Código de conduta 2

40 Partilha de bens


Vegeta e Bulma passaram o que pareceu horas naquele banheiro e palavras não precisavam ser ditas para expressar o que estavam sentindo naquele momento, tudo era muito confuso eles sabiam, o futuro parecia ser incerto, eles também sabiam, mas se amavam e sabiam que isso era real, deixaria que o tempo acertasse as coisas. Depois do banho foram para o quarto que um dia fora de Vegeta se trocarem.

Vegeta ficou sentado na cama ainda de toalha e Bulma se vestiu com um vestido florido e leve que tinha levado na bolsa, depois foi para frente do espelho pentear os cabelos, mas ficou olhando pelo reflexo Vegeta ainda sentado na mesma posição. Quando terminou de se arrumar foi pegar na bolsa a caixa de curativos que tinha levado, pois se deu conta de que não tinha trocado o curativo no ombro dele devido a tantos acontecimentos difíceis.

— Vou trocar seu curativo tá bom. – ela diz e se aproxima pegando o que precisava na caixa.

— Se eu soubesse que ele estava tão mal teria vindo antes... – Vegeta desabafou enquanto Bulma puxava o esparadrapo com cuidado. _ Mas ele era orgulhoso convenceu a minha mãe a não me avisar.

— Não se culpe, nada teria mudado, à hora dele já tinha chegado.

— Eu sei, mas não consigo parar de pensar que eu poderia ter feito alguma coisa. – lamenta levantando a cabeça para olhar a garota.

— Você fez tudo o que podia, já sabíamos que a doença do seu pai era difícil, que as chances dele eram poucas. – Bulma trocou o curativo rapidamente e quando iria se afastar para guardar a caixa sentiu Vegeta lhe puxar pela mão.

— Eu sei que esses dias eu tenho tratado você de forma ríspida Bulma e eu sinto muito, mas você não pode imaginar como ficou minha cabeça com todas essas coisas acontecendo entre a gente.

— Eu sei, e eu também sinto muito Vegeta eu nunca quis que nada daquilo acontecesse.

— Eu não quero te perder Bulma, eu não posso perder você...

— Você não vai me perder, eu não vou a lugar nenhum, nunca.

— Eu te amo demais minha menina e eu não vou abrir mão de você...

Ele a abraçou pela cintura colocando a cabeça na barriga dela e Bulma retribuiu o abraçando pelo pescoço, estava tão aliviada que tudo estava finalmente começando a ficar bem apesar da perda irreparável que ele acabou de ter.

— O advogado só vai chegar à noite, vem deitar um pouco eu estou exausto. — Vegeta disse a puxando pela mão para que se deitasse na cama com ele. Bulma coloca a caixa de curativos na mesinha e puxou a coberta que tinha deixado dobrada nos pés da mesma se deitou e os cobriu e ficaram deitados de frente um para o outro.

— Eu imaginei mesmo que deveria estar bem cansado, desde ontem que a gente chegou você tá de um lado para outro resolvendo tudo sozinho. – ela comenta vendo os olhos dele sobre ela.

— Era meu pai né, o mínimo que eu poderia fazer agora era correr atrás para que ele tivesse um velório e um enterro digno pelo menos.

— Porque esse advogado vem aqui hoje?

— Ele vai abrir o inventário do meu pai, pra gente analisar o que ele deixou de bens e dívidas para que tudo seja distribuído aos herdeiros, provavelmente só serão eu e minha mãe eles não tiveram outros filhos. – responde colocando as mechas de cabelo dela atrás da orelha.

— Eu não gosto dessa parte, fica parecendo que a gente só esperou a pessoa morrer para pegar o que era dela!

— Eu sei minha linda, parece horrível mesmo, mas é assim que funciona e o mais recomendado é que seja assim mesmo o quanto antes para não haver nenhum tipo de fraude ou alguém da família tentando passar a perna nos outros, questões burocráticas mesmo.

— É tão bom ouvir você me chamar assim de novo, eu achei que nunca mais fosse ouvir. – ela sorri.

— Você é a minha menina linda e sempre vai ser... Eu vou cuidar de você e não vou deixar nada de ruim te acontecer porque eu não posso perder mais ninguém.

— Eu fiquei com tanta a pena da sua mãe, eu não quero ter que passar por isso nunca!

— Mas vai passar, esqueceu que sou mais velho? Eu vou morrer primeiro.

— Não fala isso nem brincando eu morro junto!

— Você que não fala isso nem brincando! Você tem uma vida longa pela frente.

— E eu quero viver cada segundo dela com você!

Vegeta a puxou para mais perto queria sentir o corpo dela bem perto do seu e Bulma se aconchegou nele, não queria estragar o momento, mas teria que perguntar.

— O que você disse pro Sam àquela hora?

— Disse que quero ter uma conversa com ele assim que voltarmos pra Oregon.

— E o que você vai dizer?

— Eu vou resolver isso, porque um de nós dois vai ter que sair da sua vida e não vai ser eu! Mas não se preocupe com isso agora. Durma um pouco.

Bulma não perguntou mais nada deixaria que ele fizesse o que achasse melhor não iria se meter e não iria interferir, pois tudo que ela mais queria no mundo era que eles se acertassem, que ficasse tudo bem, pois também não tinha nada a esconder. Ficou aconchegada em Vegeta sentindo a respiração dele cada vez mais calma e logo adormeceram.

***

Bulma acordou se sentindo grudenta e percebeu que estava toda suada por Vegeta está completamente colado nela com uma das pernas e os braços por cima dela e a cabeça enterrada em seu pescoço, mas não ligou, se pudesse ficaria assim com ele o dia inteiro, mas sabia que precisaria levantar o quarto estava meio escuro já devia ser bem tarde. Com dificuldade tirou os braços de Vegeta de cima do seu corpo e a perna dele com cuidado, não queria acordar ele, ele sim deveria dormir um pouco mais. Pega o seu celular em cima de uma mesinha e viu que já eram quase 18:00 horas da noite eles tinham dormido bastante.

Se levantou e saiu do quarto pra ir ao banheiro tentou não fazer muito barulho no corredor não sabia se a mãe de Vegeta ainda estava dormindo, fez xixi e depois lavou o rosto na água fria, fez um rabo de cavalo nos cabelos e saiu pra ir à cozinha pegar um copo d'água e se surpreendeu ao ver Laura sentada na mesa tomando uma xícara de chá.

— Dona Laura, eu achei que ainda estava dormindo.

— Oi Bulma, eu acordei já faz um tempo, eu vi que você e o Vegeta estavam dormindo então deixei vocês descansarem. – ela responde e sorri para a nora.

— Como à senhora está? — Bulma perguntou se aproximando dela na mesa.

— Eu estou bem, esse momento agora é difícil, mas a ficha vai caindo aos poucos. Senta, toma um chá comigo.

— Claro.

Bulma se senta com ela à mesa e vê Laura lhe servindo uma xícara grande de chá de limão.

— Você gosta de chá Bulma?

— Gosto sim.

— Que bom porque tem mais de 3 litros desse chá de limão ali no fogão e eu sei que o Vegeta odeia chá! — a mulher comentou bem humorada demonstrando que estava tentando levar aquela situação da melhor maneira possível.

— Ele não gosta mesmo, só gosta de café é viciado em café e cerveja.

— Igualzinho ao pai... Já eu gosto de chá, como dizem minhas amigas aqui do bairro, chá é chique!

Bulma riu.

— Eu também gosto, mas lá em casa eu tomo mais daqueles de pacotinho sabe.

— Humhum. – ela entrega a xícara a Bulma, que adoça ao seu gosto.

— O Vegeta ainda está dormindo?

— Está, eu não quis acordar ele, estava exausto.

— Eu imagino e eu ainda não perdoei vocês por não terem me avisado desse tiro que ele levou.

— Ele contou pra senhora?

— Contou porque eu praticamente obriguei, vocês pensam que me enganam!

— Ele não quis que eu ligasse pra senhora disse que não queria te preocupar à toa.

— O Vegeta é igualzinho ao pai e eu não digo só na aparência, mas em tudo, o jeito deles querer resolver as coisas é igualzinho. Vegeta dizia que não queria ser como o pai, mas tá ficando a cópia.

— É mesmo, e é uma pena que eles não se entendiam muito bem e eu sei que em partes foi por minha causa, sei que eles também brigavam muito porque o senhor Vegeta não aceitava que ele tenha cuidado de mim.

— Esquece isso, é passado, o Vegeta demorou, mas ele entendeu que não deveria interferir nas escolhas e decisões do filho, que a gente não cria um filho para ser a nossa cópia, para seguir os nossos passos, a gente cria um filho para o mundo, para viver com base nas próprias escolhas deles. Eu nunca quis ficar no meio deles e muito menos na relação que ele tinha com você, você era só uma criança quando tudo aconteceu, uma criança que estava sozinha e que não tinha culpa de nada Vegeta fez o que deveria ser feito e sou muito orgulhosa do meu filho por isso, mesmo com todos os problemas que ele tinha com o pai ele cresceu um homem sério, responsável, admirado, tem uma ótima carreira, respeitado por todos e isso me deixa muito feliz.

— Vegeta é incrível mesmo é o homem mais correto que eu conheço, forte, corajoso, destemido, às vezes parece que não tem medo de nada, faz qualquer coisa para proteger os outros e nunca abaixa a cabeça pra ninguém... – Bulma começa a dizer sabendo que era suspeita de falar e não conseguiu evitar aquele sorriso bobo que sempre se formava em seus lábios quando falava dele, pois acima de tudo ela o admirava muito.

— E você é completamente apaixonada por ele! – Laura sorri levando a xícara aos lábios, vendo a nora ficar em todos os tons de vermelho.

— Pior que eu sou... Eu nunca consegui ver ele como um pai, e nunca tivemos uma relação de pai e filha, ele sempre cuidou de mim sempre me protegeu de tudo, estava sempre ali do meu lado fazendo por mim o que nunca ninguém fez, mas a posição dele sempre esteve muito clara, e eu sempre tive muita ciência disso, que ele estava ali para cuidar dos meus interesses e tal, mas isso foi me fazendo gostar dele de uma maneira diferente sabe, é claro que eu achava errado, que eu achava impróprio, que não deveria, mas eu não conseguia controlar, nunca conseguia me interessar por ninguém do colégio ou ninguém da minha idade, eu cheguei a me questionar um tempo se eu realmente gostava de homens! – ela ri. _ Mas aí eu descobri que eu gostava dele e eu não conseguia ficar com outra pessoa, é estranho falar assim.

— Eu não acho! — Laura voltou a sorrir. _ Ele foi à única presença masculina que você teve em toda sua vida e por mais que ele cuidasse de você, te protegesse, te alimentasse ele não era seu pai, ele não estava ali para exercer essa função, ele estava ali apenas como um tutor legal, um protetor para cuidar de seus interesses até você ser maior de idade e poder caminhar com suas próprias pernas. Eu só imagino que não deva ter sido fácil o começo de vocês.

— E não foi, ele não aceitava no começo, achava errado, vivia dizendo que eu era criança demais.

— Normal, vindo do Vegeta isso é totalmente normal, ele só não queria admitir que já estava caidinho por você, se é que ainda se fala isso hoje em dia! – sorri.

— Fala sim. – Bulma sorriu de volta.

— Eu não importo com nada disso, nunca me importei, a única coisa que eu quero é ver meu filho feliz é o que toda mãe quer. – ela toma mais um gole de chá. _ Eu fiquei preocupada com você lá na igreja você desmaiou e deixou todo mundo preocupado.

— É que eu não tinha comido ainda e minha pressão abaixou de uma vez.

— Mas você está melhor agora?

— Estou sim.

— Que bom. O pessoal da delegacia que Vegeta trabalha mandou flores muito bonitas.

— Eu queria poder ter ido ao enterro, mas o Vegeta não deixou.

— Ele ficou preocupado que você passasse mal de novo, eu também acho não deveria ter ido foi muito difícil pra mim ver o corpo do meu Vegeta dentro daquela cova, de onde ele não vai sair nunca mais, eu não queria ter ficado com essa imagem na minha cabeça.

— Eu sinto muito...

Bulma segurou na mão dela vendo os olhos da mulher marejados queria poder dizer alguma coisa que lhe confortasse, mas ouviu passos no corredor e logo Vegeta chegou à cozinha.

— Ah, vocês estão aí!

Vegeta foi até a mãe para lhe dar um beijo.

— Como você está mãe?

— Eu estou bem, estava aqui tomando um chá com a Bulma. — depois de beijar a mãe Vegeta foi se sentar ao lado de Bulma lhe beijando o alto da cabeça e começou a examinar o galo na cabeça dela, que já estava bem menor.

— Ainda tá doendo? – ele pergunta aliviado que o caroço tinha diminuído.

— Não muito, aquele remédio que a Gisele deu é muito bom.

— A Gisele é uma ótima enfermeira! — a mulher comentou olhando para os dois e sorriu, apesar de tudo o que tinha acontecido com ela naquele dia ver seu filho e Bulma ali foi a melhor coisa que tinha acontecido.

— Você tá com fome? Quer que eu faça alguma coisa pra você? – Bulma pergunta a ele.

— Não vamos precisar nos preocupar com comida, fizeram comida para um batalhão! – Laura comenta e sorri.

— Daqui a pouco a gente come. — ele responde cheirando o cabelo dela. _ Sabe que horas o advogado vem mãe?

— Ele disse que vinha as 19:00, achei melhor ele vir logo pra gente resolver isso, porque quero aproveitar que vocês estão aqui. Eu jamais conseguiria fazer isso sozinha.

— Não se preocupe, vamos lhe ajudar no que for preciso. – Vegeta diz a ela.

— Eu sei que você tem o seu trabalho e que a Bulma tem a faculdade dela, mas será que vocês podem ficar mais alguns dias? O Vegeta deixou algumas pendências, muitos documentos, papéis e eu não sei do que se trata e eu queria sua ajuda pra resolver tudo filho, não queria ter que ficar pedindo para estranhos. – Laura pede.

— Claro mãe, eu fico sim, eu ainda tenho alguns dias na delegacia. – ele vira para Bulma agora. _ Você acha que consegue alguns dias na faculdade Bulma? Porque eu não vou deixar você voltar sozinha.

— Consigo sim claro, amanhã eu ligo pra faculdade e converso com eles, eu não vou me prejudicar minhas notas estão muito boas e peço a Chichi para gravar as aulas.

— Obrigada meus filhos. — Laura pegou na mão dos dois e sorriu.

Bulma deixou os dois na mesa conversando e foi pra sala, foi responder as mensagens de Chichi quase não tinha falado com a amiga hoje, além das mensagens dela tinha muitas outras de Sam, mas preferiu ignorar, respondeu as mensagens da amiga e avisou a ela que ficaria mais uns dias em Portland para ajudar a mãe de Vegeta a colocar as coisas em ordem.

***

Pouco antes das 19:00 horas o advogado da família chegou e ele se reuniram na mesa de jantar para conversarem. O homem pediu desculpas por não ter ido ao velório, pois quando tudo aconteceu ele estava em outra cidade com outro cliente e não conseguiu chegar a tempo por isso ligou avisando que viria à noite conversar com eles.

— Bom, eu reuni vocês aqui, pois são os únicos herdeiros do senhor Vegeta, ele não tinha mais nenhum outro filho e nenhum outro parente próximo. — o advogado começou. _ Sei que esse não é o melhor momento, vocês ainda estão abalados, foi tudo muito repentino e sei que não é a melhor hora de falar sobre dinheiro, mas esse foi um pedido do próprio Vegeta em vida.

— Como assim? – Vegeta perguntou sem entender.

— O seu pai há uns meses atrás me procurou e fez um testamento ele estava preocupado com a doença e achava que não teria muito tempo então ele mesmo se adiantou.

— Testamento? Eu não sabia de nada disso! — Laura comentou um pouco espantada.

— Ele não queria que ninguém soubesse por enquanto, sabia que vocês não iriam aprovar, mas ele me disse que caso acontecesse algo com ele que eu lesse o testamento imediatamente. — o homem tirou o papel da pasta que já tinha sido lavrado em cartório e começou a ler. O testamento foi escrito em punho pelo próprio Vegeta e nele o homem dividiu seus bens entre sua mulher e seu filho que eram os seus únicos herdeiros, ele começa com uma dedicatória a família é impossível Laura não chorar e depois diz:

''Para minha amada, fiel e companheira Laura deixo a casa onde vivemos tantos anos juntos, o meu escritório e 50% dos meus bens. Para meu filho Vegeta deixo um apartamento em Portland e os outros 50% de todos meus bens. ''

Ler e depois olha para todos.

— Ele também cita aqui uma Bulma Briefs, é você? — o advogado pergunta olhando para a garota que respondeu meio surpresa.

— Sim... Sou eu!

''Deixo também um chalé em Albany para Bulma Briefs, que ela possa aproveitá-lo da forma que achar melhor e que me perdoe por ter sido um velho tão ranzinza. ''

— Isso... é sério? – Bulma fica realmente surpresa, não esperava aquilo.

— Sim, é, ele deixa um chalé pra você. – o advogado responde.

— Eu não esperava, eu e o senhor Vegeta nunca fomos tão próximos.

— Mas ele gostava de você minha filha, do jeito dele. — Laura disse sorrindo pra ela, estava satisfeita com a decisão do marido.

— Eu nem sei o que dizer...

— Só aceite, era à vontade dele.

— Eu também já abri o inventário. – o advogado continua. _ Fiz isso assim que ele deu entrada no hospital, eu deixei tudo bem especificado aqui todos os imóveis dele e o valor total de todas as dívidas que ele deixou e o valor da herança líquida que vai sobrar após o pagamento das dívidas. — o homem disse mostrando um documento a Vegeta. _ Também já deixei aí o valor da minha comissão que já tinha sido acertada com ele, mas tá tudo lavrado em cartório e vocês podem confirmar.

— E o que temos que fazer agora? — Vegeta perguntou concordando com tudo.

— Como ele deixou tudo especificado no testamento vai ficar tudo mais fácil, mas vocês acham que tem alguma possibilidade de algum outro parente contestar o testamento?

— Creio que não... – Laura responde. _ Nos afastamos da família há muitos anos e não fazemos ideia de por onde anda ninguém, não temos nenhum parente próximo.

— Tudo bem, então só precisamos ir ao cartório e passar os bens que foram deixados para o nome de vocês e a herança líquida essa só poderá ser mexida após a quitação das dívidas, se quiserem posso cuidar disso.

— Claro, por favor, eu não quero deixar nenhuma dívida. Só estou pensando no que fazer com o consultório dele.

— Ele deixou pra você Laura, mas como não tem mais nenhum arquiteto na família você pode optar por vender ou então alugar. – o advogado sugere.

— Eu vou ver, vou pensar depois do que fazer com ele.

Conversaram mais um pouco e o advogado esclareceu algumas coisas a eles, mas não se prolongou muito e foi embora. Assim que o advogado saiu eles se sentaram no sofá para conversarem um pouco todos ainda estavam surpresos com a atitude do senhor Vegeta de já ter separado todos os seus bens ainda em vida inclusive Bulma, que nunca imaginou que o homem pudesse pensar nela a esse ponto.

— O seu pai como sempre cuidando de tudo...

Laura comentou após eles ficarem longos minutos em silencio.

— Essa atitude não me surpreende em nada. – Vegeta diz.

— Eu ainda não acredito que ele deixou um chalé para mim.

— Ele sempre gostou de você Bulma, mas do jeito dele, você também fazia parte da família dele. – Laura diz.

— O que eu vou fazer com esse chalé?

— Ele é seu agora, você pode fazer o que você quiser. — Vegeta responde.

— Lá é muito bonito, se você decidir ficar com ele você vai gostar. Quando o Vegeta era criança passávamos todas as férias dele lá, ele fica a uns 100 metros da praia e uns oito ou nove Km da cidade, mas é muito bonito, você se lembra filho?

— Me lembro um pouco mãe.

— É um lugar calmo e tranquilo pra pensar na vida e se esquecer de tudo, mas depois de um tempo nós paramos de ir lá, Vegeta me disse que iria vender eu achei até que já tinha vendido.

— E o escritório dele mãe, o que você vai fazer?

— Acho que vou alugar, eu não tenho coragem de vender, aquilo ali era o sonho do seu pai, quando nos conhecemos ele estava estudando para ser arquiteto, ele lutou tanto para construir todo esse patrimônio acho que vou alugar o espaço é muito grande vai ser uma forma de manter tudo que ele construiu vivo. – ela decide.

— Eu ajudo à senhora com isso durante esses dias que vamos ficar aqui.

— Que bom filho é muito bom saber que eu posso contar com vocês agora.

— Claro que pode dona Laura, estamos aqui pro que precisar. – Bulma sorri pra ela.

— Acho que eu vou lá esquentar o jantar pra gente, tem muita comida no fogão, não podemos desperdiçar. — Laura sorriu para eles e se levantou.

— À senhora quer ajuda? – Bulma oferece.

— Não precisa, vou colocar tudo no micro-ondas! — ela sorriu ainda mais e saiu, assim que se viu sozinho Vegeta puxou Bulma pela cintura para ela se sentar perto dele e cheirou o cabelo dela. Era tão bom sentir ele perto de novo, sentir que nada daquilo iria abalar o amor deles.

— Eu tive tanto medo de perder você... — ela comentou.

— Você não vai me perder.

— Você estava com tanta raiva de mim que eu achei que não fosse mais querer olhar na minha cara!

— Eu estava com raiva sim, mas eu jamais faria isso, você é a coisa mais importante no mundo pra mim sabe disso.

— E você também é Vegeta.

— Vamos esquecer isso, eu também não quero mais ter que pensar nisso agora, quando voltarmos para Oregon eu vou resolver isso.

— Você vai procurar o Sam?

— Vou, é com ele que eu tenho que resolver porque eu não posso fingir que simplesmente nada aconteceu, mas esquece isso, agora eu só quero pensar em ajudar minha mãe organizar as coisas que meu pai deixou e pensar em um jeito de aplicar esse dinheiro que ele deixou pra mim.

— Eu acho que não vou vender o chalé, tem muitas lembranças de família, lembranças de quando você era criança.

— Assim que tivermos um tempo eu vou levar você lá pra você conhecer se você gostar não vende. — ele a abraçou mais forte e ficaram assim até Laura voltar dizendo que já tinha esquentado tudo e eles foram para mesa comer.

...