By The Chance
19 Capítulo 19
Notas iniciais
—Biquíni de Skye? — Melinda perguntou ao homem.
—Na mala dela. — Phil bufou, ansioso para que ela terminasse a lista de checagem.
—Suas roupas de banho? — ela ergueu uma sobrancelha, inquisitiva.
—Pensei que íamos nadar pelados. — ele descontraiu, ela o encarou seria. — Estão na minha mala, Mel. Vamos logo! O que esquecermos, arrumamos por lá.
Ele entrou no carro, fechando a porta e começando a afivelar o cinto. May bateu com delicadeza no vidro automático e ele o abriu devagar, dando mais drama a cena.
—Phil, temo que você tenha esquecido algo muito importante: Skye! — ela ria, enquanto ele verificava a cadeirinha vazia, confirmando o que a mulher falava.
Melinda foi buscar a garotinha no colo de Jemma, que aguardavam na entrada da casa. A menina beijou as suas bochechas da bebê, se despedindo.
—Te vejo em alguns dias Skye. — Jemma a entregou a May que acenou um tchau e foi correndo em direção ao carro, prendendo a menina na cadeirinha e assumindo seu lugar no carona, ao lado de Coulson.
—Paia! — a menina exclamou do banco de trás assim que o pai deu partida no carro. Os adultos riram com a empolgação de Skye.
—Afinal, para onde vamos? — Melinda perguntou quando viam os últimos prédios darem lugar a paisagem da estrada.
—Hamptons. — Phil disse, sorrindo à expressão surpresa da mulher. — Um amigo me ofereceu sua casa há alguns meses, eu resolvi cobrar o favor.
A expressão surpresa de Melinda foi substituída por um sorriso. Ela não era uma mulher ligada aos bens materiais, porém, quando mais nova, todos os seus amigos costumavam a visitar os Hamptons e seus verões sempre terminavam em Conney Island. Seria interessante conhecer o lugar que ela almejava quando mais nova.
Melinda espiou a filha do banco de trás, que já dormia com o balanço do carro. Ela então se permitiu relaxar no banco do passageiro, ansiosa para chegar ao seu destino.
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A viagem foi muito tranquila, apesar de ter sido um pouco mais longa que o esperado. Houveram paradas para trocar a bebê e alimenta-la, mas finalmente Melinda encarava a imensidão azul na sua frente, com sua filha em seu colo com o rostinho curioso.
—Água? — Skye apontou para o mar.
—Sim, Skye! Água salgada. Chama mar.
—Nadar? — a menina batia palmas animada.
—Sim. — May ficou feliz com a animação dela. Por mais que tinha certeza que na cabeça da pequena o mar parecia uma grande banheira.
A casa era magnífica. Dois andares, com um ar de bucólica na fachada, mas totalmente equipada com tecnologia de ponta no interior. Havia uma varanda que contornava toda casa e alguns passos depois do final dela, já era possível ter areia sob seus pés.
Quando Phil colocou as malas no chão da sala de estar, Melinda já tinha colocado Skye no chão e a pequena explorava o ambiente com mãos ávidas. -
—A casa é preparada para crianças. — ela observou.
—Garret tem um filho de dois anos. — Phil respondeu, justificando. — Ele estava no aniversário de Skye, lembra?
—Grant? — ela perguntou, meio confusa.
—Isso mesmo. — Coulson passou os braços em volta da cintura dela, a trazendo para perto. -Gostou do seu presente de aniversário?
—Eu estou amando. — ela passou os braços em volta do pescoço dele.
—Mama! — Skye exclamou e eles se separaram rapidamente, procurando a menina nos corredores.
Acharam Skye na lareira, coberta de fuligem e brincando com as cinzas no chão. Melinda pousou às mãos na cintura, percebendo que a menina já tinha superado o susto e se divertia com toda a sujeira.
—Acho que vou dar um banho nela. — May suspirou, pegando Skye no colo, que colocou as mãos no rosto da mulher espalhando a poeira negra. — E parece que eu precisar tomar um banho junto.
Coulson se deliciava com a cena, as duas pessoas mais importantes da sua vida se divertindo com um pouco de fuligem.
—Tudo bem. Eu vou ir até o mercado, comprar algo para passarmos a temporada. — Melinda começou a subir as escadas para o segundo pavimento. — Eu amo vocês. — Ele falou e ela congelou no terceiro degrau.
Phil demorou um pouco para perceber o que tinha falado. Seu corpo recebeu uma descarga de adrenalina e nenhum dos dois sabia o que fazer a seguir.
Porém, Melinda tomou coragem e se virou para ele sorrindo.
—Nós também te amamos. — ela respondeu.
Phil subiu os degraus que os separavam, beijando a ternamente e repetindo, dessa vez que a amava. May o respondeu, feliz por finalmente poder dizer é percebendo que conseguiu se segurar por muito tempo, afinal, ela já o amava desde do primeiro dia.
Alguns momentos depois, eles se separaram, seguindo os afazeres que planejaram minutos antes.
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—Skye, não pode colocar areia na boca! — a menina encarava a mãe com a boca repleta de grãos de areia. — Será que ela engoliu muito? — Melinda tomou a criança nos braços, usando uma garrafa de água para limpa-la.
—É totalmente normal, Mel. — Phil ria. — Ela está na fase oral, tudo é comestível.
O sol descia no horizonte, sinalizando o final da tarde. Eles decidiram fazer uma caminhada à beira do mar antes que anoitecesse, para que Skye se acostumasse a costa. Porém, o que a criança achou mais interessante foi a areia.
Eles se sentaram alguns minutos no fundo na casa, para observar o por do sol. Skye, sentada no colo de Melinda, fechava os olhos, se aconchegando, claramente cansada pelo longo dia. Coulson passou os braços em volta das duas, descansando o queixo no ombro de May .
—O que você está pensando? — Ele perguntou, após alguns minutos de silêncio.
—Que eu estou com uma pequena dívida com universo... — Melinda respondeu e olhou para Phil, que exibia uma expressão confusa. — Eu ganhei tudo o que eu queria: eu sou respeitada no meu emprego. Eu tenho uma filha linda e você. Foi muita coisa em pouco tempo. Sinto que a qualquer momento alguém possa vir cobrar o preço por toda essa felicidade.
—Isso não vai acontecer, Melinda. Eu nunca deixarei. — ele a beijou no rosto, voltando a observar o pôr do sol.
—Você ainda vai me amar amanhã? — ela sussurrou, se sentindo idiota por ser tão insegura.
—É claro que eu te amarei amanhã. — ele a puxou para mais perto, pousando a mão no queixo dela e virando gentilmente o rosto em sua direção. — E te amarei todos os dias depois. — ele selou os lábios nos dela e Melinda relaxou em seus braços.
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