Código Secreto
20 Capítulo 20 - O desafio
Notas iniciais
– Vou tomar um banho, estou suado e hoje é um dia importante demais pra ficar na cama... – O adolescente respondeu com tanta tranquilidade que nem o pensamento mais otimista do moreno poderia imaginar. Até minutos atrás ele estava surtando, e agora...
– Quem é você e o que fez com Hyoga?! – Ambos riram, mas foi inevitável brincar com aquela situação. – Não leve a mal, é que você estava tão pilhado há alguns minutos... E agora tão tranquilo... – Notou que o jovem de tez tão branca corou diante do seu comentário, mas não respondeu. O adolescente foi até o banheiro e se trancou lá.
Não era preciso que respondesse, estava mais do que evidente que aquele momento, mesmo que não concluído, teve um efeito mágico para relaxar o garoto.
– Foi um prazer ajudar... – Pensou Ikki, com um sorriso bobo e apaixonado no rosto ante ao próprio pensamento.
Continua...
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Antes mesmo de o dia amanhecer Afrodite já se encontrava em sua sala, na delegacia. Aproveitava que o local estava praticamente vazio, com exceção de um ou outro ajudante de limpeza, para analisar todos os documentos que tinha em mãos. E mesmo com toda a experiência de anos de trabalho, reconhecia que aquele era um grande emaranhado de informações soltas que precisava ser alinhada para enfim poder chegar a alguma conclusão.
Não era fácil. Ainda que tivesse em mãos todos os documentos que queria, ainda era difícil comprovar que a ligação de Hyoga com o grupo criminoso não existia de fato. O sequestro de Shun e o claro envolvimento do rapaz com Ikki complicavam ainda mais seu trabalho. Também não podia se esquecer de Carlo. O grande amor de sua vida certamente estava envolvido em todos aqueles fatos e temia pelo que estava para acontecer.
Imaginava que, através de Carlo, poderia obter mais sucesso nas suas investigações. Mas o italiano era esperto e não se deixaria enganar. Ele sabia bem qual era a intenção do pisciano, e sabia até mesmo que Afrodite faria qualquer coisa para que se fizesse justiça. Não que Carlo também não prezasse pela justiça, mas de uma forma um tanto mercenária e diferente.
Depois da visita do amante, Afrodite sabia que o tempo estava correndo contra seu trabalho. Aquele beijo e o tom de despedida denotavam que o próprio canceriano sabia que o futuro não era promissor. Aquela sensação angustiante apertava o peito do policial, que tentava em vão manter o profissionalismo. Afinal, desde o começo sabia que esse seria o destino de Carlo. Não fosse a cadeia, seria a morte. Só não esperava que isso viesse acontecer pela ação de seus amigos e até sua própria. Os dedos alvos e gelados folheavam os papéis com a angústia de quem sabe que o fruto de seu trabalho será o calvário de seu amor.
Mas não podia vacilar. A vida de inocentes estava em jogo. Respirou profundamente desanuviando qualquer pensamento que o fizesse se perder de seu propósito. Analisava com muita atenção e cuidado cada detalhe daqueles papéis, especialmente nos depoimentos, tentando achar alguma ponta solta na qual pudesse se ater. Isaak era, sem dúvida, o primeiro elemento a ser analisado. Seu depoimento, no entanto, não tinha pontas soltas.
Quando foi interrogado sobre sua ficha criminal, o garoto foi bastante frio e cauteloso, reação suspeita para um garoto que está em depoimento.
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Flash Back
– O que quer que eu diga? – Perguntou o garoto de cabelo verde com um ar desenvolto demais frente ao policial. – É verdade sim, já estive algumas vezes aqui porque frequento as festas e quando arrumo uma grana até entro em algumas apostas, principalmente quando o Bad Angel está rodando... É só isso. Eu não faço a mínima ideia do porquê que esses registros aí estão errados...
– Mesmo? O seu registro diz que foi por furto...
– E você acabou de dizer que alteraram os registros pra esconder o nome de quem me prendeu... Quem fez isso pode muito bem ter mudado outras coisas... – O garoto sempre tinha uma resposta na ponta da língua. Afrodite riu cínico.
– E quem foi o policial que te prendeu? Vai alegar também que não sabe?
– Não sei, não foi um único que me prendeu... Já me pegaram várias vezes. Não me lembro do nome deles...
– Não lembra? Ou será que não quer comprometer seu amigo? Será que você não tem nenhum amigo por aqui? Alguém que tinha interesse em aliviar a sua barra? – Afrodite arriscou porque sabia muito bem não ter por onde correr. O garoto era esperto, não iria revelar um nome. Mas precisava tentar.
– Que amigo? Eu lá tenho cara de amigo de polícia!– Respondeu enfezado e recostando sobre a cadeira, numa clara expressão de enfado.
– Eu irei descobrir de qualquer forma, Isaak... Eu tenho meios para isso... Mas seria melhor pra você se me contasse. – Desafiou. Sim, era verdade que tinha seus meios e finalmente uma reação diferente foi notada. Isaak fitou bem o policial, um olhar misterioso, analítico, numa linha tênue entre receio e descrença...
– Então descubra e não me faça perguntas que não sei responder! – Respondeu de maneira ríspida. – Aliás, eu vim aqui por causa do Hyoga e não por minha causa! Então, se não há mais nenhuma pergunta sobre ele, posso ir embora?
Fim do Flash Back
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Ele fora bem instruído para o depoimento, ainda que naquele momento não soubesse que seria indagado sobre fatos relacionados a própria pessoa. A menos, é claro, que alguém o tivesse alertado sobre essa possibilidade, o que indicava que essa pessoa misteriosa sabia que Afrodite descobriria os registros. Sendo assim, era bem provável que algumas pistas falsas fossem colocadas para distraí-lo. Era o que o próprio faria...
Respirou profundamente e bagunçou os cabelos, pensando sobre todas aquelas possibilidades. Neste instante, um ofício que já aguardava há alguns dias finalmente chegava a sua mesa. Tratava-se dos registros que requisitou para o Departamento Infanto-Juvenil. Todas as vezes que algum menor de idade se envolvia com a polícia, cópias dos registros eram enviadas imediatamente para aquela seção. E pelo prazo imediato do envio, era pouco provável que estivessem alterados.
O importante documento demorou a ser remetido porque eram considerados confidenciais, como todos os documentos que envolvem interesses de crianças e adolescentes. Para consegui-los, Afrodite teve que fazer uso de alguns favores entre amigos que trabalhavam no departamento. Tinha a esperança que constasse alguma informação valiosa naqueles papéis, e decididamente, não se arrependeu.
Os documentos, por terem sido remetidos imediatamente após o registro, não foram alterados. Seja por falta de tempo ou por qualquer outro motivo, o fato é que finalmente constava ali um nome para poder relacionar com Isaak.
E esse nome era justamente o de seu chefe, Kanon. Aliado ao fato de ter encontrado o nome do delegado entre a lista de contatos de Carlo, o homem contratado para matar Hyoga, podia dizer que havia uma pista se formando. Era certo que Isaak não era o ‘chefe’, afinal o garoto era muito novo para o ser. Carlo também não era, uma vez que sabia muito bem que o canceriano não se valia de tais crimes, não fazia o estilo dele. Sobrava o nome de Kanon...
Seria possível que o destino tinha sido assim tão irônico com eles, colocando o homem que procuravam a anos trabalhando lado a lado com eles, e ainda lhe dando ordens? A ideia de que seu superior hierárquico era o homem que procuravam causava náuseas a Afrodite. E tão logo teve seu primeiro forte indício que incriminava o delegado, ligou para o amigo Milo para que fosse o mais rápido possível encontrá-lo em sua sala na delegacia.
Não sabia o pisciano que Milo, naquele exato momento, deleitava-se de prazer no corpo de Camus. Ainda estremecido pelas sensações do sexo intenso e inesperado, o escorpião de sangue quente demorou a atender e até para entender a urgência do chamado do amigo. Mas bastou um ordenado mais firme de Afrodite para que o escorpião acordasse de sua noite de prazer e voltasse à realidade.
Não demorou tanto assim até chegar a delegacia, até porque a saída rápida da casa de Camus evitou alguma saia justa que pudesse acontecer após o evento mais excitante de sua vida. De qualquer forma, o estado em que chegou não deixou margens a desconfianças. Bem arrumado e com a expressão feliz de quem não dormiu a noite por um bom motivo, Milo já chegou bocejando alegremente e perguntando qual o motivo da urgência.
– Bom dia Afrodite... Espero que a novidade seja boa pra me tirar da cama tão cedo... – Brincou o escorpião, reparando logo depois a expressão cansada e preocupada do amigo.
Afrodite não respondeu, apenas entregou o documento que acabara de receber e esperou que Milo percebesse por si mesmo.
– Kanon... – Murmurou o escorpião enquanto fitava com atenção o documento e ouvia todas as considerações que Afrodite havia feito pouco tempo antes de chegar. – Compreendo muito bem, meu amigo. E acho que estamos muito perto de descobrir a identidade do nosso alvo...
O grego ergueu-se da cadeira, depositando o papel sobre a mesa e caminhando lentamente lado a outro, relembrando e narrando para o pisciano o que lhe foi dito por Camus naquela mesma noite.
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Flash Back
Camus respirou fundo e voltou a pegar sua bebida. – Era o que eu ia dizer. Ela é a Eire, uma namoradinha do Hyoga há muito tempo. Ela chegou aqui chorando muito, dizendo que precisava conversar. Que tinha algo importante a dizer sobre Hyoga.
– E o que ela disse?
– Milo... Ela disse que estava com Isaak quando ouviu uma ligação estranha entre ele e outra pessoa que ela não sabe dizer quem é. Disse que tinha se escondido para ouvir a conversa e que ouvi bem quando ele disse: “Não! Você prometeu que ele não ia morrer. Não deixe Hyoga morrer!”, e então ele desligou o telefone e saiu correndo. – Milo franziu o cenho.
– Como? – E surpreendentemente aquilo que inicialmente começava a fazer sentido, dava uma reviravolta e voltavam a estaca zero. O escorpião se irritou, colocando as mãos na cintura e encarando o ruivo com raiva. – Tem certeza disso, Camus?
Fim do Flash Back
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O fato narrado por Eire parecia acrescentar ainda mais elementos que ligava Isaak a Carlo e a Kanon. Na verdade, para ambos os policiais, já era fato consumado a participação dos três com o ‘chefe’, isso se não fosse o próprio geminiano o elemento que procuravam. Porém, havia mais uma informação que aliada a tudo isso poderia abranger a área de conhecimento.
Na verdade, Milo já havia contado aquele elemento novo para Afrodite. Foi na mesma noite em que Shun fora sequestrado e se tratava de uma origem suspeita a respeito da família de Kanon. Porém, como as coisas foram se sucedendo com muita rapidez, Milo não teve tempo de perguntar sobre os resultados da pesquisa feita em relação a família de Kanon. Afinal, será que a motivação para inclusão de Hyoga na lista de ‘laranjas’ estava numa briga antiga de família?
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Flash Back
– Você me disse que eu poderia te procurar caso acontecesse alguma coisa... – O francês começou.
– Sim, claro! E você lembrou-se de alguma coisa?
– Não exatamente... – Ele ajeitou-se melhor no sofá, parecendo angustiado. – A minha filha teve uma crise de nervos com toda essa história com o Hyoga, como sabe. – Milo concordou gestualmente e esperou que ele continuasse. – Ela recebeu alta hoje e eu fui buscá-la. Quando estávamos chegando a nossa casa, encontramos um homem que estava cercando a casa. – Assim que Camus falou, Milo lembrou-se de Carlo.
– Você viu o rosto desse homem, Camus?
– Não, nem eu e nem minha filha conseguimos ver o rosto do homem. Mas esse homem estava num carro preto. E... Havia um símbolo nesse carro. – Camus ergueu-se, hesitante. A reação estranha do outro deixava o policial cada vez mais curioso para saber o que estava acontecendo. – Eu conheço esse símbolo... – A voz enfraquecida deixou claro que Milo precisaria incentivá-lo a contar.
– Que símbolo era esse, Camus?
– É o brasão de uma família tradicional da Rússia... Uma família poderosa, de políticos, empresários. De pessoas muito influentes. – Ele falou e voltou a fitar os olhos confusos do loiro, que parecia não entender o que ele queria com aquilo. – Milo, a minha filha, o Hyoga e também a minha falecida esposa Irina são russos. O Hyoga veio para cá ainda recém-nascido, mas nasceu na Rússia. – Explicou, voltando a sentar-se.
– Eu não sabia disso... Pensei que fossem franceses.
– Não, eu sou francês, mas a minha família toda é russa.
– Entendo... Mas, o que isso tem a ver? – O ruivo hesitou novamente, mas continuou:
– Lá na Rússia eu era um homem rico, influente, vivia da política de uma cidade rural perto de Moscou. E dentre meus atos, influenciei da eleição de um homem, um afilhado político que poderia me dar ainda mais prestígio, poder e dinheiro naquelas terras. Mas... Eu fui traído pelos meus aliados. – Milo ouvia atentamente, surpreso pelo que ele dizia. – Eu perdi tudo, dinheiro, prestígio, minha amada esposa... – Disse com profundo pesar que incomodou levemente o loiro. – Eu fui jurado de morte e então, para não perder também minha filha, nós pegamos os restos das nossas economias e viemos para o Japão.
– Sinto muito, Camus... – Disse, apoiando-o com um aperto no ombro.
– Esse meu afilhado político fazia parte de uma tradicional família da Rússia. A mesma representada por esse Brasão que vi no carro. – Contou, levando estranheza na face de Milo.
– O que suspeita, exatamente?
– Essa família me odeia, profundamente! Eu acho... Eu desconfio que, se eles estão aqui, cercando novamente a minha família, eu acho que eles podem ter algo a ver com esse caso do Hyoga. – Contou, sua angustia crescendo visivelmente. O policial parecia cada vez mais confuso.
– Espera Camus, conta isso direito! Porque você está relacionando uma coisa à outra? – O ruivo fechou os olhos e respirou fundo, sabia que teria que contar todos os detalhes daquele terrível passado.
– Há dezoito anos, eu havia conquistado uma grande vitória política na minha cidade, na Rússia. Mas ao mesmo tempo, estava sendo escrito a maior desgraça da minha vida. Eu batalhei muito para que um rapaz da alta sociedade fosse eleito para prefeito. Mas... Por algum motivo que eu não sei até hoje, ele e toda sua família mantinha um ódio de mim, um ódio mortal. – Ergueu-se, os passos pela sala era a forma de tentar manter o controle. – E para me afetar, me atingir, esses monstros mandaram... Violentar Natássia! Quatro monstros cercaram a minha filha e a violentaram, quase a mataram! – Disse com profunda e viva dor e ódio. Milo arregalou os olhos ao ouvi-lo. Então, isso quer dizer que...
Fim do Flask Back
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– Aquilo queria dizer que Camus considerava, com muita propriedade e razão de ser, que seus antigos inimigos estavam de volta para terminar o trabalho deixado anos atrás na Rússia! – Concluiu Milo dando quase como certa aquela teoria.
– A possibilidade mais plausível é sim de que Hyoga esteja sendo usado para uma espécie de vingança familiar... – Afrodite ergueu-se. Era bem verdade que não teve tempo para investigar sobre essa família, nem sobre o histórico do brasão. E embora essa fosse uma pesquisa relativamente simples, eles não sabiam se teriam tempo suficiente para essa pesquisa. Acontece que, com Shun nas mãos dos seqüestradores, seria impossível conter o moreno. Bastaria um sinal daquele que estiver com a criança nas mãos para Ikki agir do modo como ele sempre fez...
E a conclusão foi precisa...
Ikki não ficaria esperando que aqueles criminosos ditassem o ritmo do jogo. E depois de uma conversa franca com Hyoga, o moreno sabia que aquele era o momento certo para agir. Por isso, não foi surpresa para Afrodite e Milo quando receberam o telefonema do amigo, afirmando que agiria a despeito de qualquer falta de dado, pois que agora quem falava era um pai. E também um homem que sabia que se continuasse esperando as investigações, exporia Hyoga a risco.
E sabendo bem que não convenceriam o amigo a agir de modo contrário, apenas atenderam o seu pedido. E era como se já esperasse por aquilo que Carlo recebeu o telefonema de Ikki.
– Não vou me estender no assunto porque não tenho tempo pra isso. Quero o meu filho. – A Fênix falou assim que o assassino atendeu, recebendo um riso baixo como resposta. Sabia que Afrodite não titubearia em entregar os dados, a bem da verdade já esperava por isso.
– Na verdade, meu caro, também sou desejoso de finalizar esse nosso impasse. Você sabe bem, eu já lhe disse acaso, os meus termos... – Carlo respondeu.
– Eu sei... – Mesmo que tivessem todo um planejamento, sentia seu estômago revirar e esfriar. – Proponho um encontro. Pois sabe que não lhe entregarei o que quer, e para você Shun não lhe serve.
– Oh serve sim, meu caro... Basta que o faça gritar e ele me servirá demasiadamente...
– Desgraçado! – Ikki murmurou de raiva.
– Mas, eu concordo. Temos que pôr um fim a toda essa história que para mim já se estendeu demais... Você me deu muito trabalho, fênix... – Riu irônico.
– Então não perca nosso tempo e diga onde devo encontrá-lo?
– Ah... Receio que não poderemos entrar em um acordo bom para ambos...
– Como é? – Ikki irritou-se.
– Acontece que seu filho não está mais comigo... – O moreno gelou diante daquela informação. – Mas, não se preocupe, ele está bem. Bem melhor que todos nós juntos... – Carlo riu internamente. – Se acalme fênix... Eu mesmo garanto a integridade do seu filho. Isso, é claro, se você não bancar o herói.
A vontade de Ikki era de acabar com a vida daquele italiano. Aliás, era uma coisa que já devia ter feito há anos atrás quando descobriu os crimes que ele cometia. Mas acabou relevando e fazendo vistas grossas porque, além de suas vítimas serem sempre outros criminosos, tinha o fato dele ser o amante de Afrodite. Não que nada dessas coisas justificassem... Foi um grave erro de sua parte que agora estava cobrando seu preço. Jamais se perdoaria se seu filho...
– Carlo... Juro que te caço até o inferno se...
– Relaxa fênix... Até parece que não me conhece... — Ikki calou-se, tentando se controlar. Bem verdade, o moreno conhecia o modo como o canceriano agia.
– E então...? – Não lhe restava alternativa naquele momento além de aceitar os termos de Carlo, embora aquilo o deixasse no limiar da loucura de tanta raiva.
– Então... Teremos um novo espetáculo! – Sorriu animado.
– Como assim? O que quer dizer com isso?
– Nesse final de semana teremos uma nova corrida. Eu quero que o Bad Angel apareça... Melhor, quero que ele corra! Quero que ele dê o seu espetáculo que está tão acostumado. Que ele corra... Tenho certeza que você e seus amigos policiais darão um jeito de providenciar um bom carro e a garantia necessária para que ele corra sem despertar suspeitas. E, é óbvio... É bom que a polícia não esteja presente, para não estragar a festa.
– E Shun?
– Ele vai comparecer, não se preocupe. Estará nos seus braços antes mesmo que a noite termine... São e salvo. E então, você terá o que quer e eu terei o que quero. O que me diz, fênix?
– Eu aceito...
Continua...
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