Bêbado Inglório

2 A virilidade do amor


Notas iniciais
N/a: heeeeeeeeeeeeello everybody Antes de começar eu preciso avisar vocês sobre algo: a música do cap é realmente importante pq ela é um ponto chave na trama (vai ter aviso de quando dar play - pra fazer mais sentido). Sei que demorou muuuuuuuuuito para esse capítulo sair, mas entendam que eu passei por um bloqueio fodido e me recusava a entregar algo que não fosse bom o suficiente para vocês. Um agradecimento especial a minha esposa Ichygo, pelo apoio desde o início desse plot. Obrigada a todos que comentaram, é sempre muito importante e fico muito feliz por cada um deles. É isso. Machadinha ama vocês :') Enjoy ♥

Após a fatídica noite em que Katsuki tirou Eijirou da cadeia, tudo seguia normal em sua vida.

(Bem, ele continuava pirando no trabalho, brigando com o vira-lata que Eijirou adotou; e levando sua marmitinha preparada com muito amor por seu doce namorado).

Naquela noite de sexta-feira, Katsuki se encontrava sentado em uma cadeira de madeira, num barzinho lotado, com seu namorado ruivo ao lado. Kirishima insistiu que deveriam ir, pois seu bro, TetsuTetsu, iria se apresentar. Katsuki queria estar lá? Não. No entanto, valia à pena só para ver o sorriso besta no rosto de Eijirou.

Claro que o ruivinho convidaria Izuku, para a raiva de Katsuki.

— Uau, Eijirou, esse lugar é incrível! – Izuku elogiou assim que chegou. Ele cumprimentou os amigos e se sentou com eles, olhando tudo ao redor.

— Pede uma cerveja, Izuku! Hoje é por minha conta! — Eijirou falou, superanimado, já chamando um garçom. — Vamos pedir também uma porção de torresmo!

— Sua conta nada! Se não você vai gastar muito no cartão de crédito e vai querer usar o meu para comprar suas tralhas! — o loiro retrucou, olhando o cardápio. — Deku pode pagar a própria cachaça.

— Mas, Suki... o Izuku nos ajudou aquele dia... — fez cara de cachorro sem dono.

— É, Kacchan, eu ajudei naquele dia.... — claro que Izuku se aproveitou, mordendo o lábio inferior para não rir alto quando Katsuki fechou a cara.

— Você já agradeceu o bastante fazendo torta de maçã para essa ameba verde! Chega dessa porra de mimo!

— Não fique com ciúmes, amor, eu faço uma especial só para você mais tarde.... — balançou as sobrancelhas sugestivamente, enquanto Izuku fingia não ouvir o flerte óbvio. Quando o garçom que Eijirou chamou — momentos antes — chegou, ele logo tratou de passar o pedido. — Garçom! Aqui.... nessa mesa de bar, você já cansou de escutar-

— Um litrão, porção de torresmo e uma caipirinha. — Katsuki interrompeu Eijirou, antes que o outro continuasse a cantoria enfadonha. O funcionário se afastou ainda rindo enquanto o ruivo reclamava e Izuku gargalhava alto.

***

A noite seguiu bem animada. O bar tinha música ao vivo, o que deixou Eijirou muito animado para cantar junto. Imagine a surpresa de Katsuki quando um rapaz de cabelo loiro se aproximou da mesa dos três. Não qualquer rapaz, mas sim....

— DENKI! — Eijirou saudou, quase caindo da cadeira por já ter bebido todas. — Oh, meu companheiro! O que faz por aqui?

— Eijirou, meu amigo de fé, meu irmão camarada! — Kaminari o abraçou, os dois falando alto. — Eu sou namorado da vocalista mais linda desse lugar! —apontou para Jirou. — E também trabalho com o som e no bar quando precisam! Mas e você? Como está a vida?

— Puta que pariu.... — Katsuki resmungou quando viu a cena. — Você não é o maluco que fez o Eiji ser preso?

— Ei, ei! Eu não o fiz ser preso, cara, foi uma cilada do destino. — se defendeu.

— Cilada interessante, por sinal. — Izuku comentou, rindo com a careta que Bakugou fez. — Sou Izuku, estava com Kacchan quando vocês foram presos.

— Kacchan? — o loiro repetiu sorrindo.

— Não ouse, filho da-

— Amor! — Eijirou interveio antes que seu namorado agarrasse no pescoço de seu novo amigo. — Então você está namorando sua musa? — indagou a Kaminari, todo cheio de sorrisos. — Eu te disse que ia dar certo, meu companheiro!

— Todo mundo arrumando um novo amor... só eu que não consegui um telefone do policial gostoso que prendeu o Eijirou. — Izuku murmurou, chateado. — Com certeza daríamos certo, senti que nosso santo bateu.

— Para de chorar por macho, Deku! — Katsuki ralhou, irritado com a ladainha. — Se tu quer o telefone dele, vai onde ele trabalha e pede!

— Eu preciso de um plano para isso, Kacchan!

— Plano? Foda-se plano! Se você quer um homem, pegue logo esse homem e pare de chorar em cima da minha porção de aipim frito!

— Sim, Izuku! — Eijirou se animou ainda mais, apoiando o amigo. — Você tem que ser viril e partir para cima!

— Diz o cara que achou que éramos só amigos quando já namorávamos há 1 ano e meio! — alfinetou, rindo da cara chocada de Kirishima.

— Suki!! — resmungou. — Eu não tenho culpa! Eu achei que éramos mais que amigos... que éramos bros!

— Pelo amor de deus, Eijirou! A gente morava junto! Dividia contas e fodia! Que porra de bros são esses?

— Bros especiais, honey.... — se defendeu, muxoxo.

Izuku apenas deu uma risadinha, pois sua mente estava ocupada traçando um plano de como conquistar um policial muito gato. Denki apenas se despediu por um momento, voltando logo com a namorada junto para apresentar aos demais.

Por mais incrível que fosse, Katsuki e Kiyoka se deram bem logo de cara, e enquanto os dois conversavam, a banda de TetsuTetsu se apresentou no bar. Eijirou animado como era arrastou Denki para mais perto do palco para cantarem junto os modões e claro, pedir mais algumas coisas no balcão.

— Como anda a vida de casal, Eijirou meu bom?

— Tudo muito bem, consagrado! Suki aceitou que ficássemos com o cachorro, coloquei o nome dele de Carlão! E, bem... — ele diminuiu um pouco o tom de voz, somente para Denki ouvir. — Estou planejando pedir ele em casamento!

— Puta merda!! Sério? Pretende fazer o quê? — o loiro se inclinou para o lado para ouvir melhor.

Eijirou explicou nos mínimos detalhes como seria todo o evento e, quase saltitou de alegria quando Kaminari se ofereceu para ajudar. Definitivamente seria uma surpresa inesquecivelmente máscula.

***

Dias depois, com todos os preparativos prontos, Eijirou discou o número de Izuku, afinal o amigo era peça chave para ajudar naquela empreitada.

— Izuku!! — chamou animado, assim que Midoriya atendeu o telefone. — Tá tudo certo, né?

— Sim, Eijirou! — respondeu, também animado. — Kacchan saiu para almoçar, então assim que ele voltar eu devo sair também... nessa hora eu ligo da recepção para a sala dele e peço para ele descer!

— Ótimo! — suspirou, um pouco ansioso. — Espero que dê tudo certo... não sei como seguir em frente se ele dizer não....

— Eijirou Kirishima! — ralhou, em tom quase paterno. — Kacchan ama você, eu tenho certeza de que ele vai dizer sim! E olha que eu nem sei o que você planejou!

— Você está certo! Eu preciso desligar, Denki já interfonou e está me esperando lá embaixo.

— Ok! Até mais tarde, Eijirou, boa sorte!

Enquanto Izuku Midoriya só torcia para que o resultado dessa surpresa não fosse sua cabeça empalada por Katsuki Bakugou, Denki Kaminari aguardava ansiosamente por Eijirou Kirishima na entrada do prédio. Quando finalmente se encontraram, os dois correram para a garagem, entrando no veículo do ruivo rapidamente.

— Eu não posso acreditar que você tem uma belezura dessa! — o loiro comentou, alisando o banco de couro do passageiro. — E tão bem conservada!

— Ah, você acha? Eu gastei uma boa grana para deixá-la tinindo!! Seja muito bem-vindo à minha preciosa Belinda! — apresentou o possante. — Agora vamos!

Assim que Kirishima deu a partida no seu calhambeque bibi — muito ajeitado -, o motor roncou e a lataria sacudiu, no entanto, o carro seguiu firma pelas ruas da cidade.

Eles repassaram o plano, confirmaram se tudo estava ok para nada sair errado. Inclusive, se Eijirou estava cheiroso, com cabelinho ok e a roupa bem esticada.

Não demorou muito para a Kombi vermelha estacionar frente a um edifício, na parte central da cidade. Denki desceu primeiro para sentar-se no lado do motorista, ajustou o som e fez um sinal para Eijirou — que já aguardava do lado de fora da Kombi.

Kirishima soltou um suspiro longo, sentindo as mãos suarem em nervoso claro. Alisou a gravata mais uma vez antes de dar um jóinha para Denki soltar o som.

***

Foi quase ao mesmo tempo que o telefone na mesa de Katsuki tocou. Ele mal teve tempo de respirar e já tinha alguém lhe incomodando. Após conferir que era da recepção, atendendo com um resmungo.

— Katsuki — atendeu, mas não conseguiu entender nada por conta do barulho — Quê? Fala alto, porra, não tô ouvindo nada! — franziu as sobrancelhas — Deku? O que é? Se for sobre o projeto eu já te disse que vou terminar e- MAS QUE MERDA DE BARULHADA É ESSA???

Largou o telefone no gancho, se erguendo puto e indo até a janela. Outros colegas de trabalho olhavam para baixo, rindo e filmando; o loiro também se inclinou, tentando ver do que se tratava.

[solta o som dj]

Katsuki, em todos os seus anos de vida, nunca ficou tão chocado quanto naquele momento e, isso era totalmente nítido em sua expressão embasbacada.

Era Eijirou usando um terno azul, com um buquê de rosas vermelhas em uma mão e um microfone na outra.

Eijirou Kirishima estava olhando para cima, procurando os olhos de Katsuki, com aquele sorriso besta na cara, ao lado daquela kombi ridícula e vermelha, lotada de corações com o “Katsuki ♥ Eijirou” em glitter dourado e prata.

Se Katsuki não acreditava em karma antes, naquele momento passou a acreditar. Ele só não lembrava o que poderia ter feito de tão ruim para merecer uma vergonha como aquelas.

Os colegas de trabalho reconheciam o ruivo, dando risadinhas e filmando a reação de Katsuki. O loiro levou um tempo para sair do torpor e caminhar até o elevador. Ele iria fatiar Kirishima em milhões de pedacinhos.

***

No meio da rua, Eijirou deu um sorriso gigante para seu lindo pinscher que o encarou da janela. Era isso. Chegou finalmente o momento e ele estava ansioso. Enquanto a música tocava, ele continuou falando, logo após a voz do cantor.

Um: Você é como um sonho que se tornou realidade

— Suki, eu te amo!

Dois: Só quero estar com você

— Eu faria de tudo para te ver sorrir!

Três: Garota, é fácil ver

Que você é a única para mim

— Eu sei que não sou perfeito! Sei que te irrito muito, que você merecia alguém muito melhor! Inteligente, como você... um príncipe.

E quatro: Repita os passos de um a três

— Mas eu sei também... que eu te amo tanto que tudo isso é irrelevante — sorriu, todo aguado, com a voz embargada.

Cinco: Faço você se apaixonar por mim

— Porque eu sempre darei meu melhor para ser tudo o que você precisa. Para estar ao seu lado nos momentos bons e ruins.

Se algum dia eu acreditar que meu trabalho está terminado

— Para ser o homem que você merece. Para ser seu príncipe.

Então começarei de novo no número um

— Então é por isso que estou aqui agora — Denki abaixou um pouco o volume, porque Katsuki estava vermelho até a raiz do cabelo, parado em frente ao ruivo, que se ajoelhava na frente do prédio comercial no centro da cidade, com transeuntes parando para assistir e filmar — Porque eu quero a chance de estar com você para sempre! Porque eu quero que você aceite ser um Kirishima... Porque você é meu início e meu fim... Você é minha cigana Sandra Rosa Madalena, é o homem que eu vivo a sonhar!

O loiro ainda continuava o encarando, sem conseguir dizer nada. Estava envergonhado, porque realmente, aquilo tudo era bem a cara de Eijirou. Mesmo quando o namorado tirou uma caixinha de veludo do bolso — tendo que colocar o buquê de rosas no chão — ele ainda não conseguia dizer nada.

— Então, Suki... seja meu amor infinito, meu amor mais bonito... — fungou, mostrando a aliança dourada com uma pedrinha de diamante — Você aceita se casar comigo?

A música parou. Eijirou prendeu a respiração. Izuku filmava tudo. Denki roía as unhas.

Katsuki finalmente conseguiu falar alguma coisa.

— Eiji... —- suspirou, alisando o rosto — Você... porra, Eijrou. — deu um sorriso pequeno, porém verdadeiro e cheio de amor. Se inclinou, segurando o rosto molhado de lágrimas másculas de Kirishima — Eu aceito.

O ruivo deu um gritinho viril em comemoração, todo trêmulo ao pegar a aliança e colocar no anelar de Bakugou; se levantou entregando o buquê e dando um abraço forte e um beijo de cinema. Enquanto todos batiam palmas, Kirishima só se concentrava em beijar sua pessoa favorita no mundo, nada mais importava.

Denki comemorou, colocando Bonde do Tigrão para tocar. Izuku limpava as lágrimas e salvava o vídeo. Katsuki? Katsuki não achava que conseguiria trabalhar mais naquele dia.

— Seu idiota! — deu um pescotapa no, agora, noivo — O que deu na sua cabeça de vir aqui me pedir em casamento???

— Mas Sukiiiii! Eu achei que a ideia era maravilhosa! — resmungou, ainda enchendo o rosto dele de beijinhos enquanto Kaminari abriu a porta da kombi para soltar os balões de coração — E se você tirar o dia de folga, hein? Podemos comemorar lá em casa! Eu coloquei pétalas de rosa na cama!

— Você não está merecendo — puxou a orelha dele, fazendo ainda um beicinho envergonhado. Por que todo mundo que passava olhava para eles com aquela cara? Nem ia comentar de Deku que ainda se desmanchava na recepção — Te disse que está de castigo por colocar aquele vira-lata pra dormir no quarto.

— Mas Carlão estava tão triste... e sozinho... ele precisa de uma companheira.

— Nem pensar!

Os comentários sobre o pedido logo correram pela empresa. Katsuki realmente precisou tirar a tarde de folga, com a ajuda de Midoriya, e claro, comemorar na kingsize com pétalas de rosa, e com Carlão do lado de fora do recinto.

Katsuki nem podia imaginar as presepadas que Eijirou ainda faria ao longo da vida dos dois, ele nem se importava tanto de fato. Katsuki amava o noivo chorão-cafona-amoroso-lindo, e isso, era só o início de uma jornada masculamente linda.

Notas finais
****** N/a: heeeeeeey meus amores, turupom? Demorou, mas chegou hehehehe Pois é, o final chega pra todos e com essa aqui não seria diferente! Obrigada (de novo) pelos comentários e apoio! Eu me diverti muito escrevendo e espero que tenha conseguido levar isso para vocês também. Ainda teremos um capítulo bônus (sim, amades) pq né? Quem ficou curioso sobre o que aconteceu com Izuku e Shouto? hein hein? Vou tentar não demorar tanto para fazer e entregar algo bem gostoso pra vocês. Obrigada por tudo, e beijinhos! Bebam águ
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.