Buying A Love

12 Capitulo 11: Valentine's Day.


Notas iniciais
Yahooo Atrasada porque a Senhorita Suzu trocou a senha sem me avisar e não me passou... Humor? Não muito alto depois das besteiras que tive que ouvir "Kazu, você não acha aquele cara bonito?" "Kazu já não tá na hora de arranjar um novo amor?" "Kazu você vai ficar para tia desse jeito." "Já faz um mês que te deram um pé na bunda, pode tratar de arranjar outro alguém." Mas e daí se eu ficar para tia? Quando eu for tentar de novo não vai ser para quando enjoar largar. Ou quando começarem as brigas cada um ir para seu canto. Ou então começar o desrespeito e as criticas. Ou opinar sobre estilo, de vida, estilo de roupa, e tantas outras coisas a mais. Não estou procurando alguém que me adore ou coisa do tipo, mas sim alguém que não se enjoe de mim, ou vá embora porque encontrou algo melhor. Eu realmente não preciso disso. Enfim... Eu não gosto de ser controlada, por isso me seguro ao máximo para não controlar os outros. Não suporto nem quando meus amigos tem crise de ciúmes, e certamente não suportarei alguém ciumento ao meu lado. Ciúmes é bom? Quando moderado é aceitável. Não quero ser mais um numero nas estáticas, por isso prefiro continuar livre. Mas para aqueles que querem me parear com alguém que conhecem, ou sei lá quem, a resposta é única, não sairei com alguém pensando em outra pessoa. Não sairei com alguém quando meu coração chamar por outro alguém. Não por ter esperanças, pois meu orgulho não me deixaria voltar com alguém que por ventura me trocou por outra, mas por querer ser honesta e não ter que mentir quando dizer "eu te amo". E no meio de tudo isso me parece a Suzu "Kazu posso tomar sua história de vida como base para minha próxima história?" Olha o desabafo de novo... Bem sem mais delongas Boa Leitura

Capitulo 11: Valentine's Day.

Nico estava na cozinha de sua casa. Um avental rosa com babados, tinha uma vasilha de vidro dentro de uma panela no fogão e mexia o conteúdo marrom e cremoso com a ajuda de uma espátula de silicone, na mesa um pouco atrás diversas formas com diversos formatos estavam espalhadas.

– Onee sama o que está fazendo? – Kokoro perguntou curiosa.

– Chocolates para o Valentine. – Nico respondeu ainda mexendo a mistura com cuidado.

– Para o seu namorado? – E então Nico olhou assustada para Kokoro.

– De onde tirou isso? – Nico perguntou assustada.

– Nee sama tem saído bastante nos finais de semana ultimamente. Sem contar que sempre está falando ao celular. – Explicou.

– Nee san apenas arranjou amigos novos Kokoro. – A morena explicou. – Além disso Idols não podem namorar, não esqueça. – E tornou aos seus afazeres. Por sorte Kokoro acreditou na resposta que dera a ela.

– Nee sama pode fazer alguns para eu dar para as minhas amigas? – Kokoro perguntou olhando com seus grandes olhos vermelhos.

– Claro. Estrelas são boas para você? – Perguntou colocando chocolate na forma de estrela.

– Sim. Uma vez que as de coração a Nee sama vai dar para o namorado. – Respondeu dando de ombros.

– Kokoro! Já disse que não tenho namorado. – Nico disse com as mãos na cintura. – Agora pergunte para a Cocoa se ela vai querer dar chocolates para alguém. – Ordenou.

– Tudo bem, mas a Nozomi nee san disse que a Nee sama tem namorado, um bem bonito e rico. – E com isso a garotinha saiu correndo.

– Nozomi! – Nico gritou com raiva da cartomante. – Talvez eu deva fazer o dela com recheio de Wasabi no lugar de coco. – A morena já arquitetava sua vingança contra a amiga de infância.

Ouviu ao longe Kokoro fazer escândalo enquanto conversava com Cocoa. Deu um leve sorriso. Se Maki fosse realmente sua namorada poderia apresenta-la formalmente para sua família. Tinha certeza que eles iam entender.

– Maki chan... – Murmurou com um sorriso singelo no rosto. Sim, Nico já não conseguia mais frear aqueles sentimentos em seu peito. Estava apaixonada. Sorriu animada agora. – Bem, o que vamos fazer para as outras? – Se perguntou enquanto olhava as formas na mesa.

Não muito longe dali a garota de cabelos ruivos e olhos violetas estava em um dilema. Não sabia cozinhar, e pedir para suas empregadas fazerem chocolates para dar para Nico estava fora de questão. Se perguntava o que poderia fazer. Até conversar com Rin a respeito. Segundo Rin, naquela região havia uma loja chamada Homura que vendia doces típicos e que nessa época do ano também vendia chocolates. Também disse que eram chocolates bonitos e muito bem feitos. Agora a duvida era, comprar ou não.

Depois de andar por um tempo finalmente avistou a tal loja dita por Rin. Abriu a porta com cuidado para ouvir um bem vindo. A voz era familiar. Foi então que viu Honoka ali. A garota de cabelos laranja olhava com curiosidade para Maki.

– Oh! Maki chan! – Exclamou saindo de trás do balcão. – Veio comprar chocolates para a Nico chan? – Honoka perguntou alegre.

– Não! Eu apenas estava passando e pensei em comprar alguns doces tradicionais para meus pais. – Mentiu com as bochechas rubras.

– Maki chan, você não pode fazer isso. Finalmente é dia dos namorados, você deveria dar um chocolate para a Nico chan, mesmo ela sendo sua namorada de mentira. – Honoka disse comprando a mentira de Maki.

– Eu acho que não é necessário. – Maki respondeu ainda tentando manter sua pose.

– Nico chan certamente está fazendo chocolates para você. – Honoka murmurou visivelmente triste. – Pobre Nico chan. – Dramatizou.

– Tá bom, eu entendi. – Maki disse se dando por vencida. – Que tipo de chocolate você me recomenda? – Perguntou sem rodeios.

– Esses aqui. – Honoka arrastou Maki até uma das prateleiras. Ali a mais velha apontou para uma caixa em formato de coração. Dentro bombons de chocolate marrom em formato de coração com detalhes em chocolate branco e uma pequena flor rosa para decorar. – São de morango e cereja. – Disse sorrindo satisfeita

– São muito bonitos. – Maki não disse mais nada. Ficou olhando para a caixa. – Ela merece por ser tão esforçada. – Deu se por vencida.

– Então vou embrulhar para presente. – Honoka então pegou uma das caixas e se afastou ainda com um sorriso no rosto.

Maki ficou em silencio observando a loja. Haviam alguns doces bonitos. Outros que a apenas a aparência já a deixava com vontade de comer. Talvez devesse levar alguma coisa para casa mesmo.

– Desculpe a demora. – Honoka disse sorrindo. O embrulho também era delicado e bonito. – Dseja amais alguma coisa? – Perguntou educadamente.

– Sim. Eu quero levar alguns doces para meus pais, qual recomenda? – Perguntou feliz.

– A nossa especialidade, os Homumanju. – Honoka respondeu sorrindo.

– Vou queres três desses então, e mais três daqueles e três daqueles outros. – Maki então começou a sua enorme lista de pedidos. Honoka apenas olhava sem graça para a ruiva , bem, não podia reclamar.

Quando Maki terminou suas comprar na loja da família de Honoka, estava levando consigo duas sacolas cheias de doces, e uma com os chocolates. Se sentia satisfeita com sua compra. Esperava poder reunir se com sua família para por comer.

– Droga... Meus pais voltam tarde hoje... – Maki se lembrou. – Vou ter que chamar a Hanayo e a Rin para me ajudarem a comer tudo isso.- Murmurou desgostosa.

~*~

Maki e Nico combinaram de se encontrar depois do trabalho no café da morena em uma praça. A mesma praça onde Nico e Maki haviam ido no Natal. Ela estava decorada com luzes brilhantes em vermelho e rosa, devido a data especial. Alguns balões em formato de coração em diversas cores enfeitavam o local. As arvores haviam enfeites com o formato do mesmo.

– É raro nos encontrarmos sem ser nos finais de semana. – Nico comentou olhando para a decoração do local, estavam sentadas em um banco na praça. Estava de noite e tudo aquilo parecia algo magico.

– Isso é ruim? – Maki perguntou sem olhar para a morena.

– Não. – Nico sorriu. – Eu gosto de estar com você, Maki chan. – E então o coração de Maki falhou uma batida.

– Eu apenas te chamei porque quero te dar isso. – E então estendeu o embrulho para a morena. Eram os chocolates que havia comprado no dia anterior. – É apenas como amigos, não tem nenhum significado por trás disso. – Se justificou envergonhada.

– Obrigada. E esses são os seus. – Nico entregou seu embrulho para Maki. — Nico fez com as próprias mãos. Espero que goste. – Maki pegou o embrulho transparente. Podia ver os bombons em formato de coração Eles eram bonitos e bem decorados.

– Obrigada, vou dizer o que achei depois. – E então guardou os em sua bolsa escolar.

E então aquele silencio incomodo se fez no ar. Era como se as duas quisessem falar algo muito importante, mas não tinham coragem de dizer. Aquele clima já estava começando a ficar pesado e insuportável.

– Maki chan, eu queria te perguntar uma coisa. – Nico começou.

– O que? – Maki perguntou curiosa. Seja o que quer que fosse, Nico parecia nervosa.

– Bem... Você já encontrou a pessoas que estava procurando? Digo, está apaixonada por alguém? – Aquela pergunta pegou a mais nova de surpresa.

– N-não é como se eu tivesse encontrado ainda... – Maki começou nervosa.

– Você encontrou? – Nico perguntou tentando parecer animada.

– S-sim... – Maki murmurou ainda constrangida. Porque já não podia negar que gostava de Nico. A ponto de considerar Nico sua namorada mesmo que ainda fosse de aluguel. Suspirou cansada. Apenas podia aproveitar um pouco da situação, uma vez que quando se separassem seria para sempre.

– Oh... – Nico murmurou sentindo uma pequena dorzinha em seu peito. Sabia o que era isso. Era aquele sentimentos que estava lutando para apagar. – Fico feliz por você. – Engoliu bravamente o nó que se formou em sua garganta.

– Mas ainda não sei se é certo. – Maki murmurou timidamente.

– Por que? – Nico perguntou agora curiosa.

– Porque... Eu não deveria sentir isso... – Maki respondeu sincera. – Sabe, é uma pessoa incrível, honesta, e orgulhosa, as vezes um pouco infantil, mas leva o trabalho a serio e é responsável. – Maki murmurou.

– Bem todos os homens são um pouco infantis. – Nico respondeu desinteressada. – Mas você disse que leva o trabalho a serio, Maki chan você por acaso está apaixonada por um homem bem mais velho? – Perguntou curiosa.

– Não tão mais velho... – Maki respondeu mexendo os ombros.

– Maki chan é muito bonita, certamente ele vai se apaixonar por você, não se preocupe. — A morena tentou incentivar e apoiar a ruiva.

Nico não podia esperar que Maki retribuísse seus sentimentos, aquilo era pedir demais. Não se arrependia de ter se tornado namorada de aluguel de Maki porque ajudara e muito nas contas. Sem contar que Maki era uma pessoa muito boa e agradável de se estar.

– Nee Maki chan, quando toda essa farsa terminar, será que podemos pelo menos ser amigas? – Perguntou depois de um tempo.

– Eh? – Maki olhou assustada para Nico.

– Quando você conseguir conquistar esse homem e começar a sair com ele e não precisar mais de uma namorada de aluguel, será que poderíamos continuar sendo amigas? Eu gosto de você. – Declarou com as bochechas vermelhas.

– Claro. – Maki respondeu sorrindo. – Eu ficaria muito feliz de ser sua amiga, Nico chan. Muito feliz mesmo. – A ruiva segurou então a mão de Nico que estava sobre o banco.

– Obrigada. – Nico correspondeu ao gesto segurando a mão de Maki.

– Nico chan não está interessada em ninguém? Você não precisa se segurar por minha causa. – Maki murmurou.

– Há uma pessoa por quem eu me interesso e muito. – Nico respondeu sem coragem de olhar para a mais nova. — Mas não é como se eu pudesse ficar com ela. – Emendou

E então mais uma vez aquele silencio incomodo se instalou entre elas. Desde que Maki se tornou consciente de seus sentimentos tudo havia ficado estranho entre elas. Tinha medo de dizer algo e Nico perceber.

– Ah! Me diz como andam as coisas na sua casa. Você não me disse mais nada desde que sua mão voltou para lá. – Maki tentou puxar assunto.

– Mama está muito bem, se recuperando, logo vai começar a fazer os trabalhos em casa, e não vamos mais precisar tanto de dinheiro. – Nico disse empolgada.

– Você vai sair do trabalho? – Maki perguntou assustada.

– Isso vou ver ainda. Nico ainda não desistiu de ser uma Idol. – Respondeu com um sorriso determinado no rosto.

– Eu gosto disso em você Nico chan. Você ama sua família e se sacrifica por ela, mas mesmo assim continua apostando em seu sonho. – Nico apenas sorriu luminosamente.

– Obrigada Maki chan. – Agradeceu. Maki sentiu suas bochechas corarem. Como amava aquele sorriso encantador e belo de Nico.

Foi Então que viram duas garotas ao longe. Elas caminhavam de mãos dadas e pareciam muito felizes. Mais felizes que os outros casais que estavam na praça. Nico reconheceu as duas como Anju e Erena do A-Rise.

– Não acredito! – Nico exclamou se levantando em um pulo. – São do A-rise. – E então as duas olharam para Nico que ia sair correndo na direção da dupla

– Nico chan. – Maki segurou a mais velhas que ia sair correndo na direção da dupla. A ruiva simplesmente desviou o olhar quando viu a expressão raivosa da morena.

– O que foi? – Nico fora ríspida. Maki se assustou e soltou a morena. Conhecia Anju por ela ser sua prima, mas não fazia a menor ideia de que o tal de A-rise poderia ser. Seja o que fosse, Nico havia ficado brava.

– E-eu acho que já vou para casa. – Murmurou ainda sem olhar para Nico. – Obrigada por ter vindo me encontrar. – Maki simplesmente se virou segurando suas lágrimas. Por que seu coração doía e tinha vontade de chorar.

– Tudo bem, Nico vai ir falar com elas, nos vemos outros dia. Boa noite Maki chan. – Foi fria e Maki assentiu sem coragem de olhar para trás.

– Boa noite. – A ruiva disse antes de dar um passo. Em seu interior desejava que Nico a parasse. Que dissesse algo. Algo que não machucasse. Mas droga, o que estava fazendo?

Havia deixado Nico brava. O que poderia fazer agora? Nem sabia o que tinha feito de errado. Fechou os olhos com força com medo de que talvez uma delas pudesse ser o alvo do amor da morena.

– Ah Nico chan... – Enxugou suas lágrimas antes de parar de andar.

– Droga, o que foi? – Nico perguntou ficando ainda mais irritada, é talvez Nico fosse apaixonada por uma daquelas duas garotas. Não poderia prender Nico mais do que já havia prendido.

– Obrigada por ter continuado com essa farsa por tanto tempo. Mas eu pensei bem e é melhor acabarmos com tudo isso. Eu não preciso mais de você... Não quero mais te ver. – E então deu um passo antes de começar a correr.

– Maki chan? – Ainda ouviu A voz de Nico. – O que você quis dizer com isso? – A morena gritou para que pudesse. Maki apenas ignorou continuando a correr.

Desde que se apaixonara por Nico já não era quem costumava ser. Desde que havia entendido aquele sentimentos já não era mais ela mesma. Estava virando uma idiota medrosa. Não conseguia se acostumar com isso. Tinha medo... Era claro que tinha medo.

Era claro que queria que Nico sempre a olhasse com aquele lindo sorriso que tanto adorava, ou melhor amava. E ver outra expressão nos lábios de Nico havia doído. Mas aquele rumo era o esperado.

Sua mãe sempre dizia. Dinheiro não compra a felicidade, e muito menos o amor de alguém. E para Maki o que ela estava fazendo amar Nico e pagar para que ela fosse sua namorada de aluguel, era o mesmo que estar tentando comprar o amor da outra.

Maki estava comprando um amor... E como já sabia, jamais seria feliz ou teria o amor de Nico para ela dessa maneira.

Naquela noite de Valentine Day, o que era para ser um dia feliz, acabou se tornando um pesadelo.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Aula de história no face lá no Grupo do KanColle. Kisus Se cuidem