Código Secreto

20 Capítulo 20 - O desafio


Notas iniciais
Bem, mil perdão pela demora... Mas, é a vida! Capítulo dedicado a Lanny e a Sheilinha! Capítulo finalmente terminado graças a um belo domingo chuvoso! A mandiga foi boa hein, meninas? rs brincadeira!

– Vou tomar um banho, estou suado e hoje é um dia importante demais pra ficar na cama... – O adolescente respondeu com tanta tranquilidade que nem o pensamento mais otimista do moreno poderia imaginar. Até minutos atrás ele estava surtando, e agora...

Quem é você e o que fez com Hyoga?! – Ambos riram, mas foi inevitável brincar com aquela situação. – Não leve a mal, é que você estava tão pilhado há alguns minutos... E agora tão tranquilo... – Notou que o jovem de tez tão branca corou diante do seu comentário, mas não respondeu. O adolescente foi até o banheiro e se trancou lá.

Não era preciso que respondesse, estava mais do que evidente que aquele momento, mesmo que não concluído, teve um efeito mágico para relaxar o garoto.

Foi um prazer ajudar... – Pensou Ikki, com um sorriso bobo e apaixonado no rosto ante ao próprio pensamento.

Continua...

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Antes mesmo de o dia amanhecer Afrodite já se encontrava em sua sala, na delegacia. Aproveitava que o local estava praticamente vazio, com exceção de um ou outro ajudante de limpeza, para analisar todos os documentos que tinha em mãos. E mesmo com toda a experiência de anos de trabalho, reconhecia que aquele era um grande emaranhado de informações soltas que precisava ser alinhada para enfim poder chegar a alguma conclusão.

Não era fácil. Ainda que tivesse em mãos todos os documentos que queria, ainda era difícil comprovar que a ligação de Hyoga com o grupo criminoso não existia de fato. O sequestro de Shun e o claro envolvimento do rapaz com Ikki complicavam ainda mais seu trabalho. Também não podia se esquecer de Carlo. O grande amor de sua vida certamente estava envolvido em todos aqueles fatos e temia pelo que estava para acontecer.

Imaginava que, através de Carlo, poderia obter mais sucesso nas suas investigações. Mas o italiano era esperto e não se deixaria enganar. Ele sabia bem qual era a intenção do pisciano, e sabia até mesmo que Afrodite faria qualquer coisa para que se fizesse justiça. Não que Carlo também não prezasse pela justiça, mas de uma forma um tanto mercenária e diferente.

Depois da visita do amante, Afrodite sabia que o tempo estava correndo contra seu trabalho. Aquele beijo e o tom de despedida denotavam que o próprio canceriano sabia que o futuro não era promissor. Aquela sensação angustiante apertava o peito do policial, que tentava em vão manter o profissionalismo. Afinal, desde o começo sabia que esse seria o destino de Carlo. Não fosse a cadeia, seria a morte. Só não esperava que isso viesse acontecer pela ação de seus amigos e até sua própria. Os dedos alvos e gelados folheavam os papéis com a angústia de quem sabe que o fruto de seu trabalho será o calvário de seu amor.

Mas não podia vacilar. A vida de inocentes estava em jogo. Respirou profundamente desanuviando qualquer pensamento que o fizesse se perder de seu propósito. Analisava com muita atenção e cuidado cada detalhe daqueles papéis, especialmente nos depoimentos, tentando achar alguma ponta solta na qual pudesse se ater. Isaak era, sem dúvida, o primeiro elemento a ser analisado. Seu depoimento, no entanto, não tinha pontas soltas.

Quando foi interrogado sobre sua ficha criminal, o garoto foi bastante frio e cauteloso, reação suspeita para um garoto que está em depoimento.

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Flash Back

O que quer que eu diga? – Perguntou o garoto de cabelo verde com um ar desenvolto demais frente ao policial. – É verdade sim, já estive algumas vezes aqui porque frequento as festas e quando arrumo uma grana até entro em algumas apostas, principalmente quando o Bad Angel está rodando... É só isso. Eu não faço a mínima ideia do porquê que esses registros aí estão errados...

– Mesmo? O seu registro diz que foi por furto...

– E você acabou de dizer que alteraram os registros pra esconder o nome de quem me prendeu... Quem fez isso pode muito bem ter mudado outras coisas... – O garoto sempre tinha uma resposta na ponta da língua. Afrodite riu cínico.

E quem foi o policial que te prendeu? Vai alegar também que não sabe?

– Não sei, não foi um único que me prendeu... Já me pegaram várias vezes. Não me lembro do nome deles...

– Não lembra? Ou será que não quer comprometer seu amigo? Será que você não tem nenhum amigo por aqui? Alguém que tinha interesse em aliviar a sua barra? – Afrodite arriscou porque sabia muito bem não ter por onde correr. O garoto era esperto, não iria revelar um nome. Mas precisava tentar.

– Que amigo? Eu lá tenho cara de amigo de polícia!– Respondeu enfezado e recostando sobre a cadeira, numa clara expressão de enfado.

Eu irei descobrir de qualquer forma, Isaak... Eu tenho meios para isso... Mas seria melhor pra você se me contasse. – Desafiou. Sim, era verdade que tinha seus meios e finalmente uma reação diferente foi notada. Isaak fitou bem o policial, um olhar misterioso, analítico, numa linha tênue entre receio e descrença...

Então descubra e não me faça perguntas que não sei responder! – Respondeu de maneira ríspida. – Aliás, eu vim aqui por causa do Hyoga e não por minha causa! Então, se não há mais nenhuma pergunta sobre ele, posso ir embora?

Fim do Flash Back

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Ele fora bem instruído para o depoimento, ainda que naquele momento não soubesse que seria indagado sobre fatos relacionados a própria pessoa. A menos, é claro, que alguém o tivesse alertado sobre essa possibilidade, o que indicava que essa pessoa misteriosa sabia que Afrodite descobriria os registros. Sendo assim, era bem provável que algumas pistas falsas fossem colocadas para distraí-lo. Era o que o próprio faria...

Respirou profundamente e bagunçou os cabelos, pensando sobre todas aquelas possibilidades. Neste instante, um ofício que já aguardava há alguns dias finalmente chegava a sua mesa. Tratava-se dos registros que requisitou para o Departamento Infanto-Juvenil. Todas as vezes que algum menor de idade se envolvia com a polícia, cópias dos registros eram enviadas imediatamente para aquela seção. E pelo prazo imediato do envio, era pouco provável que estivessem alterados.

O importante documento demorou a ser remetido porque eram considerados confidenciais, como todos os documentos que envolvem interesses de crianças e adolescentes. Para consegui-los, Afrodite teve que fazer uso de alguns favores entre amigos que trabalhavam no departamento. Tinha a esperança que constasse alguma informação valiosa naqueles papéis, e decididamente, não se arrependeu.

Os documentos, por terem sido remetidos imediatamente após o registro, não foram alterados. Seja por falta de tempo ou por qualquer outro motivo, o fato é que finalmente constava ali um nome para poder relacionar com Isaak.

E esse nome era justamente o de seu chefe, Kanon. Aliado ao fato de ter encontrado o nome do delegado entre a lista de contatos de Carlo, o homem contratado para matar Hyoga, podia dizer que havia uma pista se formando. Era certo que Isaak não era o ‘chefe’, afinal o garoto era muito novo para o ser. Carlo também não era, uma vez que sabia muito bem que o canceriano não se valia de tais crimes, não fazia o estilo dele. Sobrava o nome de Kanon...

Seria possível que o destino tinha sido assim tão irônico com eles, colocando o homem que procuravam a anos trabalhando lado a lado com eles, e ainda lhe dando ordens? A ideia de que seu superior hierárquico era o homem que procuravam causava náuseas a Afrodite. E tão logo teve seu primeiro forte indício que incriminava o delegado, ligou para o amigo Milo para que fosse o mais rápido possível encontrá-lo em sua sala na delegacia.

Não sabia o pisciano que Milo, naquele exato momento, deleitava-se de prazer no corpo de Camus. Ainda estremecido pelas sensações do sexo intenso e inesperado, o escorpião de sangue quente demorou a atender e até para entender a urgência do chamado do amigo. Mas bastou um ordenado mais firme de Afrodite para que o escorpião acordasse de sua noite de prazer e voltasse à realidade.

Não demorou tanto assim até chegar a delegacia, até porque a saída rápida da casa de Camus evitou alguma saia justa que pudesse acontecer após o evento mais excitante de sua vida. De qualquer forma, o estado em que chegou não deixou margens a desconfianças. Bem arrumado e com a expressão feliz de quem não dormiu a noite por um bom motivo, Milo já chegou bocejando alegremente e perguntando qual o motivo da urgência.

– Bom dia Afrodite... Espero que a novidade seja boa pra me tirar da cama tão cedo... – Brincou o escorpião, reparando logo depois a expressão cansada e preocupada do amigo.

Afrodite não respondeu, apenas entregou o documento que acabara de receber e esperou que Milo percebesse por si mesmo.

– Kanon... – Murmurou o escorpião enquanto fitava com atenção o documento e ouvia todas as considerações que Afrodite havia feito pouco tempo antes de chegar. – Compreendo muito bem, meu amigo. E acho que estamos muito perto de descobrir a identidade do nosso alvo...

O grego ergueu-se da cadeira, depositando o papel sobre a mesa e caminhando lentamente lado a outro, relembrando e narrando para o pisciano o que lhe foi dito por Camus naquela mesma noite.

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Flash Back

Camus respirou fundo e voltou a pegar sua bebida. – Era o que eu ia dizer. Ela é a Eire, uma namoradinha do Hyoga há muito tempo. Ela chegou aqui chorando muito, dizendo que precisava conversar. Que tinha algo importante a dizer sobre Hyoga.

– E o que ela disse?

– Milo... Ela disse que estava com Isaak quando ouviu uma ligação estranha entre ele e outra pessoa que ela não sabe dizer quem é. Disse que tinha se escondido para ouvir a conversa e que ouvi bem quando ele disse: “Não! Você prometeu que ele não ia morrer. Não deixe Hyoga morrer!”, e então ele desligou o telefone e saiu correndo.Milo franziu o cenho.

– Como? – E surpreendentemente aquilo que inicialmente começava a fazer sentido, dava uma reviravolta e voltavam a estaca zero. O escorpião se irritou, colocando as mãos na cintura e encarando o ruivo com raiva. – Tem certeza disso, Camus?

Fim do Flash Back

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O fato narrado por Eire parecia acrescentar ainda mais elementos que ligava Isaak a Carlo e a Kanon. Na verdade, para ambos os policiais, já era fato consumado a participação dos três com o ‘chefe’, isso se não fosse o próprio geminiano o elemento que procuravam. Porém, havia mais uma informação que aliada a tudo isso poderia abranger a área de conhecimento.

Na verdade, Milo já havia contado aquele elemento novo para Afrodite. Foi na mesma noite em que Shun fora sequestrado e se tratava de uma origem suspeita a respeito da família de Kanon. Porém, como as coisas foram se sucedendo com muita rapidez, Milo não teve tempo de perguntar sobre os resultados da pesquisa feita em relação a família de Kanon. Afinal, será que a motivação para inclusão de Hyoga na lista de ‘laranjas’ estava numa briga antiga de família?

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Flash Back

– Você me disse que eu poderia te procurar caso acontecesse alguma coisa... – O francês começou.

– Sim, claro! E você lembrou-se de alguma coisa?

– Não exatamente... – Ele ajeitou-se melhor no sofá, parecendo angustiado. – A minha filha teve uma crise de nervos com toda essa história com o Hyoga, como sabe. – Milo concordou gestualmente e esperou que ele continuasse. – Ela recebeu alta hoje e eu fui buscá-la. Quando estávamos chegando a nossa casa, encontramos um homem que estava cercando a casa. – Assim que Camus falou, Milo lembrou-se de Carlo.

Você viu o rosto desse homem, Camus?

– Não, nem eu e nem minha filha conseguimos ver o rosto do homem. Mas esse homem estava num carro preto. E... Havia um símbolo nesse carro. – Camus ergueu-se, hesitante. A reação estranha do outro deixava o policial cada vez mais curioso para saber o que estava acontecendo. – Eu conheço esse símbolo... – A voz enfraquecida deixou claro que Milo precisaria incentivá-lo a contar.

– Que símbolo era esse, Camus?

É o brasão de uma família tradicional da Rússia... Uma família poderosa, de políticos, empresários. De pessoas muito influentes. – Ele falou e voltou a fitar os olhos confusos do loiro, que parecia não entender o que ele queria com aquilo. – Milo, a minha filha, o Hyoga e também a minha falecida esposa Irina são russos. O Hyoga veio para cá ainda recém-nascido, mas nasceu na Rússia. – Explicou, voltando a sentar-se.

Eu não sabia disso... Pensei que fossem franceses.

– Não, eu sou francês, mas a minha família toda é russa.

– Entendo... Mas, o que isso tem a ver? – O ruivo hesitou novamente, mas continuou:

– Lá na Rússia eu era um homem rico, influente, vivia da política de uma cidade rural perto de Moscou. E dentre meus atos, influenciei da eleição de um homem, um afilhado político que poderia me dar ainda mais prestígio, poder e dinheiro naquelas terras. Mas... Eu fui traído pelos meus aliados. – Milo ouvia atentamente, surpreso pelo que ele dizia. – Eu perdi tudo, dinheiro, prestígio, minha amada esposa... – Disse com profundo pesar que incomodou levemente o loiro. – Eu fui jurado de morte e então, para não perder também minha filha, nós pegamos os restos das nossas economias e viemos para o Japão.

– Sinto muito, Camus... – Disse, apoiando-o com um aperto no ombro.

Esse meu afilhado político fazia parte de uma tradicional família da Rússia. A mesma representada por esse Brasão que vi no carro. – Contou, levando estranheza na face de Milo.

O que suspeita, exatamente?

Essa família me odeia, profundamente! Eu acho... Eu desconfio que, se eles estão aqui, cercando novamente a minha família, eu acho que eles podem ter algo a ver com esse caso do Hyoga. – Contou, sua angustia crescendo visivelmente. O policial parecia cada vez mais confuso.

Espera Camus, conta isso direito! Porque você está relacionando uma coisa à outra? – O ruivo fechou os olhos e respirou fundo, sabia que teria que contar todos os detalhes daquele terrível passado.

– Há dezoito anos, eu havia conquistado uma grande vitória política na minha cidade, na Rússia. Mas ao mesmo tempo, estava sendo escrito a maior desgraça da minha vida. Eu batalhei muito para que um rapaz da alta sociedade fosse eleito para prefeito. Mas... Por algum motivo que eu não sei até hoje, ele e toda sua família mantinha um ódio de mim, um ódio mortal. – Ergueu-se, os passos pela sala era a forma de tentar manter o controle. – E para me afetar, me atingir, esses monstros mandaram... Violentar Natássia! Quatro monstros cercaram a minha filha e a violentaram, quase a mataram! – Disse com profunda e viva dor e ódio. Milo arregalou os olhos ao ouvi-lo. Então, isso quer dizer que...

Fim do Flask Back

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Aquilo queria dizer que Camus considerava, com muita propriedade e razão de ser, que seus antigos inimigos estavam de volta para terminar o trabalho deixado anos atrás na Rússia! – Concluiu Milo dando quase como certa aquela teoria.

A possibilidade mais plausível é sim de que Hyoga esteja sendo usado para uma espécie de vingança familiar... – Afrodite ergueu-se. Era bem verdade que não teve tempo para investigar sobre essa família, nem sobre o histórico do brasão. E embora essa fosse uma pesquisa relativamente simples, eles não sabiam se teriam tempo suficiente para essa pesquisa. Acontece que, com Shun nas mãos dos seqüestradores, seria impossível conter o moreno. Bastaria um sinal daquele que estiver com a criança nas mãos para Ikki agir do modo como ele sempre fez...

E a conclusão foi precisa...

Ikki não ficaria esperando que aqueles criminosos ditassem o ritmo do jogo. E depois de uma conversa franca com Hyoga, o moreno sabia que aquele era o momento certo para agir. Por isso, não foi surpresa para Afrodite e Milo quando receberam o telefonema do amigo, afirmando que agiria a despeito de qualquer falta de dado, pois que agora quem falava era um pai. E também um homem que sabia que se continuasse esperando as investigações, exporia Hyoga a risco.

E sabendo bem que não convenceriam o amigo a agir de modo contrário, apenas atenderam o seu pedido. E era como se já esperasse por aquilo que Carlo recebeu o telefonema de Ikki.

– Não vou me estender no assunto porque não tenho tempo pra isso. Quero o meu filho. – A Fênix falou assim que o assassino atendeu, recebendo um riso baixo como resposta. Sabia que Afrodite não titubearia em entregar os dados, a bem da verdade já esperava por isso.

– Na verdade, meu caro, também sou desejoso de finalizar esse nosso impasse. Você sabe bem, eu já lhe disse acaso, os meus termos... – Carlo respondeu.

Eu sei... – Mesmo que tivessem todo um planejamento, sentia seu estômago revirar e esfriar. – Proponho um encontro. Pois sabe que não lhe entregarei o que quer, e para você Shun não lhe serve.

– Oh serve sim, meu caro... Basta que o faça gritar e ele me servirá demasiadamente...

– Desgraçado! – Ikki murmurou de raiva.

– Mas, eu concordo. Temos que pôr um fim a toda essa história que para mim já se estendeu demais... Você me deu muito trabalho, fênix... – Riu irônico.

Então não perca nosso tempo e diga onde devo encontrá-lo?

– Ah... Receio que não poderemos entrar em um acordo bom para ambos...

– Como é? – Ikki irritou-se.

– Acontece que seu filho não está mais comigo... – O moreno gelou diante daquela informação. – Mas, não se preocupe, ele está bem. Bem melhor que todos nós juntos... – Carlo riu internamente. – Se acalme fênix... Eu mesmo garanto a integridade do seu filho. Isso, é claro, se você não bancar o herói.

A vontade de Ikki era de acabar com a vida daquele italiano. Aliás, era uma coisa que já devia ter feito há anos atrás quando descobriu os crimes que ele cometia. Mas acabou relevando e fazendo vistas grossas porque, além de suas vítimas serem sempre outros criminosos, tinha o fato dele ser o amante de Afrodite. Não que nada dessas coisas justificassem... Foi um grave erro de sua parte que agora estava cobrando seu preço. Jamais se perdoaria se seu filho...

Carlo... Juro que te caço até o inferno se...

– Relaxa fênix... Até parece que não me conhece... — Ikki calou-se, tentando se controlar. Bem verdade, o moreno conhecia o modo como o canceriano agia.

– E então...? – Não lhe restava alternativa naquele momento além de aceitar os termos de Carlo, embora aquilo o deixasse no limiar da loucura de tanta raiva.

Então... Teremos um novo espetáculo! – Sorriu animado.

Como assim? O que quer dizer com isso?

– Nesse final de semana teremos uma nova corrida. Eu quero que o Bad Angel apareça... Melhor, quero que ele corra! Quero que ele dê o seu espetáculo que está tão acostumado. Que ele corra... Tenho certeza que você e seus amigos policiais darão um jeito de providenciar um bom carro e a garantia necessária para que ele corra sem despertar suspeitas. E, é óbvio... É bom que a polícia não esteja presente, para não estragar a festa.

– E Shun?

– Ele vai comparecer, não se preocupe. Estará nos seus braços antes mesmo que a noite termine... São e salvo. E então, você terá o que quer e eu terei o que quero. O que me diz, fênix?

– Eu aceito...

Continua...