Círculos
1 1 - Gabrielle
Notas iniciais
Dedico a história para meus amigos.
Ajudo meu pai a tirar as malas do carro, finalmente voltei para minha antiga cidade, não vejo a hora de rever meus amigos e amigas, espero que eles ainda se lembrem de mim, nesses últimos anos eu viajei por muitos lugares e consegui fazer um curso que eu queria tanto fazer, fotografia é uma coisa que parece que eu nasci com esse dom.
— Gabrielle, venha aqui! – disse meu pai, gritando lá de dentro da casa, fecho o porta-malas do carro e caminho até em casa, vejo meu pai desembrulhando algumas caixas que tínhamos trago dentro do carro, as outras caixas irão vir com um caminhão de mudança. Observo cada ambiente da casa, em breve terei que ajudar meu pai arrumar a casa e os móveis.
Meu pai disse para mim, que eu já poderia ir arrumando algumas coisas em meu quarto ou andar um pouco pela cidade vendo o que poderia ter mudado nesses últimos tempos, meu pai me acorda dos meus pensamentos, me dizendo para eu ir comprar algo para a gente comer enquanto arrumamos a casa.
Ando pela cidade e percebo o tanto que mudou, imagino que meus antigos amigos também possam estar mudados assim como eu, depois que eu fui embora nem pude me despedir dela...eu felizmente espero que ela me perdoe por todos esses anos fora, enquanto eu ando pela cidade acabo me esbarrando com um menino de cabelos azuis.
— Ah, me desculpe , eu estava presa em meus pensamentos – digo para ele, ajudando a juntar todos os livros.
— Você não tem culpa – ele dá uma risada – eu que não vi você ai na minha frente – continua a rir – meu nome é Luis — disse ele
— Meu nome é Gabrielle, me desculpe mesmo por derrubar seus livros – digo
— Por nada, Gabrielle, agora eu tenho que ir correndo para casa, se um dia você quiser me ver, eu sempre fico na biblioteca que tem por aqui, tchau! – disse ele gritando e acenando para mim.
Mal cheguei na cidade e já cheguei derrubando pessoas, ai que mico, finalmente encontro pelo menos uma padaria para comprar alguns pães, do outro lado da rua, vejo uma garota ruiva andando com um grupo de amigas.
— Aqui está, custou apenas 10 reais – disse o homem
Entrego-lhe o dinheiro e saio da padaria, pego meu fone de ouvido e conecto com meu celular e boto no aleatório, que logo em seguida reproduz a música drive by do train, começo a curtir a vibe que a música passa para o ouvinte, começo a cantarolar o refrão da música.
Depois de tanto tempo caminhando para casa, vejo meus vizinhos do lado de fora da casa deles, acho que acabaram de voltar de viagem, irei lá para cumprimentar meus vizinhos e talvez fazer amizade com a menina que está com eles.
— Olá? Eu sou nova aqui no bairro pois acabo de voltar de uma longa viagem quase não conheço pessoas deste bairro – observo a menina olhar para mim, sinto que a conheço de algum lugar – Afinal eu me chamo Gabrielle e moro naquela casa ali. – digo apontando para minha casa até perceber algo...- Sophia?? Meu deus você cresceu bastante nem parece aquela menina que brincávamos quando crianças. – digo.
— Oi – disse Sophia com uma cara fechada – Não sabia que você tinha voltado para cidade – ela dá uma longa pausa – Que bom ver você novamente – disse Sophia
— Gabrielle – disse a mãe de Sophia indo logo me abraçar – A quanto tempo que não te vejo, fiquei sabendo da morte de sua mãe...meus pêsames minha querida.
— Tudo bem, Tia, agora eu irei entrar logo em casa pois já está anoitecendo, tenham uma boa noite – digo
Entro em casa e eu não consigo parar de suspirar e conter meu sorriso ao ver o amor de minha vida desde a minha infância, ver Sophia novamente me traz paz mesmo ela me odiando por ir embora sem dá uma explicação ou até responder suas mensagens durantes os anos. Notei que ela está com um novo tipo de cabelo aquele ruivo...pera será que era ela a menina que eu vi durante meu caminho para a padaria?
Como será que ela ficou durantes todos esses anos? Será que ela mudou sua personalidade ao decorrer dos anos? Ou até se ela realizou seu sonho em entrar no teatro da escola de nossa cidade? São tantas perguntas que eu gostaria de fazer para ela.
Deito em minha cama e fecho os meus olhos. Logo vem as imagens de minha infância com Sophia, eu e ela inventamos várias brincadeiras de piratas até Ets. Sophia e eu éramos vizinhas e colegas de escola, na escola eu era um pouco solitária até a Sophia conversar comigo e assim nossa amizade começou até que um dia eu tive que ir embora com meus pais para outra cidade.
Acordo com meu pai me chamando. Desço as escadas e sigo em frente para a cozinha, logo em seguida vejo meu pai já falando que eu acordei, etc mas na verdade era umas 10:00, quem acorda 6 horas da manhã num sábado? Tinha que ser meu pai mesmo.
— Bom dia, Gabrielle, já te disse para não acordar e dormir cedo mas você nunca me escuta. – disse meu pai em um tom sério e calmo
— Desculpe-me pai, tentarei da próxima vez dormir cedo. – dei uma pequena pausa para lhe contar sobre nossos vizinhos – Então pai, sabia que nossos vizinhos sãoos pais da Sophia?
— Lógico que sabia, eles vieram aqui em casa hoje de manhã para me cumprimentar, você deveria ir ver a Sophia, Gabrielle. – disse meu pai
— Não sei se ela vai querer minha visita depois de tantos anos fora da cidade sem ter contato nenhum com ela, a Sophia parece mudada assim como eu. – digo ao meu pai, logo pegando uma torrada
— Por isso mesmo, vocês devem botar suas conversas em dia para saber o que aconteceu nesses últimos anos – disse meu pai, mostrando um sorriso amarelado
Acho que eu realmente devia ir na casa dela, conversar sobre nossas novas mudanças, espero que Sophia me receba bem e não como aquela forma de ontem com uma frieza em seu olhar.
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