Bye - 6259
13 Bar, barco
Todo cenário se baseava numa compilação de cenas estreante normais e entediantes. Um grupo de homens bêbados brigavam usados espadas de cartas de poker enquanto mulheres gordas exibiam seu busto, o doce som da natureza de uma música irreverente que envergonharia o próprio diabo preenchia o lugar junto dos murmúrios de velhos.
O néctar amargo como fogo descia pela minha garganta, como uma máscara que não me destacava na multidão.meu rosto era fracamente iluminado por um computador portátil que daria vergonha em qualquer pessoa por andar com isso.
O ambiente abafado com cheiro de fumaça de cigarro e cerveja doce, paredes pintadas de azul claro desbotado iluminado por umas duas lâmpadas amarelas. Literalmente o único lugar onde existia internet, um bar de estrada ao lado da casa do dono, abrigo de bêbados veteranos.
Volto minha atenção a tela com pouco brilho e volto a sentir a náusea do grande navio que estava anteriormente.
Um enorme kraken erguia seis tentáculos do cristal líquido azul, roubava as almas dos tripulantes com tanta facilidade como se fosse um castigo do próprio Deus. Um Deus entediado com sua humanidade, num misto de arrependimento e desorgulho, que rouba as constelações dos céus e as da vida como monstros terríveis que roubam a vida dos humanos enquanto Ele descansa um pouco de seu trabalho divino.
Os homens lutavam pelo seu fio frágil de vida, com a promessa de mulheres traidoras e meio filhos lhe aguardando em casa. O interior do navio quase não era distinguivel do mar que o consumia, um capitão de meia idade, de barba, quase gordo, gritava ordens enquanto fingia um heroísmo inexistente. Tinha um ar autoritário e medroso.
O motim iniciou no meio do caos. Aquele verme que havia sido salvo das garras da morte pelo seu capitão, assim lhe retribuia.
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