Código de conduta 2
35 Uma viagem inesperada
No banheiro Vegeta tirou a roupa e entrou debaixo do chuveiro suspirou fundo, estava cansado, com dor e completamente destruído. Se sentia destruído por aquela que mais amava e estava acontecendo justamente o que ele mais temia e pensar que Bulma estava se envolvendo com outro homem... Era demais para ele e por mais que ela dissesse que aquele beijo não tinha significado nada para ela não conseguia acreditar de verdade nisso.
Há um tempo estava sentindo essa sensação de que a perdia a cada dia, a cada briga isso ficava mais claro e diante do que tinha acontecido essa sensação só ficou ainda mais evidente. Fechou os olhos e tentou imaginar a cena dela nos braços daquele Samuel dos lábios dele beijando os dela, os lábios que ele sempre achou que fossem só dele, seu peito doía e seus olhos ardiam só com a hipótese de ela ter correspondido.
Passou a mão nos cabelos e depois as colocou na parede ficou deixando a água cair em suas costas enquanto mantinha a cabeça inclinada para baixo sentiu suas próprias lágrimas quentes se misturarem a água que escorriam de seu rosto e fechou os punhos dando soquinhos leves no azulejo a vontade que ele tinha era de estar socando a cara daquele Samuel que se achava no direito te encostar em Bulma, mas sabia que se fizesse isso não sobraria nada daquele moleque para contar a história e ainda tinha a investigação, estava com raiva, raiva não, ódio, por não poder fazer nada naquele momento.
Tomou um banho rápido e de qualquer jeito e enrolou uma toalha na cintura, quando saiu do quarto viu Bulma sentada na cama esperando por ele já imaginava que ela estaria ali e que precisaria conversar apensar de ainda está muito atordoado e não sabia o que pensar, não sabia o que fazer, só sabia que aquela situação tinha mexido muito com ele e tinha lhe deixado muito mal.
Foi até o guarda-roupa pegar algo para vestir e tentava ignorar que ela estava ali e olhava para ele com os olhos esbugalhados, como uma criança que fez merda e não sabia como pedir desculpas. Bulma levantou da cama esperando que ele falasse alguma coisa, mas, no entanto, ele ficou em silêncio enquanto andava pelo quarto e o silêncio dele deixava ela agoniada, mais agoniada do que ouvi-lo gritar.
— Vegeta diz alguma coisa, por favor... — ela pediu aflita, desde que chegaram ele não tinha dito uma única palavra e estava se roendo por dentro, porque não sabia o que ele estava pensando.
— Eu só vou te fazer uma pergunta Bulma!
Vegeta disse batendo a porta do guarda-roupa desistindo de pegar a roupa, olhou para a garota que começou a tremer.
— E eu quero ouvir uma resposta clara e sem rodeios! – continua.
— Pode perguntar o que você quiser.
— Você gosta dele? Você tem alguma atração por aquele Samuel? – pergunta, temendo que a resposta fosse doer mais nele.
— Não Vegeta! – ela responde de uma vez, sem pensar.
— Não mente pra mim!
— Eu não tô mentindo, eu juro que não!
— Então porque você deixou ele beijar você?
— Eu não sei... – ela abaixa a cabeça, não tinha respostas para aquilo.
— Você não sabe? É isso que vai dizer pra mim? O cara beija você e você não sabe por quê?
— Eu não sei Vegeta... Eu não pedi por isso, eu não pedi pra ele me beijar, eu não esperava, o que você queria que eu fizesse?
— Que não tivesse correspondido!
— Mas eu não correspondi! Eu fui pega de surpresa, eu não tive reação, mas aquele beijo não significou nada pra mim! Se você ouviu minha conversa com ele você também ouviu quando eu disse que eu amava você, que ele não devia mais fazer aquilo.
— Você gostou do beijo dele?
— Claro que não Vegeta! Porque você tá me torturando assim?
— Eu tô torturando você Bulma? – ele dá um passo na direção dela. _ Sou eu que tô torturando você? Não, é você quem está me torturando! Eu disse pra você tantas vezes que esse cara era afim de você e você não me ouviu! – grita e Bulma começa mexer as mãos nervosa.
— Ele não vai mais fazer isso Vegeta, eu disse pra ele que não tem a menor chance, que nada do que ele acha que sente é real.
— E como você acha que eu fico na história heim? O cara te beijou na frente na sua faculdade para todo mundo ver, qualquer pessoa pode ter visto isso!
— Vegeta eu não tenho culpa...
— Tem culpa sim! – anda mais um passo à frente e Bulma recua. _ Eu pedi pra você ficar longe dele, eu mandei você se afastar dele várias vezes e você não me ouviu ficava aí o tempo todo defendendo-o dizendo que ele era seu amigo que ele era isso e aquilo e olha só o que ele fez! Expôs você pra todo mundo. Você acha que as pessoas não vão falar da garota que namora um policial, mas fica aos beijos com o amigo de turma na frente da faculdade?
— Eu não ligo para o que vão falar Vegeta, apenas a sua opinião que me importa.
— A minha opinião que te importa? – ela dá um sorriso sarcástico e volta a se afastar. _ Agora? Depois que a merda foi feita é que a minha opinião importa?
— Por favor, não faz isso comigo, você não tá me odiando mais do que eu Vegeta, se você soubesse o quanto eu tô arrependida...
— Agora é tarde, seu arrependimento não vale de nada agora...
Bulma soluça e tenta não chorar, porque aquilo parecia ser o fim?
— Me deixa sozinho Bulma eu tô exausto eu quero dormir. – ele diz dando as costas e voltando ao guarda roupa.
— Por favor, não me afasta de você Vegeta...
— Não me faça ser ríspido com você Bulma, porque eu não quero! — mandou mais uma vez sem olhar para ela e sem escolhas Bulma saiu do quarto. Assim que passou pela porta ouviu ela sendo trancada pelo lado de dentro, deixou ele sozinho sabia que não poderia ficar insistindo agora ele estava magoado demais e tinha razão, a culpa de tudo aquilo era dela, ela deixou tudo aquilo acontecer. Foi para o seu quarto e deitou na cama como ela queria que tudo aquilo fosse um pesadelo horrível que nada daquilo tivesse acontecido.
***
Bulma pegou no sono e acordou algumas horas depois, mas percebeu que Vegeta ainda estava no quarto e a porta dele ainda estava trancada pensou em bater e chamar por ele e tentar conversar, mas desistiu, não queria ficar forçando a barra por mais que estava se sentindo culpada queria deixar que ele pensasse por si só. Se levantou e foi fazer um almoço não estava sentindo um pingo de fome, mas cozinhar iria lhe manter distraída. Fez um arroz e começou a temperar uma carne quando ouviu os passos de Vegeta entrando na cozinha, seu coração ficou acelerado, principalmente porque ele a ignorou por completo.
— Oi! — disse a ele para puxar assunto.
— Oi! – ele responde seco, e abre a geladeira pegando uma garrafa de água.
— Já tá na hora dos seus remédios, você não tomou de manhã, vai ter que tomar o dobro agora.
— Já ia fazer isso agora. – ele torna responder de forma fria pegando as cartelas de comprimido em cima da geladeira, colocou quatro comprimidos na boca e encheu um copo com água para engolir e pela primeira vez Bulma não viu ele fazer careta.
Queria dizer alguma coisa pra ele, mas não sabia o que dizer, ouviu o celular de Vegeta tocando dentro do bolso do short dele e viu quando ele pegou o aparelho e atendeu ali mesmo.
— Oi mãe... – diz e Bulma fica prestando atenção à mãe dele quase nunca ligava. _ Como assim?... Quando foi isso... – Vegeta pergunta e parecia meio preocupado. Bulma parou de mexer a panela para prestar atenção, pois percebeu que Vegeta ficou com uma expressão estranha, alguma coisa tinha acontecido.
—..., mas como ele está?... E o que os médicos dizem?...
Será que aconteceu alguma coisa com o senhor Vegeta? – ela pensa também ficando preocupada enquanto ouvia a conversa.
— Fica calma mãe... Eu vou pra aí... Vou sim... vou ajeitar umas coisas aqui eu vou... Fica calma... Vai dar tudo certo. Vai me ligando e me dando notícias... Tá bom... Ela vai comigo... – diz essa frase e olha pra garota que já estava atenta. _ Ta certo... Qualquer coisa me liga... Tchau mãe!
Vegeta desligou a ligação, mas continuou com aquela expressão preocupada no rosto que Bulma conhecia bem.
— O que foi Vegeta? — ela perguntou.
— É o meu pai... Ele está internado há dois dias parece com os remédios pro aneurisma não tá mais fazendo efeito. – responde.
— Sério? Mas como ele está? – Bulma já tinha imaginado isso e pela cara de Vegeta a situação era seria.
— Ele não ta nada bem e os médicos estão considerando fazer a cirurgia.
— Mas a cirurgia não era de risco?
— Sim e é, mas parece que nenhum dos medicamentos tá fazendo efeito e a única alternativa dele agora é uma cirurgia.
— Meu deus Vegeta... – leva a mão a boca vendo Vegeta passar a mão pelo cabelo.
— Minha mãe tá muito nervosa ela tá sozinha com ele lá e não tá sabendo lidar bem com essa situação eu vou pra lá ver como está tudo.
— Claro e eu vou com você! – diz de prontidão.
— Você quer mesmo ir?
— Mas é claro que eu quero Vegeta! É o seu pai e eu adoro a sua mãe quero ficar perto dela.
— Tudo bem nós vamos então. Eu vou ligar para o Raditz e resolver umas coisas com ele, e vou ver se o carro tá todo em ordem para pegar a estrada.
— Você quer ir de carro? Não é melhor irmos de ônibus ou de avião? Você não pode fazer esforço. – sugere.
— Eu não vou de ônibus, e sabe que tenho horror a avião e são só 4 horas de viagem vamos chegar rapidinho.
— Você quer que eu arrume uma bolsa pra você?
— Pode ser, sabe que eu não sou bom nessas coisas.
— Eu arrumo tudo e vou ligar pra Chichi também vou avisar pra ela que nós vamos viajar e peço a ela para gravar as aulas pra mim. Sabe quanto tempo vamos ficar lá?
— Não sei..., mas não vamos ficar muitos dias não quero que perca muitas aulas, eu só quero saber como está à situação. Vou ligar para o Raditz agora.
Vegeta saiu da cozinha e Bulma puxou uma cadeira para se sentar. Puta merda, o Senhor Vegeta estava mal e aquela notícia não poderia vir em uma pior hora! Terminou o almoço e depois foi para o quarto fazer uma bolsa percebeu que Vegeta estava na garagem mexendo no carro e conversando com Raditz no telefone, foi para o quarto dele e pegou uma bolsa preta grande que tinha em cima do guarda-roupa não sabia ao certo quanto tempo eles ficaram lá, mas decidiu levar pelo menos três peças de roupa para não fazer muita bagagem. Arrumou as coisas dele pegando tudo o que era necessário, Vegeta nunca era bom em arrumar uma bolsa pra viajar ele nunca levava nada que era realmente importante.
Depois que arrumou as coisas dele foi para o seu quarto a bolsa ainda tinha muito espaço então arrumou as suas coisas lá mesmo para não fazer muita bagagem, esperava de verdade que o senhor Vegeta estivesse bem não queria que nada ruim acontecesse com ele, mas também não podia negar que estava animada em voltar a Portland era uma cidade tão perto e sempre gostou de lá, e a ideia de viajar com Vegeta lhe dava esperanças que as coisas entre eles fossem se acertar, só não queria estar indo em uma situação assim.
Arrumou as coisas e fechou a bolsa a colocando em um canto no quarto e foi ligar para Chichi e contar a ela o que estava acontecendo, no segundo toque Chichi atendeu:
— Oi amiga, ta ocupada? – pergunta.
— Não, eu acabei de almoçar, tô aqui sentada no sofá e você?
— Eu tô no quarto fiz um almoço, mas o clima aqui tá meio estranho para comer.
— Como está às coisas por aí?
— Estão difíceis... Vegeta nem tá olhando na minha cara!
— Poxa..., mas vocês já conversaram?
— Já, mas ele não quer me ouvir na cabeça dele eu quis aquele beijo, eu tenho alguma atração pelo Sam.
— Poxa amiga, mas dá um tempo pra ele, você sabe que às vezes o Vegeta faz tempestade em copo d'água.
— Não desse vez, o pior que a culpa é minha e eu não sei o que fazer pra ele me perdoar. – ela suspira. _ E pra piorar a mãe dele ligou disse que o pai tá no hospital e não tá nada bem.
— O senhor Vegeta? Sério?
— Infelizmente, Vegeta disse que vai pra lá ver como está à situação e vai me levar junto.
— Há amiga, pelo menos ele vai levar você com ele.
— Eu sei que ele não tá fazendo isso porque me quer do lado, ele ficou preocupado com aquele atentado que sofreu com certeza está pensando nisso que é mais seguro que eu vá com ele para lá do que ficar aqui sozinha, ou então ele ta com medo que assim que ele viaje eu me jogue nos braços do Sam!
— Bulma não diz isso vai, acho que a primeira opção é mais válida.
— Você fala porque não tá aqui vendo o jeito que ele me olha, como se eu fosse o ser mais estranho da face da terra!
— Mas pense que essa viagem é a oportunidade perfeita para vocês dois fazerem as pazes, eu sei que estão indo por motivos de doença, mas vocês vão ficar sozinhos lá vão ter tempo para conversar sobre isso sem ninguém por perto.
— Tomara que você tenha razão... Eu não suporto esse jeito que o Vegeta me olha como se não me conhecesse mais, como se eu fosse uma estranha...
— Ele só precisa sentir que nada mudou, que aquele beijo não mudou nenhum dos sentimentos que você tem por ele. Vegeta só está confuso achando que talvez você possa estar se interessando pelo Sam.
— Você tem razão, eu vou mostrar pra ele que nada disso mudou.
— Faça isso, vocês se amam ele não vai desistir de você! Ele só está chateado e com razão e... Eu sei que você não quer saber, mas o Sam também não assistiu aula ele também foi embora bem chateado por sinal.
— Eu não quero saber mesmo, é por causa dele que eu tô nessa situação. Você acredita que ele ainda teve a coragem de dizer que é afim de mim?
— Isso eu já tinha lhe dito e Oregon inteira sabia disso, só você nunca percebeu.
— Isso tudo parece um pesadelo... – ela afunda o rosto no travesseiro.
— Relaxa, vai dar tudo certo você vai ver amiga. Eu vou torcer pra vocês se acertarem lá.
— Olha eu não sei quanto tempo vamos ficar em Portland, você pode gravar as aulas pra mim? Eu não quero perder nada.
— Claro pode deixar vá tranquila e me dê notícias.
— Obrigada amiga. Eu vou desligar agora assim que o Vegeta decidir a hora que vamos eu te aviso.
— Tá bom amiga, fique bem.
Bulma desligou o telefone, mas ainda ficou o segurando na mão e afundou a cabeça no travesseiro novamente. Ouviu batidas na porta e se sentou de novo sabendo que era Vegeta.
— Entra! — disse e viu ele entrar no quarto.
— Bulma, você já fez a bolsa?
— Já sim, eu fiz uma bolsa pra nós dois para não fazer muita bagagem.
— Certo, nós vamos amanhã cedo eu não quero perder tempo.
— Vegeta será que não é melhor a gente ligar para o médico e perguntar a ele se essa viagem pode te prejudicar em alguma coisa? Você vai passar mais de 4 horas dirigindo...
— Eu não vou ligar pra ninguém Bulma, eu já estou bem, e não vou deixar de fazer as coisas só porque levei um tiro! – ele a corta respondendo de forma hostil.
— Eu sei... Eu só estou preocupada...
— Se preocupa com outras coisas! — diz olhando diretamente para o celular na mão dela.
— Eu estava falando com a Chichi! – justifica.
— Que seja! — ele deu as costas pra sair do quarto e Bulma se levantou da cama num pulo.
— Vegeta! Espera! — o chamou e ele virou para ela novamente. _ Sobre aquele outro assunto...
— Eu não quero falar disso Bulma...
— Mas eu quero, você nem tá falando comigo direito Vegeta nem olha para mim, por favor, não faz isso...
— Eu não quero mesmo falar disso agora Bulma! Eu estou com a minha cabeça a mil e não estou conseguindo pensar em nada.
— Só me diz que nada mudou e que nada vai mudar porque pra mim não mudou nada Vegeta!
— Pra você é fácil falar!
— E porque pra você é difícil ouvir?
— Me dá um tempo Bulma, eu realmente não consigo pensar em nada agora e eu não quero fazer ou dizer nada que eu possa me arrepender depois porque eu tô tentando de verdade acreditar em você! – ele a olha abaixar a cabeça e sai do quarto e Bulma volta a se jogar na cama.
***
Se durante o dia já estava difícil para Bulma falar com Vegeta a noite foi ainda pior o homem a ignorava por completo e falava com ela apenas o necessário e mal olhava para ela. Na hora do jantar fez o prato e comeu sozinho na sala essa indiferença dele estava matando Bulma por dentro de forma lenta e dolorosa, pois ela nunca tinha visto ele indiferente com ela antes geralmente era sempre ela que fazia isso quando os dois brigavam por algum motivo e ela ficava chateada com ele, era ela que ficava pela casa fingindo que ele não estava lá e isso deixava ele puto de raiva, mas nunca era ele nesse papel e Bulma não sabia mais o que fazer para conversar com ele para convencê-lo de que tudo aquilo foi um grande erro, mas admitir que ele sempre teve razão era a pior parte.
Tentou fazer o que Chichi tinha lhe aconselhado e dar um tempo a ele, de deixar ele pensar um pouco em todas essas coisas e era o que vinha tentando fazer desde cedo, já tinha arrumado as coisas pra viagem e acertado com Chichi para que a morena gravasse aulas para ela. Vegeta queria sair no dia seguinte assim que clareasse o dia então foram dormir cedo, mas Bulma ficou rolando na cama sem conseguir dormir era tão estranho não dormi com ele sentindo o corpo dele perto do seu... Não queria essa situação, queria estar perto dele e foi isso que fez, saiu do quarto e foi para o dele na esperança que ele tivesse deixado a porta destrancada. Girou a maçaneta e agradeceu por não ter empecilho ele não tinha trancado a porta.
Entrou no quarto dele e avistou o homem deitado na cama com os braços atrás da cabeça fitando o teto do quarto, um abajur que tinha ao lado da cama estava aceso e lhe proporcionava uma certa luminosidade no ambiente. Vegeta viu a garota entrando, mas se manteve na mesma posição sua cabeça estava um emaranhado de pensamentos confusos e não estava conseguindo organizar, estavam acontecendo tantas coisas ao mesmo tempo que ele não se julgava capaz de dar conta. Viu Bulma pelo canto do olho andando até ele, ela se deitou ao seu lado na cama ficando de lado e colocou o braço embaixo da cabeça.
— Eu não conseguia dormir...
Bulma se justificou na esperança que ele dissesse algo, mas o homem ainda permaneceu na mesma posição olhando para o teto do quarto. Sentia o cheiro dela perto dele e tudo o que queria era puxá-la para os seus braços e beijar seu corpo inteiro como sempre fazia, mas não estava conseguindo lidar com aquele beijo, com a imagem que se formava na cabeça dele toda vez que pensava nisso. Olhou para ela pelo canto do olho vendo a menina se aconchegando para perto dele colocando a cabeça em seu peito e o braço em volta da sua cintura não conseguiu afastá-la, jamais conseguiria, mas também não conseguia retribuir o carinho dela, estava confuso demais e não queria ter que tomar uma decisão errada em relação a ela.
***
No outro dia Bulma acordou sozinha na cama olhou para os quatro cantos e nem sinal de Vegeta, mas ainda estava bem cedo o quarto não estava totalmente claro. Se levantou e lavou o rosto no banheiro dele imaginou que ele já deveria estar se aprontando para saírem. Saiu do quarto e procurou por ele pela casa olhou no relógio da parede na sala e eram 05h15 ainda estava bem cedo mesmo, mas aí sentiu aquele delicioso cheiro de café sendo coado e foi pra cozinha viu que Vegeta estava lá passando o café da chaleira para a garrafa térmica.
— Bom dia! – o cumprimentou.
— Bom dia! — ele respondeu frio sem olhar para ela, Bulma suspirou, aquele seria um longo dia.
— Porque não me acordou?
— Vim fazer um café primeiro, depois iria te chamar!
— A que horas você quer sair?
— Estourado 06h20 já quero estar na interestadual. — respondeu ainda sem olhar para ela colocando a garrafa de café na mesa.
— Eu vou me arrumar então...
— Toma café primeiro, da tempo, depois à gente se arruma e já sai. — disse e foi pegar os potes de biscoito no armário e Bulma se sentou na mesa viu que ele também tinha servido um pouco de leite em uma chaleira menor para ela porque ele preferia café puro mesmo.
Preparou o seu café com leite olhando para ele, enquanto ele bebia apenas um café puro e comia uns biscoitos amanteigados. Estavam em silêncio até ela perguntar para puxar assunto.
— Você já avisou pra sua mãe a hora que nós vamos?
— Já sim! Ela vai ficar esperando a gente no hospital.
— Espero que o senhor Vegeta esteja bem...
— Eu também, mas já sabemos como é essa doença dele então... Já se pode esperar qualquer coisa.
Bulma olhou para ele percebendo que aquela era a primeira frase longa que ele dizia a ela desde a conversa deles ontem de manhã. Também olhou para o curativo no ombro dele e se lembrou de que não tinha trocado ontem.
— É melhor a gente trocar o curativo antes de sair.
— Não precisa!
— Precisa sim Vegeta, você ouviu o médico, tem que trocar todo dia e ontem não trocou. – insiste.
— Tá pode ser, depois a gente vê isso...
Eles terminaram de tomar café e Vegeta se levantou da mesa e foi para o quarto tomar banho, Bulma vez o mesmo, tomou um banho rápido e se vestiu foi até o quarto dele e viu que o mesmo já estava quase pronto já estava de calça e tinha calçado os sapatos, mas ainda estava sem camisa com certeza estava esperando por ela para trocar o curativo. Pegou a caixa de curativos e Vegeta se sentou na cama, ficou entre as pernas dele e puxou o esparadrapo com cuidado, ele olhava para baixo e pela primeira vez não atacou o corpo dela enquanto fazia aquilo e foi muito estranho para Bulma não sentir as mãos dele passeando em seu corpo como ele sempre fazia. Trocou o curativo dele e Vegeta se levantou já pegando a camisa em cima da cama e se vestindo.
— Pegue suas coisas Bulma, vou ficar esperando você no carro. — ele disse já pegando a bolsa que ela tinha arrumado na noite passada e saiu. Bulma foi para o quarto pegar uma bolsa pequena que usava de lado com seus documentos guardou o celular nela e foi apagando todas as luzes e verificando se todas as janelas estavam bem trancadas por fim sai da casa trancando a porta principal Vegeta já tinha ligado o carro na garagem e já estava saindo da mesma, passou pela porta da garagem a trancando também e entrou no carro colocando o cinto aquela viagem seria bem longa...
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