By your side
14 Selfishness
Notas iniciais
Egoísmo
— M-Me solta, Satsuki! — demandou a voz trêmula do pequeno com os cabelos prateados, que se recusava a deixar que o outro visse seu rosto. Vendo que ele não o soltaria e que não tinha coragem de perguntar o porquê daquilo, ele apenas conseguiu pensar em continuar a se debater — Eu vou pisar no seu pé!
— Meu sapato não é alugado. — foi o que disse o vampiro numa tentativa de querer dizer “vá em frente”.
Depois de poucos segundos relutando e de protesto, Syo desistiu e então um silêncio pairou entre eles. Satsuki não conseguia ver seu rosto, mas podia dizer pelo tremor que sentia vindo do corpo do mais novo que ele estava a chorar.
— Por que...? Por que você fez isso...? — os olhos azuis piscaram algumas vezes, tentando controlar a frustração que transbordava por eles, mas acima de tudo, ele tentava manter sua voz o mais uniforme possível — Não me diga que é por causa do Natsuki...
Satsuki suspirou.
— Não é por causa do Natsuki.
Naquele singelo momento, o violinista pôde sentir que aqueles braços o apertaram com um pouco mais de força – ainda que com cuidado – contra o corpo que estava atrás de si. Syo estava confuso, muito confuso. Tudo estava tão confuso que só queria poder fechar os olhos e quando abrisse ainda estaria no evento apenas seguindo aquela alta silhueta.
Talvez, se ele tivesse prestado mais atenção em Satsuki, teria notado que em sua última frase antes de ter o dado às costas, o olhar esverdeado que sempre era inabalável e sério, se arregalou levemente.
— Eu pensei que conseguiria ir até o fim, mas você dificulta muito as coisas pra mim desse jeito. — Satsuki manteve seu olhar fixo em direção ao rosto que fazia tanta questão de não ser visto. A seriedade firme de seu rosto deu lugar a uma expressão mais neutra, porém não menos levemente aflita, e talvez, justamente porque ninguém estava vendo era que ele estava se permitindo ter tal expressão.
— Ir até o fim...? Do que você está falando? — questionou o pequeno agora mais calmo, mas ainda confuso.
Ele realmente quer me fazer falar... Foi o que Satsuki comentou mentalmente. Ele não sabia como colocar tudo em poucas palavras. Se ele estava ignorando Syo? Com certeza estava. Mas se ele sentia repulsa? Era uma pergunta tão absurda que mal sentia vontade de responder, era claro que não. Qual o motivo então pelo qual ele estava o ignorando? Bem...
— Já tem um tempo que eu percebi seus sentimentos. — o mais velho se permitiu uma pausa — Assim como os meus. Ignorar você não foi por nojo, mas sim porque foi a forma como achei melhor de lidar.
No começo era apenas um palpite. E foi bem a partir dessa época que Satsuki passou a reparar mais naquele garoto que tanto fazia questão de se aproximar de si, mesmo quando ele claramente tentava-o afastá-lo. Com o tempo, o mais novo deixou de ser algo que devia ser “tolerado” para algo agradável, provavelmente porque ele passou a confiar em Syo. As reações dele também eram divertidas de serem provocadas, diria que poderiam ter uma boa convivência. Entretanto, a partir de algum momento em que ele não sabia dizer, ele passou a se sentir mais protetor com o baixinho e não demorou para que ele se desse conta que aquele senso de proteção estava a transformar um sentimento proibido. Ficou ainda mais evidente quando viu outros caras darem em cima de Syo.
Aquele sentimento não era um problema, ele era capaz de reprimir e conviver com, mas as coisas mudaram quando notou que era algo mútuo. Se Natsuki percebesse, não sabia como iria atingi-lo, ele poderia se sentir de alguma forma ameaçado ou que não era o bastante. Seu dever era protegê-lo e não fazê-lo se sentir acuado. Nesse caso, ele precisava por uma distância entre ele e Syo, mas não sabia como.
O que ocorreu naquela noite onde estavam na cama foi o que ele poderia dizer que foi a pior coisa que poderia ter acontecido, mas ao mesmo tempo foi a melhor. Era uma sensação prazerosamente indescritível, mas que não poderia se prender a ela. O descontrole foi real, mas porque ele se viu exposto a uma situação que nunca pensou que poderia acontecer. Depois de pensar, viu nela uma chance, um motivo para afastá-lo. Satsuki sabia que não iria ser uma tarefa fácil, mas era melhor ser odiado do que ser o motivo que poderia estragar o que havia entre o mais novo e Natsuki. Ele estava acostumado a ser odiado, seu propósito de existência nunca foi ser amado por alguém.
Satsuki estava disposto em assumir as consequências, sabia que havia sido um babaca naquele evento, mas por trás de cada coisa boa que fizeram juntos, no fundo, não era apenas por causa de Natsuki, uma parte dele foi porque ele mesmo quis. Pela primeira vez ele agiu por egoísmo, deixando as sacolas para trás e puxando aquele pequeno e frágil corpo de volta para si, num gesto silencioso de “não vá”.
— Você disse “seus”? — Syo ficou tão em confuso com a revelação que seu cenho se franziu e virou o rosto espontaneamente para o mais velho, revelando a cara chorosa de antes.
Satsuki finalmente o soltou, procurando no bolso o lenço que carregava, dando para a figura delicada a sua frente quando o achou.
— Sim, eu disse.
A confusão dentro de Syo se transformou em revolta em um estalo. No final ele estava sofrendo com aquele silêncio mortal e passando por tudo aquilo sendo que o outro sentia exatamente a mesma coisa! Ele pareceu ter dificuldades em achar as palavras para se expressar naquele momento.
— C-Como assim foi como você achou melhor lidar?? Você tem ideia de que tudo isso poderia ter sido evitado? Você poderia, sei lá, ter me chamado para conversar, me rejeitar, eu não sei! — suas palavras estavam quase uma atropelando as outras e estava basicamente uma pilha de nervos agora porque aquele dia poderia ter sido lindo, mas foi uma catástrofe!
Satsuki ponderou.
— Foi como sempre resolvi. — foi direto e simples, por sua experiência as pessoas sempre acabavam se afastando depois que ele agia assim, o que ele não contava era que a perseverança do baixinho iria tão longe — Não sei como Natsuki pode reagir se soubesse, e nem como você reagiria à uma rejeição direta. — ele fez uma pausa depois de franzir a expressão de como estivesse sendo acusado de algo — Ainda mais quando as coisas estão no nível de você se masturbar e chamar por meu nome.
O pequeno estava mais do que pronto para disparar seu argumento, mas aquela última sentença drenou toda e qualquer exaltação em sua expressão. Ele ficou estático, processando palavra por palavra e então uma explosão de rubor ocorreu em seu rosto.
— ... Espera, do que... ... Você... ouviu...? — a voz de Syo estava tão baixa de vergonha que Satsuki compreendeu mais por leitura labial.
— Algumas vezes. — o mais velho deu de ombros como se não fosse algo grande.
A cara do mais novo foi para o chão, não literalmente, embora ele bem que quis enfiar a cabeça no chão e nunca mais tirar ela dali. Ele gritava internamente, queria correr dali e sumir! Como assim “algumas vezes”?! Ele agora repassou rapidamente todas as vezes em que foi para o banheiro acalmar o amiguinho entre suas pernas e em sua imaginação, era Satsuki quem estava fazendo coisas consigo. Qual daquelas vezes ele ouviu afinal?? Após os sonhos eróticos que começou a ter, ficou impossível não imaginar o outro fazendo coisas consigo enquanto se estimulava. E pensar que ele foi ouvido! Aquela foi uma vergonha tão intensa... Aquele dia estava sendo muito intenso. Ele deu um grito e então cruzou os braços.
— D-De qualquer forma! Da próxima vez converse comigo! Não me ignore, senão nem mesmo esse coração vai aguentar, B-Bakatsuki! — sinalizou minimamente para o peito onde ficava a cicatriz do transplante que fez. Ele ficou tão nervoso com a vergonha que parecia até ofegante depois de dizer tudo aquilo com o rosto completamente vermelho até nas orelhas.
Satsuki sabia que havia feito errado e estava disposto a corrigir seus erros. Apesar de ele ter tentado conter fortemente, era possível se ver um sorriso sendo lentamente delineado em seus lábios. Ele não merecia alguém como aquele garoto, mas até que seu dia chegasse, ele decidiu que iria tentar proteger aquele sorriso e esperava que Natsuki o compreendesse.
Em poucos passos ele se aproximou de Syo, que ficou em alerta com aquele movimento e deu alguns passos para trás.
— O-O que foi? — perguntou o mais novo um pouco nervoso, se preparando para ouvir outra coisa embaraçosa. Parecia que Satsuki iria fazer algo, mas pareceu hesitar por um momento.
— Hmm. Vamos para o dormitório.
Dito aquilo, Satsuki deu as costas a Syo, pegando as sacolas dos prêmios e assim olhou para trás para ver se o pequeno o seguia. O mais novo criou interrogações, mas não questionou, apenas pegou seu chapéu e vassoura e o seguiu. Durante aquele curto trajeto nenhum dos dois disse algo, Syo acreditava que talvez ambos estivessem envergonhados. Sim, era muito estranho pensar que Satsuki estava envergonhado, mas poderia jurar que ele iria ser beijado naquele momento. Se bem que pensando agora... o “ir para o dormitório” significaria que eles iriam...? O rubor subiu de imediato em seu rosto. Não, não, não, não podia ser... Ou poderia? Ele estava se sentindo nervoso tanto quanto teve sua primeira vez, embora esta não fosse.
Enquanto Syo estava tentando se acalmar mentalmente, ele não percebeu que já estavam de frente para a porta do quarto deles. Céus, o coração dele parecia que ia explodir. Ele definitivamente estava vermelho e rezava fortemente para que não fosse tanto a ponto de Satsuki notar.
Assim que entraram, o vampiro acendeu a luz. A música do evento e toda a agitação ainda eram bem audíveis dali, embora que distante, deixando claro que a festa não iria acabar tão cedo. Syo pôde ver os óculos com a lente quebrada e a armação entortada sobre a mesa. Enquanto Satsuki foi tirar as presas no banheiro, Syo aproveitou para tirar o chapéu e deixa-lo sobre o canto da cama. Ele aproveitou para se sentar e tirar suas meias e luvas.
Como ele estava ansioso. Embora eles sempre tivessem divido aquele quarto, de alguma forma, parecia como se fosse a primeira vez. Aquele dia havia sido uma loucura total! Ele ainda estava incrédulo que Satsuki estava a reprimir o mesmo sentimento que ele próprio vinha a cultivar nos últimos tempos. Estava agora curioso: desde quando?
— Chibi.
— O-Oi! — exclamou ele quase que num pulo tentando conter o nervosismo e tensão de estarem sozinhos; ele estava tão perdido em seus pensamentos que nem notou quando o outro saiu do banheiro. Quando olhou, reparou que Satsuki estava a estender uma das sacolas prêmio que carregava — Huh? O quê? — ele se levantou e em poucos passos pegou aquele pacote. Estava um pouco confuso quanto ao que seria.
— Eu ia deixar pro Natsuki te entregar, mas já que as coisas acabaram assim, eu vou dar para você agora.
Dentro da sacola havia o urso cor de rosa que ele havia ganho no tiro o alvo. Era algo que por alguma razão havia achado a cara do mais novo. Syo reconheceu o Gloomy Bear na hora e então percebeu que desde o começo, mesmo que estivesse sendo ignorado e tratado daquela forma, Satsuki realmente estava a pensar nele. Ele achou fofo e sorriu.
— Obrigado, Satsuki! — ele queria rir de besta, mas obviamente não o faria para não parecer estranho, então se conteve e isso resultou num sorriso torto como de uma criança — Vou guardar com carinho! — a felicidade transbordava de sua feição, já imaginando que ficaria em cima da própria cama. E foi o que fez: ele logo foi até a própria cama e o deixou ali. Ficou perfeito. Enquanto Natsuki tinha seu Piyo-chan, ele tinha seu ursinho.
Foi então que pensou se talvez ele devesse perguntar para Satsuki se ele iria querer voltar para o evento – uma vez que agora estavam acertados e não mais carregados de coisa –, mas antes que pudesse o fazê-lo, mais uma vez se viu sendo abraçado repentinamente por trás.
— Sa-Satsuki? — chamou, tentando mascarar o nervosismo em seu tom.
Um breve silencio pairou entre os dois.
— Eu sei que a minha escolha lhe machucaria, Chibi. — nesse momento Syo ergueu o olhar por cima do ombro e tentou o olhar — Eu esperava que você fosse me deixar para trás em algum momento do evento, me odiasse e então deixasse de ter os sentimentos que tem.
Satsuki se questionava se estaria ele ali tomando outra decisão errada, no entanto a verdade era que ele sentia que havia entrado em um caminho onde não havia mais volta. Ele permitiu que Syo virasse de frente para si, notando que o mesmo parecia intrigado.
— Mas... Você gosta de mim, certo? — Syo perguntou um pouco encabulado, principalmente naquela palavra que parecia fazer seu rosto queimar de vergonha — Então... qual a lógica de tentar me fazer te odiar? Isso machucaria você. — apontou aquela questão porque era justamente como ele mesmo estava a se sentir nos dias em que era ignorado.
— O que eu sinto não importa. Dessa forma, você e Natsuki continuariam como sempre estiveram.
De novo o Natsuki... Syo suspirou preocupado e veio a roçar a nuca com as pontas dos dedos, procurando uma forma de expressar seus pensamentos. Ele compreendeu que tudo o que houve foi uma grande tentativa falha do mais velho de lhe privar da dor de uma rejeição. A intenção foi boa, mas de qualquer forma ele iria se machucar – tanto que foi o que houve –, porém ele se limitou a entrar naquele ponto.
— Sabe... Uhn, eu entendo que você existe para protegê-lo, mas isso não está certo, Satsuki. — não havia vergonha ou rubor em sua expressão, sua postura mudou para uma um pouco mais séria — Natsuki definitivamente não iria querer que você sofresse. Você pode continuar protegendo ele como sempre fez, mas também pensar um pouco em si próprio. Ser um pouco egoísta, entende...?
As palavras de Syo saíam incertas, pois temia como a reação poderia vir do outro lado, mas, para sua surpresa, Satsuki estava atento e prestando atenção.
— Você recusa presentes, evita contato, não compartilha muito do que pensa, age como se não fosse importante... mas você é, Satsuki! Vocês podem ser diferentes, mas são a mesma pessoa. Você não está sozinho. Eu amo o Natsuki e... — toda sua determinação se viu interrompida por aquele sentimento que se refletiu num rosado em suas bochechas —Também amo você. Por isso... Por isso... Conte um pouco mais com a gente!
As palavras do mais novo conseguiram impactar Satsuki, que ficou a admirar por um momento aquele garoto que tanto zelava por si. Ele suspirou derrotado e passou os dedos por entre as mechas onduladas.
— Francamente... Não é para menos que o Natsuki se apaixonou por você.
Satsuki apoiou o indicador sob o queixo de Syo e inclinou aquele rosto para cima. Ele diminuiu a distancia entre eles até não haver mais um centímetro que fosse entre aqueles lábios, depositando ali um selinho.
— Aqui aquele diretor não tem câmeras. — ele se afastou somente o necessário para constar aquilo e sorriu com aquele ar sedutor que fazia com que o mais novo se derretesse por dentro. Aquele rosto estava tão vermelho que a vontade que tinha era de lhe tomar mais um beijo.
O coração de Syo estava a mil e o mesmo temia até que fosse audível enquanto se questionava o quanto daquilo era real. Ele realmente havia trocado um selinho com Satsuki. As pequenas mãos foram até o peito do vampiro, onde seguraram aquele tecido e, ao mesmo tempo em que ele puxou Satsuki para baixo, ele se ergueu nas pontas dos pés, convidando o outro para um beijo mais íntimo. O mesmo foi bem aceito pelo mais velho.
A forma com que Satsuki lhe beijava era completamente diferente. Não era um beijo apaixonado e gentil como de Natsuki, havia uma leve agressividade nele, uma firmeza igual a daqueles braços quando determinados a segurar algo. Era quase como se houvesse uma necessidade daquele tipo de contato e Syo via-se desfazendo com todas as emoções e sensações que afloravam em seu âmago.
Assim como era algo novo para Syo, era também para Satsuki. Claro que ele já havia imaginado como seriam aqueles lábios do violinista, mas nunca ficou para dar corda demais à imaginação. Afinal, ela desperta desejos e aquilo nunca foi muito uma opção para si; até aquele momento.
O sentimento suprido de ambos os lados fez com aquele beijo que começou hesitante e tímido fosse gradativamente se tornando algo acalorado. Para Syo, a urgência que aquele contato estava assumindo despertou a sensação que ele bem conhecia abaixo de seu ventre, ele sabia que precisava romper o beijo antes que fosse flagrado. No entanto, Satsuki o beijava tão bem que parecia como uma substância a qual ele estava viciado e que não queria ter de se desprender dela.
Pequenos gemidos abafados escapam do mais novo naquele beijo e no pouco que Satsuki se permitiu entreabrir os olhos, ele viu o quão corada e bagunçada aquela expressão a sua frente estava. Foi então que ele decidiu abraçar Syo durante aquele contato e, que no susto, o mesmo rompeu o beijo um pouco atordoado. O motivo daquele susto foi notado pelo mais velho.
— Heh, então você consegue ficar assim com um beijo, Chibi? — Satsuki provocou ao reconhecer aquela rigidez por debaixo do vestido.
— E de quem você acha que é a culpa? — ele murmurou bastante sem graça e tentou se afastar de Satsuki, sem muito sucesso.
— Sua é claro. — ele sorriu maliciosamente.
Antes que o menor pudesse terminar de ter sua reação, Satsuki veio a acariciar a região rígida por cima de todo o tecido e renda, arrancando um gemido falho do pequeno. Syo protestou, pedindo por espera, mas Satsuki obviamente não cedeu ao pedido – muito pelo contrário –, ele estava a sentir perfeitamente a forma da ereção por entre seus dedos e por isso aumentou a pressão e velocidade de seus estímulos.
— A-Ah—n! Sa...tsuki... E-Espera...! — e foi um dos últimos protestos de vergonha que ele conseguiu dar em meio a sua respiração arfante, dali em diante ele só conseguia sentir e viver mais daquela carícia que subia e descia por suas vestes, o enrijecendo cada vez mais. Satsuki o olhava tão firmemente que ele não tinha coragem de o encarar de volta; era como se ele pudesse ler tudo o que estaria passando em sua mente se seus olhares se cruzassem. Não era um sonho, daquela vez aquilo definitivamente não era um sonho e isso o deixava bastante envergonhado.
— Satsuki... v-vai sujar a—mn... Fanta... sia...
— Ela vai ter que ser lavada de qualquer forma antes de você devolver.
E não era apenas Syo que estava com o desejo tomando forma por debaixo das vestes, Satsuki também sentia. A forma como o mais novo gemia por seu nome e tinha aquela expressão tão ruborizada e fofa fazia ele se sentir compelido a provocar mais dela, mais de seus gemidos, mais daquela respiração ofegante. Ele queria ouvir mais de seu nome vindo daquele corpo. Embora Satsuki soubesse que não deveria estar cedendo àquela vontade, agora era tarde demais para voltar atrás.
— Como você pediu, eu vou ser egoísta, Chibi. — praticamente sussurrou aquelas palavras no ouvido do pequeno, se deleitando com aquela expressão que transbordava contidamente o prazer que sentia — É uma compensação por tudo.
Syo por um momento quase sentiu um orgasmo com aquele timbre em seu ouvido. Ele se segurava nas roupas de Satsuki, quase caindo na própria cama conforme aquela sensação se apossava de seu corpo. Embora ele tivesse uma ideia de como as coisas iriam se desenrolar, nada chegaria perto de sua imaginação.
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