Bye - 6259

2 Aquilo que eu sou


Notas iniciais
Esse é o primeiro texto que escrevo pelo celular, então desculpa se tiverem erros de português.

Você sabe? Sabe... o que acontece... depois?
Eu sempre achei que o mundo fosse preto e branco. Na verdade ele sempre foi. Mas as vezes era verde. O mundo chiava e chovia, sempre chovia muito. Sabe de uma coisa legal? O mundo... é quadrado! Quadrado e pequeno. Mas mesmo pequeno sempre era cheio de pessoas. Elas eram engraçadas. Dançavam e cantavam. Interpretavam peças antigas e cenas fantásticas! Uma vez vi uma mulher que era uma estrela cadente... Ela era linda. Tinha uma voz tão bonita e chiada. E ela não era só uma estrela cadente! Ela também era o vento, era água, o fogo! Ela era linda. tinha um vestido longo e grande, que voava quando ela dançava. Acho que quando a conheci foi quando descobri que existia algo chamado beleza.
Ninguém nunca me explicou o que era beleza. É uma coisa estranha na verdade. As mini pessoinhas que ficavam dentro do mundo não concordavam sobre isso. Umas diziam que o corpo perfeito era belo. Outras que apenas Deus pode ser perfeito e, assim, bonito. E outras diziam que bonito era apenas umas formas estranhas ou taxas em quadros que eu nunca entendia, eram só pingos de tinta! Ou eram paisagens chatas. No final, comecei a acreditar que a beleza era as casas antigas e abandonadas! Veja. Uma casa antiga tem algo que uma nova não tem. Tem... uh... bem elas tem algo que as casas novas não tem! Eu gosto das trepadeiras e dos tijolos expostos. É estranho, mas a beleza por si só é estranha!
Oh, onde estava? Eu estava? Olhando as garrafas! Ah as garrafas. Eu pequei as garrafas do meu pai e as pendurei no teto. Elas parecem foguetes! Foguetes transparentes que vão para céu! Sabe de algo que nunca entendi? O céu. Ele é tão pequeno, tem barras de madeira que não me deixam alcançá-lo, e é cinza, não que eu não goste de cinza, mas o cinza do céu é tão triste. O céu não gosta de mim, mas de algum jeito eu preciso chegar lá. Minha mãe diz que acreditando eu posso ir pra lá, ou algo assim. O céu é longe demais. Tenho medo de ir pra lá. Se eu cair? E se não for o lugar certo pra mim? Não sei se é um lugar. Ele pode nem existir. E se o céu não existir?
Mas quando fico triste meus amigos me animam. Eles são tão bonzinhos!
Não tenho que ter medo das coisas lá fora. Não preciso. Meus amigos sempre estarão me protegendo. Mas mesmo sabendo disso... ainda tenho medo daquilo. Eu não deveria... são só... coisas.

Mas me são tão assustadoras!