By The Chance

1 Capítulo 1


Notas iniciais
então gente, esse é um plot que eu misturei um pouco de tudo: tem uma novela, tem algumas coisas do filme "Juntos por acaso" e tem o sonho que a menina que mora comigo teve. Espero que gostem! E comentem!

Melinda May não estava apaixonada pelo seu chefe. Pelo menos esse era o mantra que ela repetia todas as manhãs ao arrumar o cabelo na frente do espelho e ajeitar suas roupas.

Fazia pouco mais de um mês da sua formatura em administração. Esse era o mesmo tempo que se passou começara a trabalhar na SHIELD, uma empresa de segurança bastante famosa por todo país, como aprendiz de Phil Coulson, CEO e socio-fundador da empresa.

Melinda notara o charme do homem na primeira entrevista – seu terno super alinhado, apesar da postura descontraída, havia feito seu coração acelerar um pouquinho, logo a primeira vista. E por dias ela idealizou o emprego, com um homem tão encantador e um ótimo salário.

Porém, assim que foi chamada, veio o primeiro banho de água fria. Phil – como ele mesmo gostava de ser chamado, nada de senhor Coulson – era casado (e feliz) e tinha uma filha de nove meses, com nome de Skye. E quem dera Rosalind fosse desagradável, para ela ter a liberdade de ódia-la em segredo, a mulher do chefe era um completo amor, sempre levando presentes para ela na hora de ir busca-lo, ou demasiadamente preocupada com a expressão da garota. Sem contar que esbanjava beleza, bem como elegancia, o que fazia Melinda a invejar de certa forma.

Não que May – como alguns amigos a chamam- não fosse uma mulher bonita. Seu corpo definido pelas artes marciais chamava atenção e seus traços étnicos asiáticos emoldurados por seu liso cabelo negro eram completamente harmoniosos. No entanto, por ter vivido a vida inteira com seus dois irmãos adotivos e ter sido criada pelo seu pai, ser fina, elegante e delicada não eram suas características mais dominantes.

Contudo, Melinda não conseguiu evitar de suspirar quando o perfume do homem ficava em sua sala. Ou até mesmo ansiar a manhã seguinte para vê-lo novamente, assim que deixava o trabalho. E no momento que percebeu suas ações e sentimentos estavam passando do saudável, impôs um limite a si mesma- que sempre acabava ultrapassando: ver Coulson apenas como um chefe, no máximo como um amigo.

—Bom dia meninas. – Coulson entrou na sala, poucos minutos depois de Melinda ter chegado. Ela se apressou para tirar a caneta que prendia seu cabelo em um coque alto, deixando- o cair em cascata ao redor dos ombros.

—Bom dia Phil. – May e Natasha responderam, cada uma em seu tempo, a russa com um sorriso travesso no rosto, devido a reação da colega. Nat, uma ruiva russa com um talento magnifico para lutas, era secretária designada para Melinda, que também trabalhava com algumas partes de treinamento dos funcionários da empresa. Porém, em pouco tempo, as duas tinham se tornado melhores amigas, inclusive treinando/lutando juntas.

—O que temos para hoje? – ele tirou o paletó, dobrando-o no braço. Ele sentou na beirada da mesa da chinesa, que abria a agenda para verificar.

—Você tem reunião de 9 às 12. Que será retomada as 14 hrs. – Melinda respondeu com uma careta e o sorriso do chefe se esmaeceu, percebendo quão ocupado seria o dia.

—Reunião com os chefes de segurança do governo? – perguntou, torcendo para que fosse contrariado. Melinda assentiu, para sua tristeza. – Você me acompanhará?

—Não posso. – Melinda respondeu, fechando a agenda de forma dramática. – Hoje é confidencial e aparentemente uma aprendiz não pode saber de segredos governamentais.

O homem fez um biquinho para ilustrar sua tristeza, o que ficou bem ridículo, como ficaria para qualquer um com mais de dez anos. As duas mulheres começaram a rir e ele saiu para sua sala, fechando a porta como se parecesse magoado.

—Você ainda vai acabar babando um dia na mesa, na frente dele. – a ruiva voltou seus olhos para o computador.

—Qual o seu problema comigo Natasha Romanoff? – Melinda se sentiu ofendida pelas insinuações dela.

—Nenhum Mel, nenhum. – a russa sorriu complacente para ela.

Às nove em ponto, Maria Hill , secretária geral da segurança dos Estado Unidos entrou pela porta do escritório da SHIELD, acompanhada por Tony Stark – milionário, filantropo, playboy e gênio da industria de armas nacional – e Nick Fury, consultor de segurança. Melinda chamou Coulson e depois apertou a mão dos dois homens os cumprimentando e Hill, que a conhecia previamente pelo telefone, lhe abraçou, em seguida a Natasha.

—Prazer em conhecer-lhe, senhorita May. – Maria Hill sorria a mulher. -Você vai se juntar a nós hoje?

—Apenas Melinda, Secretária Hill .- Ambas riram, mas a Secretária sussurrou um “apenas Maria”- Hoje eu não posso, ainda não estou qualificada para tal compromisso.

—Ah okay, entendo o ponto. Na próxima, faço questão da sua presença! – a chinesa confirmou, ao mesmo tempo que ouvia a voz de Phil saindo da sala.

—Sejam bem-vindos a Shield- Phil sorria ao apontar para a sala de reuniões que ficava na porta ao lado do seu escritório. – Espero que minhas meninas tenham sido simpáticas com vocês. – ele piscou em direção as mulheres.

Depois que os quatro fecharam a porta, as mulheres voltaram as suas mesas, retomando o trabalho. Como Coulson estava preso na reunião, havia pouca coisa para Melinda fazer, a não ser divagar durante o resto da manhã e se ficar especulando quais assuntos eram discutidos na sala ao lado.

Na hora do almoço, Natasha já tinha abandonado seus afazeres e ligado para quem precisava naquela manhã e ela e Melinda trocavam fofocas e informações inúteis até que a porta da sala se abriu pela primeira vez.

—Hora do almoço garotas. – Phil anunciou, saindo primeiro e sendo seguido pelas autoridades. – Hill pediu que vocês se juntassem à nós durante a refeição. – Coulson estendeu seu braço para Melinda e Stark a Romanoff, enquanto Fury já trazia Hill consigo. A chinesa pareceu confusa a como se portar nos primeiros segundos, apenas entendendo a ação mais tarde. Mas segurou o braço do chefe de bom grado.

Eles seguiram para o restaurante no final da quadra, sem necessidade de veiculo para deslocar o pequeno caminho. Melinda e Phil andavam alguns passos atrás dos outros, observando a conversa animada de Natasha com Tony.

—Rosalind não vem para o almoço? – Melinda perguntou em um tom baixo.

—Não. – Phil respondeu, um pouco pesaroso. – Skye está com um pouco de febre. Ela vai leva-la ao médico Campbell mais tarde.

— Ah sim, entendi. – A Chinesa continuou se equilibrando nos saltos até o restaurante.

Foi uma refeição bem leve, com vários assuntos rodando pela mesa, além de fotos dos filhos da Maria e do Phil e descrição das travessuras dos pequenos. Mel ainda não era mãe, mas queria ser, apesar de ter adiado esse sonho para focar no trabalho. Naquele momento ela quis já ter seu filho, para poder compartilhar boas memórias como os presentes.

De volta ao escritório, eles se trancaram novamente na sala. Melinda retomou seu posto a fazer nada e Natasha desceu para o subsolo, onde ficava o centro de treinamento dos funcionários e os equipamentos.

Por volta das 15:30, o telefone da mesa da Natasha tocou, assustando Melinda, que estava desatenta devido a uma revista. Ela se levantou e foi até a mesa, atendendo no meio de um toque.

—SHIELD, segurança. Boa tarde. – ela respondeu, profissionalmente.

—Eu gostaria de falar com Philip Coulson. – uma voz grossa a respondeu do outro lado da linha.

—Ele não pode atender agora, está numa reunião fechada. – ela disse, procurando um bloquinho sobre a mesa da amiga. – Meu nome é Melinda May, trabalho com ele. Quer deixar algum recado?

—Não posso deixar recado, é muito importante.

—Porém, eu não posso interrompe-lo... Deixar um recado é o me...

—Aqui é da Policia de Nova York. Aconteceu um acidente na altura da ponte do Brooklyn, tem uma mulher em óbito e o contato dele é o contato para emergencia. Eu realmente preciso falar com ele. – Melinda fez um barulho correspondente ao seu choque. O cérebro dela trabalhou rapidamente juntando os pontos. Só poderia ser Rosalind no carro, isso significava que...

—E a bebê? Tinha uma bebê com ela? – Melinda perguntou, um pouco desesperada.

—Sim, tinha uma bebê. Ela estava presa a cadeirinha e saiu sem nenhum arranhão do acidente. Está com a asistencia social no momento. Mas a motorista estava sem cinto. Quando chegamos não pudemos fazer mais nada. – o homem parecia realmente triste.

—Vou chama-lo. – Melinda respondeu, colocando o telefone ao lado do aparelho e percorrendo hesitante os poucos passos entre a mesa e a porta da sala de reunião. Abriu a porta num roupante, antes que perdesse a coragem de chamar o chefe. Todos da sala a olharam.

—Mel, te falei para que não fossemos interrompidos e... – a expressão da mulher lhe assustou.

—Coulson, é a polícia. Rosalind sofreu um acidente. – May respondeu e antes que chegasse no final da sala Coulson estava no telefone.

Notas finais
Então, espero que gostem... E comentem pra eu ter animo de continuar!!! Se quiser falar qualquer coisa cmg, meu user é @doctorleofitz noo twitter, só chegar por lá