Código Secreto
3 Capítulo 3 - A prisão de Hyoga
Ele tentou sair do carro para fugir a pé, mas outros carros da polícia o cercaram. Ele encostou-se no próprio carro, que nem era dele, e se entregou. Ele viu um dos policiais, no carro que o perseguiu, saindo e indo a sua direção.
– Senhor? Mãos na cabeça, o senhor está preso! – Disse o policial apontando uma arma para si. Hyoga obedeceu, sem ter mais o que fazer.
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Embora o fato de muitas mulheres entrarem na delegacia às lamúrias a procura de seus entes queridos ser algo corriqueiro, a cena da loira desesperada acompanhada de um homem ruivo e curiosamente calmo chamou a atenção dos policiais. Em especial ao investigador Afrodite Laursen, pois a mulher desesperada em muito se assemelhava ao seu atual investigado. Atento e discreto, ele aproximou-se felinamente sem ser percebido por seus alvos.
- Pelo amor de Deus, moço! Eu preciso ver meu filho, saber o que aconteceu com ele! – Natássia implorava aos prantos para um policial na recepção.
- Sinto muito, senhora. Mas eu não tenho permissão para falar nada a respeito desse caso. Ele está sendo interrogado e quando for liberado você poderá vê-lo.
- Mas você precisa nos dizer por que ele foi preso! O que ele fez? – O ruivo perguntou autoritário.
- Sinto muito senhor, já disse que não posso dizer.
- Pelo amor de Deus, moço! O meu filho, meu Hyoga... – Natássia balbuciou chorando copiosamente, e foi amparada por seu pai.
- Tente se acalmar, filha... – Ele a abraçou.
- Como eu posso me acalmar, pai? Meu filho foi preso e sequer posso saber o que está acontecendo! – Ela gritou furiosamente com Camus.
- Com licença? – Afrodite decidiu se aproximar. – A senhora é a mãe do jovem Hyoga? – A pergunta do homem a sua frente fez Natássia ficar ainda mais tensa e preocupada.
- Sim, sou eu. Sou a mãe do Hyoga. Cadê ele? Eu quero vê-lo. Por favor, me deixe vê-lo! – Ela implorou agarrando as roupas do investigador com as mãos.
- Calma senhora, o Hyoga está sendo interrogado pelo delegado. Não poderá vê-lo agora, mas não se preocupe que eu mesmo vou providenciar para que a senhora possa falar com ele, está bem? – Ele a abraçou, confortando-a e levando-a para sua mesa. – Traga-me uma água com açúcar? – Pediu para outro policial.
- Você é... ? – Camus perguntou para Afrodite, desconfiado. Apesar de parecer trabalhar na delegacia, ele não parecia um policial. Ele era delicado demais para um policial.
- Sou Afrodite Laursen, investigador e estou cuidado do caso do Hyoga. – Disse apertando as mãos do ruivo em um cumprimento.
- Cuidando do caso do Hyoga? Como assim? Meu filho não é bandido! Porque ele foi preso? – As palavras doces de Afrodite conseguiram acalmar parcialmente a loira, apesar de ainda não entender o porquê o filho tinha sido preso.
- Sentem-se... – O investigador ofereceu. – Senhora...
- Natássia Yukida Verseau. E ele é meu pai, Camus Verseau.
- Senhora Natássia, o seu filho foi flagrado participando de um pega. E, além disso, ele estava dirigindo alcoolizado.
- Meu Deus! Mas como? O Hyoga não tem carro!
- Sim. Eu tenho que informar que não é a primeira vez que ele faz isso, mas eu mesmo tirei o carro dele para que não fizesse mais essas coisas! Como ele conseguiu um carro? – Camus perguntou.
- Sim, nós estamos trabalhando com a possibilidade desse carro não ser dele mesmo. O valor do veículo é possivelmente maior do que o valor do meu humilde apartamento. – Camus e Natássia se entreolharam, assustados. – Ainda não temos certeza de como ele conseguiu o carro, mas nós estamos investigando.
- Senhor, por favor. Eu preciso ver meu filho, preciso falar com ele! Pelo amor de Deus, moço! – O olha cheio de dor e sofrimento da mulher comoveu Afrodite. Ele encarou o ruivo e este estava com um olhar tenso, mas calmo. Ele parecia já estar acostumado com as burradas do jovem, mas a mãe parecia especialmente sofrida e desesperada. Afrodite sorriu gentilmente para a moça, e disse:
- Espere aqui, vou ver o que posso fazer. – Ele a tocou de leve no braço e foi até a sala do delegado, enquanto a loira bebia num só gole toda a água.
O investigador levou uns vinte minutos até voltar com a notícia de que eles poderiam falar com Hyoga. Conscientes de que estavam numa sala reservada guarnecida por câmeras de segurança, Natássia entrou impetuosamente sendo seguida por Camus. Eles encontraram o jovem sentado desleixado, praticamente encolhido entre a mesa e a cadeira, e com seus belos fios loiros escondidos sob o capuz do casaco preto. O rosto pálido com olheiras profundas ficou marcado no coração de Natássia penalizando-a. Camus o observou e suspirou, não conseguindo evitar que a imagem lhe lembrasse a de um marginal.
- Hyoga? – Ela chamou e se sentou perto dele. Ele não esboçou reação, talvez por vergonha ou outra coisa que eles não souberam dizer. O ruivo cruzou os braços e ficou encarando-os com uma expressão zangada no rosto. – Fala comigo, meu filho. – A mãe implorou colocando as mãos sobre a cabeça dele. Hyoga a olhou de lado e se sentiu mal por ver as marcas das lágrimas estampado em seu rosto. Ele até chegou a abrir a boca para se desculpar, mas Camus foi mais rápido e, rispidamente, exigiu:
- Anda logo! Fala o que você aprontou dessa vez! – A voz imediatamente chegou aos ouvidos do adolescente de forma repulsiva. Eles se encararam e pela primeira vez Hyoga devolveu todo o ódio que Camus depositava nele de forma velada, fazendo o ruivo estremecer com isso, mas manter a pose de autoridade que tentava manter.
- Não te interessa! – Apesar do tom baixo, sua voz saiu carregada de ressentimento e raiva.
- Pai, por favor... – A loira tentou interceder e pedir para que ele não falasse desse jeito, mas Camus estava furioso e achando-se na razão ao ver o neto naquelas circunstâncias, aumentou ainda mais o tom de voz.
- Como não me interessa!? Você faz um monte de merda, faz tua mãe sofrer igual uma condenada mesmo depois de tudo o que ela se sacrificou por você e ainda fica me olhando com essa cara? O que você esta pensando da vida, rapaz? – Gritou furiosamente, sem lembrar de que estavam sendo filmados e que alguns policiais acompanhavam toda a discussão. Hyoga riu sarcasticamente.
- Como se você realmente se importasse com a gente!
- O que?... – Ele balbuciou incrédulo. A fúria de Camus estava aumentando consideravelmente ao ver a expressão raivosa e prepotente do loiro.
- Pai, por favor, para com isso...
— O que Natássia? Parar com o que? Olha bem pra ele! Olha o resultado de todas as vezes que você passou a mão na cabeça dele! Aí está o resultado! Praticamente um marginal! Escuta aqui moleque, não pense que eu vou passar a mão na sua cabeça! Eu não sou a sua mãe! Seja lá o que você tenha feito eu vou fazer questão de que você pague por cada centavo do que você fez na cadeia!
- Grande merda! Pra você teria sido melhor que eu tivesse morrido na estrada, não é? Você sempre me odiou e agora está aí se fazendo de preocupado e revoltado! Você é um mentiroso, um grande mentiroso! Você está pouco se fudendo pra mim, senhor Camus Verseau! Essa é a verdade por trás desse teatro! — Hyoga levantou e explodiu tentando controlar as lágrimas.
- Não fala isso meu filho! Pai, vai embora! Por favor! – Ela implorou indo na direção de Camus, mas ele se desviou e foi até Hyoga.
- Olha como você fala, garoto! Não interessa, de um jeito ou de outro você só faz todo mundo sofrer!
- Pai! – Natássia estava horrorizada com as palavras de Camus. Mas ele continuou colocando pra fora toda a sua revolta, ignorando também o olhar quase assassino que o loiro lhe lançava.
- Nós nos sacrificamos por você! Para que tivesse uma vida decente! E você sabe bem que eu fui contra tudo isso! Mas cedi e dei tudo o que eu pude pra você, dei ensino, educação, tudo o que estava ao meu alcance!
- É... você deu! Só não me deu amor! É claro né... como você iria me dar já que desde que eu nasci você acha que eu sou um merda!
- Ahh agora a culpa é minha de você ser assim! Você! Jogou tudo pro alto! Você só faz merda atrás de merda! É você que não se importa nem com a sua mãe! A abandonou com seu bolo de aniversário nas mãos, aos prantos, e para quê? Hein? Pra beber, pra se drogar e dirigir perigosamente? E agora quer colocar a culpa em mim? O que mais vai ser Hyoga? Qual outra merda que você vai fazer Hyoga?! Já não foi suficiente tudo o que passamos por você!? – Ele gritava descontroladamente.
- Já chega! Vai embora pai! – Natássia gritou empurrando o ruivo para longe do filho.
- Mas... – Camus iria reclamar ainda mais, mas a loira não deixou.
- Já chega! Eu não quero você aqui! Não vê que tudo isso é culpa sua?!
- Minha culpa!? Ele está agindo igual o marginal do pai dele e a culpa é minha!? – Camus, indignado pela acusação da filha, proferiu as palavras vis e antes mesmo de pensar melhor nas consequências das próprias palavras, Natássia lhe bofeteou o rosto, transtornada.
- Como pode dizer uma atrocidade dessas! Você não tem coração?! Vai embora! Vai! Vai! – Camus estava incrédulo e demonstrava isso com os seus olhos. Nem mesmo as lágrimas da filha o fazia perceber que o ódio que nutria pelo agressor era a causa de todo o mal pelo que estavam passando agora.
- Muito bem... se é o que pensa, eu vou embora. – Disse num fio de voz, extremamente magoado. – Mas depois não diga que eu não avisei! – Camus disse e saiu da sala batendo com força a porta atrás de si. Natássia respirou fundo, resignada, e voltou-se para o filho. – Não dê importância ao que ele diz... – Ela pediu.Ele desviou o olhar, meio sem graça.
- Então... agora somos só nós dois. – Ela disse e sorriu carinhosamente para o loiro.– Hyoga, o que aconteceu? – Ela perguntou e colocou as duas mãos no rosto dele, trazendo-o para que erguesse a cabeça e a encarasse.
- Não foi nada, mãe. Eu bebi um pouco e depois peguei o carro de um amigo e aí a polícia chegou. Mas vai ficar tranquilo, relaxa! – Disse, impaciente.
- Que amigo? O Isaak? – Ela perguntou e cruzou os braços, preocupada com as amizades do filho.
- É colega dele...
- Que colega?
- Vai ficar me enchendo de perguntas também? Os policias já fizeram e ainda vão fazer mais, você não precisa me interrogar também não! Que saco!
- Não fale assim comigo! Eu sou a sua mãe!
- Ah qual é!... – Impaciente ele se afastou da mãe.
- Qual é o que Hyoga? Eu estou preocupada com você, com essas amizades que você tem!
- Não tem problema nenhum com meus amigos!
- Como não? Olha o que você fez? Você não era assim... Você era um menino gentil, amoroso... – Ela disse com a voz embargando não conseguindo mais segurar as lágrimas.
- Mãe... pára com esse drama, por favor! Eu não aguento mais isso! – Ele reclamou irritado. Natássia controlou o choro e sem mais saber o que dizer para o filho, sentindo-se perdida, sozinha e com uma dor lacerante. Ela limpou as lágrimas do rosto e abriu a bolsa.
- Olha eu... eu não posso ficar mais tempo, mas eu... eu trouxe um pedaço do seu bolo. Eu vou... vou deixá-lo aqui na mesa. – Ela depositou o pote com o pedaço de bolo na mesa e olhou para ele, que estava de lado para ela. Arranjando forças só Deus sabe onde, ela controlou a vontade de chorar e o abraçou. – Eu amo muito você, meu filho, muito. – Ela declarou e depois depositou um beijo demorado no rosto de Hyoga em despedida. Depois saiu, aos prantos, sem olhar para trás. Martirizada por tudo, ela só conseguia pensar que seu pai, em partes, tinha razão. E ela não iria suportar que seu filho se tornasse um bandido.
Na sala de vídeo, Afrodite mantinha um lenço na mão enxugando as lágrimas provocadas pela terrível briga que presenciou pelo monitor. Ikki Amamiya, o policial ao seu lado e também responsável pelo caso de Hyoga, também observava atentamente todo o desenrolar da cena sem, contudo, demonstrar qualquer reação.
- Oh Deus... pobre mulher! Pobre família, que cena horrível! – Afrodite comentou, chocado com a cena. – Ikki? – Ele se voltou para o parceiro sem reação.
- Ahhhhhh! – Afrodite levou um susto quando Hyoga gritou pelo vídeo. A reação inesperada foi ainda mais chocante e eles não acreditavam enquanto viam Hyoga, chorando copiosamente, praticamente destruir a sala, jogando contra a parede o pote, a mesa, e as cadeiras. Dando murros na parede e xingando a todos, ainda mais o ruivo Camus, gritando e esmurrando a parede até que cansou e escorregou para o chão, encolhendo-se num canto e chorando em meio aquele caos.
- Céus! O que foi isso? — Dite murmurou e logo depois viu o parceiro se levantar e sair sem dizer nada. – Ikki? Aonde você vai? – Perguntou sem ter resposta.
Enquanto isso Camus cruzava a delegacia a passos furiosos sem vê ninguém na sua frente. Ele estava visivelmente transtornado, bem diferente do homem que entrou. Já na saída, descendo as escadas, ele se chocou com um policial que estava entrando. A trombada foi tão forte que chegou a machucá-los.
- O que é isso? Está cego? – O policial reclamou tocando no ombro. Atordoado, Camus ficou encarando aquele homem como se estivesse parado no tempo. – Oi? Você está legal? – Logo o policial Milo Seferis percebeu que aquele ruivo não estava bem. Camus piscou os olhos mais algumas vezes e recuperando o sentido, desculpou-se:
- Desculpe, eu estava distraído...
- Eu estou vendo... – Ele comentou olhando o ruivo de cima a baixo. O ruivo não respondeu e continuou o seu caminho. Milo, estranhando aquela atitude, o seguiu com os olhos e viu quando ele atravessou sem olhar os carros, quase sendo atropelado. Resolveu segui-lo.
- Esse cara vai fazer merda! – Pensou e começou a andar apressadamente em sua direção para alcançá-lo. – Ei! Senhor? – Chamou, mas o ruivo nem olhou para trás. Ele continuou seguindo-o por mais algumas ruas, até que viu quando ele atravessou uma rua aparentemente deserta, mas do outro lado vinha uma moto em alta velocidade.
- Ei!! – Gritou e correu na direção dele, literalmente o empurrando bruscamente para a calçada, fazendo-o cair no chão sobre ele, evitando um atropelamento por um triz. Ofegante pelo susto e pelo peso do homem acima de si, Camus encarava-a o também ofegante loiro com quem topou instantes antes. –Você está bem? – O policial perguntou.
-Eu... eu estou. – Respondeu com a voz fraca. — Você... pode sair de cima de mim? – Pediu já sentindo o peso dele o incomodar.
- Ah, desculpa! – Ele disse e se levantou ajudando Camus a se levantar também. – Você está bem mesmo? Não se machucou? – Perguntou preocupado.
- Eu estou bem... – Disse tirando poeira da roupa. – Quem é você?
- Sou Milo Seferis. Trabalho naquela delegacia que você acabou de sair como um furacão. Não devia atravessar ruas desse jeito... – Recomendou.
- É eu sei... eu... me aborreci lá dentro com... com o filho da minha filha...
- Seu neto?
- É...
- E qual o nome dele? Talvez eu possa ajudá-lo.
- Hyoga...
- Você é avô do Hyoga?
- Sim, sou Camus Verseau. A...avô dele.
- Bom... suponho que você já saiba do problema em esse garoto se envolveu.
- Não... me falaram apenas que ele foi pego dirigindo alcoolizado.
- É por aí... vamos voltar para lá? Você está muito alterado para sair sozinho. – Camus iria contra-argumentar, depois do que ouviu não voltar para lá, mas Milo foi categórico e praticamente o arrastou de volta.
Na sala destruída pela fúria de Hyoga, o policial Ikki Amamiya entrava cautelosamente para não assustar o loiro e com uma cadeira na mão. O loiro estava ainda encolhido num canto, chorando, e se assustou quando percebeu a presença do policial, logo enxugando as lágrimas com as mangas do casaco, mas permanecendo no mesmo lugar.
Ele estava intimidado e era tão perigoso quanto um cão machucado e com medo. Ikki assistiu toda a cena da briga e logo percebeu que, assim como em muitos jovens, a falta de estrutura familiar o levava a cometer atos insanos e até autodestrutivos, como no caso de Hyoga. O moreno impôs a sua presença, mas não se dirigiu de imediato ao garoto acuado. Apenas pegou a mesa e as cadeiras, uma dela estava quebrada pelo impacto, mas Ikki a deixou num canto. Pegou o pote com parte do bolo para fora e colocou novamente sobre a mesa, arrumando novamente todo o local. Depois se sentou na cadeira e esperou.
Hyoga o olhou de rabo de olho, sem saber exatamente o que aquele cara estava fazendo. Depois o viu sentar simplesmente. Ele tinha uma expressão fechada, dura, mas não lhe passava agressividade.
- Não vai sentar? – Ikki perguntou olhando diretamente nos olhos do loiro indicando a cadeira a sua frente. Hyoga não disse nada e permaneceu no mesmo lugar. O policial demonstrou seu desagrado com um suspiro e levantou-se indo até ele. – Tentei ser educado, mas se você prefere assim.... — Sem qualquer jeito ou cerimônia agarrou o braço do loiro com força e o arrastou para a mesa, sob os protestos do loiro.
- Você me machucou! – Reclamou. Ele ajeitou o capuz sobre a cabeça, se ajeitando de modo a ficar novamente encolhido na mesa. Ikki ignorou seu protesto. – Eu sou o policial Ikki Amamiya, e estou cuidando do seu caso junto com os policiais Afrodite Laursen e Milo Seferis.
Ikki disse secamente, sem demonstrar pena ou raiva pela cena que presenciou e nem pelo estrago da sala. Nesse exato momento Milo chegava à sala de vídeo onde Afrodite observava atentamente os passos do colega.
- O que ele está fazendo lá? – Milo perguntou para Afrodite ao ver Ikki com Hyoga.
- Eu não sei, simplesmente saiu e foi lá! – Milo sorriu.
- Sempre fazendo o que bem entende... – Eu estou com o avô e a mãe do garoto na minha sala. Vou ver se consigo algo com eles. – Milo disse antes de sair da sala. – Vigia esse maluco!
- Pode deixar! – Afrodite riu.
Vendo que Hyoga não falava nada, Ikki prosseguiu:
- Bom, você foi flagrado participando de um pega, você estava dirigindo visivelmente alcoolizado e também foi encontrado drogas no seu carro. – Hyoga franziu o cenho. Como assim drogas no carro? Provavelmente a polícia plantou aquela prova contra ele. – Você fez aniversário hoje. Já é maior de idade, portanto responderá por todos os esses crimes... Você sabe que pode ir para a cadeia por conta disso? – Hyoga finalmente esboçou reação, rindo sarcasticamente do policial. Depois o olhou cinicamente e respondeu quase soletrando as palavras:
- Foda-se! — Ikki estreitou os olhos, mas não disse nada. Hyoga continuou rindo, zombando. – O que é? Não entendeu o que eu disse? Quer que eu repita? FO-DA-SE! Entendeu agora? Não adianta me olhar com essa cara, eu não tenho medo de você!
- Hunn... então você não tem medo de nada? – Hyoga deu de ombros, sorrindo um sorriso zombeteiro. Ikki não disse nada e nem demonstrou irritação. Apenas ergueu-se e o pegou pelo braço a força novamente. E como Ikki era maior e mais forte, não teve nenhuma dificuldade em vencer a resistência imposta pelo loiro. – Então vamos dar um passeio. Vou te mostrar um lugar muito legal! — Agora já sentia certo medo, mas não demonstrou seguindo o policial em silêncio e com a cara emburrada.
Continua...
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