Código de conduta 2

28 Um infeliz atentado


Eram quase 14:00 horas quando Raditz viu Vegeta entrando na delegacia largou tudo o que estava fazendo e foi atrás dele, ainda estava na cabeça a preocupação que Bulma lhe expôs e estava realmente preocupado que Vegeta estivesse metido em algo sério e que ele pudesse se prejudicar por conta daquela investigação que ele sabia bem que o amigo ainda estava fazendo. Só tinha medo dos meios que Vegeta estava usando para dar vida aquelas suas hipóteses. Ele estava diferente, não parecia o mesmo homem que ele conheceu há anos atrás.

Assim que viu o amigo entrando e indo direto para a máquina de café ele foi atrás.

— Você quer me falar onde é que você estava ontem à noite? — Raditz perguntou tudo de uma vez e Vegeta olhou para ele com a sobrancelha levantada.

— Desde quando a gente tá namorando e eu não sei?

— Para de brincadeira, eu tô falando sério!

— Eu também tô falando sério, eu acho que já sou bem grandinho para dar satisfação de onde eu vou ou deixo de ir! – fala enchendo um copinho plástico de café.

— Vegeta você tá estranho demais, tá sempre de segredinhos com a Vanessa, ontem me pediu um alicate e um pé de cabra e saiu daqui dizendo que ia para casa e não foi!

— E como é que você já tá sabendo disso?

— Bulma veio aqui hoje procurar você, mas você já tinha saído ela me contou que você chegou tarde que ficou preocupada.

— Eu só fui ao galpão treinar um pouco, perdi a hora. – vira o copinho na boca.

— E levou um pé de cabra e um alicate?

— Raditz eu não sei o que você tá querendo saber!

— Eu quero saber o que está acontecendo com você!

— Não está acontecendo nada, estou completamente normal! – Vegeta dá de ombros.

— Mas não está mesmo! Desde que colocou na sua cabeça que o deputado é um inimigo você mudou, parece paranoico, não escuta mais ninguém!

— Eu estou ótimo ta legal, esses dias que tem sido estressantes... Só isso! – coloca mais café no copo e anda até sua mesa e vê Raditz indo atrás dele.

— Eu só tô preocupado Vegeta, você é meu amigo e eu tô preocupado que você possa estar metido em confusão por causa dessa loucura da sua cabeça!

— Raditz parece que você não me conhece, já falei tá tudo bem, eu só fiz uma confusão ontem só isso! Para de encher meu saco! – rosna.

— Ta bom Vegeta, vou parar de pegar no seu pé, tomara que seja só isso mesmo.

— Olha eu vou trabalhar, hoje à noite eu quero levar a Bulma de volta no galpão pra ensinar ela mais um pouco de tiro.

— Olha, está empenhado em transformar ela em sua nova parceira heim? Não está gostando da atual? — brincou com um sorriso.

— Nem vem!

— Vou voltar pro meu serviço, depois a gente se fala.

Vegeta olha Raditz se afastar e quando o vê longe da meia volta e entra no laboratório da perita.

...

No outro dia...

Antes de sair de casa para ir à faculdade Sam foi até o escritório do pai para pegar de novo o livro sobre direito constitucional, pois iria precisar para fazer uma atividade. Mal tinha falado com Bulma na faculdade ontem ela parecia distante e quase não lhe deu atenção, pegou o livro na estante repleta de obras do seu pai e quando estava saindo viu uma pasta preta em cima da mesa dele, ficou curioso, desde que viu o seu pai conversando com aqueles homens estranhos estava cismado.

Pegou a pasta e abriu se deparou com um dossiê em sua frente onde tinha várias informações sobre Vegeta Takahashi. Não entendeu qual era o interesse de seu pai no namorado de Bulma tinha muitas informações do homem naquela pasta e ficou realmente curioso...

— Samuel você está aí?

Freeza entrou no escritório se deparando com seu filho em pé ao lado da mesa com a pasta na mão.

— O que significa isso pai? – ele levanta a pasta.

— Trabalho Samuel, trabalho. – Freeza não se abala e puxa a pasta das mãos do rapaz.

— Não entendi. Porque tem informações sobre o Vegeta aqui? Qual interesse o senhor tem nele?

— Esse policial tem me dado alguns problemas ultimamente...

— Que tipo de problemas?

— Está sempre se metendo onde não é chamado, apenas isso. – É o que Freeza responde guardando a pasta na gaveta.

— O senhor está investigando ele é isso?

— Samuel, não se preocupe com isso não é nada que você tenha que saber, não agora.

— Mas eu não consigo entender pai, porque ta investigando-o? O que ele fez para o senhor? – insiste.

— Eu sei que você gosta da namorada desse Vegeta, não seria bom pra você se ele sumisse? – Freeza vê o rapaz arregalar os olhos.

— O que é isso pai, por que está falando assim?

— Samuel você não é nenhuma criança! Você gosta da garota a única coisa que está te impedindo de ficar com ela por completo é esse namorado dela, mas não precisa se preocupar eu vou resolver isso pra você, como sempre não é? O que seria de você sem o papai aqui!

Freeza vai para a porta do escritório e deixa o filho completamente estático no mesmo lugar, com suas palavras martelando na cabeça dele. Faz um gesto com a mão para que Sam saísse o rapaz estava completamente confuso saiu do escritório vendo o homem trancar a porta, mas não tirou aquilo da cabeça seu pai tinha falado de um jeito como se estivesse tramando algo, mas não perguntou mais nada até porque nunca conseguia contestar seu pai.

***

Na hora do intervalo das aulas Bulma e as amigas foram lanchar e a garota de cabelo azul se aproximou do amigo quase não tinha falado com ele no dia seguinte por esta preocupada com Vegeta e ele continuava quieto.

— Sam, tá tudo bem? Eu sei que ontem a gente quase não conversou.

— Tá tudo bem Bulma, é só o meu pai que tá azucrinando meu juízo. – ele olha para a garota e se lembra do que viu no escritório do pai pela manhã. Será que deveria contar a ela?

— Você deveria começar a dizer ao seu pai como você se sente em relação às coisas, principalmente com essa pressão toda que ele coloca em cima de você! – Bulma aconselha.

— Eu já tentei Bulma, mas meu pai não escuta ele só ouve o que lhe interessa.

— Eu sinto muito, ele não vê o filho especial que tem.

Sam sorriu para ela, abaixou os olhos e perguntou:

— Bulma, você acha que o Vegeta e o meu pai possam não se entender? Não ir muito com a cara um do outro?

— Olha, eu acho que eles não se conhecem direito, acho que não tem motivos para eles não se entenderem. Mas por que diz isso?

— Nada... É só uma coisa que passou pela minha cabeça, bobagem.

— Olha, eu sei que ultimamente parece que eu não estou nesse plano, mas quero que saiba que se precisar de ajuda com qualquer coisa eu estou aqui. — disse com carinho segurando a mão do rapaz que sorriu para ela.

— Eu sei Bulma... E você como está? Notei que você e o Vegeta estavam meio estranhos.

— É, andaram acontecendo algumas coisas, mas a gente já conseguiu se entender.

— Fico feliz por isso... – Ele a olha e força um sorriso, mas as palavras do pai não saiam da sua cabeça, o que seu pai quis dizer com ''Se o Vegeta sumisse? ''

***

Ao final da aula Bulma recebeu uma mensagem de Vegeta e ele dizia está indo buscá-la na faculdade para almoçarem juntos. Quando saiu da universidade viu o homem parado do outro lado da rua com o carro estacionado em frente a uma loja, sorriu para ele e viu Vegeta abrir a porta do carro esperando por ela. Tinha uma faixa de pedestre em frente à universidade e Bulma ficou esperando o sinal ficar verde para ela poder atravessar a rua, quando o sinal ficou verde ela atravessou e Vegeta estava parado esperando por ela, se sentia tão bem caminhando em direção a ele, com ele a esperando com aquele sorriso de canto. Chegou perto de Vegeta passando para o outro lado para entrar no carro, mas algo estranho aconteceu... Algo que nenhum deles saberia explicar.

Bulma olhou para o lado esquerdo e percebeu que tinha um carro se aproximando meio que na contramão, a freada brusca do veículo saindo da esquina chamou a sua atenção parecia que tudo à sua volta tinha ficado em câmera lenta e ela só conseguia olhar um carro todo preto se aproximando. Tudo acontecia em câmera lenta, ela viu quando o vidro traseiro do carro foi aberto e um homem de capuz no rosto colocou uma arma para fora, Bulma não conseguiu pensar em nada, um pânico tomou conta dela de tal forma que tremeu naquele momento ela só soube gritar:

— VEGETA CUIDADO!

No impulso ela empurrou Vegeta para trás do carro no mesmo instante em que o homem dentro do carro preto começou a atirar, tudo aconteceu muito rápido e as pessoas em volta começaram a correr assustadas. Dois homens atiraram contra o carro de Vegeta que no momento do susto puxou a cabeça da garota contra seu peito se abaixando junto com ela na lateral do carro para se protegerem. Um dos tiros estraçalhou o vidro do lado do carona fazendo estilhaços voarem para todo canto. Vegeta puxou sua pistola no coldre da perna para revidar.

— Bulma fica abaixada! — Vegeta gritou vendo o carro parado há alguns metros dele com dois homens atirando sem parar, outro vidro foi estilhaçado e Bulma tapou os ouvidos abaixando a cabeça sem saber o que fazer, só ouvia o barulho das pessoas gritando e seu coração que estava a mil.

Vegeta usava o carro como escudo e de tempos em tempos colocava a cabeça para fora da janela quebrada para atirar, xingava a todo momento, estava sem colete e o comunicador dentro do carro. Conseguiu furar um dos pneus do carro e voltou a se proteger conseguiu pegar o comunicador no porta-luvas e pediu reforços pelo rádio não estava entendendo muito bem o motivo daquele tiroteio, mas os homens naquele carro estavam empenhados em acertá-lo. E o que mais estava lhe deixando preocupado era que Bulma estava bem ali do seu lado. Tinha que tira-la de lá.

Bulma ainda estava abaixada com as mãos na cabeça tentando se proteger não estava entendendo nada do que estava acontecendo e do porquê de estarem atirando neles. Vegeta olhava para ela com aquela expressão preocupada todas as pessoas na rua estavam correndo em busca de abrigo e Vegeta gritava no rádio o tempo inteiro falando com outros policiais do que estava acontecendo. De repente ela tomou um grande susto ao olhar para seu lado direito e notar que Samuel estava se esgueirando pelo carro para chegar até ela.

— Sam o que é que você tá fazendo aqui?

Bulma gritou com as mãos no ouvido os sons dos tiros eram ensurdecedores.

— Eu vim ver se você tá machucada! – ele também se abaixa. Vegeta vê um tiro bem perto do seu rosto, mas conseguiu se esquivar momentos antes do tiro o atingir e voltou para trás do carro trocando o pente da pistola. Outros policiais já estavam chegando e os homens no carro continuaram atirando nele. Conseguiu furar mais um dos pneus do carro, outro tiro acertou o retrovisor olhou para Bulma e viu que Samuel estava lá e abaixava a cabeça dela, não fazia ideia de como aquele garoto chegou ali e mesmo não indo com a cara dele agradeceu por ele está ali, pois precisava tirar Bulma de lá, mas não poderia sair então gritou:

— Samuel! Você consegue tirar Bulma daqui?

— Eu não vou deixar você aqui! — a garota protestou abaixada.

— Mas nem morta garota e não me inventa de discutir agora! — ele disse atento aos tiros que atingiam o carro. _ Samuel tira ela daqui agora! Eu não consigo fazer o quê tenho que fazer com você aqui Bulma!

— Tá certo!

Sam concordou e mesmo a contragosto Bulma o seguiu, ele pegou na mão dela e foram abaixados até uma esquina que estava próxima, muitos comerciantes já tinha fechado as portas das lojas por perto com medo dos tiros. Sam conseguiu entrar na esquina com Bulma e segurou na mão dela de novo passando a correr, correram alguns metros para longe de toda a confusão e Bulma olhava para trás o tempo todo, não conseguia sair de lá deixando Vegeta.

— Vamos Bulma, eu vou colocar você num táxi.

— Eu tô preocupada com o Vegeta, aqueles caras pareciam que queria matá-lo! – ela diz apavorada, seu corpo todo tremia.

— Vai ficar tudo bem, ele é policial, ele sabe o que fazer.

— Eu vou voltar Sam, eu não vou deixá-lo aqui sozinho! – ela diz o medo não há fazia pensar, voltou a correr em direção à rua e Samuel foi atrás dela a puxando pelo braço.

— Tá louca Bulma? Você vai ficar no meio de um tiroteio pra quê? O Vegeta é policial ele sabe o que está fazendo você não pode ajudar ele! – Sam grita, Bulma ainda esperneia se estivesse com a arma dela poderia ajudá-lo ela já sabia atirar bem Vegeta tinha lhe ensinado tudo, mas Sam tinha razão, ele sabia o que fazer e não conseguiria fazer o que precisava com ela por perto estava desarmada e não iria poder ajudá-lo.

Deixou que Sam segurasse na mão dela e a tirar-se de lá um táxi passava em uma rua mais acima e Sam assobiou para ele, o taxi volta indo de encontro a eles e Sam entra junto com Bulma lá dentro, a garota não parava de tremer do lado dele e conseguia sentir o medo dela. Deu o endereço da casa de Bulma ao taxista iria até lá com ela não queria deixá-la sozinha naquele estado. Bulma não percebeu, pois estava aérea pensando em Vegeta naquele tiroteio e sem entender o porquê daquilo, mas Sam catava alguns pedaços de vidro que ficaram grudados nos cabelos dela.

...

Outros carros de polícia começaram a se aproximar com a sirene de alerta ligado, o carro preto percebeu que mais policiais estavam chegando e decidiram debandar antes que fossem pegos, cantaram pneus e fugiram do local mesmo com dois dos pneus furados. Vegeta ainda tentou atirar mirando nos outros pneus para fazê-los parar, mas não conseguiu acertar seu alvo sentiu uma queimação no ombro que o impediu de continuar. Tocou no local onde sentia aquela estranha queimação e percebeu que tinha levado um tiro ali, seus dedos ficaram ensanguentados e percebeu que a camisa já estava encharcada. Ele não tinha notado quando levou aquele tiro, no calor do momento ele não percebeu e só agora começou a sentir a dor, e puta que pariu, como doía! Pelo menos Bulma não estava ali, não queria que ela visse aquilo.

Pressionou a mão no ombro que sangrava e viu quando duas viaturas se aproximaram e Raditz e outros policiais saíram de lá de dentro. Ele se encostou à lataria do carro segurando o ombro estava começando a ficar tonto.

— Vegeta! Mas que droga, o que foi que aconteceu aqui? — Raditz gritou assim que saiu do carro, outros policiais já estavam fechando a rua.

— Eu não sei dizer Raditz... Um carro apareceu do nada e começou a atirar... — Vegeta responde parecendo estar sem fôlego e Raditz percebeu que ele segurava o ombro e sangue escorria pelos dedos dele.

— Vegeta, droga, você tá ferido?

— Eu tô bem, poderia ter sido pior... — ele diz e faz careta. Raditz tirou a mão dele do ombro devagar para poder ver o ferimento da bala, era um buraco pequeno, mas estava sangrando muito.

— Vou levar você para o hospital, onde está Bulma?

— O Samuel a tirou daqui...

Raditz levanta a sobrancelha sem entender, mas resolve não perguntar nada agora, Vegeta parecia está tendo dificuldade de ficar em pé, sentia ele grogue.

— Ta bom, vem, eu vou levar você para o hospital, os outros policiais vão cuidar de tudo aqui.

— Olha o que aqueles malditos fizeram com meu carro! – ele olha para o carro com os vidros quebrados e cheio de marcas de balas e sente raiva.

— A gente vai resolver isso não se preocupe.

Raditz pediu uma ambulância pelo rádio que rapidamente chegou ao local os outros policiais já estavam fechando a rua e tentavam entender o que tinha acontecido, soaram um alerta e algumas viaturas já tentavam localizar o carro, pegaram algumas informações com algumas pessoas na rua. Assim que a ambulância chegou Raditz coloca Vegeta dentro dela indo com o amigo até o hospital ele estava em silêncio, mas o homem sabia que estava sentindo dor só tentava não demonstrar. Os paramédicos já o examinavam dentro da ambulância ele estava perdendo muito sangue rapidamente. Raditz passou a mão pelo cabelo, aquilo tudo estava muito esquisito e não sabia como ele iria avisar a Bulma que Vegeta levou um tiro.

***

Sam chegou com Bulma a casa dela e abriu à porta a garota ainda tremia muito. Bulma sentou no sofá já pegando o celular da bolsa ligando para Vegeta.

— Fica tranquila, com certeza tá tudo bem. – ele diz para tranquilizá-la.

— Eu sei, é que eu fico tão nervosa quando essas coisas acontecem... – ela diz ligando, mas só chamava e caia na caixa postal.

— Você já tinha visto um tiroteio desses antes?

— Sim no ano passado, foi uma situação parecida, mas dessa vez parece ter sido diferente.

— Diferente? Como Assim? – ele pergunta e se senta ao lado dela.

— Eu não sei explicar..., mas aqueles caras pareciam que estavam atirando de propósito no Vegeta. – ela diz e só de ouvir as próprias palavras sentiu um calafrio.

— E por que fariam isso? – Sam pergunta e a olha sério, só conseguia pensar na coincidência que aquilo tenha acontecido depois da conversa esquisita que teve com o pai mais cedo.

— Eu não sei... Eu não tô com um bom pressentimento, olha eu não consigo parar de tremer! – ela mostra as mãos tremulas a ele.

— Fica calma... — começou a alisar os braços dela como uma forma de acalmá-la. _ Ele é policial ele sabe o que fazer.

— Eu sei... Que bom que você tá aqui.

Bulma sorriu a ele e seu celular começou a tocar ela pegou o aparelho de uma vez, mas viu que era Chichi, a morena estava preocupada com ela, estava saindo da faculdade quando ouviu o tiroteio e o pessoal da faculdade começou a correr logo depois ficou sabendo que um carro preto estava atirando contra Vegeta e que Bulma também estava lá e então ligou para saber como a amiga estava e o que tinha acontecido.

Enquanto ela falava no telefone Sam procurou a cozinha da casa dela e foi até lá, viu uma chaleira em cima da pia e colocou um pouco de água dentro e pôs no fogão para esquentar. Encontrou pacotes de chá pronto em cima do armário queria fazer algo para ela que lhe fizesse acalmar um pouco e decidiu fazer um pouco de chá de maracujá pronto, se lembrou de que aquele era o chá preferido da sua mãe e que ela não passava uma noite sem tomar dizia que lhe ajudava dormir melhor. Logo a água da chaleira ferveu e ele procurou xícaras limpas, nunca tinha entrado na cozinha de Bulma antes, mas viu xícaras penduradas para secar em uma grade em cima da pia e pegou uma colocou um dos saquinhos de chá dentro e despejou a água quente por cima, em questão de segundos o conteúdo do saquinho era dissolvido pela água ele adoçou com um pouco de açúcar, pois não encontrou o mel e não queria ficar abrindo os armários da casa dela.

Levou a xícara para a sala onde Bulma ainda falava aflita com Chichi, ele apontou a xícara de chá para ela não queria vê-la preocupada assim. Bulma desligou o telefone e respirou fundo e Sam apontou a xícara de chá para ela de novo.

— Ei, desculpa, mas eu invadi a sua cozinha e fiz um chá pra você se acalmar, você tá muito nervosa.

— Obrigada Sam, eu acho que se você não tivesse aqui eu já teria surtado! – ela aceita a xícara que ele lhe oferecia.

— Quando eu vi que você estava atrás daquele carro no meio daquele tiroteio eu nem pensei em nada eu só queria ver se você estava bem. – volta a se sentar ao lado dela.

— Mas não precisava fazer aquilo, você poderia ter tomado um tiro sabia?

— Na hora eu nem pensei...

— É muito bom ter você como amigo Sam...

Sam sorriu amarelo, não era bem como amigo que ele queria que Bulma lhe visse. Ela deu duas goladas no chá e olhou para o rapaz.

— Se você quiser ir pra casa pode ir, agora tá tudo bem.

— Não, eu vou esperar o Vegeta chegar ou pelo menos ligar.

— É sério não precisa, eu já deveria estar acostumada com isso, mas na verdade não estou... — o celular de Bulma tocou de novo ela pegou o aparelho e viu agora que era Raditz atendeu sentindo que seu coração do nada começou acelerar. _ Oi Ditz!

— Bulma, como você está?

— Eu tô bem, eu tô em casa, cadê o Vegeta?

Raditz suspirou do outro lado e passou a mão pelo cabelo.

— Bulma, Vegeta está no hospital!

— O quê? — Bulma se levantou e seu coração bateu mais forte. _ Como assim Raditz? Como o Vegeta está? O que aconteceu?

— Fica calma, ele levou um tiro no ombro meio do tiroteio, mas já está sendo examinado...

Bulma não sentiu mais o chão embaixo de seus pés e voltou a sentar.

— Em que hospital ele está Ditz? Eu quero ir pra aí agora!

— Ele está no ProvidenceWillamette Falls eu tô aqui com ele.

— Tá bom eu tô indo pra aí! — Bulma desligou o telefone sem nem se dar conta que Raditz ainda falava mais alguma coisa, seu corpo inteiro voltou a tremer e sentiu uma vontade absurda de chorar, mas apenas soluçou.

— O que foi Bulma? – Sam pergunta vendo ela aflita de novo.

— O Vegeta tá no hospital ele levou um tiro no ombro.

— Nossa... E é sério?

— Eu não sei, o Raditz não disse... Você pode ir comigo ao hospital? – pede pois, aquela tremedeira no corpo voltou com força.

— Claro, eu vou pedir um carro aqui pelo aplicativo.

Deixou Sam pedindo o carro e correu até o quarto apenas para trocar de blusa e pegar uma bolsa menor, seu coração estava acelerado e só queria ver Vegeta. Quando voltou trancou a casa toda e ficou com Sam do lado de fora e logo o motorista de Uber parou ao lado deles. Enquanto se encaminhavam ao hospital só conseguia rezar e pedir que Vegeta estivesse bem, não suportaria se acontecesse alguma coisa com ele...

...