No outro dia...

Bulma estava saindo na faculdade apressada iria para casa almoçar e mais tarde se encontraria com Chichi na casa dela para fazerem uma atividade juntas e depois a ajudaria a preparar a lista para o chá de bebê, agora que já sabiam o sexo do bebê Chichi queria fazer logo. A morena não tinha ido pra aula, foi resolver alguma coisa com o pai pela manhã e combinou com ela de se encontrarem. Bulma tinha se despedido das outras amigas ainda no pátio e saiu, quando chegava ao portão recebeu uma ligação olhou seu celular e não reconheceu o número, mas mesmo assim atendeu.

— Alô?

— Oi Bulma, tudo bem? – uma voz grave e masculina perguntou do outro lado, mas Bulma ainda não reconheceu.

— Eu estou bem, mas quem é que está falando?

— Quem está falando é o Thomas Freeza sou o pai do Samuel. Desculpa está te ligando assim, mas preciso muito falar com você.

Bulma ficou completamente surpresa ao saber que era o pai do Sam e não entendeu o que o homem queria com ela, mas ficou curiosa.

— Eu não entendo o que o senhor teria para falar comigo.

— É sobre o meu filho, eu estou preocupado com o Samuel ele tem estado estranho ultimamente e eu queria conversar com você, entender o que está acontecendo, pois sei que eram muito amigos. – Freeza diz do outro lado sorrindo, sabia que a garota morderia a isca.

— Bom, já tem um bom tempo que não falo com o Sam, ele não tem vindo às aulas e ta perdendo muito conteúdo.

— Pois é Bulma, e eu como pai preciso entender o que está acontecendo com meu filho para poder ajudá-lo e se você tiver um tempinho agora gostaria de trocar umas duas palavrinhas com você.

Bulma coça a cabeça meio confusa, o bom senso lhe dizia que não deveria conversar com ele, o que um deputado ocupado teria pra falar com ela?

— É que agora eu tô com um pouco de pressa senhor Freeza, estou cheia de trabalhos pra fazer à tarde.

— Ah eu prometo que vou ser breve, serão apenas 5 minutos, também tenho muito trabalho a fazer.

Bulma coça a cabeça de novo, sabia que Vegeta não iria gostar nem um pouco daquilo quando contasse pra ele, mas não negava que estava curiosa, pensando que não haveria problemas aceita.

— Tudo bem senhor Freeza, onde o senhor está?

— Eu estou em um carro aqui perto da sua faculdade, tinha esperanças de você aceitar o meu convite, por isso tomei a liberdade de vim até aqui.

— Certo eu já estou saindo aqui.

— Ótimo, estou te esperando. Estou parado em frente à lanchonete aqui na esquina.

Bulma desligou e saiu, procurou pelo homem por ali, se lembrava dele vagamente de quando o viu na casa do rapaz há um tempo. Estava curiosa sobre o que ele queria falar com ela e foi por isso que aceitou se encontrar com ele e que mal teria? Pensou ela enquanto procurava, viu um carro preto mais acima ao lado de uma lanchonete e andou até lá imaginando ser ele. Quando estava se aproximando quando viu a porta do carro de abrir e Freeza colocou a cabeça para fora e sorriu ao ver a garota se aproximando... Exatamente como ele queria.

— Bulma. – ele saiu do carro para cumprimentá-lo com um aperto de mão simpático.

— Oi senhor Freeza, como vai?

— Por favor, não me chame de senhor, só Freeza, não sou tão velho. – o homem sorriu exibindo dentes brancos e pontiagudos.

— Claro, como o senhor quiser.

— Entre, por favor, meu motorista vai procurar um lugar tranquilo para podermos conversar.

— Porque não conversamos aqui mesmo? – Bulma apontou para a lanchonete que estavam em frente.

— Ah não, prefiro um lugar mais calmo, aqui tem muito movimento, as pessoas iriam me reconhecer e estou aqui apenas como um pai e não deputado. Por favor! – Freeza diz segurando a porta do carro para Bulma entrar, ela ainda pensou por um tempo se deveria entrar ou não, seu couro cabeludo coça, Vegeta iria surtar em tantos níveis quando soubesse daquilo já podia até imaginar, mas tinha ido até ali né, não imaginou que teria algum problema. Sorriu para ele e entrou no carro passando para o outro lado do banco e logo o homem também entrou.

— Bulma, esse é o Jonas, o meu motorista.

— Oi, prazer. – ela diz ao homem que a olha pelo retrovisor e apenas balança a cabeça.

— Jonas procure uma lanchonete ou um restaurante vazio, por favor. Eu não quero ser interrompido. – disse a última frase olhando para a garota e sorrindo. O motorista saiu com o carro e Freeza ia conversando com Bulma sobre amenidades, o clima, a faculdade, mostrando que estava interessado em conhecê-la. Poucos minutos depois o motorista parou em uma lanchonete pequena que parecia vazia, em um bairro simples da cidade, exatamente como seu patrão queria. Saiu do carro e foi abrir a porta para a garota de cabelos azuis e Bulma saiu, depois foi abrir a porta para seu patrão. Bulma viu Freeza cochichar algo com seu motorista e depois voltou para seu posto.

— Ah, aqui está ótimo para conversamos. – o homem sorriu e entrou com Bulma, escolheu uma mesa do canto. _ Você aceita um lanche, ou um suco? – ele oferece.

— Não obrigada. Eu estou mesmo curiosa com o que o senhor tem pra me dizer. – ela disse vendo a forma que o homem a olhava agora e não negou que o olhar dele, bem de perto assim, era meio intimidador. Queria que ele falasse logo o que queria pra poder ir embora.

— Meu filho está gostando muito de você sabia, e posso dizer que nunca vi ele assim por ninguém antes.

— Senh... Freeza! Eu não queria que nada disso acontecesse, eu tenho namorado e o Sam sabe disso.

— Para o Samuel essas coisas de paixão são diferentes sabe, ele é igual à mãe, emotivo, sensível demais.

— Eu já expliquei pra ele que não poderá acontecer nada entre a gente, eu amo meu namorado e só o vejo como amigo e eu sinto muito que ele esteja se sabotando por causa disso, mas não tem nada que eu possa fazer por ele. – diz vendo Freeza a olhar fixamente, e descobriu de onde Sam tinha herdado os olhos cor de violeta.

— Mas não é difícil ele ter tido esse sentimento, você é muito bonita e mulheres bonitas mexem com a cabeça de um homem. – elogia olhando a garota fixamente e Bulma sorri sem graça com o comentário. _ Seu namorado deve ser louco por você.

— A gente se gosta muito sim.

— Ele deveria se preocupar mais com isso, ao invés de se meter onde não é chamado! – fala agora de forma fria e coloca os cotovelos na mesa.

— Acho que não entendi...

— Não foi para falar do Samuel que eu chamei você aqui Bulma.

Bulma se retesou ao notar a súbita mudança no comportamento de Freeza, pois agora ele a olhava de forma séria e ela crispa os lábios.

— E me chamou por que então?

— Porque eu quero um favor seu. Quero que você tire o seu namorado do meu caminho, para o próprio bem dele. – ordena com a voz firme revelando suas reais intenções ali. Bulma olha pra ele com os olhos arregalados, mas ainda não está entendendo nada.

— Eu não estou entendendo onde você quer chegar com isso...

— Eu vou explicar, para que as coisas fiquem bem claras aqui. – ele escorou as costas na cadeira e cruzou os braços olhando pra garota que o olhava assustada agora. Mas era exatamente o que ele queria. Tudo estava saindo como ele queria. _ Seu namorado está me investigando e reuniu provas contra mim, e sei também que ele irá entregar essas provas amanhã em uma reunião e não quero que essas provas caiam nas mãos da polícia. Isso pode me prejudicar muito.

— Eu não sei de nada disso...

— Não banque a sonsa comigo garota! – Freeza fala mais alto e faz o coração de Bulma acelerar, onde estava o homem cavalheiro de até poucos segundos atrás? _ Eu sei que você sabe, você é uma garota esperta e você vai me ajudar.

— O que é que você quer de mim?

— Você vai pegar esse dossiê e vai dá um fim nele, vai destruí-lo e irá garantir que não há nenhuma outra cópia disso em nenhum outro lugar.

— Eu não vou fazer nada disso! – ela nega tentando ser firme, mas seu corpo estava tremendo.

— Ah vai sim, sabe por quê? Se não fizer o que eu quero eu vou matar ele e aí garanto a minha segurança de qualquer jeito. Eu estou te dando à chance de resolvermos as coisas de outro jeito. – ameaça vendo o pânico da garota estampado no rosto dela, via que o peito dela subia e descia e sabia que ela estava em suas mãos, que a primeira parte do seu plano já estava concluída.

— Eu já disse, não vou fazer isso! – Bulma se levanta estava apavorada, mas não queria demonstrar.

— Senta! Você não está se dando conta do que estava acontecendo aqui, não é? Eu não estou brincando garota! – ele manda firme e Bulma estava apavorada, maldita hora que entrou naquele carro! Voltou a se sentar e viu Freeza tirar um celular do bolso, ele mexeu no aparelho por alguns segundos e depois o colocou em cima da mesa para que Bulma visse e ela olhou vendo que era uma gravação da delegacia e aparecia Vegeta no vídeo.

— O que é isso?

— Uma gravação ao vivo, seu namorado fica muito bem na câmera. Estou vigiando ele há um tempo, sei cada passo que ele dá, e se eu mandar apenas um ok agora os meus homens vão ficar na espreita na frente da delegacia esperando seu queridinho sair e você não vai gostar do que acontece depois.

Bulma sentiu seu coração bater mais rápido dentro do peito e começou a se dar conta da situação, ela estava sendo ameaçada. Aquele homem estava ameaçando a vida de Vegeta e não estava brincando. Colocou a mão na boca para abafar o soluço e os olhos se encheram de lágrimas ao ver Vegeta no vídeo ele estava em pé e se despedia dos colegas para sair. _ A vida do seu policial está em suas mãos Bulma.

— Por favor... Não faz nada com ele... – ela pede apavorada agora se dando conta da real situação.

— Se você colaborar tudo vai ficar bem. – ele pega o celular de volta e guarda no Bolso da calça.

— O que você quer? – ela pergunta secando as lágrimas.

— Já disse o que eu quero. Você vai destruir todas as provas que seu namorado tem contra mim, e assegurar que ele não tenha feito cópias, que isso não vaze de nenhuma maneira, e com isso eu deixo ele vivo.

— Porque você está fazendo isso?

— Porque ele está sendo um pé no saco para mim, tem evidencias que podem me comprometer e quero ele fora do meu caminho. Ou ele vai se arrepender e você também.

— Se eu fizer o que você quer você não vai machucar ele?

— Te dou minha palavra que não. Mas nem preciso dizer que nossa conversinha só fica aqui, se você contar pra alguém ou tentar bancar a esperta comigo eu acabo com seu namorado e depois venho atrás de você. Se esse dossiê por ventura aparecer, as consequências serão a mesma. Eu sei tudo sobre você, sobre sua amiguinha grávida, seu amigo policial, então não banque a esperta comigo Bulma você tem muito o que perder se tentar jogar comigo é só fazer o que eu quero e tudo vai ficar bem.

Bulma colocou a mão na boca de novo para tentar segurar o turbilhão de lágrimas que queria jorrar de seus olhos ao ouvir tudo aquilo.

— Sei que ele vai entregar esse dossiê amanhã em uma reunião importante então você tem umas... 12 horas pra fazer o que eu quero, me mande fotos dos documentos e provas de que realmente destruiu tudo, pode mandar para esse número. – Freeza tira um cartão com um telefone do bolso e coloca na mesa e se levanta. _ Foi um prazer fazer negócios com você Bulma, estou ansioso para receber sua ligação.

Freeza sai deixando a garota sozinha, Bulma começou a soluçar e quase não sentia as pernas de tanto que tremiam começou a chorar em desespero, custava acreditar no que tinha acabado de acontecer. Uma das funcionárias se aproximou dela, pois ficou preocupada com o desespero da garota Bulma disse que estava bem, não poderia contar nada, não conseguiria, não queria colocar a vida de Vegeta em risco. Droga o que iria fazer agora? Se acalmou e olhou para o cartão em cima da mesa, seu coração estava apertado e não sabia se teria coragem de fazer aquilo pegou o cartão com as mãos trêmulas e guardou na bolsa. Decidiu ir embora dali, precisava raciocinar, pegou um táxi pra voltar pra casa, sentia seu coração tão apertado que doía, porque aceitou se encontrar com aquele homem? Mas será que teria feito alguma diferença? Tinha que pensar em alguma solução, Freeza despejou um monte de coisas em cima dela, precisava pensar, ele poderia está blefando. Sentiu seu celular vibrar e pegou o aparelho de uma vez vendo que era Vegeta ligando.

— Vegeta onde você está? – perguntou aflita, o coração aos pulos.

— Eu tô na delegacia Bulma, o que foi? – ele sente a alteração na voz dela e Bulma respira, não poderia deixar ele perceber, aquela era a hora que ela deveria contar, mas e se Freeza não estivesse blefando?

— Nada, não foi nada... Você vai almoçar em casa?

— Não, é por isso que estou ligando surgiu uma ocorrência de emergência e vou precisar sair agora. Onde você está?

— Eu tô num táxi, já tô indo pra casa. – ela responde passando a mão na nuca.

— Tá tudo bem mesmo Bulma! Sua voz está estranha.

— Está sim, eu só queria ver você.

— À noite a gente se vê meu anjo. Vá pra casa com cuidado.

— Você também, por favor, toma cuidado.

— Não se preocupe. Te amo. – Vegeta desliga a ligação e Bulma sente um nó na garganta, ele nunca a perdoaria pelo que ela iria fazer...

***

Bulma chega em casa e não consegue almoçar, não sente fome, passa a tarde num dilema e com um nó na garganta, tentava pensar em uma solução, mas não encontrava não queria ter que fazer aquilo, mas não conseguia achar uma outra saída não queria arriscar a vida dele ou a vida de ninguém perto dela, visto que Freeza não ameaçou só Vegeta ameaçou também os seus amigos, a ela própria e mesmo que sabia que não deveria ceder à chantagem dele não conseguia achar outra saída porque estava com medo, aquele homem lhe deu medo, Vegeta não iria perdoar se ela fizesse aquilo, por que isso estava acontecendo? Chorou a tarde inteira se sentindo em um beco sem saída o pai do seu ex-amigo se mostrou um monstro sem escrúpulos e sem moral, assim como Vegeta tinha dito, queria pedir ajuda pra alguém, mas não queria arriscar a vida de Vegeta e se lembrou do tiro que ele levou na porta da sua faculdade e agora tudo fazia sentido na sua cabeça, foi ele, foi o Freeza que mandou matar o Vegeta naquele dia, mas não conseguiu e se ele tentasse de novo? Se ele não estava blefando e nem tentando assustá-la? Se ela não fizesse aquilo ou contasse pra alguém o Vegeta se machucasse, estava com medo, não podia negar que estava com medo.

E se ela tinha a chance de salvar a vida dele iria fazer, pois Vegeta nunca pensava duas vezes em fazer algo em relação a ela e era pensando nisso agora que faria aquilo, pois era medrosa demais para arriscar. Foi até o quarto dele e abriu o guarda-roupa, a gaveta onde ele guardava aqueles documentos estava trancada, mas ela sabia onde estava à chave sabia que ele guardava dentro de uma caixa em cima da cômoda. Com as mãos tremendo pegou a chave e abriu a gaveta procurou pela pasta que ele tinha guardado por baixo de outros papéis, achou, viu que estava tudo ali tudo que ele tinha conseguido até agora e ela teria que destruir tudo. Levou a pasta para a mesa da cozinha e começou a fotografar página por página de todo aquele conteúdo e rezava internamente para que Vegeta não tivesse feito cópias daquilo. Depois de tirar algumas fotos pegou uma panela grande dentro do armário e colocou as folhas dentro e pegou uma caixa de fósforos.

— Vegeta me perdoa! — ela disse acendendo com palito de fósforo e começou a queimar os papéis, seu corpo começou a tremer e sentiu uma agonia ao ver tudo aquilo queimando, todo o trabalho dele, eles brigaram tanto por causa daquilo e no final das contas eles sempre teve razão!

Pegou o celular e fez um vídeo rápido para mandar ao homem e poder provar que realmente tinha feito aquilo, sentou na cadeira, pois não sentia mais as pernas pegou o cartão que estava dentro do bolso e adicionou o número de telefone viu que ele tinha uma conta ativa de WhatsApp, mas não tinha nenhuma foto. Mandou as imagens e vídeo para o número com a mensagem de que tinha feito o combinado, poucos segundos depois recebeu uma ligação do mesmo número e atendeu.

— Bulma a sua mensagem ilumina o meu dia. – Freeza diz do outro lado atendendo a ele mesmo a ligação e estava super satisfeito, mas não esperava outra coisa.

— Eu já fiz o que você queria agora deixa o Vegeta em paz!

— Se você fez tudo direitinho mesmo não se preocupe seu namorado vai ficar seguro. – diz e sorri.

— Eu destruí tudo, não tem mais nenhuma prova contra você. – ela diz tentando controlar a tremedeira.

— Ótimo boa garota Bulma, agora apague essas mensagens que você me mandou e essas fotos do seu aparelho, porque só lembrando se alguma dessas fotos ou algum desses documentos aparecer o nosso trato está acabado.

— Não se preocupe, eu não vou colocar a vida dele em risco apesar de você ser um monstro!

— O mundo é dos mais fortes Bulma, eu te dei essa chance porque eu gostei de você é uma garota forte e sabe o que é melhor.

— O Vegeta não vai me perdoar quando ele souber o que eu fiz...

— Ele não precisa saber que foi você Bulma, seja esperta, não deixe provas diz que não sabe o que aconteceu quando ele for procurar a pasta.

— Eu não vou mentir pra ele!

— Aí o problema é seu, desde que o meu nome não seja envolvido e muito menos o nosso acordo.

— Eu não vou dizer!

— Ótimo Bulma, apague tudo, agora é com você. Foi um prazer fazer negócios com você Bulma. Voltamos a nos falar em breve. – Freeza desliga, Bulma chora tapando a boca vendo o fogo na panela se apagando, agora não tinha mais como voltar atrás...

***

Vegeta chegou em casa e tirou seus pertences, as pistolas, os distintivos e as algemas e colocou em cima da mesinha estranhou notar que a casa estava silenciosa e não viu Bulma em nenhum lugar. Foi até a cozinha e ela também não estava lá, mas sentiu um cheiro estranho, um cheiro de... Queimado!

Procurou a fonte e percebeu que vinha de uma panela que estava em cima da pia não estava entendendo nada, mas foi averiguar, será que Bulma tinha queimado alguma comida? Mas não tinha cheiro de comida queimada. Olhou a panela que estava em cima da pia e que a mesma estava toda preta por dentro com muitas cinzas de algo que foi queimado recentemente, estreitou os olhos para tentar entender o que estava acontecendo pegou um garfo que estava dentro da pia e começou a cutucar aquelas cinzas pra tentar descobrir o que foi queimado ali, aquilo só podia ser coisa de Bulma, mas o que realmente lhe preocupou agora foi que reconheceu um pedaço de plástico cinza que era exatamente o mesmo material da pasta onde guardava todos os documentos que coletou sobre o deputado ao longo dos meses, achou mais pedaços do mesmo material que não tinham sido queimadas por completo e entrou em Pânico aquilo era a pasta sim a pasta e todas aquelas cinza só poderiam ser... Aqueles papéis queimados!

— Puta merda Bulma o que foi que você fez?

Vegeta bateu as mãos na mesa ao se dar conta do óbvio e foi procurar pela garota imaginou que com certeza ela deveria estar escondida dele.

— BULMA!!!

Gritou por ela enquanto procurava pela garota, tentava de verdade e se controlar, mas era impossível esconder a raiva que estava sentindo agora ao ver que tudo aquilo foi queimado e completamente confuso por não entender nada, mas só tinha uma pessoa que poderia ter feito aquilo e estava procurando por ela. Abriu a porta do quarto dela de uma vez a força foi tanta que quase quebra a fechadura e a porta bateu contra a parede.

— O que foi que você fez Bulma? — perguntou espumando ao ver a garota deitada na cama. Bulma já tinha ouvido o grito e tremia por antecipação, sabia que logo ele entraria ali e não sabia o que dizer pra ele. Não tinha coragem de olhar pra ele, sabia que estava com raiva.

— OLHA PRA MIM BULMA!!!

Ele gritou nervoso seu peito subia e descia, sem escolhas Bulma sentou na cama olhou pra ele e o viu saindo fogo pelo nariz de tanta raiva e não teve mais coragem de olhar para ele, pois pela raiva que o homem entrou em seu quarto sabia que ele já tinha visto e não sabia o que dizer para ele, pois não poderia contar a verdade.

— O que foi que você fez Bulma? – ele torna a perguntar vendo que ela se encolhia.

— Me desculpa Vegeta...

— É isso que você vai dizer? Você tem noção do que você fez garota? — Com raiva Vegeta chutou uma cadeira que estava no quarto e ela voou longe.

— Me desculpa, eu fiquei com medo de você entregar aquilo e acontecer alguma coisa com você... – Bulma se justifica tremendo, não sabia o que dizer, e via que ele espumava de raiva dela.

— E o que te fez pensar que poderia fazer isso, você ficou maluca? — avançou sobre ela segurando a garota pelos braços e a sacudiu. _ VOCÊ TEM NOÇÃO DE QUANTO TEMPO DEMOREI PARA JUNTAR TUDO AQUILO, TEM? PORQUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO? — ele a sacudia e Bulma olhava para ele assustada. _ TEM NOÇÃO DE QUE EU MARQUEI UMA REUNIÃO AMANHÃ COM DEUS E O MUNDO PRA MOSTRAR TUDO AQUILO? O QUE É QUE EU VOU DIZER AGORA? HEIM? DIZ PRA MIM??? – ele a sacudia e sem perceber apertava os braços dela com força.

— Vegeta você está me machucando...

Ele à solta e se afasta estava possesso, mas não poderia perder o controle. Passou a mão pelos cabelos andando pelo quarto dela e Bulma massageia os braços doloridos vendo-o andar para lá e para cá com tanta raiva que poderia fazer um buraco no chão a qualquer momento, ele não iria perdoá-la ela sabia disso e o pior de tudo é que não poderia dizer a verdade pra ele e nem se explicar. Começou a chorar porque não sabia o que dizer. Vegeta foi buscar a cadeira que tinha chutado e colocou perto da cama de Bulma e se sentou, mas não tão perto a ponto de conseguir tocá-la, coçou a testa olhando para ela e Bulma abraçou joelhos, mas não tinha coragem de olhar para ele agora principalmente porque ele nunca tinha olhado para ela daquele jeito antes, com tanta raiva.

— Me explica Bulma, me explica porque eu quero entender por que foi que você fez isso.

— Eu fiquei com medo...

— Medo de quê?

— Medo de acontecer alguma coisa com você, medo de você se dar mal por fazer essa denúncia. – mente.

— E você decidiu fazer isso assim, do nada!

— Não eu... Já estava pensando nisso há um tempo. – mente mais.

— Eu passei meses para reunir todo aquele material Bulma, você não faz ideia das coisas que eu tive que fazer para descobrir metade daquelas coisas e você destruiu tudo?

— Me perdoa Vegeta...

— Te perdoar? Você arruinou com a minha investigação Bulma, eu arrisquei o meu emprego por aquilo e você arruinou tudo por medo?

— Me desculpa... – ela chorou com mais força, só sabia dizer isso seu coração estava em pedaços por ver ele lhe olhar daquele jeito, por ter se transformado em uma vilã e não poder contar a ele o porquê ter feito isso. _ Eu não queria te prejudicar...

— Eu tô perdido Bulma, o que eu vou dizer agora? Eu não posso mais fazer essa denúncia sem ter nenhuma prova.

— Eu não fiz por mal...

Vegeta se levantou da cadeira e saiu do quarto dela, precisa pensar, precisava digerir tudo aquilo, saiu de casa e caminhou pela rua, tentando respirar fundo e achar uma solução. Se sentou no banco de uma pracinha que tinha subindo a rua deles e colocou a mão na cabeça, estava tudo arruinado, todas as provas que demorou meses para conseguir foi destruída e não sabia porque, o que tinha dado em Bulma para que ela fizesse aquilo? Nada estava fazendo sentido e o pior é nunca fez cópia de nada daquilo e sabia que foi um erro dele e agora não tinha mais o que mostrar, não tinha mais o que provar. Vanessa tinha alguns documentos, mas não era o suficiente, droga! Mas que merda estava acontecendo? Sempre soube que Bulma não gostava daquela situação, mas nunca imaginou que ela seria capaz de fazer aquilo ou jamais teria deixado nada daquilo dentro de casa...

...