By the Sword

2 — Tales of Glory written in the Dust ▽


Notas iniciais
Demorei muito, né? Eu sei. Mas a verdade é que eu achei que essa fic ia flopar lindamente e nem pensei adiante na história, por isso passei alguns maus bocados ao formar o enredo na minha cabeça. Mas agora está tudo sob controle porque a inspiração me atingiu de uma maneira que vocês não tem ideia! Aguardem atualizações mais breves, espero não demorar tanto! KSOKAOPSK Boa leitura ♥

Com sua ideia de divertimento para o resto da tarde arruinada pela tempestade de areia inesperada, sua visita aos Jardins do Deserto foi adiada até o temporal ceder. Aomine nunca tinha vivenciado um fenômeno como aquele de perto, para a rosada já era mais do que habitual. Os conduziu para longe dali, enquanto pensava num novo destino para eles e no meio do trajeto encontraram o Meistre Katsunori, que fez uma reverência polida a princesa quando pararam.

— Princesa, Sor. – se curvou com graciosidade.

— Meistre. – falou, com carinho. – Este é Dai-chan, meu cavaleiro.

"Dai-chan?" O moreno a olhou num misto de confusão e raiva, não gostava de ser apelidado por pessoas que mal conhecia – mesmo que ele tivesse outro apelido em campo de batalha. Daiki tinha boas maneiras aprendidas na Corte em Seirin e tentou ser o mais respeitoso o possível com o velho, mesmo odiando todos esses joguetes políticos que envolviam a nobreza. Quando o homem se afastou, voltou-se para ela.

— O que diabos foi isso? – a indagou, estreitando os olhos de um azul escuro muito profundo. – Não me apelide como se eu fosse algum de seus brinquedos, sua princesa mimada.

A voz potente rasgou suas cordas vocais, até ele se dar conta do que tinha falado. Sua impulsividade tinha passado dos limites e ela o fitava seriamente, como se o estudasse. Seus olhares se cruzaram e ele a viu muito mais do que uma simples Princesa, que impunha sua presença diante do silêncio quase tão lúgubre quanto os corredores daquela fortaleza. Claro que Aomine não estava intimidado. Surpreso, talvez – mas nunca intimidado.

Por fim, Satsuki começou a rir.

— Você é divertido, Dai-chan. – falou, com sua voz doce como mel derretendo. – Você é meu cavaleiro, eu o chamo como achar melhor.

As feições dela ficaram impassíveis por um instante e em seguida o sorriso voltou a adornar seu rosto gracioso. Ele poderia ter dado de ombros, mas apenas assentiu com a cabeça. Tinha que se lembrar a cada momento qual era o seu lugar em toda aquela situação; a soberania dela sobre si era evidente, mas algo dentro dele não o deixava se sujeitar.

— Eu tenho coisas para resolver com o Rei e de certo passarei a tarde toda junto dele. – disse, voltando a se aproximar-se de Daiki. – Sua companhia não me será necessária. – antes que ele protestasse, ela o interrompeu. – Sinta-se livre para explorar mais do castelo, cidade e afins.

— Mas Princesa, fui mandado para cá para ficar ao seu lado o tempo todo – mesmo que eu não goste disso, completou em pensamento.

— É uma ordem, Sor. – declarou. – E agora, com a sua licença, estou indo.

Satsuki tomou os tecidos de seu vestido e os ergueu suavemente, enquanto ele se curvava em reverência. Os passos da princesa a levaram na direção oposta da que ia junto de Aomine, abandonando-o a própria sorte naquele castelo desconhecido. Apesar disso, a princesa tinha outras preocupações; anseios a serem compartilhados com o próprio Rei, para que seus ânimos se acalmassem.

Assim que avistaram a figura feminina de Satsuki, os guardas abriram passagem ela que retribuiu com um belo sorriso, um agradecimento muito maior do que qualquer um deles merecia, de fato. Curvaram-se de forma desajeitada diante dela quando finalmente passou por eles e adentrou o antro onde o pai estava com seu pequeno conselho.

— Senhor meu pai. – entoou melodiosamente, ao fazer uma reverência polida ao Rei. – Senhores. – disse aos demais, balançando uma das mãos quando eles fizeram menção de reverenciá-la. – Atrapalho?

— Claro que não, Princesa. – disse um dos homens. – Estávamos finalizando a reunião, não é mesmo?

— Sim. – disse o meistre, que ela tinha encontrado momentos antes.

— Deixem-nos.

A voz potente do Rei ecoou pelo recinto e os demais não precisaram ouvir duas vezes; cada um ergueu-se de sua cadeira e depois de se curvarem diante dele, deixaram o antro um a um, até que ficassem a sós. Momoi continuava sentado em sua cadeira numa extremidade da mesa, enquanto a filha permanecia de pé, movimentando as sedas de sua vestimenta enquanto andava de um lado para o outro, como se fosse abrir uma fenda no chão.

— Diga. – se pronunciou, esperando a voz dela. – Diga o que tanto quer dizer.

O homem conhecia muito bem a sua filha. Apesar de ter herdado toda a aparência de sua mulher, Satsuki tinha mais da personalidade dele do que todos imaginavam.

— Que petulante! – proferiu, num tom que poucos tiveram o desprazer de presenciar. – Tamanha petulância! Isso é um insulto!

As feições graciosas de seu rosto fecharam-se como nuvens negras que se colocavam diante do sol radiante e o nublasse.

— Mandar um vassalo no lugar do Príncipe, o que eles acham que nós somos? – lançou seu olhar para o Rei. – Malditos, como ousam...

Satsuki estava no auge de sua cólera, mas o pai a fitava com calma. Mantinha-se tranqüilo, enquanto a deixava desabafar.

— O senhor não vê? Eles zombam de nós! – disse, após bater a palma aberta sobre a mesa de madeira que provocou ruídos que poderiam chamar a atenção dos guardas.

— Pare. – advertiu-a com o olhar duro. Um sorriso de satisfação logo tomou os lábios do homem mais velho. – Acredite, foi melhor assim.

A Princesa tinha palavras na ponta da língua para respondê-lo, para dizer que aquilo afetava a sua honra e que não poderia ser negligenciada de tal maneira, mas o Rei a interrompeu antes que sequer começasse.

— Preciso que faça algo para mim. – requisitou, encarando-a com seriedade. – Algo que somente você pode fazer.

◆ ◇ ◆

Uma vez livre da Princesa, Aomine resolveu andar mais pelo local e conversar com alguns outros guardas e cavaleiros que eram responsáveis pela proteção do castelo. Antes disso, procurou por seus homens, aqueles que tinham vindo com ele na comitiva de Seirin. Apenas encontrou um deles junto às ameias do castelo, conversando amigavelmente com um dos guardas que lá estavam.

— Onde estão os outros? – questionou, quando alcançou o topo da fortificação.

— Sor Aomine! – disse o jovem, aparentemente surpreso em ver o homem ali. – A-Achei que estava com a princesa...

— Responda a minha pergunta.

— S-Senhor...

Daiki estava quase perdendo a paciência com o escudeiro, cogitando jogá-lo das ameias.

— Eles foram para a cidade, senhor. – respondeu firmemente.

— Para o bordel, você quis dizer. – disse um dos guardas que irrompeu em risadas.

O jovem estava aflito, fitando seu comandante. Aomine apenas suspirou. Não tinha como evitá-los; eles viajaram por dias a fio de Seirin até Touou e a terra do deserto era conhecida por ter as mulheres mais quentes de todos os reinos. Obviamente alguns deles se voluntariaram pela jornada apenas para usufruir das vantagens de possuir as habilidosas prostitutas da areia.

Em Touou as pessoas apreciavam uma boa luta. E principalmente, uma boa foda.

Daiki ponderou se podia dar esse privilégio aos seus subordinados e concluiu que sim, afinal, apenas ele não podia se dar ao luxo de aproveitar as maravilhas do deserto, justamente por seu destino estar atado ao da Princesa.

Atado de um jeito que ele jamais poderia imaginar.

— Vá buscá-los antes do crepúsculo vespertino, o Rei nos honrará novamente com um banquete. – ordenou, por fim.

O escudeiro assentiu com a cabeça que sim e voltou-se para os guardas com quem conversava antes. Já fazia algumas horas desde que a impetuosa tempestade areia veio sobre eles e o deserto aparentava estar finalmente calmo. Das ameias, Aomine Daiki podia ter uma ótima visão da capital daquele reino. Podia ver dali a cidade e o comércio que os ladeava, de forma abundante. O único local isento de qualquer construção era a passagem que dava direto aos grandes portões da fortaleza.

E enquanto se permitia admirar a paisagem daquele reino estranho, o homem viu uma grande cortina de poeira levantando-se atrás de três corcéis que se aproximavam rapidamente. Cavalos de guerra, pensou consigo mesmo. Um alvoroço se instalou entre os guardas e homens do Rei que estavam próximos dele, e Daiki viu-se confuso diante de tanta movimentação.

Ele se perguntava o motivo de tanta agitação, mas a resposta cavalgava em sua direção numa velocidade que o impressionava. Antes mesmo dos três cavaleiros chegarem, já eram saudados por urros e brados, sorrisos e gargalhadas.

O cavaleiro de Seirin saberia o motivo assim que eles alcançassem o castelo.

Afinal, a Naja de Touou estava voltando ao seu habitat natural.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim, e por favor, deixe sua opinião nos comentários, ela é muito importante para mim e me incentiva a continuar escrevendo. Principalmente sobre esse casal que é o meu otp supremo de todos. E ah, gostaria de agradecer aos comentários que recebi no primeiro capítulo, eu tenho os melhores leitores de todos! O feedback de vocês me deu segurança e inspiração para continuar com esse projeto. Muito obrigada, do fundo do meu coração! Beijos apimentados e até a próxima. ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.