Vegeta deixou Bulma na faculdade e depois foi para a delegacia. À garota entrou em sua sala e Chichi já estava lá dentro com uma cara de poucos amigos. Bulma se sentou atrás dela e perguntou:

— Que cara é essa Chichi?

— Eu mal dormi a noite pensando no que fazer em relação a... Você sabe. — Chichi sussurrou apenas para Bulma ouvir.

— Você sabe o que tem que fazer.

— O Goku foi lá em casa ontem e ficou conversando com meu pai sobre o casamento e eu fiquei lá querendo contar para ele, mas não tive coragem!

— Você tem que conversar com ele sozinha Chichi em um lugar só vocês dois, você sabe que... Isso vai mudar toda sua vida agora.

— Eu sei Bulma, e você não acha que eu não tentei falar com ele a noite toda! — a garota suspirou.

— Relaxa à hora certa vai aparecer e eu tenho certeza que você está fazendo tempestade num copo d'água, o Goku vai adorar saber disso ele já disse várias vezes que quer ter filhos com você.

— Mas não agora né Bulma, eu mal comecei a faculdade e ele tá no melhor momento do trabalho dele não era para acontecer agora. – lamenta.

— Agora é tarde Chichi, vocês dois foram descuidados e isso aconteceu. — elas olharam para a porta da sala e viram Débora e Raquel entrando.

— Vamos conversar depois tá bom eu não quero que as meninas saibam agora. – Chichi pede.

— Você é quem sabe! – disse vendo suas amigas chegando e percebeu que Sam não tinha chegado ainda o que era estranho ele era sempre um dos primeiros a chegar. Débora e Raquel se sentaram perto delas e a garota de longos cabelos negros comentou:

— Meninas vocês ainda querem fazer as tatuagens com meu irmão?

— Ele já chegou de viagem? – Chichi perguntou.

— Já sim ele chegou ontem e falei com ele que vocês queriam fazer umas tatuagens e ele cobrou um preço bem baratinho para cada uma com a condição de vocês divulgarem o trabalho dele depois.

— E seu irmão é bom mesmo? – Chichi torna perguntar.

— Mas é claro que é, eu trouxe o portfólio dele aquele dia com todas as tattoos que ele já fez só que ele tá começando agora nesse ramo e tá precisando de umas divulgações, eu arrumo uns clientes para ele e ele cobra um preço de custo para elas divulgarem depois.

— Tá bom então queremos. Pelo menos eu tô louca pra fazer a minha. – Bulma diz.

— Ele alugou um espaço na cidade para começar ele disse que hoje à tarde não tem nenhum cliente podemos ir pra lá depois da faculdade o que acham?

— Vamos sim com certeza. — Raquel comentou animada.

— E vocês já sabe o que vão fazer? – perguntou as amigas.

— Acho que vou fazer um coração ou algo assim. – Chichi responde.

— Acho que vou fazer um gatinho, eu adoro gatos! — Raquel determinou.

— Eu já tenho essas duas que ele fez, mas por enquanto não vou fazer nenhuma. — disse Débora. _ E você Bulma, vai fazer o quê?

— Acho que vou fazer um nome e eu acho que até já sei de quem. — ela comentou com um rizinho, o professor delas entraram e se ajeitaram melhor na cadeira. Bulma viu muitos alunos atrasados chegando e nada de Sam ficou preocupada ele não era de faltar, mandou uma mensagem para ele, mas não respondeu.

***

Depois da aula Bulma e suas amigas foram para o centro onde o irmão mais velho de Débora tinha montado um estúdio de tatuagem. Bulma acabou ligando para Sam o rapaz não tinha o costume de faltar achou que pudesse ter acontecido alguma coisa, no segundo toque ele atendeu:

— Bulma!?

— Oi Sam, e aí cadê você?

— Desculpa e devia ter avisado, é que a minha mãe tá na cidade e precisou resolver algumas coisas na rua hoje e eu a acompanhei e acabou não dando tempo de ir para a aula.

— Eu imaginei que alguma coisa tinha acontecido, te mandei mensagem, mas não respondeu.

— Desculpa Bulma, eu só peguei no telefone agora minha mãe fica muito tempo fora sabe aí quando ela volta quer resolver um monte de coisas.

— Tudo bem não se preocupe, eu gravei a aula pra você daqui a pouco te mando.

— Obrigada Bulma. O que vocês estão fazendo agora? Estou ouvindo as risadas das meninas aí.

— Estamos indo no estúdio do irmão da Débora fazer tatuagens! – Bulma responde animada.

— Sério? Eu sempre quis fazer uma.

— Então por que não vem se juntar a nós? Te esperamos.

— Não deixa pra lá e meu pai também iria surtar!

— Seu pai parece ser muito careta!

— Você não sabe o quanto..., mas boa sorte pra vocês me mandem foto depois.

— Tá bom. Ah, nós temos um outro seminário para apresentar semana que vem, mas não decidimos nada ainda amanhã a gente organiza quando você estiver junto.

— Tá bom, obrigado por me colocar no grupo de vocês.

— Você faz parte do grupo garoto esqueceu? Sem você o nosso grupo não é nada! Nos vemos amanhã então.

— Até amanhã... — Sam desligou o telefone enquanto entrava em casa foi inevitável não sorrir depois de falar com Bulma gostava de ouvir o som da voz dela.

Entrou na sala de casa e viu seu pai no sofá mexendo em uns papéis e achou estranho ele está ali àquela hora.

— Pai!? Você aqui há essa hora?

— Oi Samuel, vim pegar uns papéis... E a sua mãe?

— Ficou na casa de uma amiga dela vou buscá-la mais tarde.

— Sua mãe chega à cidade e você se esquece das suas obrigações!

— Alguém tem que dar atenção a ela, não é? Já que você não se importa. – diz friamente.

— Não é que eu não me importe, mas eu também tenho deveres a cumprir, eu não posso parar todas as minhas obrigações porque sua mãe está na cidade e você também não deveria. – Freeza o olha por baixo dos óculos de grau que estava usando.

— Ela é a minha mãe, é a única que eu tenho, se você não se importa eu sim!

— Deixa para lá... Com quem estava falando no telefone?

— Com a minha amiga Bulma.

— Humm. – Freeza abre um sorriso. _ Essa Bulma é aquela garota que esteve aqui em casa outro dia, não é? A de cabelos azuis que estava na piscina? – ele fingiu não saber, mas estava gostando daquela coincidência.

— É, ela sim!

— Por que não a chama para vir aqui em casa de novo para dar outros mergulhos na piscina? – ele sugere em um tom malicioso.

— Ela é comprometida pai!

— Mas você gosta dela que eu sei, vai desistir só porque ela é comprometida?

— Ela namora com um policial federal pai, acha mesmo que eu sou páreo para competir com ele?

— Mas é claro que é Samuel! Você é filho de um deputado, vai se formar advogado e quem sabe até um promotor de justiça é claro que você é páreo para esse tal policial! Será que eu conheço esse policial? – de forma sínica pergunta.

— Deve conhecer, ele trabalha naquela delegacia na Pearl District o nome dele é Vegeta.

— Conheço sim. — Freeza deu aquela sua risada. _ Já vi ele uma vez, mas você é muito melhor meu filho pode ter a garota que quiser até aquela.

— E o que acha que eu tenho que fazer? – ele pergunta e nem acredita que está pedindo conselhos amorosos a seu pai.

— Você deve ir à luta rapaz, olha pra você é um verdadeiro príncipe, essa Bulma é só uma garota como outra qualquer!

— Bulma não, ela é diferente!

— Mas não é mesmo, toda elas são iguais, conheço bem as mulheres.

— Não compare Bulma com as suas conquistas pai! — Sam disse e saiu odiava quando seu pai fazia aquelas comparações e se arrependeu de ter lhe pedido conselho.

***

Bulma e as amigas chegaram ao estúdio do irmão de Débora o rapaz já estava com todo o equipamento pronto só as esperando. Bulma foi a primeira visto que suas amigas estavam meio apreensivas e foi na frente para lhes dar coragem. Escolheu a parte de trás da nuca para fazer sua primeira tatuagem e prendeu os cabelos no alto da cabeça, tirou a blusa que estava usando ficando apenas com um top rosa para facilitar o acesso ao seu pescoço, decidiu que faria um nome não tinha pensado em muitas outras ideias de tatuagem queria algo simples e que não fosse tão chamativo.

Decidiu tatuar o nome da pessoa que mais amava no mundo, seu amado, aquele que estava em seu lado o todo tempo desde que ela se lembrava. O irmão de Débora lhe mostrou no computador uma pasta com várias formas de letras, formatos mais redondos, mais quadrados, pequenos, grandes, todos os tipos de formatos de letras e ela escolheu a que mais gostou. Usou um programa de desenho para fazer o decalque do nome ''Vegeta'' utilizando o tipo de letra que Bulma tinha escolhido, ela não queria muito grande, mas também não muito pequeno e no final do nome ele colocou um coração que seria pintado de vermelho e Bulma adorou. O rapaz então começou as etapas para a realização da tatuagem, pegou um barbeador simples e novo que estava lacrado e fez a remoção dos pelos na parte da nuca da garota onde ela tinha escolhido fazer o desenho, após a remoção de todos os pelos desinfetou a área, colocou as luvas de látex e pegou as agulhas em uma gaveta mostrando a Bulma que além de serem agulhas descartáveis estavam todas novas ainda dentro da embalagem. Fez o decalque do nome na pele dela de forma que todos os contornos ficassem na pele para guiar melhor o seu trabalho e evitar cometer erros, fez à injeção da tinta, Bulma tinha escolhido que o nome fosse preto e apenas o coração pintado de vermelho.

Assim que as agulhas finas começaram a penetrar sua pele, cerca de 2 mm de pele até chegar ao local adequado, Bulma fechou os olhos e tentou se distrair da dor suas amigas estavam ao seu lado e conversavam com ela para lhe distrair, era como se estivesse recebendo várias picadas de uma vez, mas não estava nem um pouco arrependida e não via a hora de Vegeta ver não fazia ideia de como seria a reação dele nunca tinha falado sobre tatuagem antes, mas não imaginava que ele fosse se opor, afinal ele também tinha uma.

A tatuagem de Bulma não demorou muito durou pouco mais de 20 minutos, o local ficou bem vermelho e o rapaz deu algumas orientações a ela lhe mandando fazer a higienização correta para evitar infecções e coceiras, lhe indicou uma pomada cicatrizante para usar pelo menos três vezes ao dia e não coçar e mandou deixar que as casquinhas se soltassem sozinhas para não puxar e assim não correr o risco de infeccionar. Também a mandou evitar sol, piscinas, lagos e alimentos muito gordurosos para evitar causar alergias no local principalmente evitar carne de porco, tudo isso até cicatrizar.

Bulma olhou sua tatuagem no espelho e adorou a região estava bem dolorida mais depois que o rapaz passou um pouco da pomada cicatrizante sentiu um alívio, não via à hora de mostrar para Vegeta. Depois dela suas amigas tomaram coragem para fazer, Chichi tatuou um simples coração no pulso e Raquel fez o esboço de um gato na parte da frente do ombro. Depois de todas as tatuagens prontas o rapaz tirou fotos para postar em seu site e as garotas também fizeram o mesmo postando em suas páginas com o @ do estúdio. Só Bulma que não tinha postado a sua ainda, pois sabia que Vegeta iria ver ele acompanhava suas redes sociais e queria fazer surpresa, mas deu sua palavra ao rapaz que a noite postaria e divulgaria o trabalho dele, pois ela tinha adorado tinha ficado exatamente como ela tinha imaginado.

***

Assim que chegou em casa correu para o quarto e foi olhar mais uma vez sua nova tatuagem teve medo de se arrepender, mas quando viu o nome Vegeta tatuado em sua nuca não se arrependeu nem um pouco, só se arrependeu de não ter mandado fazer maior pra todo mundo ver. Foi tomar um banho e lavou o local com um sabonete neutro como o rapaz tinha indicado lavou com cuidado e passou mais um pouco da pomada cicatrizante iria tentar seguir todas as instruções dele odiaria que aquilo infeccionasse. Deixou os cabelos presos em um coque e vestiu uma camiseta deixando sua nuca amostra, pois a intenção era que o seu moreno policial visse. Ficou na cozinha ouvindo música e preparando o jantar pouco mais de 18:00 horas ouviu o barulho da porta ser aberta e sabia que era ele, estava sentada na mesa conversando com Chichi e ouviu o barulho dele colocando as chaves na mesinha ao lado da porta e os passos dele indo para a cozinha. Era sempre assim ele já chegava procurando por ela e logo viu a figura dele entrar usando aquele uniforme que lhe caia tão bem, a camisa preta completamente colada no corpo e não sabia como ela ainda não tinha se rasgado devido a tanta pressão que recebia dos músculos do homem que ficavam cada vez maiores e aquela calça preta cheia de bolsos cobrindo as pernas torneadas.

—Oi! — Vegeta disse vendo o olhar dela sobre ele.

— Oi amor! — viu ele colocar as pistolas Glock g17 e g19 em cima do balcão da cozinha. _ Tá com sede? Eu comprei sua cerveja.

— Fez compras? — perguntou se aproximando dela.

— Fiz agora à tarde. — Bulma se levantou e abriu a geladeira pegando uma das cervejas pretas que ele mais gostava. _ O jantar daqui a pouco fica pronto! — ela foi até ele para entregar a cerveja.

— Vou tomar um banho, depois a gente pode assistir um filme o que acha? — pegou a cerveja da mão dela e a puxou para perto dele pela cintura. _ Estava com saudade!

— Estava mesmo? Não acredito, fica rodeado de tanta policial acho que não tem tempo para sentir a minha falta. – faz um bico e sorri.

— Você brinca, mas sabe que não sai da minha cabeça...

— Acho bom mesmo, eu não gosto de dividir muito menos você! — ela puxou a camisa dele e ficou na ponta dos pés para beijá-lo nos lábios.

— Vou tomar um banho e depois quero saber o que fez hoje.

— Tá bom. — Bulma o soltou e se virou para o fogão e Vegeta viu algo no pescoço dela, parecia inchado.

— Bulma, o que é isso?

Bulma sorriu de costas para ele. Ele tinha percebido.

— Isso o quê? – sorriu.

— Isso no seu pescoço! Está inchado!

— Não sei... — disfarçou cínica e Vegeta se aproximou dela e percebeu que estava mesmo inchado e vermelho, mas por que era uma tatuagem recém pintada e ficou ainda mais surpreso ao ver que era o nome dele ali.

— O que significa isso Bulma? – ele pergunta meio surpreso.

— Ué não tá vendo?

— Você fez uma tatuagem?

— Não gostou?

— Não acha que eu deveria ter sido informado?

— Você foi informado, oh o seu nome aí!

Vegeta a virou pela cintura para olhar nos olhos dela.

— Eu não sei o que faço com você! – sorri.

— Mas eu sei... – ela o puxa pela camisa e passa a língua no queixo dele.

— Isso é de verdade? – ele vira o pescoço dela pra olhar de novo.

— Claro que é Vegeta, achou que eu ia fazer uma tatuagem de rena?

— Quando foi que você fez isso? E onde foi que você fez? – ele perguntava com aquela sua sobrancelha levantada.

— Hoje à tarde, fiz no estúdio do irmão da Débora ele é tatuador.

Vegeta a virou de novo para olhar e foi inevitável não sorrir não sabia nem o que dizer. Beijou a nuca dela delicadamente aquela garota ainda iria lhe matar!

— Por que meu nome?

— Porque eu quis fazer uma homenagem ao homem que mais amo no mundo! – Bulma respondi sorrindo para ele.

— Quer dizer que eu vou ficar marcado no seu corpo para sempre?

— Você sempre esteve Vegeta, não precisava de uma tatuagem para isso!

— Você me surpreende a cada dia sabia? – a segura pela cintura.

— Você não gostou?

— Gostei, eu só não esperava.

— Depois que essa aqui cicatrizar eu tô pensando em fazer o nome da minha mãe, o que acha?

— Se você fez o meu faz o dela também se você quiser.

— Depois eu também pensei em um coração sabe aqui no pulso ou uma flor ou então uma borboleta no pé... — Vegeta tapou a boca dela pra ela parar de falar.

— Nem me inventa Bulma de encher o corpo de tatuagem como essas garotas modernas.

— Eu só pensei em mais umas duas ou três...

— Meu Deus, eu vou ter cabelos brancos antes da hora!

— Você vai ficar lindo de cabelo branco! – provoca.

— Se você chegar aqui cheia de tatuagem eu vou enfartar Bulma é sério! – brinca.

— Você é careta demais às vezes sabia?

— Eu vou tomar banho antes que eu passe mal! — brincou sorrindo pra ela e aí beijou de novo. _ Devia ter feito maior para ficar bem visível e todo mundo saber que você é minha!

— Todo mundo já sabe disso!

— Vem tomar banho comigo vem... – pede beijando o pescoço dela.

— E as panelas?

— Desliga tudo, depois a gente termina, vem tomar banho comigo...

— Tá bom...

Bulma não conseguia resistir e muito menos negar um pedido desses, já sentia seu corpo todo arrepiado, desligou as panelas colocando as tampas em tudo e acompanhou o seu noivo/policial até o banheiro.

***

Mas tarde Bulma estava no quarto terminando uma pesquisa e ouviu batidas na porta e sabia ser Vegeta.

— Entra! — a maçaneta girou e ele entrou trazia na mão uma caixa grande parecendo uma maleta.

— Está ocupada?

— Só estou terminando uma pesquisa. – responde vendo ele se aproximar.

— Eu queria te mostrar uma coisa Bulma.

— Claro, o que é?

Vegeta se aproximou da cama dela sentando na mesma e Bulma olhou curiosa para a caixa que ele tinha nas mãos na cor coiote.

— O que é isso Vegeta? – vê o homem suspirando antes de dizer.

— é algo que era da sua mãe, ela me deu uns dias antes de morrer.

— Como assim? Você nunca me falou sobre isso? – ela sente seu coração se acelerar, ao ouvir ele falar que era algo da sua mãe.

— Não falei porque você era muito criança, não era algo que você deveria saber ou conhecer, mas acho que agora chegou a hora.

— Nossa Vegeta você tá me deixando curiosa! O que tem aí?

— Antes de mostrar você vai ter que me prometer que vai ter cuidado, que não vai usar isso como um brinquedo, uma diversão, que vai guardar muito bem, que não vai sair por aí mostrando para ninguém e muito menos guardando dentro da bolsa, pois isso não é um brinquedo!

— Puta merda Vegeta você tá me deixando nervosa! O que é que tem aí?

Vegeta colocou uma pequena chave dourada em cima da caixa para Bulma abrir ela era como uma caixa cofre e tinha uma pequena fechadura. há garota pegou a chave colocando na pequena fechadura curiosa o que é que tinha ali que foi da sua mãe e que Vegeta estava fazendo esse carnaval todo? Abriu e seus olhos se depararam com uma pistola Glock G19X DOURADA de 9 mm com capacidade para 17 tiros. Na maleta tinha a pistola já com um pente carregado e mais dois carregadores de 17 + 2 balas reservas, um conjunto de limpeza, um manual de instruções, um municiador e uma mira de trítio, ela era uma maleta de transporte na cor coiote e Bulma nunca tinha visto nada igual ficou com a boca seca e não sabia o que dizer.

— Essa arma era da sua mãe Bulma, ela me disse que a comprou quando passou no concurso para delegada e nem sabia como atirar na época era a arma preferida dela, disse ter usado poucas vezes, deixava mais em casa, tanto que nessa maleta tem todos os itens de fábrica era o xodó dela. – Vegeta explica.

— Essa arma é linda... E é estranho dizer isso, afinal é uma arma!

— E é bem avançada também ela tem três dispositivos, independência de segurança, trava do gatilho, trava do percussor e trava contra quedas é uma arma incrível tem uma maior precisão, versatilidade, uma empunhadura aprimorada, é uma arma exclusiva. Sua mãe comprou de uma fabricante bem conhecido na região, ela me deu alguns dias antes de morrer e eu aguardei esse tempo todo para lhe dar um dia.

— Foi por isso que você me ensinou a atirar?

— Eu te ensinei a atirar para que conhecesse a arma, para saber como ela funciona o que você deve ou não fazer e não para te dar essa e você sair atirando por aí!

— Seu nível de confiança em mim é tão grande Vegeta, estou tão comovida! – ela se finge de magoada.

— Isso é sério Bulma, eu estou te dando, pois ela pertence a você era da sua mãe e eu sei que ela queria que ficasse com você, mas eu não poderia lhe dar isso antes, além de ser totalmente errado é ilegal! E ainda é! Eu tinha pensado em te dar quando você passasse no concurso de delegada se realmente for isso mesmo que você quer fazer, mas decidi te dar antes e saiba que eu estou lutando contra todos os meus princípios ao te dar essa arma! – ele olha para a garota com a sobrancelha erguida.

— Vegeta eu não sei nem o que dizer...

— Mas eu sei, tenha cuidado por que eu posso e tomo ela de você! – frisou.

— Relaxa Vegeta, parece que você não me conhece! Eu tô emocionada poxa, eu tô segurando algo que pertenceu a minha mãe, que ela usou essa arma para realizar o sonho dela... – Bulma sentiu seus olhos marejarem.

— E agora olha você aqui, seguindo os mesmos passos dela. – ele sorri, por mais que estava sendo difícil dar uma arma de presente pra garota ver a emoção dela lhe acalmou.

— Obrigada por ter me dado ela, significa muito pra mim segurar algo que foi dela.

— Dei, mas ela vai ficar guardada no cofre e só vai sair de lá quando você estiver exercendo sua profissão e não antes! – disse já guardando todos os pertences da arma no lugar.

— Tá bom Vegeta, o seu jeito de me dar presentes é emocionante!

Vegeta fechou a caixa voltando a trancar.

— Você e uma arma não dá o que presta Bulma! A chave eu deixo você ficar! – diz e ela pegou o travesseiro para jogar nele, Vegeta sorriu indo levar a maleta para guardar dentro do cofre, mas Bulma ficou feliz cada dia que se passava estava perto de trilhar os mesmos caminhos que sua mãe e ter perto dela, mesmo que dentro de um cofre de aço com um código de 4 dígitos, um objeto que significou tanto para ela mesmo que fosse uma arma iria lhe fazer sentir como se ela estivesse ali.

...