By Your Side

1 Vida nova.


Notas iniciais
Primeiro capítulo da fic o/
Espero que gostem e se gostarem deixem review, por favor!
Tá, agora para de ler aqui e leia o capítulo.

Point Of View Alice Collins

“- Faça um pedido querida! – Mamãe disse e eu fechei meus olhos logo em seguida assoprando minhas cinco velhinhas sobre o bolo.

- Isso, agora olha pro papai filha, quero tirar uma foto. – Sorri para a câmera mostrando todos meus dentinhos tortos e alguns buraquinhos de dentes que caíram.

- Você está linda! – Mamãe disse me pegando no colo e indo pra perto do papai. Eu estava feliz, muito feliz.”

“- VOCÊ ACHA MESMO QUE ISSO É A COISA CERTA A FAZER? ELISA VOLTA AQUI AGORA! DEIXE DE SER INFANTIL, VAMOS CONVERSAR. ELISA! – Papai gritava enquanto mamãe carregava uma mala e me puxava pra fora de casa indo em direção ao carro. Eu não entendia o porquê de tudo isso.”

Sacudi a cabeça espantando as lembranças logo depois sequei algumas lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Meu aniversário de cinco anos, a última vez que vi meus pais juntos sorrindo. Alguns dias depois eles tiveram uma briga e minha mãe saiu de casa me levando junto com ela. Nós nos mudamos pra NY, fomos morar com minha tia, uma mulher de quase quarenta anos solteira.

Um ano depois meu pai nos achou e tentou me ver, mas minha mãe o impediu e desde então ele nunca mais me procurou. Ela nunca me contou dessa visita, e fazia de tudo pra que eu o esquecesse. Só fiquei sabendo que ele tinha me procurado alguns meses atrás quando minha tia me contou. Cinco anos depois minha mãe faleceu em um acidente de carro. Fui criada por minha tia, apesar de ela ter sido ótima pra mim por todo esse tempo, eu me sentia sozinha.

Seis anos se passaram, e agora com dezesseis anos eu perdi minha tia. Sim, ela também faleceu. Um câncer raro no cérebro a matou e agora estou literalmente sozinha. Como ainda sou menor de idade preciso de alguém, não posso ficar sozinha por ai. Lembrei então do meu pai. Ele morava em Los Angeles ainda, não sei se na mesma casa, mas ele não abandonava L.A por nada. Fui então procurar um jeito de entrar em contato com ele. Consegui seu número de telefone, um tutor do abrigo para menores falou com ele e marcaram de eu me mudar para lá amanhã.

Bom, agora estou eu aqui me preparando para me mudar. Não podia acreditar que minha vida ia mudar assim, tão de repente. Do nada perdi tudo o que me restava. Estava muito confusa, precisava descansar a mente. Terminei de arrumar minha ultima mala e fui tomar um banho quente, talvez assim eu conseguisse relaxar um pouco.

[...]

Depois de horas dentro do avião, finalmente aterrissamos. Fui à sala de desembarque, peguei minhas malas e segui até um ponto de taxis. Entreguei minhas malas à uma motorista e logo entrei no carro. Uns segundos depois ele entrou no mesmo e me perguntou o destino.

- É esse aqui. – Disse entregando-lhe um pedaço de papel onde estava anotado o endereço. Ele olhou um pouco surpreso, mas assentiu e logo deu a partida. Uns trinta minutos depois ele me deixou na porta de uma linda mansão, eu até pensei que fosse um engano então li novamente o endereço no papel e tive certeza que estava no endereço certo.

Peguei minhas malas e fui até a porta tocando a campainha logo em seguida. Esperei alguns segundos e pude ouvir alguém se aproximando da porta com passos rápidos e pesados, como o de uma pessoa cansada. A porta foi aberta por uma senhora de aproximadamente cinqüenta anos, os cabelos castanhos com alguns fios brancos, baixa e magra, seus olhos transpareciam o cansaço. Mas, mesmo tão cansada e “acabada”, ela sorriu ao me ver.

- Olá. Você deve ser a Alice, certo? – Ela disse me dando passagem e pegando uma das minhas malas. Sorri assentindo. – Me acompanhe, vou te mostrar seu quarto.

Subimos uma longa escadaria e chegamos a um corredor longo com vários móveis, quadros nas paredes, e cinco portas. Ela abriu uma das portas que dava pra um lindo quarto. Todo decorado, com alguns móveis aparentemente antigos, mas que davam um toque clássico ao local. As paredes tinham um tom claro, meio rosado. Sobre um móvel havia porta-retratos com fotos antigas de quando e era criança. Na cama, uma colcha branca e algumas bonecas espalhadas. Meu pai guardou tudo isso?

Quando eu era criança, nós não morávamos naquela grande mansão, nossa casa era pequena e em um bairro simples. Vivíamos muito bem, mas sem luxo.

- Seu pai não virá almoçar aqui hoje, mas disse que te levará pra jantar fora hoje. Bom, espero que você tenha gostado do quarto e da casa também. – Ela sorriu fraco vindo em minha direção.

- Muito obrigada, eu adorei esse quarto. A casa eu ainda não conheço bem, mas pelo que vi até agora ela é bem confortável. – Sorri me sentando na cama. – Qual seu nome?

- Ah! Perdão, estava me esquecendo disso. – Ri fraco. – Me chamo Carmen, sou a governanta da casa. Já trabalho pro seu pai há oito anos. – Ela sorriu orgulhosa.

- Prazer! – Cumprimentei-a

- Bom, vou lá terminal o almoço. Quando ficar pronto eu te chamo, tudo bem? – Assenti e ela saiu do quarto fechando a porta ao passar. Deitei na cama e fiquei um longo tempo fitando o teto, tentando processar tudo o que aconteceu. Foi tão rápido. Uma hora eu estava em New York morando numa pequena casa com minha tia, e na outra estou em Los Angeles morando em uma mansão com meu pai.

Depois de mais ou menos vinte minutos deitada me levantei e fui ao banheiro tomar um banho. Era um banheiro não muito grande, mas também não era pequeno com o da antiga casa. Despi-me e entrei no box ligando o chuveiro. A água quente escorria pelo meu corpo dando uma sensação relaxante.

Coloquei uma roupa simples e confortável e desci pra almoçar. Na mesa tinha praticamente um banquete, e era tudo só pra mim. Comi tudo que pude e voltei pro quarto, estava cansada e precisava dormir um pouco.

[...]

Notas finais
Eai, o que acharam? Reviews?
Espero vocês no próximo