Céu e Inferno
21 Capítulo 20 - Guerra
Notas iniciais
Ariel, Sam e Bonnie, felizmente chegam a tempo numa cidade longe do litoral. Não fazem ideia do que está acontecendo logo atrás deles. Ali na nova cidade, encontram Guerra. O Cavaleiro Vermelho, que usa um anel de ouro puro e é capaz de criar conflito onde não existe, fazendo com que as pessoas veem o inimigo mesmo na sua ausência. Mesmo receoso com todas essas informações, Sam aceita se encontrar com ele numa pizzaria da esquina, tendo que ir sozinho.
Sam entra na pizzaria e estranhamente não vê ninguém em seu interior. Receoso, Sam entra aos poucos, e numa mesa ao fundo, vê um homem de terno vermelho-vinho sentado sozinho, comendo um pedaço de pizza. Sam se sente como um rato de frente para um gato selvagem, e parece que Guerra pressentiu isso.
–Não precisa ficar com medo, garoto. – Diz ele, ainda de costas. – Sei que está morrendo de medo, mas eu não lhe farei nada. A não ser que me provoque.
–Gentil de sua parte. – Comenta Sam, aproximando-se da mesa.
Sam está ainda chegando à mesa, quando a cadeira se move para trás sozinha. Seu corpo endurece, e Sam se pergunta se sairia vivo dali. O clima sombrio e frio dali não lhe agradava muito, o que atraía pensamentos negativos.
–Sente-se, por favor.
–Obrigado. – Sam se senta quase que rapidamente demais, por conta do medo.
–Quer pizza? – Guerra oferece, apontando para a forma de pizza no centro da mesa.
–Não, obrigado.
–Mas então me diga, foi você quem libertou Lúcifer, não é? – Guerra come um pedaço de pizza e analisa Sam.
–Ah... Sim. Foi sem querer, não era a minha intenção, mas é que Lilith era uma enorme ameaça. Claro, ela era um demônio e demônios são uma ameaça, mas é que...
–Já entendi garoto. – Guerra corta sua fala.
–Na verdade, eu tenho 28 anos, senhor.
–E eu sou duas vezes mais velho que a Terra. – Diz, e Sam ergue as sobrancelhas, admirado. – Mas eu vou te ajudar a colocar Lúcifer atrás das grades novamente.
–Eu pensei que vocês fossem... Amigos.
–Não somos amigos. Não existe amizade com Lúcifer. Mas eu já vou avisando que terás que ajudar a mim e aos outros Cavaleiros numa coisa, se quiser que o tranquemos Lúcifer na gaiola.
–Pode dizer o que precisar... – Sam se ajeita na cadeira.
–Terão que encontrar todos os cavaleiros. Desde que Lúcifer foi preso, nós nos afastamos e ninguém sabe do paradeiro do outro. Mas não se preocupe, eles virão até você. Basta você tentar convencê-los a te ajudar.
Sam engole a seco.
–Vou ajuda-los da maneira que puder. – Sam promete e então pode sair da pizzaria, mais tranquilo em saber que continuaria vivo. Por mais um tempo.
***
Damon nada até um restaurante e se joga de costas, antes que a água o leve para mais longe. Somente ali, ele solta as duas pessoas que carregara até agora. A mulher pega a filha no colo e vai para trás de um balcão resistente – pelo menos ainda não quebrara – e se aconchega ali. Damon vai até elas, certificando de que estavam bem.
–Como vocês estão?
–Muito obrigada moço, estamos bem. Obrigada! – A mulher o abraça de repente – Que Deus lhe pague.
Depois do abraço esmagador, Damon percebe que está desidratado em questão de sangue. Não tomara sangue fazia tempos, mas não queria tirar a vida daquela mulher e muito menos da criança. Então rapidamente tomou uma decisão precipitada. Como a criança aparentava ter somente um ano, não ligou se ela contaria o que iria acontecer agora. Damon hipnotiza a mulher para que não grite e então morde seu pescoço, drenando um pouco de sangue, sentindo o delicioso sabor descendo pela sua garganta. Depois, controlando sua vontade, recua e a hipnotiza novamente.
–Algo raspou em seu pescoço para estar desse jeito. – Damon diz.
A mulher pisca duas vezes e então sorri para Damon.
–Qual é o seu nome? – A mulher pousa sua mão no rosto de Damon, e ele sente a voz travar.
–Stefan. Stefan Salvatore. – Damon resolve mentir a identidade.
–Você é o meu herói.
Damon então se despede e nada até a porta, na intenção de sair. Mas então, vê algo que não lhe agrada muito. Uma outra onda estava chegando à cidade. Dessa vez, não tão grande, mas mesmo assim, devastadora. Damon nunca nadara tanto na vida e já estava exausto, então resolveu não se arriscar fora do restaurante. Mas aí, gritos.
Elena está agarrada em uma palmeira no centro da cidade, tonta, com a cabeça machucada. Ela está a uma árvore de distância de Ana, que também parece estar extremamente fraca, gritando desesperadamente. As duas veem outra onda se aproximando e arranjam forças para não se soltar da palmeira.
Stefan, por sua vez, está prensado contra um poste antigo, com um galho atravessado em sua barriga. Agoniando, Stefan tenta retirar o galho, mas é espesso demais e está cravado com bastante firmeza. Depois de umas cinco tentativas, desiste, procurando alguém conhecido na redondeza. Apenas se ouvem gritos, mas não se vê ninguém. Mais uma onda. Stefan consegue a ver nitidamente vindo. De olhos fechados, espera a água vir ao seu encontro.
Katherine está em cima de um colchão, juntamente com Dean, recuperando forças. Dean engoliu bastante água e Katherine tenta fazer com que ele cuspa pelo menos a maior parte. Depois de fazer respiração boca-a-boca, Dean volta a respirar e abrir os olhos, assustado com o tanto de água que vê a sua volta. Como se já não bastasse, os dois são atingidos por uma nova onda.
–Se segura! – Katherine grita para Dean.
A onda chega e leva novamente tudo que está a sua frente. Damon é empurrado para o fundo do restaurante pela força da água. Elena não consegue se segurar o bastante e é levada pela correnteza, fazendo com que bata a perna em algo cortante. Ana tenta segurar Elena, mas a água a levou num piscar de olhos. Stefan berra ao sentir uma maior pressão contra ele, fazendo com que o galho atravesse suas costas. Katherine e Dean são jogados para fora quando a onda vira o colchão. E quando tudo se silencia depois de todos ficarem roucos de gritar. A tensão fica no ar. Assim como o medo de vir outra onda.
Fale com o autor