By your side

11 Silent Night


Notas iniciais
Hey~! Oh gosh, yes, não é uma ilusão, a BYS finalmente está de volta! :D E então como estão as férias? Viram muitos gringos bonitos? LOL Finalmente acabei a faculdade e isso quer dizer que acabou possibilidade de hiatus, yey! /õ/ Antes de tudo peço desculpas pela longa pausa de 4 meses orz... mas dessa vez não teve como mesmo. Eu estava tendo 3 horas de sono por dia (mesmo de final de semana) e não tinha condição alguma de escrever no meio da madrugada ; ; Eu gostaria de agradecer a novas leitoras que surgiram nesse tempo, sejam bem vindas~! Agradeço também cada um dos favoritos e as leitoras que deixaram de ser fantasmas e deixaram reviews meigos ♥ Um cupcake virtual para todas! ・゚✧ Confesso que tenho tanto medo de ter perdido a fé de leitoras nesse período, uma vez que essa é primeira vez que faço uma pausa tão grande e sei que como leitor essas situações são bem chatas :/ Btw, algumas pessoas vieram comentar comigo sobre a "bipolaridade" do Natsuki. O Natsuki não é [ bipolar ] =w= ele tem [ múltipla personalidade ]. As duas doenças são bem diferentes ;x A ausência de memória quando outra personalidade está no comando é uma característica única de quem sofre de transtorno de múltipla personalidade. Já o Tokiya é o caso de [ persona ] -s espero que isso ajude ou esclareça/ajude algo :3 Enfim, vou ficar quietinha agora e deixar vocês lerem ewe” Mais uma vez, obrigada por não ter desistido da Bys m(_ _)m Boa leitura~! ♥

Noite silenciosa

Quase uma semana havia se passado desde a sessão de fotos no parque. Apesar de todo o nervosismo que Syo havia sentido com a presença de Natsuki e os inúmeros puxões de orelha que Adachi lhe deu devido sua falta de concentração, tudo transcorreu bem.

A última edição da revista já estava a venda e o debut de Kosoba Yui teve uma recepção melhor do que o esperado. O assunto estava presente em inúmeros blogs, assim como em redes sociais e fóruns de moda, onde os internautas não deixavam de mencionar – entre um comentário ou outro – sobre a nova modelo da Re Angel, à qual eles se referiam como “a misteriosa garota tsundere”.

Syo não fazia muita questão e muito menos ficava de olho na mídia a respeito de Yui – e isso para evitar o próprio constrangimento –, uma vez que ele temia de acabar lendo alguma besteira e esta ficasse má digerida em sua consciência. Quase tudo o que sabia a respeito da opinião dos leitores era através dos comentários de Natsuki que, a propósito, parecia estar se divertindo enquanto coletava essas informações.

Naqueles quatro dias que se passaram, Syo precisou retornar à Re Angel para receber seu pagamento, além de participar de uma reunião com Hanazawa, onde acabou por assinar um contrato que firmava o compromisso de que ele trabalharia como modelo deles até o fim do mês. Mesmo não sendo o que queria, foi o tempo mínimo que conseguiu negociar.

~ ♫~

— Syo-chan, está tudo bem? — Natsuki perguntou um pouco preocupado depois de dar dois toques na porta banheiro, estranhando novamente o banho demorado do mais novo. De uns dias para cá, ele reparou que o banho de Syo havia ficado consideravelmente mais demorado e não se tratava de uns cinco minutos a mais do que o de costume, mas sim de quinze minutos ou mais.

— A-Ah! Desculpe Natsuki, eu já estou saindo! — apesar de ter dito aquilo ele só fechou a torneira quase seis minutos depois.

Syo continuou ali, parado sem fazer nada, apenas ouvindo o contínuo som da água que escorria lentamente pelo ralo. A friagem apesar de incomodá-lo, não foi forte o suficiente para induzi-lo a se enrolar na toalha ainda.

... O que é que eu estou fazendo...? Um suspiro desesperançoso o deixou naquele momento.

Nos últimos dias ele esteve tentando organizar as ideias a respeito dos próprios sentimentos e o que exatamente fazer com eles. Nada parecia certo, ao menos, nada que ele pudesse afirmar com 100% de certeza. A única coisa que sabia era que estava ficando cada vez mais difícil de ficar a sós com Satsuki, e isso não no sentido de que o outro estava exagerando em suas provocações rotineiras, mas sim de que a ansiedade e impaciência pareciam quase lhe devorar vivo naqueles momentos.

Ok, vez ou outra, Satsuki passava um pouco dos limites. Como quando resolveu andar só de toalha pelo quarto e depois ficou prolongando seus argumentos enquanto o acusava de ser um pervertido por ficar espiando-o de canto – o que não era verdade, talvez só um pouco, mas a culpa não era dele se Satsuki ficava desfilando para lá e para cá daquele jeito – e entre outros detalhes dos quais ele preferia não relembrar por questão de vergonha.

A verdade era que Syo achava que talvez o que estivesse sentindo por Satsuki fosse devido ao fato de que, em questões de aparência, ele era igual ao Natsuki e isso talvez estaria confundindo algumas coisas dentro de si. Satsuki e Natsuki eram a mesma pessoa, mas ao mesmo tempo não eram. Eles eram personalidades diferentes com memórias diferentes e aquilo trazia a desconfortável ideia de que ele estaria traindo Natsuki se tentasse algo que não devesse, não sendo preciso mencionar que aquela ideia não o agradava nem um pouco.

Ao menos ele esperava que fosse isso, principalmente porque seus sonhos eróticos com Satsuki apenas se tornaram mais frequentes e intensos desde então, tornando suas manhãs mais cansativas do que o de costume.

Eram graças às reflexões como aquelas que, quando ele percebia, o relógio já havia dado pouco mais de meia volta. Ele colocou seu pijama e então foi escovar os dentes tentando mais uma vez encerrar o assunto mentalmente.

Por um momento Syo olhou o próprio reflexo do rosto num pequeno espaço do espelho que não estava tão embaçado, indagando até quando aquela situação iria se estender. Por mais que já tivesse se prometido que iria parar de pensar no assunto, sempre que tomava banho ou ficava a sós com Satsuki essas questões vinham à tona contra sua vontade. E sendo sincero consigo mesmo, ele estava ficando um tanto irritado quanto a própria situação em que seus sentimentos o estavam colocando, e talvez só não se sentia pior porque Natsuki passou a tomar banho antes dele.

— O banheiro está livre.

Syo anunciou assim que fechou a porta do outro cômodo e antes que pudesse pedir mais uma vez desculpa pela demora, se surpreendeu quando olhou para a cama de Natsuki e percebeu de longe um grande sorriso que havia no rosto do outro, que estava sentado na cama completamente arrumada para os dois dormirem ali. Ele ainda veio a olhar a própria cama numa tentativa de se confirmar que não havia imaginado coisas.

— Natsuki você...

— Sim, eu trouxe tudo para cá. — ele confirmou o obvio com um pequeno ânimo em sua voz, mas logo se mostrou um pouco aflito ao ver que as gotas do cabelo úmido do pequeno estavam caindo sobre a camisa do pijama dele — Ah, Syo-chan o seu cabelo! Vem, eu te ajudo a secá-lo~

Sem se queixar, ele caminhou até Natsuki e se sentou no vão que havia entre as pernas dele. Enquanto Syo sentia a toalha sendo roçada com cuidado sobre suas mechas, ele indagava no porquê da atitude repentina do mais velho. Não era como se ele já não tivesse feito aquilo antes, mas algo parecia diferente.

— Está bom assim? — Natsuki perguntou se referindo a pressão que ele estava fazendo sobre a toalha, tentando ser o mais gentil possível.

— Sim, está bom. — ele respondeu com os olhos fechados, apenas sentindo os movimentos de ambas mãos de Natsuki sobre sua cabeça que mais pareciam como um cafuné; seu corpo se encontrava tão relaxado que acabava atraindo o sono independente de sua vontade. Porém, apesar daquela sensação agradável e confortante, em algum lugar dentro de si ele sentia que aquela situação estava ocorrendo por “culpa” dele e aquilo o fazia se sentir mal. Os poucos minutos de silêncio que se passavam entre eles o incomodava muito mais do que deveria, fazendo a necessidade de perguntar por qualquer coisa, por mais idiota que fosse, rugisse dentro dele — Então... Por que você trouxe as minhas coisas para cá?

— Bem, é que já faz um tempo desde que nós não dormimos assim.

Naquele momento ele se deu conta de que realmente fazia tempo. Talvez quase duas semanas? Com o trabalho e toda a tensão com o problema com Satsuki, ele praticamente caía na cama e já pegava no sono. Pensando agora, ele igualmente lembrou que fazia o mesmo período de tempo desde que eles fizeram, o que o deixou bem sem graça.

— Além que você parece meio deprimido ultimamente... — a conclusão de Natsuki caiu pesado nos ouvidos de Syo, que depois de um breve momento de reflexão, se levantou da cama do outro.

— Já está bom, obrigado Natsuki.

Syo foi pendurar a toalha atrás da porta do banheiro e não conteve de gritar um “idiota” internamente para si no meio do caminho. Daquela maneira estava óbvio demais que algo não estava certo, mas ele simplesmente não fazia ideia do que responder quanto àquele comentário. Por mais que não parecesse, Natsuki era mais perceptivo do que aparentava e logo ele iria perceber que algo não ia bem se ele continuasse a agir daquela forma. Os anos em que ele passou hospitalizado durante a infância tinham que se mostrar mais úteis agora, ele com certeza sabia ocultar as coisas melhor do que estava fazendo.

— Eu não estou deprimido Natsuki, só estou um pouco cansado. — ele respondeu assim que saiu do banheiro. Não era uma mentira julgando pela rotina de trabalho que ele levava com a Re Angel.

— Está sendo bem puxado, né?

— Você não faz ideia...

Com um suspiro, ele seguiu para o interruptor e o desligou assim que Natsuki acendeu sua luminária do Piyo-chan. Uma pequena e sutil luz amarelada guiou o caminho para Syo que logo se adentrou entre as cobertas ao chegar na cama.

Ambos estavam de frente um para o outro quando terminaram de se aconchegar. Natsuki soltou um pequeno riso.

— O que foi? — Syo perguntou curioso.

— Não é nada. Eu estou apenas muito feliz~

— Bobo. Você sempre está feliz. — uma pequena risada o deixou após sua afirmação.

— Hmm, talvez, mas hoje eu estou mais porque... — Natsuki assim envolveu ambos os braços ao redor do mais novo e se aproximou o suficiente para quase não haver mais espaço entre eles — Vou poder dormir com você~

— E-Ei, desse jeito você me faz sentir como se fosse seu travesseiro.

Seguido de um riso do mais velho, Syo concluiu que Natsuki aparentava estar animado demais para alguém que iria dormir. O silêncio que rondava o cômodo era tão grande que mesmo quando quase murmuravam as palavras, parecia que essas podiam ser ouvidas em alto e bom tom do lado de fora do quarto.

Ali eles jogaram pequenas conversas do dia-a-dia fora enquanto o sono não os vencia. Natsuki adorava ouvir a rotina e os acontecimentos das sessões de fotos do companheiro, ele prestava atenção em cada detalhe e parecia vivenciá-los mentalmente conforme lhes eram contados.

— E ainda hoje tive que conversar com um dos editores para ele preencher a coluna de uma pequena matéria sobre a Yui. Ugh, foi realmente bem...

Em meio ao relato diário, quando Syo percebeu, Natsuki havia pegado no sono. Ele pegou no sono com os óculos de novo... um sorriso delicado se formou em seu rosto enquanto admirava a expressão tranquila no rosto do outro.

Nos últimos dias Natsuki havia sido tão atencioso com ele, assim como pelo visto esteve preocupado, e em contra partida ele só esteve preocupado em como esconder seus problemas e como lidar com Satsuki. Aquilo em sua mente soou tão egoísta que chegou achar que Natsuki era uma pessoa boa demais para ele. Com isso, ele se prometeu que a partir do dia seguinte, ele iria se empenhar melhor do que nunca para resolver de uma vez por todas seus conflitos internos.

E assim, para selar sua decisão, ele ergueu seu rosto, e com cuidado em seus movimentos para não despertar Natsuki e se demonstrando um pouco hesitante, se aproximou do rosto do outro e deu-lhe um pequeno beijo sobre os lábios.

— Boa noite, Natsuki. — ele disse num tom aveludado.

— ... Syo-chan não é justo fazer isso quando estou quase dormindo...

— ...?!

Natsuki entreabriu os olhos ainda sonolentos e se deparou com um rosto corado e um par de olhos azuis sem graças que o fitavam como se não soubessem o que fazer. Ele não havia entendido direito qual havia sido a intenção de Syo com aquele beijo – do ponto de vista dele, era evidente de que ele ainda estava acordado –, logo sem muitas pistas, apenas uma única coisa lhe cruzou a mente.

— Agora é a minha vez.

— Huh? — Syo se assustou com a repentina aproximação do rosto de Natsuki.

Apesar dele não esperar por aquela reação por parte do mais velho, ele sabia o que viria pela frente. Era um pouco estranho para si que, mesmo com coisas pequenas como aquela, ele podia sentir seu coração bater cada vez mais forte, e toda vez que percebia isso, ele ficava ainda mais sem jeito.

Ignorando o pensamento anterior, ele lentamente fechou os olhos, esperando um tanto ansioso pela recepção de Natsuki. Uma compensação da mesma forma era o que ele esperava, entretanto, o que ele sentiu foi um leve e gentil roçar repetido sobre a ponta de seu nariz. Quando Syo veio a abrir seus olhos, percebeu que o que lhe tocava era o nariz de Natsuki e não muito depois o viu se afastar sutilmente, deixando-o confuso momentaneamente com o que havia acabado de acontecer.

— Beijo de esquimó~ — Natsuki declarou abrindo um sorriso.

Quando Syo finalmente entendeu o que ele quis dizer, ele se sentiu extremamente envergonhado, tanto a ponto de baixar a cabeça e escondê-la sobre o peito do outro.

— Syo-chan?

Um beijo de esquimó, é claro! Era tão óbvio e ainda assim ele só entendeu quando Natsuki lhe disse, porém, a maior razão de estar sem graça não foi o ato em si, e sim a expressão que transbordava de ternura e que o admirava, somada àquele timbre suave enquanto dizia aquelas três palavras. Sem mencionar que não muito depois ele se arrependeu de ter escolhido bem o peito do outro como refúgio para sua vergonha, uma vez que o cheiro do frescor do banho de Natsuki e das vestes dele estavam começando a deixar seus sentidos inquietos.

Natsuki veio a chamar pelo nome de Syo novamente, agora mais desperto, porém continuou sem resposta. Ele quase chegou a se erguer devido à reação do pequeno, mas ao notar a orelha levemente avermelhada escondida entre as mechas loiras, sua preocupação logo se desfez e deu espaço à um sorriso. “O que você fez agora foi fofo, mas estou com vergonha demais para encarar você”, não é? Natsuki pensou consigo mesmo.

Por mais que vez ou outra Syo não se expressasse com palavras, seu corpo se expressava no lugar dele, e para Natsuki, compreender o outro sem o uso de palavras era algo que somente pessoas muito próximas conseguiam fazer; não sendo necessário mencionar o quanto aquilo o deixava extremamente orgulhoso da relação dos dois.

— Syo-chan, levante o seu rosto~

— ... Você faz isso de propósito, não é? — Syo mencionou depois de um momento de silêncio,ainda com o rosto ainda para baixo, numa tentativa falha de não deixar Natsuki ver o quanto ele estava envergonhado.

— Huh? Fazer o quê?

— Você sabe bem o quê.

Pelo silêncio vindo de Natsuki, a conclusão à qual Syo chegou foi de que o outro realmente não havia entendido, o que tornava as coisas mais constrangedoras para si, pois ele não queria ter que se explicar. Ele ainda indagou em retrucar algo indireto novamente, mas logo estimou que o mais velho ainda continuaria com uma interrogação sobre a cabeça.

Esses gestos meigos que me constrangem..., claro que ele nunca iria dizer aquilo, ao menos não com exatamente aquelas palavras, mas era assim que se sentia. Por mais que Natsuki ficasse mencionando a cada oportunidade “Syo-chan você é muito fofo”, a verdade era que aos dele olhos, ele era o único “fofo” ali.

— Tudo bem, dessa vez eu deixo passar. — Syo acabou por murmurar numa tentativa de abafar o caso, se sentindo um tanto tsundere com aquela frase.

— Hmm... Eu não entendi muito, mas se isso significa que eu ainda posso dormir com você, então tudo bem~ — talvez por conta do cansaço ele não estava entendendo aonde Syo queria chegar com aquela conversa, mas aquele pensamento perdurou apenas nos primeiros momentos. Depois de forçar os neurônios a trabalharem, as palavras do pequeno acabaram por ganhar sentido para si. Seu sorriso foi logo se desfazendo conforme as sombras invadiam seu rosto em um momento de insegurança — Syo-chan... Você por um acaso está bravo comigo...?

— O quê? — o impacto daquela pergunta fora tão grande que a vergonha se dissipou no mesmo instante, o que permitiu que ele erguesse seu rosto confuso para o outro.

— Eu perguntei se você está bravo comigo...

— N-Não, é claro que eu não estou. De onde você tirou isso? — apesar dele saber muito bem do provável porquê do mais velho achar aquilo, ele automaticamente acabou por lançar tal pergunta. A expressão de preocupação no rosto de Natsuki desencadeou um peso de culpa em sua consciência.

— Nos últimos dias você, bem, tem estado um tanto... Distante. Às vezes parece que você está se forçando à algo quando está comigo. — Natsuki se esforçou para manter um tom contínuo em sua voz, assim como muito cuidado nas palavras que dizia, porque por dentro, ele temia em como aquela conversa acabaria. A vontade de empurrar Satsuki para frente e se esconder crescia dentro dele juntamente com seu medo, mas ele procurou se manter firme — Pode ser impressão minha, mas... É o que eu sinto. Eu fiz alguma coisa que te magoou?

Um auto xingamento ecoou profundamente nos pensamentos de Syo. No que ele estava forçando Natsuki a pensar? Não era para ele estar se culpando, se sentindo inseguro da relação deles dois por algo cujo culpado ali era apenas si próprio. Naquele momento ele pensou que havia estragado tudo. Deveria contar de uma vez o que o estava perturbando ou tentar dar uma desculpa? Não, uma desculpa poderia piorar tudo mais ainda. O único porém é que ele sequer sabia como explicar o que realmente o estava deixando tão aflito nos últimos dias. Satsuki provavelmente iria lhe xingar depois por envolvê-lo numa “desculpa para estar se distanciando de Natsuki”.

Por mais que Syo quisesse mais tempo para pensar, ele não poderia ficar em silêncio por mais tempo, já que aquilo apenas reforçaria a ideia errada que Natsuki já estava começando a ter. Após um suspiro ele rompeu o suspense.

— Como eu disse... É o trabalho. Eu não esperava que apenas posar para fotos e interpretar a Yui poderiam ser tão exaustivos... Fisicamente eu não me canso muito, mas mentalmente é o oposto. De maneira alguma eu estaria bravo com você, Natsuki.

Exceto a última frase, toda sentença saiu do mesmo jeito que ele havia respondido para Kotomi há dois dias de quando ela havia lhe perguntado “O que você está achando daqui?”. Foi a única frase na ponta língua que ele tinha e que quando viu, já havia dito para Natsuki. Mentir daquela maneira o fazia se sentir extremamente mal, mas ele tentou se conformar pensando que teria que suportar aquela sensação caso quisesse manter a relação deles como estava; ao menos só até ele encontrar todas as palavras para contar à Natsuki o que está realmente acontecendo. Ele também se lembrou que não sabia como Tokiya conseguia aguentar a pressão de ter que interpretar Hayato ainda mais em shows e em seu programa matinal como ele faz.

— É mesmo, você já havia mencionado e... Desculpe fazer esse tipo de pergunta, Syo-chan...

— Natsuki, se eu estivesse mesmo bravo você acha que eu teria te... Ahn, dado aquele beijo de boa noite?

Natsuki ponderou e concluiu não muito depois que Syo tinha razão. Embora, em algum lugar dentro de si, ele ainda se sentia inquieto sobre o assunto, mas por ora ele preferiu deixar se levar pela sensação de alívio momentâneo que o preenchia. Syo não estava chateado consigo e era apenas disso que precisava saber.

— Você tem razão. — com um sorriso ameno sobre o rosto, ele veio a se aproximar do rosto corado de Syo e lhe retribuir devidamente o beijo de noite.

Depois de breve, mas não menos delicado, roçar entre os lábios, Natsuki recuou alguns centímetros e assim ambos ficaram a se encarar como se estivessem esperando por algo.

O silêncio do quarto somado as circunstâncias em que eles se encontravam – estar abraçado tão junto na mesma cama, trocando pequenos beijos, além do fato de que os dois estavam começando a se sentir sexualmente frustrados – apenas os instigavam a pensar na mesma coisa, entretanto, depois do assunto anterior,nenhum deles tinha certeza do quanto deveriam tentar esquentar as coisas.

E então, depois um longo momento, tanto Natsuki como Syo decidiram arriscar a oportunidade que lhes era pressionada e assim extinguiram a distância que os separava através de mais um beijo. Assim como os anteriores, esse começou com um contato mais tímido e suave, mas não demorou para que a ansiedade que ambos estavam contendo começasse a se mostrar gradativamente.

Natsuki levou as mãos em torno do rosto de Syo e ali friccionou gentilmente as pontas de seus dedos a fim de poder senti-lo melhor. Ele não esperou muito para pedir passagem por entre os lábios do mais novo e aprofundar o beijo apaixonado que trocavam. Conforme a segurança se estabilizava entre eles, mais intenso e ousados os movimentos que trocavam se tornavam, o que desencadeou um calor crescente dentro de seus corpos. Foi nesse momento que um pensamento mútuo ocorreu: parecia que faziam semanas desde a última vez que haviam feito, e pelo que sentiam, talvez não iriam conseguir se conter ali. Na verdade, fazia apenas pouco mais de uma semana, mas jamais que seus corpos diriam que foi apenas aquele curto período.

Apesar do pouco receio que ainda havia em si, Syo pegou uma das mãos de Natsuki e, com um pouco de hesitação, a guiou em direção ao seu peito, levando-a para o ponto sensível que havia naquela região. Natsuki logo entendeu que o companheiro queria ser acariciado ali e assim o fez, gentilmente roçando o indicador juntamente do dedo médio por cima do tecido do pijama em movimentos circulares e por outras vezes verticais.

— Mnn... — não demorou muito para Syo perceber que seus pensamentos estavam se desfazendo conforme as coisas esquentavam entre eles. A linha de raciocínio do que era bom arriscar ou não naquele momento já havia sido empurrada para algum canto e esquecida; ele apenas queria mais daquele beijo carinhoso e igualmente intenso, queria mais daqueles toques que lhe tratavam como se fosse a coisa mais delicada e desejada do mundo. Ele queria mais de tudo que Natsuki podia lhe oferecer naquele momento. Foram justamente esses pensamentos que fizeram com que seus movimentos durante o beijo se tornassem mais agressivos e começasse a devorar o fôlego que ambos ainda tinham.

Os pequenos estalos e gemidos abafados resultantes dos movimentos que suas línguas travavam caíam de forma extremamente erótica nos ouvidos dos dois, e isso reforçou não só apenas aquele calor que tomava o interior de seus corpos, mas também seus desejos que se refletiam sob o volume de suas calças.

Natsuki podia dizer pelo pequeno relevo rijo que seus dedos sentiam que Syo estava excitado, assim como muito provavelmente lá em baixo também estaria nas mesmas condições. Sem romper o beijo, ele não esperou por um sinal de permissão para vir a desabotoar a camisa do mais novo e finalmente poder tatear aquela pele sem que um tecido o atrapalhasse.

Um tímido gemido deixou Syo quando algo veio tocar sua ereção. Ambas as mãos de Natsuki estavam a lhe acariciar e seus corpos não estavam tão próximos, permitindo-o “cutucar” a barriga do outro, significando que apenas uma coisa poderia ter lhe tocado ali. O contato fez com que ambos entreabrissem os olhos e logo em seguida separassem seus lábios minimamente; foi naquela hora que realizaram que tanto um como o outro estava nas mesmas condições.

— Desculpe, Syo-chan, mas eu não consegui evitar...

Natsuki sorriu sem graça em meio às próprias palavras. Apesar de querer, ele não planejava ir tão longe com Syo àquela hora da noite, ainda mais quando o mais novo já havia mencionado que a jornada de trabalho estava lhe sendo exaustiva, no entanto, quando ele percebeu a situação já havia se desenrolado até aquele ponto. O sentimento de culpa morreu tão rápido quanto quando surgiu assim que ouviu um pequeno riso.

— Por que você está se desculpando? Não é como se... você fosse o único nessas condições. — Syo manteve um sorriso torto sem graça, baixando a visão por um momento e voltando a encarar os olhos do outro.

— Eu sei, mas você estava cansado, não?

— Heh, diz quem há pouco teve um beijo roubado enquanto quase caía no sono. — antes que Natsuki viesse comentar algo que, ao ver dele seria provavelmente outro pedido de desculpas, ele logo se adiantou — Natsuki, independente de eu estar cansado ou não, esse é um momento nosso e eu não vou abrir mão dele por mais alguns minutos ou horas de sono. A não ser que... você queira parar por aqui.

O tom da voz de Syo diminuiu em sua última frase, ele temia que Natsuki optasse for não ir até o fim naquela noite. Toda aquela situação havia sido causada por suas mentiras, o mínimo que ele queria era pelo menos conceder o conforto e o prazer para o outro, basicamente uma forma dele se desculpar, porém pensar que até mesmo sexo seria um preço a pagar pelos seus atos lhe frustrava ainda mais. Mas o receio se desfez quando Natsuki deu lhe um beijo sobre os lábios.

— Eu nunca iria negar você, Syo-chan.

Foi a partir daquelas palavras que toda e qualquer incerteza que ambos até então nutriam se desfez, e graças a isso, cada toque que trocavam parecia de alguma forma diferente, parecia mais quente, mais provocante. Natsuki veio a dar um selinho em Syo e, com um sorriso em seu rosto, ele seguiu para o pescoço do mais novo, onde ali começou a trilhar um caminho de beijos como se houvesse algo na região.

— N-Natsuki... Apenas não, a-ah...! Deixe marcas, ok...?

— Sim, senhor~

A cada vez que Natsuki tocava sua pele, ele se sentia mais ansioso, era como se algo dentro de si gritasse por mais. Em meio a esse desejo, ele enlaçou um dos braços no pescoço de Natsuki e afagou os dedos entre as mechas onduladas do outro. O único inconveniente, talvez, era que não podia exagerar muito, uma vez que seria bem problemático caso ele viesse a aparecer no trabalho com marcas e principalmente naquele lugar.

Antes que Natsuki viesse a voltar a acariciar seu peito, Syo levou sua mão para o volume que se destacava nas vestes do outro e então segurou aquela ereção por cima do tecido. Um gemido inesperado deixou o mais velho quando foi tocado ali.

— W-Whoa, você já está assim? — Syo corou fortemente ao se referir à quanto Natsuki estava duro, parecia que havia acabado de apalpar uma pedra quente! Não foi sua intenção se demonstrar tão surpreso, entretanto ele realmente não contava que o outro estaria naquele nível.

— Eu acho que não estou muito diferente de você, — ele igualmente veio a tocar o membro do mais novo, fazendo com que o mais novo travasse — vê?

De fato, sem perceber, Syo estava quase tão ereto quanto o outro. Antes que ele pudesse vir a responder, Natsuki tirou sua mão da ereção e veio a ergue-la em direção ao seu abdômen.

— Espera...! — ele segurou a mão que se afastava de suas calças — Não... Não tira. —independente do estimulo que Natsuki fosse lhe fazer, certamente iria lhe agradar, porém naquele momento, o tipo de carícia que ele queria era outra — Eu quero que... você continue a me tocar... aqui, Natsuki.

E então ele levou a mão do mais velho de volta aonde antes ela estava. A vergonha de dizer tais palavras queimou intensamente em seu rosto ao ponto de até mesmo suas orelhas ficarem igualmente rosadas. Era embaraçoso pedir por algo como aquilo, mas ele sentia que iria a loucura que não fosse tocado ali logo.

Após dar um riso, Natsuki cedeu ao pedido do pequeno e veio a tocá-lo novamente na região desejada, porém dessa vez ele logo adentrou as peças de roupa que escondiam a ereção do outro. Um gemido contido escapou de Syo quando Natsuki começou a movimentar sua mão para cima e para baixo, fazendo com que o fluxo de seu sangue aumentasse e fervesse através de sua pele.

Não muito depois, Syo também voltou a estimular o mais velho, e assim os únicos sons que então preenchiam o cômodo eram de suas respirações que ficavam cada vez mais pesadas em meio aos gemidos e da coberta que se remexia de acordo com seus movimentos.

— Nn…mm…! — com Natsuki aumentando a pressão e a velocidade sobre a extensão de seu membro, conter aqueles pequenos sons embaraçantes se mostrava um desafio cada vez maior ou até mesmo impossível. A maneira como aqueles dedos lhe envolviam e tocavam naquele lugar era irresistivelmente bom. Por um breve momento de concentração ele indagou se estava conseguindo fazer Natsuki se sentir tão bem como ele estava se sentindo, por isso dali em diante ele tentou se empenhar igualmente para poder tirar cada suspiro e gemido que pudesse do outro; mais tarde ele quase veio a se arrepender porque aquele tom rouco em seus ouvidos fazia com que algo dentro de si quisesse explodir de vergonha.

Com a sensação de prazer transbordando entre os dois, a necessidade de atingir o orgasmo também aumentava. Sem perceber, Syo começou a mover sua cintura levemente em sincronia com os estímulos que o outro lhe fazia; o que fez com que Natsuki interpretasse que ele estava gostando de como estava sendo tocado e que talvez era hora de levar as coisas para um passo a diante.

Natsuki logo diminuiu a velocidade de seus movimentos e afastou sua mão de Syo, segurando em seguida o braço do pequeno que vinha o estimular. Tal ato fez com que aquele par de olhos azuis imediatamente se erguessem confusos e ao mesmo tempo um tanto desesperados para ele.

— Syo-chan... espere um pouco, ok? — ele disse após recuperar um pouco do fôlego.

A pausa pedida por Natsuki foi para que ele pudesse erguer seu tronco e procurar entre as gavetas da cômoda o lubrificante e a caixa de lenços. Nesse meio tempo uma ideia aflorou nos pensamentos de Syo e ele não pensou duas vezes antes de ir executá-la. Enquanto Natsuki remexia uma das gavetas com a pouca luminosidade do quarto, Syo se enfiou embaixo das cobertas e seguiu para a cintura do mais velho.

— Prontinho~ — com o frasco e a caixa na mesma mão, ele voltou sua atenção para a cama, porém ao invés de encontrar Syo, ele se deparou com um enorme volume encoberto à sua frente — Huh? Syo-chan o que voc... A-Ah!

Natsuki imediatamente levou a mão que estava livre para sua boca a fim de impedir que outros sons decorrentes daquele tom escapassem. Aquela sensação era inconfundível. Ele podia claramente sentir que seu membro estava dentro da boca do mais novo e isso se tornou ainda mais óbvio pelos movimentos que passaram a se suceder debaixo do cobertor.

A sons contidos provindos de Natsuki eram recebidos como um sinal de vitória para Syo. Não era o equivalente a ele abrir seus problemas, mas era uma forma dele se redimir pelo mal entendido de antes. Por mais que fosse um pouco difícil de respirar e enxergar naquelas condições, ele se empenhou inteiramente em cada parte da ereção do outro, dando uma atenção extra à glande dele com sua língua.

Quando o sentimento de surpresa finalmente deixou Natsuki, ele veio a puxar a coberta que revelou o serviço que estava lhe sendo feito ali. Mesmo ao ser exposto, o pequeno continuou seus movimentos por aquela região e quando seus olhos finalmente se cruzaram, Natsuki pôde sentir um olhar provocativo vindo dele, um olhar como se estivesse lhe dizendo “meu” enquanto traçava a língua pela extensão de seu membro. Aquela era a primeira vez que ele via tal expressão no rosto do mais novo e precisava dizer que... era realmente excitante, ainda mais daquele ângulo.

Da pose que o mais novo estava não havia muito que ele poderia fazer, exceto por uma coisa. Natsuki deixou a caixa de lenços numa extremidade da cama caso viessem a precisar e então veio a colocar uma certa quantidade daquele gel transparente em sua mão, se curvando levemente em seguida e abaixando mais as vestes de baixo de Syo o suficiente para que seus dedos pudessem alcançar a entrada daquela região.

— A-Ah... mn...! — Syo desabocanhou o membro de Natsuki no exato momento em que sentiu algo lhe adentrar.

O primeiro dedo entrou com pouca dificuldade, o que fez com que Natsuki concluísse que Syo andou se estimulando através daquele lugar recentemente – foi um tanto embaraçoso para si chegar à essa conclusão, apesar de ainda ficar feliz –, com isso,ele tomou a liberdade de inserir o segundo dedo, porém com cuidado, visto que ele precisou colocar um pouco mais de lubrificante.

Com Natsuki mexendo os dedos dentro de si e tocando seu interior, Syo não conseguia focar mais o suficiente para continuar o que fazia antes; constantemente ele soltava aqueles gemidos dos quais não importava quanto tempo passasse, a vergonha continuava a corroê-lo. O mínimo que ele se esforçou para fazer foi continuar a estimular a ereção de Natsuki com sua mão, ainda que estivesse tendo alguma dificuldade rítmica para tal. A sensação daquele par de dedos se entreabrindo e se aprofundando cada vez mais naquela região lhe provocava prazer, mas ao mesmo uma inquietude. Não eram dedos que ele queria.

— N-Natsuki... Já está bom... — sem esperar por mais preparação, ele ergueu-se e então se livrou por completo da calça e boxer que usava, e em seguida se posicionou no colo do mais velho.

A ação repentina de Syo o surpreendeu e, antes que Natsuki pudesse argumentar que talvez ele não estivesse preparado o suficiente – visto que seu interior ainda parecia um pouco estreito –, ele o viu se aproximar de si. A princípio ele pensou que o pequeno se aproximava para beijá-lo, mas o que na verdade aconteceu foi que Syo veio a se pressionar contra seu membro. Ele não estava a crer que o mais novo estava montando em si e com isso se refletiu no avermelhado que se espalhava por suas bochechas. A atitude caiu de forma tão meiga aos seus olhos que se ele pudesse, o abraçaria fortemente naquele momento, porém ele reparou que o outro parecia estar tendo dificuldades.

— Syo-chan, tem certeza que você não quer se preparar melhor? Parece que está doendo...

Algo que Natsuki não sabia era: sempre doía o começo da inserção, mas é claro que Syo não falaria aquilo, até porque daquela forma o outro iria querer ficar o preparando por meia hora até ter certeza de que ele quase não iria sentir dor. Independente de quantos dedos fossem colocados ali, nada se comparava quando um membro de fato entrava aquele local, e do seu ponto de vista, assim como ele desejava mais do que dedos, Natsuki provavelmente desejava mais do que uma simples masturbação; só que o que ele não sabia era que futuramente ele iria se arrepender por não ter aceitado a proposta do mais velho.

— Absoluta.

Com um sorriso determinado no rosto, o mais novo continuou a se pressionar contra a ereção do outro lentamente. Foi difícil e um tanto doloroso, mas depois de alguns minutos, Natsuki finalmente estava por completo dentro de si.

— Não se mova ainda... ok? — Syo precisava de apenas mais algum tempo para que ele se acostumasse por completo com o grande volume que ele acolhera ali. Claro que isso não ocorreu porque ele não quis deixar Natsuki esperando e também porque ele mesmo não queria esperar mais, apesar de que devesse.

Vagarosamente ele começou a mover sua cintura para cima e então para baixo, procurando conter a dor que ainda lhe incomodava. Aquela era uma posição que lhe custaria energia e principalmente esforço das pernas, talvez ele acordaria com elas doloridas, porém só de ver a expressão de prazer que se desencadeava no rosto de Natsuki, assim como na respiração dele, o fez pensar que qualquer dor no dia seguinte valeria a pena.

Não demorou muito para que os únicos sons que se resultavam no quarto fossem os dos movimentos provindos do cavalgar de Syo sobre a cama e dos gemidos subsequente de ambos. Natsuki vinha a estimular Syo de acordo com os movimentos dele, enquanto trocavam um beijo quase frenético. Vez ou outra, ele tinha que lembrar o mais novo de conter a própria voz, uma vez que as paredes não eram grossas o suficiente para protegê-los de serem ouvidos por quem estava no quarto vizinho.

Para Syo, por mais que ele quisesse se conter, sua mente parecia apagar automaticamente quaisquer ordens ou linha de raciocínio que ele estabelecia para si próprio. A única coisa que era exceção era Natsuki e toda aquela sensação que entorpecia todos os seus sentidos.

Em um determinado momento, o pequeno já não tinha mais forças para se erguer, suas pernas estavam mais do que no limite e ao Natsuki perceber isso, ele gentilmente sorriu e então levou as mãos à sua cintura, fornecendo apoio para que ambos pudessem chegar ao seu clímax. Não foi muito difícil uma vez que ele apenas precisava erguer Syo e deixar que a gravidade fizesse o resto.

A visão de Syo borrou por um momento enquanto ele repetia o nome do mais velho. Sua respiração estava fortemente descompassada e ele podia sentir seu coração pulsar em todas as partes de seu corpo. Talvez pela frustração seu corpo estava mais sensível, mal sabia dizer ou avaliar. A única coisa que ele queria era poder terminar aquela noite ao lado do outro.

Quando Natsuki percebeu que Syo parecia estar perdendo parte do equilíbrio, ele o envolveu com os braços e o abraçou, fazendo com que ele apoiasse a cabeça em seu ombro.

— Syo-chan... Mnn! Só... mais um pouco…!

E logo após alguns impulsos daquela frase, algo que nenhum dos dois contavam acabou por ocorrer. De repente tudo parou.

Syo entreabriu os olhos confusos e ainda estonteado, esperando por alguma reação que não veio a acontecer. Nenhum dos dois ainda haviam chegado ao ápice e Natsuki simplesmente parecia que havia travado; até mesmo sua respiração ofegante parecia que havia sumido.

— Natsuki?

O silêncio que veio como resposta começou a deixa-lo inquieto. O que havia acontecido? Por que Natsuki havia parado bem naquele momento? Pensamento indesejáveis começaram a se formar em sua mente, porém nenhum deles chegou sequer perto da realidade que estava ao lado dele.

— ... Saia de cima de mim, Chibi.

Os olhos de Syo imediatamente arregalaram-se quando ele ouviu aquele tom. Dessa vez, quem se petrificou foi ele. Por que? Porque ele estava ali? A única coisa que conseguia pensar era que graças aos movimentos que eles estavam fazendo e talvez à transpiração, os óculos de Natsuki tivessem caído e se realmente aquele tivesse sido o caso... Por que tinha que acontecer bem naquele momento...?!

Syo manteve o rosto baixo, ele não queria ter que erguer o rosto e encarar Satsuki, na verdade, gostaria de poder se enfiar em algum buraco, pena que nenhum buraco no mundo inteiro seria grande o suficiente para cobrir metade da vergonha que ele sentia. Diversos sentimentos o bombardeavam naquele momento, tantos que mal conseguia distinguir todos.

— Você me ouviu ou está se fazendo de surdo?

Depois de engolir seco e forçar um sorriso no rosto – que não pôde ser visto pelo outro –, Syo veio a tentar se inclinar para que pudesse sair de cima de Satsuki. Ele manteve seu rosto baixo em todo momento, porque talvez se fosse encarado daquela forma, ele iria se enrolar na coberta e nunca mais sairia dali.

Quando o membro de Satsuki estava quase completamente fora de Syo, as pernas do mais novo fraquejaram e com seu peso, ele acolheu novamente todo aquele volume para dentro de si, provocando um gemido contido nos dois.

— Qual o seu problema?! Eu falei para você sair de cima de mim, não continuar o que estava fazendo! — sem ceder outra chance, ele segurou Syo e então se impulsionou para o lado, ficando por cima do pequeno e então, depois de encará-lo com um olhar de irritação ele saiu de dentro do mais novo e então seguiu para o chão ao lado da cama.

Ah... Aquilo foi péssimo... Juntamente com o aperto no peito, um nó se formou em sua garganta. O que ele viu naquele olhar não foi só raiva, foi reprovação. Foi desgosto. Toda a felicidade que há pouco ele sentia se transformou em um sentimento pesado, amargo. Seu peito doía tanto quanto quando ele tinha uma crise de arritmia...

— Ah, Syo-chan, desculpe! Eu acho que eu caí da cama, você está bem?

Syo demorou um pouco para realizar o tom sereno de Natsuki de novo. Quando ele finalmente conseguiu coragem para encará-lo ele abriu um sorriso.

— Heh, você que cai da cama e pergunta para mim se eu estou bem?

Natsuki deu um pequeno um riso e então retornou ao seu lugar na cama, adentrando mais uma vez Syo com cuidado para que pudessem acabar juntos. Dessa vez, a atenção de Syo estava presa na armação de Natsuki e a cada impulso que o mais velho dava em si parecia cutucar aquela sensação pesada. Foi assim que as lágrimas começaram a se formar nos cantos de seus olhos sem parar.

— Eh? Syo-chan está doen...

— Não para...! — ele o interrompeu — Não se preocupe... É sempre... Só no começo que dói, Natsuki...

Com um triste sorriso no rosto, Syo sinalizou para que ele continuasse. As lágrimas perduraram até ele pegar no sono e lhe rendeu um péssimo olhar no dia seguinte, assim como a dor da cintura para baixo o fez ficar de cama na parte da manhã. Foi através daquela experiência que agora ele sem sombra de dúvidas sabia. Ele realmente estava apaixonado por Satsuki.

Notas finais
Tan-dan! Pobre Syo-chan... Estava tão determinado que tudo iria se resolver ówò. Agora é hora de começar a cutucar o Sr. Satsuki (y). Ah, eu trago uma boa notícia para compensar toda essa demora! A partir desse mês estarei fazendo a postagem de dois capítulos por mês; se houver possibilidade até de 3 (´//w// `). É a forma que tenho para recompensar vocês por esse transtorno do tcc, assim como também já estou planejando uma nova fanfic de utapri e uma de free!, ohoho~ Nesse momento estou na correria com os preparativos pro AF desse sábado. Estou me sentindo tão nervosa -shot Faz muito tempo que não vou em evento e estreio um cos novo lol, irei estreiar meu Natsuki, yey~~ e dessa vez ainda tem a Reika (´//// `). Eu não entendo porque tive tanto bloqueio com esse capítulo... e lamento ele ter passado de 4,5k! D: Eu queria manter essa meta, mas... uhn, foi difícil ; ; Agradeço a Zakuro pela paciência e help com meus surtos haha~ Ah, sim~ Dessa vez eu também fiz uma exceção e coloquei uma imagem no meio do capítulo :3 Estava olhando no pixiv esses dias e quase morri quando vi essa imagem! Eu dei uma editada básica, porém ela não me pertence! Source: [ Artist: チビ | Work ID: 42583790 ]. Queria poder dizer que é bom estar de volta e poder compartilhar feels, espero poder encontrar você no próximo capítulo :)