Código de conduta 2
29 Hospital
Assim que chegaram ao Providence Willamette Falls eles foram correndo ao pronto-socorro. Bulma parou na recepção para pedir informação, mas Sam cutucou seu ombro para lhe mostrar Raditz saindo pela porta que dava acesso a emergência e ela correu até o homem.
— Raditz! — ela correu até ele e o homem amparou a menina que voltou a tremer. _ Onde ele está? Como ele está?
— Fica calma, ele está na sala de cirurgia.
— Cirurgia? – foi aí que ela tremeu mesmo.
— Sim Bulma, eles precisam remover a bala , ele está perdendo muito sangue, mas está bem.
— Raditz se acontecer alguma coisa com ele... — Bulma soluça e não consegui mais segurar as lágrimas.
— Não vai acontecer nada, o Vegeta é forte, é o homem mais forte que eu conheço. O médico me disse que a bala não acertou nenhuma veia eles só estão correndo para conter uma hemorragia, vai ficar tudo bem.
— Eu quero ficar com ele Raditz...
— Agora não, ninguém pode entrar ainda, só quando terminar a cirurgia. – disse sentindo-a lhe abraçar pela cintura e deixou que ela se amparasse nele. Viu Sam que se aproximava e o cumprimentou.
— Como vai Samuel?
— Tudo bem, e você?
— Tudo ótimo, se você quiser pode ir pra casa eu fico com ela agora. – Raditz diz e nota a forma que o rapaz olhava para Bulma.
— Eu vou, eu não avisei nada a meu pai e ele deve tá uma fera me esperando no escritório. Bulma! — chamou a garota que se soltou da cintura do policial e ela olhou para ele com os olhos vermelhos. _ Eu vou lá para o escritório do meu pai, mas depois eu volto.
— Obrigada Sam... _ Bulma agora abraçou o amigo que afagou seus cabelos.
— Fica tranquila vai ficar tudo bem, assim que eu puder eu volto para ficar mais um pouco com você.
— Ta bom...
Raditz olhava para os dois abraçados e para a forma que Sam afagava os cabelos e as costas da garota e teve que admitir, pelo menos Vegeta tinha razão em uma coisa, o rapaz gostava sim de Bulma e não era só como amigo. Samuel percebe o olhar de Raditz sobre ele e solta Bulma ele sorri para ela e acena com a cabeça para o policial e sai. Raditz pega Bulma pela mão a levando para se sentar em um dos bancos da sala de emergência enquanto esperavam notícias do médico.
***
Samuel saiu do hospital e foi direto para o escritório do pai aquele atentado contra Vegeta estava muito estranho e algo martelava em sua cabeça que seu pai tinha algo haver com aquilo, mas tentava não acreditar seu pai não teria coragens de mandar matar um homem ou teria? Em poucos minutos chegou ao escritório e foi direto para sala dele. Soube por Tights que ele ainda estava lá e estava uma fera com a demora dele.
Sam abriu a porta com tudo e o homem olhou para ele demonstrando nervosismo.
— Samuel onde é que você estava? Eu já estava ligando, esqueceu que depois da aula você tem que vir direto para cá? – vocifera o homem.
— Foi você não foi?
— Do que você está falando Samuel?
— Eu tô falando do atentado que o policial Vegeta acabou de sofrer na porta da faculdade da Bulma! – acusa.
— Que tom é esse comigo rapaz? — Freeza se levanta da cadeira sem se abalar.
— Eu quero saber se foi você que mandou aqueles caras atirarem nele! – Sam insiste, odiava aquele cinismo de seu pai.
— Porque está preocupado? E por que acha que eu tenho algo a ver com isso?
— Porque eu vi a pesquisa que você fez dele, você mesmo me disse que ele tem causado problemas!
— Você está chamando seu próprio pai de assassino?
— Eu não sei mais quem você é, eu quero saber se foi você ou não? – grita.
— Samuel deixe de ser tão racional, pare para pensar, se esse policial saísse de cena Bulma estaria livre para você! – Freeza sorri se divertindo com a cara do filho.
— Olha o que você tá falando!
— E eu estou mentindo? Você só vê o lado ruim das coisas.
— Então você tá admitindo que foi você?
— Claro que não Samuel, eu não iria perder meu tempo com isso. — Freeza voltou a se sentar cruzando as pernas. _ Mas se você está aqui me questionando isso é porque estava com ela, não é?
— Sim eu estava, por coincidência estava bem na hora do tiroteio e tirei ela de lá, mas ele está no hospital, ele levou um tiro no ombro.
— É mesmo? Essa cidade está muito violenta, até para os policiais. — com cinismo ele disse. Sam continuava olhando para ele sem saber muito que dizer.
— Vai trocar de roupa Samuel temos muita coisa para resolver e qualquer coisa eu te libero mais cedo para você dar um apoio a sua amiga, um ombro amigo nessas horas é muito importante! – ele sorri de forma maldosa e Sam sai da sala respirando fundo tentando fazer uma grande quantidade de ar entrar em seus pulmões, seu pai estava envolvido naquilo, mas o que ele deveria fazer? Por mais que achava a atitude do pai horrível por que não conseguia se sentir indiferente em relação a isso?
***
Bulma e Raditz ainda estavam na sala de emergência do hospital esperando por notícias de Vegeta que não vinha, já estavam lá a mais de uma hora. Bulma estava descansando a cabeça no ombro de Raditz parecia estar no piloto automático, apesar de ver ele como policial há tantos anos nunca tinha visto ele no hospital antes e estava com medo mesmo Raditz lhe dizendo que ele iria ficar bem estava com medo, tinha medo de perdê-lo de que acontecesse algo sério com ele e a cena daquele tiroteio não lhe saía da cabeça, estava passando tanta coisa na sua mente agora.
O hospital estava cheio de policiais que vieram buscar notícias do homem, do outro lado da sala viu a policial Mai sentada também com uma expressão preocupada no rosto. Goku também chegou com Chichi e à morena puxou a amiga para um abraço enquanto o namorado conversava com o irmão tentando entender o que tinha acontecido. Chichi falava com ela sem parar e ela já não conseguia mais ouvir só conseguia pensar em Vegeta naquela sala de cirurgia no que poderia estar acontecendo com ele lá dentro, só queria poder ficar com ele, mas ninguém lhe deixava entrar.
De repente um médico todo de branco saiu da porta da emergência e se aproximou deles.
— Boa tarde, meu nome é Roberto eu sou o médico que está cuidando do policial Vegeta Takahashi, são a família dele?
— Sim! — Bulma e Raditz se levantaram da cadeira. _ Muito prazer doutor, sou Raditz também sou policial e essa é Bulma é a namorada dele.
— Como ele está doutor? – Bulma pergunta interrompendo as apresentações.
— Está muito bem, a bala não ficou alojada em nenhum local grave conseguimos removê-la por completo e também contemos a hemorragia.
Bulma respirou fundo como se um peso estivesse saindo de suas costas.
— Graças a Deus...
— Ele está consciente, mas precisará ficar em observação por alguns dias, mas tudo correndo bem, ele poderá ir para casa logo. – O médico continua vendo o alivio de todos os presentes.
— Podemos vê-lo doutor? – Bulma pergunta.
— Podem sim, mas não pode entrar todo mundo de uma vez eu só posso liberar 10 minutos por pessoa ele acordou da sedação agora e precisa descansar.
— Mas ele pode ter algum acompanhante? – Raditz pergunta agora.
— Sim, vou liberar apenas um acompanhante...
— Eu fico! – Bulma diz.
— Se vai ficar de acompanhante preciso que dê seus dados na recepção para colocar na ficha dele, os demais se quiserem podem entrar para vê-lo.
Bulma foi para a recepção dar os seus dados como acompanhante e Raditz foi o primeiro a entrar para ver o amigo, como ela passaria a noite com ele deixou que os amigos fossem vê-lo um pouco primeiro estava mais aliviada agora em saber que ele estava bem. Raditz entrou no leito de Vegeta e viu o amigo deitado na cama, estava tomando soro na veia e com um curativo no ombro parecia bem, apesar de estar meio sonolento.
— Ei, olha ele, o policial durão teve que ceder a procedimentos médicos! — Raditz brincou se aproximando dele na cama, não negava que também estava aliviado.
— Fica aqui no meu lugar, você vai adorar. – Vegeta força um sorriso pra ele estava grogue.
— Espero que tenham limpado direito isso aí, mas ao meu ver vai ficar podre!
— Não se anima, não é agora que vai se livrar de mim. — sorriu de novo tentando se sentar, mas fez careta.
— Dói muito?
— Pra caralho!
— Não faz muito esforço, a bala não se alojou em nenhum lugar perigoso, mas vai precisar ficar de repouso por uns dias.
— Que foda! — Ele se afundou no travesseiro de novo. _ Onde está Bulma?
— Ela está aí, está fazendo a ficha dela de acompanhante.
— Ela está bem?
— Deveria se preocupar com você.
— E desde quando eu me preocupo comigo?
— Ela está bem, assustada e preocupada com você.
— Quando eu a vi lá não pensei em nada Raditz.
— Eu sei, vocês dois foram pegos de surpresa, ninguém imaginava que aquilo fosse acontecer.
— E o meu carro?
— Mandei o Turles levar ele pra oficina, vai ficar novinho em folha! Ainda bem que seu seguro é bom. – sorri.
— Eu vou acabar com aqueles caras!
— Eu já fiz a denúncia formal, a placa do carro estava coberta, mas recebemos uma denúncia de um carro abandonado e ele foi encontrado a uns 4 km na rodovia, os caras não conseguiram seguir muito tempo com os pneus furados, ele está lá no pátio do DP e a Vanessa e o Nappa estão fazendo uma varredura nele em busca de impressões digitais e também já solicitei as câmeras de vigilância da avenida, vamos descobrir quem fez isso. – Raditz diz e vê a expressão do rosto de Vegeta se suavizando.
— Quero pegar esses caras pessoalmente, eles estavam atirando diretamente em mim, queriam me matar.
— E você sabe por que estavam fazendo isso? Será que você pode imaginar o motivo daqueles caras aparecerem do nada e atirar contra você?
— Raditz motivos é o que não falta, somos policiais há quase 15 anos já prendemos todo tipo de gente que se possa imaginar, gente querendo nos matar o que não falta!
— Você tem razão, mas pode ter alguém com motivos pessoais para isso, que é estranho é.
— Por favor, não fica falando essas coisas na frente da Bulma.
— Eu não vou falar nada, mas ela vai querer saber. Aquele rapaz estava aí, o Samuel, ele veio mais cedo trazer a Bulma, mas já foi pra casa.
— Eu preciso agradecer a ele por ter cuidado dela por mim.
— Talvez ele não seja o lobo mau como você pensa.
— Isso não muda minha forma de pensar sobre ele, só reforça o que eu já sei. – ele tenta sentar de novo.
— Como aquele garoto chegou atrás do carro? Ele se arriscou muito, estava no meio de um tiroteio.
— Ele fez isso porque sabia que ela estava lá, ele ficou preocupado.
— E quem não ficaria?
— Mas ninguém entra na frente de um tiroteio para salvar ninguém!
— Eu sinceramente não queria ter que concordar com você, mas vou ter que fazer isso, realmente à preocupação que ele demonstra com ela é estranha mesmo, ela me disse que ele ficou com ela na casa de vocês o tempo inteiro e que fez chá.
— Não tô dizendo, ele só fica esperando a oportunidade para ficar colado nela! – resmunga.
— Acho que nisso você tem razão, o garoto é afim dela, mas não acho que Bulma perceba.
— Eu tenho que afastar Bulma desse garoto... – Vegeta passa a mão pelo cabelo, mil e uma coisas passavam em sua cabeça nesse momento, e não sabia por onde começar a organizar esses pensamentos.
— Mas não é hora de você pensar nisso você precisa se recuperar e ficar bom logo. Eu não vou poder demorar o médico só liberou 10 minutos e o hospital tá cheio de gente querendo ver você.
— Raditz dispensa todo mundo, eu não tô a fim de ver ninguém agora. – pede.
— Nossa, como você é simpático com nossos amigos!
— Não é isso eu tô cansado eu não tô a fim de ver ninguém, inventa uma desculpa, fala que eu tô quase dormindo, que a anestesia é muito forte sei lá.
— Tá bom, vou falar com todo mundo, se você quiser eu falo com a Bulma e passo a noite aqui com você.
— Não, eu a prefiro aqui.
— Nem a Mai você vai querer ver? Ela também tá lá fora toda preocupada com você! – brinca.
— Para de ficar fazendo essas brincadeiras Raditz! Já pensou se Bulma escuta? – ralha.
— Ela te castra se souber que Mai é afim de você!
— Para de falar besteira, ela não é afim de mim!
— Claro que é, ela ficou toda triste aquele dia que você deu um passa fora nela! – gargalha só pra provocar o amigo.
— Pega pra você então, se ta com peninha ela faz mais o seu estilo. – devolve.
— Não obrigada, Mai é gata, mas eu estou muito bem servido com a minha morena.
— Então não venha jogar ela pra cima de mim, sabe muito bem que eu jamais faria isso com a Bulma, eu não sou nenhum canalha!
— Tá bom! Desculpa senhor certinho é só uma brincadeira! Eu vou lá avisar para o pessoal que você tá muito cansado para receber visitas e logo a Bulma deve estar entrando aí.
— Obrigada Raditz.
— Se precisar de alguma coisa é só me ligar, à noite eu venho ver você.
Raditz conversa mais um pouco com ele depois se despede e sai do leito foi até a sala de espera onde avisou a todos que esperavam que Vegeta estava bem, mas quem estava muito sonolento por causa dos remédios e não iria conseguir receber visita agora pediu a todos que fossem embora e que amanhã poderiam vir. Todos concordaram já estavam aliviados em saber que ele não corria nenhum perigo e um a um os policiais foram saindo e ele se aproximou de Bulma que já tinha preenchido uma ficha na recepção e ganhado um crachá de acompanhante.
— Como ele está Ditz? – Bulma pergunta assim que vê o policial moreno se aproximar dela.
— Está bem, pediu que eu mandasse todo mundo embora ele ta meio sonolento por causa dos remédios.
— Eu vou lá ficar com ele!
— Olha ele me deu a chave da casa de vocês e quando eu sair da delegacia passo lá e pego umas roupas pra ele e trago uma coberta pra você tá bom? – Bulma balança a cabeça que sim. _ Se precisar de qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo pode me ligar.
— Obrigada Ditz, eu não sei o que faria sem você. — Bulma abraçou o homem pela cintura.
— Não precisa agradecer, vocês dois também são minha família sabe disso. Eu vou voltar para a delegacia agora, mas eu vou ligando para saber como ele está.
— Ditz me responde uma coisa, qual o motivo daqueles caras terem chegado atirando no Vegeta?
— Eu ainda não sei, mas eu estou investigando isso não se preocupe vai ficar tudo bem. Vai ter sempre uma viatura de hora em hora fazendo uma ronda aqui na frente do hospital, até sabermos o que foi o que aconteceu vamos manter você seguros, e por favor, evita de ficar saindo sozinha tá se precisar comprar alguma coisa fora me avisa que eu trago pra você.
— Você acha que a gente pode estar em perigo? – ela pergunta assustada com a forma que Raditz falou.
— Eu não sei, sinceramente tudo isso tá estranho demais, mas não se preocupe com nada estou cuidando de tudo agora. Eu vou indo quero ver se os peritos já descobriram alguma coisa no carro. – ele beija o alto da cabeça da moça e sai. Bulma então entra no leito de Vegeta acompanhado por uma das enfermeiras. Ele estava deitado com os olhos fechados o soro ainda pingava sem parar em sua veia e tinha um curativo grande no ombro. Enquanto se aproximava da cama dele não conseguiu deixar de sentir uma agonia era estranho vê-lo assim em uma cama de hospital tão vulnerável. Pegou uma cadeira colocando bem perto da cama para ficar perto dele e Vegeta abriu os olhos ao perceber a movimentação.
— Oi meu amor, como você está? — ela acariciava o rosto dele de leve.
— Agora que você tá aqui eu tô bem melhor. — ele forçou um sorriso pra ela.
— Tá sentindo muita dor?
— Um pouco... Toda vez que tento mexer o pescoço essa merda dói!
— Então tenta ficar quietinho pra você ficar bem logo.
— E você tá bem?
— Eu tô, eu só fiquei muito preocupada com você no meio daquele tiroteio.
— Essa fala é minha! Eu que fiquei preocupado com você lá!
— Eu ainda não entendo o que aconteceu e porque aqueles caras chegaram atirando em você.
— Eu também não, mas eu sou policial e esse fato já me faz ter um monte de inimigos.
— Mas isso nunca tinha acontecido antes!
— Não precisa se preocupar com isso, o Raditz vai pegar quem fez isso. Eu não queria que você ficasse aqui nesse hospital o tempo todo comigo, mas eu também não quero que fique sozinha em casa então a senhorita vai ficar bem aqui.
— Eu não vou sair de perto de você!
— Acho bom, e nada de ficar zanzando sozinha na rua!
— Nem depois de levar um tiro você para de dar ordens! — sorriu para ele mostrando o quanto estava aliviada de vê-lo bem.
Uma enfermeira entrou no quarto e pediu licença dizendo que iria administrar um antibiótico no soro dele a moça aplicou o antibiótico que estava em uma seringa na mangueira do soro e depois saiu. Bulma ficou mexendo no cabelo de Vegeta vendo que ele estava bem sonolento.
— Dorme um pouco, vai te fazer bem. – diz a ele, estava tudo muito calmo ali e quase não se ouvia barulho.
— Você não vai sair daí não né? – ele pergunta já quase fechando os olhos, estava mesmo muito sonolento por causa do remédio.
— Não vou, quando você acordar eu vou estar bem aqui.
— Essa droga de remédio dá sono... — resmungou já cochilando e Bulma sorriu ele era o homem mais forte que ela conhecia, mas estava sendo vencido por um antibiótico. Ele acabou dormindo e ela o cobriu direito com um lençol ficou lá com ele por um tempo, mas sentiu fome e decidiu sair um pouco do quarto iria procurar algum refeitório ou lanchonete por ali pra comer alguma coisa se lembrou que com o acontecido não tinha comido nada ainda. Vegeta estava bem e isso lhe deixava aliviada.
Saiu pela porta da emergência que dava acesso ao pronto-socorro particular do hospital tiveram sorte de o governo pagar um excelente plano de saúde aos policiais e por isso Vegeta estava recebendo os melhores cuidados médicos. Encontrou uma enfermeira no corredor que lhe indicou o caminho do refeitório do hospital e ela partiu para lá no caminho sentiu o seu telefone vibrando sem parar no bolso da calça e atendeu. Era Sam.
— Oi Sam!
— Oi Bulma, e aí como o Vegeta está?
— Ele está bem, fez a cirurgia para remover a bala no ombro e vai ficar de observação por alguns dias. – responde chegando ao refeitório.
— Que bom, fico feliz por isso e você como está?
— Estou bem, só é um pouco difícil ver o Vegeta naquele estado, vê-lo tão indefeso sabe.
— Eu posso imaginar...
— Desde que eu me entendo por gente nunca vi o Vegeta tendo uma gripe que seja. – ela vai pro balcão olhar os lanches que tinha no vidro.
— Se você quiser que eu vá ficar aí com você é só falar que eu corro pra ir!
— Não precisa Sam tá tudo bem foi só um baita de um susto, mas ele vai ficar bem.
— Se precisar de alguma coisa sabe que pode me ligar a qualquer hora né?
— Eu sei obrigada.
— As meninas têm me mandando mensagens o tempo todo elas estão preocupadas também.
— É mesmo, eu acabei não falando com ninguém avisa a elas pra mim que tá tudo bem que eu tô aqui no hospital com Vegeta, mas amanhã vou pra aula e explico melhor.
— Pode deixar, mais tarde eu ligo de novo pra saber notícias, eu tô aqui no escritório agora.
— Obrigada Sam.
— Não precisa agradecer, fica bem Bulma. – Samuel desliga e joga o celular na mesa, passa a mão pelos cabelos o que ele iria fazer em relação a tudo aquilo?
Bulma escolheu uns lanches e pediu um copo grande de suco de abacaxi não queria ficar muito tempo longe de Vegeta tinha medo dele sentir dor ou algo assim e ela não está por perto então comeu logo, não queria que ele acordasse e ela não estivesse lá. Depois que lanchou voltou para o quarto uma enfermeira lhe entregou na porta um saco plástico onde tinha as roupas e os pertences que Vegeta estava usando no dia do atentado. Olhou para a farda dele dentro do saco que estava suja de sangue e sentiu uma angústia no peito e naquele momento agradeceu por não estar lá na hora que ele levou aquele tiro com certeza não iria suportar só de imaginar sentia as pernas tremendo. Parou de olhar para aquela camisa e colocou o saco plástico num canto no sofá e foi se sentar perto dele ficou acariciando a testa dele vendo-o dormir com a respiração calma e tranquila nem parecia que estava ali se recuperando de um tiro.
Ela viu agora a porta do quarto se abri e o médico entrar.
— Como está o nosso paciente? – pergunta e se aproxima.
— Ele está bem, está dormindo desde a hora que a enfermeira lhe deu um remédio.
— É normal não se preocupe esses antibióticos geralmente dão sono e é bom mesmo que ele durma ajuda na recuperação. – diz e sorri pra ela.
— Quanto tempo ele vai precisar ficar aqui doutor?
— Preciso que ele fique pelo menos dois dias, quero monitorá-lo de perto e acompanhar se não está tendo nenhuma reação contrária a cirurgia, nenhuma infecção, se nesses dois primeiros dias correr tudo bem eu o libero para continuar se recuperando em casa.
— Mas ele vai poder voltar às atividades dele normal ou esse tiro pode ter alguma sequela?
— Não, nenhuma. A bala não atingiu nenhuma veia e nenhum osso, mas como ele é policial é bom que ele faça algumas fisioterapias para conseguir realizar todas as suas atividades como antes, mas não é nada grave não se preocupe.
— Que bom porque se ele tivesse que deixar de fazer o que faz com certeza ele iria surtar. – diz e olha para o homem dormindo.
— Sei como é, mas ele é um homem forte, esse tiro não vai impossibilitá-lo de nada, só precisa tomar os cuidados necessários. Mas se ele estivesse usando colete o tiro não teria penetrado.
— É que ele não estava em serviço ele já tinha saído da delegacia estava indo me buscar na faculdade quando tudo aconteceu.
— Entendo... Infelizmente essas coisas não tem como prever. Você é a namorada dele?
— Sim, eu sou. — o médico perguntou olhando Bulma com certeza a achando bem jovem, mas logicamente não disse o que estava pensando.
— Se quiser aproveitar que ele está dormindo e ir em casa buscar alguma coisa pode ir, as enfermeiras estão sempre passando no quarto e ficam de olho nele.
— Não, um amigo nosso vai trazer umas coisas mais tarde eu prefiro ficar aqui.
— Tudo bem como você quiser, as enfermeiras estão à disposição pode chamá-las se precisar de alguma coisa e caso precise falar comigo meu consultório fica no primeiro andar é só pedir uma das enfermeiras que te leva lá tá bom? – sorri.
— Certo, obrigada doutor!
O médico saiu da sala deixando Bulma sozinha com Vegeta de novo e ela continua acariciando o rosto dele com as pontas dos dedos, ficou debruçada sobre a cama dele esperando ele acordar...
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