom, eu vou arrumar tudo.
Samuel sai xingando alto por tudo ter dado errado, mas não iria permitir que Vegeta levasse Bulma iria fugir com ela custe o que custasse.
Se Bulma não fosse dele ela não seria de mais ninguém (...)
***
Kuririn estava debruçado sobre o computador e estava quase indo procurar um calmante a delegacia naquele dia está uma verdadeira zona e nunca tinha visto ela com tanto movimento assim antes. Os policiais corriam para cima e para baixo e a imprensa estava toda na porta do prédio tentando pegar informações sobre o que estava acontecendo e sobre o esquema criminoso que estava sendo desmantelado e resultando em inúmeras prisões por quase todo o estado. Satan estava do lado de fora tentando acalmar todo mundo e não deixar que nada vazasse, para não atrapalhar as investigações. Vegeta estava a ponto de matar um e ninguém tinha coragem nem de olhar na cara dele, se um cego olhasse para ele agora seria morto. Já tinha rastreado tantas placas de carro e GPS de celulares que deveria até ganhar um aumento no fim do mês nunca trabalhou tanto antes, estavas quase se levantando para pegar um café quando viu uma luz vermelha começar a piscar na tela do seu computador, estreitou os olhos para ver o que era e eles simplesmente se arregalaram quando viu o nome Meirin 47197 aparecer na tela junto com uma localização que piscava. Se deu conta de que era o rastreador da arma que estava com Bulma que tinha sido ativado e que agora mostrava a localização exata do ponto em que ela estava.
Se levantou correndo da cadeira e foi tropeçando na mesma que se enganchou no seu pé para procurar Vegeta o homem precisava ver aquilo, o encontrou dentro da sala de interrogatório onde ele, Raditz e outro policial ainda tentavam arrancar alguma informação de Tights, mas a mulher só sabia chorar. Entrou na sala esbaforido e puxando o ar.
— Vegeta, Raditz corram aqui, vocês precisam ver uma coisa!
— O que foi Kuririn? — Raditz pergunta meio nervoso já estava a horas naquela sala só vendo Tights chorar e dizer que não sabia de nada e já havia gastado todos os lenços da caixa, sabia que daquele jeito não chegaria a lugar nenhum.
— Eu consegui a localização da arma da mãe da Bulma!
Ao ouvir a última parte Vegeta saiu da sala praticamente derrubando todo mundo, Raditz foi atrás dele e correram até a mesa do baixinho que já estava correndo até lá também.
— Fala que isso é verdade! – Vegeta diz, seu coração começava a galopar dentro do peito.
— É verdade, olha só Vegeta. — mostra o computador onde a localização na tela ainda piscava. _ É a localização da arma que está com Bulma, o rastreador foi ativado em pouco mais de 10 minutos. – diz o baixinho ampliando a tela no ponto que piscava.
— Anota a localização agora! — Vegeta manda sentido seu coração acelerado tinha encontrado sua menina.
— Espera um pouco Vegeta, se o rastreador foi ativado é porque a Bulma destravou a arma... – Raditz diz e olha para Vegeta em pânico agora ao se dar conta de que para a aquela localização está aparecendo no radar é porque Bulma estaria usando a arma.
— Tá acontecendo alguma coisa com ela Raditz... — Vegeta também o olha com o mesmo pânico o coração parecia estar correndo uma maratona.
— Eu anotei as coordenadas da localização é só colocar no GPS do carro, ela está em algum lugar no Bosque de Álamos só não consigo saber onde, esse local é repleto de árvores e plantas é uma floresta boreal com muitos bosques e não há registros de casas num raio de 60km.
— Mas deve ter alguma coisa lá, com certeza tem! – Raditz afirma.
— Vocês precisam ser rápidos, Álamo fica a 85 Km daqui, vocês precisam correr.
— Nem que eu tenha que aprender a voar chego lá. _ Vegeta pegou o papel da mão de Kuririn e olhou para Raditz. _ Reúna todos os policiais disponíveis Raditz, vamos buscar Bulma!
***
Bulma não sabia quanto tempo tinha se passado desde a hora que Samuel saiu e que tinha engatilhado aquela arma, sentia seu corpo pesado seu estomago se contorcia dentro dela, já tinha passado mal duas vezes e vomitado tanto que quase coloca as próprias tripas para fora, só de pensar que Vegeta estava morto, seu corpo tremia por inteiro e não tinha mais lágrimas para chorar sentia que seus canais lacrimais tinham secado e seus olhos ardiam, seu coração custava aceitar, sua cabeça doía e lhe deixava tonta.
Se levantou arrastando os pés até o banheiro e se olhou no espelho não reconheceu a mulher que estava refletida nele e sabia que nunca mais seria ela de novo sua vida tinha acabado, não tinha mais nada, não tinha mais ninguém. Não tinha nenhuma família, não tinha seus amigos e não tinha Vegeta. Olhou para seu reflexo completamente pálido no espelho, os olhos grandes demais vermelhos e sem vida ela não tinha mais motivos para sorrir uma parte dela havia morrido junto com ele.
Abriu a torneira e lavou o rosto, bebeu um pouco da água da torneira mesmo, soltou o cabelo para refazer o rabo de cavalo sentia que sua cabeça ainda estava inchada e doía, mas aquilo não importava. Voltou para o quarto e pegou arma em cima da cama e a colocou por dentro da calça atrás das costas colocando a camiseta por cima para disfarçar procurou um casaco dentro da bolsa e o vestiu ele ajudava disfarçar ainda mais a arma em suas costas. Sentou na cama e sentia a arma pressionando suas costas e seu corpo começa a formigar, mas não conseguia ter nenhuma reação, não saberia dizer o que estava sentindo agora, todos os sentimentos estavam conflitando dentro dela. Puxou sua foto embaixo do travesseiro e olhou para o homem moreno que sorria olhando para ela, correu os dedos pela imagem dele apertando os olhos sentido que as lágrimas desciam queimando em seu rosto.
— Você não merecia isso meu amor... — ela soluça, seu peito fica espremido. _ Como eu vou viver agora sem você... Eu te amo, vou te amar pra sempre... – ela fecha os olhos e aperta a foto contra o peito...
Samuel entra novamente e vê ela sentada na cama olhando a fotografia dela com o Vegeta.
— Bulma não faz isso com você mesma.
— O que é que você quer?
— Eu vim buscar você, meu pai quer falar com você.
Bulma não queria ter que olhar na cara de Freeza, mas aquela poderia ser a chance que teria.
— Me dê à foto Bulma. – ele pede, não seria bom pra ela ficar olhando aquilo.
— Não!
— Não me faz tomar ela a força de você, me dê!
Bulma entrega a foto a ele cerrando os dentes e olhava pra ele com raiva. Ele pegou a foto e a dobrou guardando no bolso a vontade que ela tinha agora era de descarregar aquela arma nele, mas se fizesse isso agora o quarto estaria cheio de seguranças em segundos e não teria a chance de chegar em quem realmente queria. Samuel começou a pegar algumas coisas dela que estavam pelo quarto e foi guardando dentro da bolsa, Bulma o olhava pelo canto de olho e não esboçava nenhuma reação quando ele terminou colocou as alças da mochila dela nas costas e olhou pra garota.
— Vamos Bulma!
A garota se levanta sem reclamar, se sente tonta, suas pernas estavam fracas, Samuel tenta lhe amparar, mas ela o empurra para longe, se sente enojada só em ficar perto dele, se deixa ser levada por ele pelo corredor, enquanto andava ela nota a agitação, os homens de Freeza passavam a todo o momento com caixas nas mãos como se tivessem apressados. Chega à sala onde esteve pela manhã e nota tudo vazio, tinham retirado a mesa e as cadeiras, algo estava acontecendo. Freeza conversava com alguns homens e forçou um sorriso quando olhou a garota ao lado de seu filho.
— Bulma, como você está se sentindo? – de forma sínica ele pergunta e Bulma cerra os dentes. Estava diante de quem queria.
— E aí pai, já está tudo pronto?
— Sim, o jatinho já chegou, os homens estão guardando as coisas pode ir entrando com Bulma, eu vou logo em seguida.
— Eu não vou há lugar nenhum com vocês! – Bulma diz não tinha mais motivos para ser boazinha.
— Não banque a rebelde agora garota, não temos tempo pra isso!
— Você vai pagar caro pelo o que fez! – ao perceber que tinham ficado apenas ela, Sam, Freeza e apenas dois seguranças Bulma puxa a arma das costas em um gesto rápido, a segurou com força apontando para Freeza que no mesmo instante colocou as mãos na frente do corpo e seus seguranças também sacaram as armas deles e apontaram para ela. Mas não se intimidou. Estava tremendo.
— LARGUEM AS ARMAS OU EU ATIRO NELE! – Bulma grita com coragem, não tinha mais nada a perder.
— Bulma, larga essa arma. – Sam pede com cautela, também colocando as mãos na frente do corpo.
— EU MANDEI LARGAREM AS ARMAS! – ela grita de novo, segurava a pistola com força, mas sentia sua mão tremer.
— Larga isso garota, você vai se machucar! – Freeza diz, vendo que alguns dos seus seguranças davam a volta para chegar por trás da garota.
— VOCE NÃO DEVERIA TER MATADO O VEGETA! – Bulma olha para o homem com os olhos cheios de lagrimas, enquanto mantinha a arma apontada na direção dele, seu peito subia e descia.
— Pense bem, para não se arrepender!
— Bulma, solta a arma...
— CALA A BOCA! – ela aponta para Sam agora. _ Quem vai se arrepender é você!
— Solta isso, você não vai ter coragem de atirar em mim, não é da sua natureza garota, isso não é brinquedo pra criança, solte! – Freeza desdenha, Bulma abaixa um pouco a arma e seu dedo escorrega no gatilho e dispara, o tiro acerta na coxa direita de Freeza, mas o coice da arma lhe assusta tinha se esquecido dessa parte e perde a concentração, um dos seguranças corre em sua direção e assustada atira de novo o acertando no peito, se vira para Freeza, vê que ele está sendo socorrido e tenta mirar nele novamente, mas ai recebe um soco no lado direito do rosto que não sabe de onde veio e lhe fez desequilibrar, olha para frente e vê Zarbon avançando sobre ela, segurando seu pulso com força com uma mão e com a outra puxava seu cabelo, tentou atirar, mas seu dedo estava longe do gatilho e o homem a machucava.
— Solta essa arma garota! – Zarbon grita pra ela, Bulma tenta chutá-lo no meio das pernas, mas não acerta, grita sentindo seu pulso sendo esmagado pela mão do homem a dor é tanta que solta a arma que dispara assim que bate no chão, o policial sorri vendo a dor estampada no rosto dela.
— PARA NÃO MACHUCA ELA! – Sam grita em desespero sem saber se socorria o pai ou Bulma, mas não conseguia ver o policial machucando-a, e avança sobre o homem o empurrando.
— TIRA AS MÃOS DELA AGORA!
— Então cuida direito da sua vagabunda! – Zarbon cospe e joga Bulma na direção de Sam, que a abraça.
— Encosta nela de novo e eu mesmo mato você! – ameaça.
— Tem sorte de ser o filho do chefe, seu pai levou um tiro e está mais preocupado com ela!
Samuel cerra os dentes vendo Zarbon pegar a arma de Bulma no chão, vê o segurança que levou o tiro no peito ser socorrido e Zarbon ir até ele, não deixaria ninguém machucar ela, sentia ela tentando se soltar do abraço dele, mas não a soltaria, sabia que os homens do seu pai a matariam pelo o que ela fez, olhou para Freeza que gritava com um dos homens que enrolava uma faixa branca na coxa que sangrava, viu Zarbon vindo em sua direção agora erguendo a mão pronto para tirar Bulma de seus braços.
— Solta ela garoto, para o seu próprio bem!
Ele abraça Bulma com mais força, mesmo aos protestos dela, mas aí ouviram muitos gritos vindo de fora da sala e alguns homens entraram esbaforidos.
— Senhor Freeza, a casa caiu! A polícia está invadindo o galpão!
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