Código Secreto
4 Capítulo 4 - Entre a cruz e a espada
Notas iniciais
Bom, pra quem não sabe ainda, eu uso o meu twitter pra mantê-los informados sobre andamentos das minhas fics.
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Beijos e boa leitura!
– Hunn... então você não tem medo de nada? – Hyoga deu de ombros, sorrindo um sorriso zombeteiro. Ikki não disse nada e nem demonstrou irritação. Apenas ergueu-se e o pegou pelo braço a força novamente. E como Ikki era maior e mais forte, não teve nenhuma dificuldade em vencer a resistência imposta pelo loiro. – Então vamos dar um passeio. Vou te mostrar um lugar muito legal! — Agora já sentia certo medo, mas não demonstrou seguindo o policial em silêncio e com a cara emburrada.
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Hyoga seguiu o moreno, calado e tenso, pelos corredores frios da penitenciária pensando no que aquele cara queria com ele. Estava algemado pelos pulsos e sabia que dali não poderia fugir, não com aquele lugar cheio de guardas por todos os lados. Sabia que ele não poderia deixá-lo ali, pois quando eles saíram da delegacia, o policial chamado Milo ralhou com ele dizendo que Ikki enlouquecera de vez. Talvez a intenção dele fosse de colocar medo, por isso, mantinha-se o mais impassível possível, mesmo que estivesse com medo do que aquele policial faria. Em determinado momento, Ikki parou ao se deparar com uma porta de grades e se virou para Hyoga o encarando friamente. Aquela parada brusca sobressaltou Hyoga, mas logo ele se recompôs.
– Eu aconselho a ficar calado de agora em diante. – Ele disse, mas parecia não se importar tanto. O loiro tentou analisá-lo, descobrir o que se passava por detrás daqueles olhos azuis escuros, impenetráveis, quase sombrios. Acabou por desviar o olhar, não queria demonstrar que estava com medo.
– E eu aconselho você a me tirar daqui. Eu conheço meus direitos! – Disse, num tom baixo e firme, tentando nivelar com o policial a autoridade que ele naturalmente ostentava. Arrepiou-se quando pelo canto de olho viu na face morena um sorriso quase maquiavélico.
– Sabe Hyoga, você não teve muita sorte hoje. Você foi flagrado participando de um pega, dirigindo alcoolizado, estava com drogas em seu carro, e isso se o carro não foi roubado, porque o veículo é bem caro para a renda da sua família... E o pior, você acabou de fazer dezoito anos, portanto nada poderá impedi-lo de ser preso aqui. E sabe o que isso significa, Hyoga?
– Que seja! Eu não tenho medo de ser preso!
– Bom, deveria ter. Temos um garoto preso aqui. Ele é traficante desde os quinze anos de idade, e quando foi preso tinha dezoito anos, assim como você...
– Eu não sou traficante! – Reclamou com voz baixa, interrompendo-o.
– As provas que temos mostram o contrário. Acredite, temos provas suficientes para mantê-lo aqui por muito tempo...
– Então porque não me deixa aqui e vai embora?! – Ele estava com medo sim, mas também com raiva. Seu orgulho estava sendo desafiado, algo que ele realmente detestava.Sempre que alguém o desafiava, ele devolvia o desafio. Ele era assim, impulsivo ao extremo.
– Porque você pode ter um destino diferente daquele rapaz, se resolver colaborar com a polícia. – Hyoga riu cinicamente.
– Não conte comigo... Eu não vou ajudá-los!
– Calma garoto, não faça uma escolha antes de conhecer as conseqüências.
– Sei bem quais são as conseqüências. E eu já me decidi! Não me importo de ser preso! Agora me deixa em paz! – Bradou nervoso.Mas Ikki não disse nada, manteve-se aparentemente indiferente. Foi para trás do loiro e o segurou firme pelo braço, até com uma força exagerada, machucando o jovem, e o levou para dentro, onde ficavam alguns prisioneiros.
A recepção foi calorosa, mas não com boas intenções. Os prisioneiros gritavam e olhavam para Hyoga como se ele fosse a nova mercadoria e a forma como era exibido para os detentos o deixou nervoso, mas mesmo assim tentou manter a pose indiferente.
– Você é um garoto bonito. Vai fazer muito sucesso aqui... Mas isso você já devia saber não é mesmo? Afinal, você sabe bem quais as conseqüências de não querer colaborar, certo? – Sussurrou ao sentir o jovem estremecer. O loiro se sentiu enojado com aquela cena. As condições humanas daquele lugar eram deploráveis. Vendo que ele permaneceu calado, Ikki continuou. – Não se esqueça, Hyoga, que aqui é um submundo. As nossas regras não valem dentro dessas celas. Entre eles valem as regras deles. E não sei se você sabe, mas a primeira regra é que o líder deles, digamos assim, tem a prioridade quanto a escolha dos amantes. Você já foi amante de algum homem, Hyoga?– Diante do silêncio do loiro, o moreno prosseguiu. – Eles não costumam ser gentis, e muito menos perguntam se você quer. Aliás, é até bom que você queira, porque ao contrário a dor de ser rasgado por dentro seria ainda pior. Eu não poderia descrever com exata precisão, mas tenha certeza de que você nunca sentiu nada com que possa comparar com a dor de ter suas pregas rasgadas. – Sussurrou bem perto do ouvido do loiro, sentindo-o cada vez mais tenso. Depois emendou. – E depois de ser estuprado pelo chefe, provavelmente você será estuprado pelos capachos do chefe. – Tais palavras provavelmente fizeram efeito, pois Ikki o sentiu estremecer e fechar os olhos.
– Você não vai conseguir me deixar com medo! – Hyoga rosnou, estava aflito, com nojo daquele lugar e aquelas palavras foram bem certeiras, apesar dele não querer admitir.
– Eu não preciso te colocar medo, Hyoga. Como você mesmo disse, você já conhece todas as conseqüências. Eu apenas estou te lembrando delas... Abra os olhos... – Exigiu apertando ainda mais o braço do loiro, que gemeu baixo de dor e abriu os olhos, olhando para aquela cela imunda com todos aqueles homens o olhando como se ele fosse uma presa fácil.– Não se engane que com isso você ganhará vantagens por aqui. Você dormirá nos fundos da cela, com a cara virada para a privada e sentirá todas as noites o odor fétido que exala daquele lugar. – Hyoga não conseguiu evitar e levou as mãos à boca, quando a ânsia quase o fez vomitar. Satisfeito, Ikki o puxou de volta para fora do corredor das celas. Na área administrativa da penitenciária, encontrou com Afrodite com cara de poucos amigos.
– Você está bem? – Afrodite perguntou vendo o garoto estranhamente pálido. Hyoga respondeu gestualmente que sim.
– Eu preciso ir ao banheiro. – Pediu com a voz fraca. Afrodite o olhou com piedade o que deixou o garoto ainda mais fragilizado.
– Vem... – Afrodite o levou até o banheiro e o deixou sozinho lá dentro. Ikki ficou de braços cruzados, como se nada tivesse feito. Assim que entrou, Hyoga correu para a pia, com a ânsia praticamente revirando seu estômago. Sentiu tanto nojo daquele lugar, daquela situação. E também medo. Estava tremendo por dentro. Tentava-se manter firme, principalmente para não parecer para aquele policial idiota o quanto aquele lugar horrível o afetou. Idiota, idiota, idiota! Era só o que pensava de Ikki, ele ainda iria pagar por aquilo. Lavou o rosto com abundância, querendo tirar de si aquela tremedeira, aquele nojo, aquela sensação estranha. Sabia que estava encrencado, só não sabia o quanto.
Do lado de fora, Ikki e Afrodite se encaravam, com o pisciano praticamente o fuzilando pelo que fizera ao loiro.
– Ele não iria ceder facilmente. Foi necessário. – Disse diante do olhar inquisitivo do amigo.
– Ikki... você tirou o garoto da delegacia, o trouxe para cá e ainda o torturou lá dentro! – Ikki bufou e cruzou os braços.
– O garoto não ia nos ajudar. Eu conheço bem aquele olhar! Eu precisava fazer alguma coisa!
– Se o Kanon ficar sabendo... meu Deus! Você sabe que ele só espera uma oportunidade pra te ferrar!
– E como ele vai ficar sabendo? Só se você dedurar, é o que vai fazer? Vai me dedurar Afrodite? – Ikki desafiou o amigo.
– É claro que não! Mas... droga Ikki! Não é assim que a banda toca, merda! Você não pode fazer o que bem entende! – Afrodite reclamou, mas sabia que não adiantaria nada. Ikki Amamiya sempre fazia as coisas do seu jeito, por mais que falasse sabia que não iria adiantar. O moreno iria responder, mas antes disso o loiro reapareceu. Ikki e Hyoga se entreolharam rapidamente e o moreno percebeu que alcançara o seu objetivo. Esforçando-se para se manter altivo, o adolescente passou por Ikki sem encará-lo e foi para perto de Afrodite, inconscientemente buscando proteção.
– Hyoga!– Ikki chamou, e eles pararam, mas apenas Afrodite se virou para encará-lo. O loiro permaneceu de costas. – Você não precisa passar por nada disso. Pode continuar no conforto da sua casa, tranqüilo e seguro. Basta fazer a coisa certa... – Hesitante, o loiro confirmou gestualmente. Não que ele quisesse colaborar, mas não queria voltar para aquele lugar. Nunca mais. Afrodite suspirou, aliviado e eles seguiram de volta a delegacia.
Quando chegaram, Ikki foi direto para a sala de interrogatório junto de Hyoga enquanto Afrodite se dirigia para a sala de vídeo. Antes, o moreno foi até sua sala e pegou os documentos referentes ao caso de Hyoga. Depois, voltou a sentar no mesmo lugar em que estava, observando atentamente os documentos em sua mão.
– Então, como eu estava dizendo, nós temos provas quanto ao seu envolvimento com o tráfico.
– Eu não sou traficante! – Reclamou, com a voz firme, mas não mais agressivo quanto antes. Ikki o analisou por um instante, e depois continuou:
– De quem é aquele carro?
– Eu não sei... – Ele estavavisivelmente incomodado com aquela situação.
– E como o conseguiu? – Hyoga bufou, contrariado. Não poderia mencionar o nome de Isaak ou poderia colocar o amigo numa enrascada também.
– Eu consegui com o Cassius.
– Quem é esse?
– Ele organiza os melhores pegas da cidade.
– Então o carro é desse Cassius?
– Não... o cara não tem onde cair morto. – O adolescente deu de ombros.
– Então como ele tinha um carro daquele porte? Aquela máquina é cara, vale mais que muita casa por aí. Como é que um cara que não tem onde cair morto pode te emprestar um carro com esse valor? – Hyoga hesitou novamente.
– Eu não sei como ele consegue...
– Não sabe?
– Não, eu não sei! – Irritou-se. – Estou falando a verdade, ta legal!? Eu realmente não sei como ele consegue isso!
– E porque você estava dirigindo um carro daqueles? Não acho que ele empreste isso para qualquer um.
– Não empresta, mas eu sou bom. O melhor, na verdade. Por isso ele me emprestou. Ele queria que eu corresse.
– Ele emprestou um carro que vale mais que a casa dele só pra você correr? Não vai me dizer que ele fez isso porque vocês são amigos?! – Hyoga deu de ombros.
– Mais ou menos... Ele me empresta o carro, eu ganho, ele ganha. É assim.
– E o que ele ganha com você correndo?
– O lugar fica cheio. O evento bomba, aquele lugar ferve ainda mais. E aí ele pode fazer os negócios dele.
– Que tipo de negócios? Vender drogas, por exemplo? – Hyoga novamente hesitou.
– É... eles vendem droga lá...
– Então, deixe-me ver se entendi: Você está me dizendo que você é uma espécie de garoto propaganda do tráfico? E que o eles te emprestaram o carro mais caro do ano apenas para você se divertir? E quer me dizer que você não está envolvido com tráfico?
– Eu... eu não vendo nada. Não sou traficante...
– Não se engane Hyoga. Você seria enquadrado facilmente com associação ao tráfico. – O loiro desviou o olhar, com uma expressão emburrada.
– Eu não faço isso sempre, ta legal?! Tem muito tempo que eu não corro. Eu só corri hoje porque eu queria a grana...
– Que grana?
– Hoje eu corri porque o prêmio do ganhador era uma grana alta. Eu queria ganhar, pegar essa grana e ir embora... – Hyoga praticamente balbuciou as últimas palavras.
– Você sabe que esse dinheiro vem do tráfico, não é? – O adolescente o encarou, confuso. – Se o organizador, esse Cassius, não tem onde cair morto, de onde você acha que ele tira o dinheiro para esses prêmios?
– Das garantias. Todo corredor paga uma garantia para correr. – Deu de ombros, como se aquilo fosse óbvio.
– Mas só paga a garantia quem não corre com o próprio carro, estou certo? – O loiro confirmou. – Então, você acha mesmo que todos correm com carros emprestados? E a grana da garantia é suficiente para pagar o prêmio? – O loiro mordeu o lábio inferior. Sim, ele estava certo. O dinheiro das garantias não era suficiente para cobrir o valor dos prêmios. Ele nunca tinha parado para pensar nisso, de onde eles tiravam dinheiro para cobrir os prêmios. Ele só queria correr e assim esquecer que estava vivo. – Quem é o responsável?– Ikki perguntou interrompendo os pensamentos de Hyoga.
– Eu não sei quem é... — Eles ficaram se encarando por um tempo. Ikki percebeu que Hyoga ainda não queria colaborar o suficiente.
– Não seria alguém conhecido como... chefe?- Hyoga arregalou os olhos, assustado. O moreno percebeu. – Eu não vou poder te ajudar se você não me ajudar Hyoga...
– Eu... eu não conheço o... chefe. – Ele ainda estava muito hesitante. Não sabia se devia falar, não sabia o que dizer. Mas Ikki sabia como fazer para que ele falasse o que sabe.
– Nós o estamos investigando há muito tempo. Ele é um dos maiores traficantes do país, não está envolvido só com os eventos de pega, está envolvido com todo tipo de crimes, assassinatos, seqüestros, formação de quadrilha, tráfico de drogas. Ele é um homem muito perigoso e que deve estar atrás das grades!
– Então porque não o prendem?!
– Primeiro porque ele é muito influente. Tem toda uma ordem de corrupção envolvendo políticos, empresários, policias... toda uma gente que tem interesses obscuros para mantê-lo livre da lei. E segundo porque todos esses interesses contribuem para que ele mantenha a sua identidade no mais absoluto sigilo. Ninguém sabe o nome dele, e também ninguém viu o rosto dele. Com exceção, talvez, desse tal de Cassius.
– Eu não sei se eles se conhecem... – Apressou-se em dizer.
– Mas pode tentar descobrir...
– E porque eu faria isso? Vocês são os policiais e não descobriram, como eu vou descobrir?
– Você é o bad Angel, tem acesso mais livre lá dentro do que o meu.
– Não, não, não... eu não vou fazer isso! – O loiro estava via-se entre a cruz e a espada. Se por um lado não queria ficar preso, por outro não queria arriscar-se com os traficantes.
– Hyoga, ele sabe que estamos investigando-o... – Ikki explicou, erguendo-se e indo até perto do assustado garoto, sentando-se sobre a mesa balançando uma folha de papel nas mãos. – E nós já estivemos perto de pegá-lo, mas... ele conseguiu escapar. Quando eu te levei na penitenciária, não quis te assustar, como você disse. Eu quis te mostrar que na vida as nossas escolhas tem conseqüências desastrosas. Aquele garoto estava numa situação parecida com você, só que ele não quis colaborar com a polícia e acabou como laranja, sendo preso por crimes que não foram cometidos por ele. É o que você quer pra você? Ir para a cadeia por um crime que você não cometeu?
– Não...
– Então você precisa me ajudar, Hyoga. Esse cara sabe que estamos na cola dele e está tentando escapar novamente. E o novo laranja é você. – Ele disse entregando o documento para que ele visse. Logo o adolescente percebeu que estava encrencado de verdade e pra valer.
– O que... o que é isso? – Perguntou assustado.
– É o documento do carro, dizendo que você é o dono. Agora me diga, como você poderia ter comprado esse carro? Com que dinheiro você conseguiu esse carro? Ele está tentando te incriminar, Hyoga... – O loiro sentiu seu sangue gelar.
– Mas... eu não, eu nunca...
– Eu sei que você é apenas mais um laranja na mão dele. E só temos um jeito de provar isso. Temos que pegar o verdadeiro culpado.
– Mas como? – A expressão de verdadeiro pavor de Hyoga fez com que Ikki ficasse com ainda mais raiva do tal chefe. Como podia usar crianças nesse jogo sujo?!
– Você precisa sair daqui...
– Como eu vou sair daqui? – Ikki se levantou e foi até a câmera de segurança, desligando-a. – Você vai ser seqüestrado... – Declarou para o loiro atônito.
Enquanto isso, Milo estava com Camus e Natássia em sua sala. Pai e filha estavam em silêncio, não conseguiam acreditar no que estavam ouvindo. Principalmente a mãe de Hyoga. Não podia acreditar que seu filho era um traficante líder de um monte de bandidos. Ele era só uma criança!
– Não... isso só pode ser um mal entendido. Meu filho é só uma criança! Como podem colocar a responsabilidade de tantos crimes numa criança!
– Eu sei que é difícil essa situação, mas as provas indicam por esse caminho. – Milo explicou.
– Não, não! É um engano! Fala pra ele, pai! O Hyoga é só uma criança! – Pediu ajuda ao pai. Camus não sabia o que dizer. Em seus olhos via-se incredulidade. Era difícil até para ele acreditar no que o policial estava dizendo. Não que ele não imaginasse que um dia isso poderia acontecer, mas essa história era pesada demais. Até para Camus aquilo parecia exagerado.
– Senhor Seferis...
– Por favor, me chame apenas de Milo.
– Ok, Milo. Você tem certeza do que está nos dizendo? Quer dizer, o Hyoga não é nenhum santo, mas disso para um traficante líder de quadrilha, envolvido com toda essa história, sei lá, me parece exagerado. Acho que tem algo errado nessa história.
– Estamos investigando todas as possibilidades, as provas indicam que seu neto é o homem que procuramos, mas não vamos descartar qualquer outra prova ou evidência. Estamos trabalhando para isso... – Ele disse tentando tranqüilizá-los.
Nesse momento Afrodite apareceu, pedindo para falar com ele.
– Com licença, só um minuto. – Pediu e foi até o amigo. – O que foi?
– O Ikki está fazendo de novo! Ele se trancou na sala de interrogatório com o garoto e desligou a câmera!
– O que ele está pensando, agora... – Milo balbuciou. Porém, um ataque a delegacia deixou todos em alerta. Tiros foram disparados fazendo Milo e Afrodite se jogarem no chão pegando suas armas.
– Pro chão! Pro chão! – Gritou para Camus e Natássia, que ao ouvir os tiros se abaixaram rapidamente. Camus tentou proteger a filha, se colocando sobre ela.
Vários homens mascarados entraram na delegacia fazendo cada um uma pessoa de refém. O que parecia ser o líder do audacioso grupo, gritou:
– Joguem as armas pro chão e deitem-se, ou todo mundo vai morrer! – Gritou. Kanon, o delegado, apareceu. – Você, delegado! Abaixa devagar a arma ou vai todo mundo morrer aqui dentro. — Kanon obedeceu.
– Quem vocês querem? – Sua experiência dizia que bandidos não atacavam delegacias. Aquele era um ataque para retirar alguém lá de dentro.
– Cala a boca, eu quero todos os policiais aqui, no chão, e as armas aqui comigo! Agora! – Aos poucos as armas foram sendo colocadas no chão, e todos abaixados. – Agora eu quero o garoto, Hyoga!
– Meu filho! – Natássia gritou, desesperada, mas Camus a segurou. Milo olhou para Camus e fez sinal para que ficassem quietos. Depois encarou Afrodite, aquilo estava estranho.
O loiro apareceu ao lado de Ikki, que se mantinha com as mãos erguidas e logo se colocou deitado no chão, como os outros.
– Comigo, garoto! – Hyoga obedeceu, vacilante e foi até o homem. – Eu quero todo mundo quieto! Qualquer movimento e ele morre! – Disse e foram caminhando para trás, com Hyoga com uma arma apontada para a cabeça.
Eles fugiram levando Hyoga e outro refém, por segurança. Os policiais rapidamente se ergueram assim que ouviram os pneus do carro cantando, queriam pegar todas as informações disponíveis.
Kanon ergueu-se e olhou para Ikki, Afrodite e Milo.
– Acho que essa é a prova de que ele é o tal chefe! Tiveram a audácia de vir aqui resgatá-lo! O que me diz disso, hein Ikki? Vai continuar sustentando a inocência do garoto!? – Ikki não disse nada.– Pegue-o de volta! – Foi uma ordem direta. Os amigos se entreolharam, aquilo não fazia muito sentido. Mas teriam que dar um jeito de pegar o garoto de volta. E Milo já tinha uma idéia de como fazer isso.
Continua
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