Butterfly Fly Away

13 Capítulo Final - Rumando para um novo horizonte


Notas iniciais
E aqui chegamos ao final tão esperado de mais uma de minhas fics. Espero que esse cap agrade vocês.

Winry abre os olhos com um pouco de dificuldade. Nossa, que viagem mais longa e cansativa... Como Ed e Al conseguiam viajar tanto de trem? Por mais que ela tentasse nunca conseguia se acostumar...

- Desembarque na cidade central! Passageiros desta estação, por favor recolham todos os seus pertences e saiam em do trem em ordem! – Disse o maquinista, e ela assim o fez. Nossa, tinha um pouco de inveja dele... Cuidar de uma máquina tão incrível como um trem? Realmente, não era para qualquer um!

Passou-se realmente muito tempo desde aquele dia... Agora ela já era uma mulher, no auge de seus dezesseis anos, com busto e corpo curvilíneo, personalidade forte e muito atraente. Também evoluíra muito como mecânica, e se esforçava para fazer um auto-mail melhor a cada dia que se passava. Nossa, como ela queria que seu pai, que a incentivara tanto, a visse agora... Fora realmente muito difícil crescer sem o carinho dos dois, mas no fundo ela sabia que eles sempre a olhavam... Às vezes sentia a presença deles, mas achava que era apenas uma brincadeira de mau gosto pregada por sua mente. Eles se foram, e não iriam voltar, por mais que ela desejasse vê-los...

Foi realmente difícil superar... Winry ainda se lembrava das noites tempestuosas chorando sozinha com medo dos raios, e das tardes solitárias que passou sentada na varanda, na esperança de vê-los no horizonte... Apenas mais maneiras de enganar a si mesma.

Mas então decidiu que não iria mais se deixar abater por isso. Depois de meses de terapia intensiva, aplicada por ela mesma, e muito tempo recebendo carinho e ajuda de seus melhores amigos, Winry finalmente superou. Podia sorrir normalmente, com sinceridade. Ela sabia que era isso que seus pais mais queriam. Mas mesmo tendo superado, nunca esqueceu os momentos tão preciosos de sua infâncias, que estavam para sempre guardados em seu coração. Às vezes, se lembrava e ria sozinha, com uma pontada de saudade, daqueles tempos...

Winry se espreguiçou e bocejou ao sair do trem, e começou a procurar o ponto de referência. Encontrou Alphonse sentado no banco onde os parentes e/ou amigos esperam os passageiros desembarcarem, para recebê-los.

-Al, aqui! – Winry levantou o braço, sorrindo, e começou a balançá-lo.

Alphonse viu e se levantou animado. Mesmo que não demonstrasse expressões faciais, Winry sabia que ele estava sorrindo.

- Winry, há quanto tempo! – Al abraçou a amiga, e Winry riu quando Al a levantou do chão ternamente e depois desceu-a com cuidado para não machucá-la.

- Eu estava morrendo de saudade de você, grandão – Ela disse, e os dois riram. – Cadê o Ed?

- Er, o nii-san... Tá no hospital – Al disse, sem graça, e uma gota desceu de sua testa.

- O QUÊ?! De novo?! E ele não me disse nada?! – Winry esbravejou. Não era a primeira vez que presenciava esta cena. Al ficou assustado e apenas balançou a cabeça timidamente. Winry suspirou.

- Não adianta mesmo eu me preocupar com aquele baixinho metido a valentão – Ela disse, com uma veia saltando da testa. Al riu um pouco.

- Ainda bem que o nii-san não está aqui pra ouvir isso – Ele disse, rindo.

Winry não resistiu ao riso puro dele e riu também.

- É mesmo... Ele provavelmente gritaria “QUEM VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE MICROPARTÍCULA DE POEIRA?!” – Ela gritou, imitando Ed, e Al riu alto.

- Você faz igualzinho! – Al disse, ainda rindo, e Winry riu também.

Ao chegar no hospital, Winry automaticamente perguntou por Edward Elric.

- Segundo andar, quarto 209 – A recepcionista disse, e Winry se dirigiu ao elevador com Al.

- Ei, eu sei qual é o quarto, sabia? – Al perguntou.

Winry apenas deu de ombros e sorriu.

- Desculpe, foi automático.

Assim que eles chegaram no andar, Winry entrou no quarto e viu Ed todo machucado. A mecânica sentiu uma pontada no coração. Ed sorriu, visivelmente envergonhado e assustado.

- Ed, por que não me contou? – Ela perguntou, com voz triste. O alquimista não sabia o que responder.

- E-eu não achei necessário no momento – Ed disse, com receio.

Foi a gota d’água. Winry pegou sua chave inglesa e começou a caminhar até ele pisando duro. Ed entrou em pânico e começou a pedir desculpas repetidamente. Winry levantou o braço e olhou para Ed ameaçadoramente, pronta para bater nele, e o pequeno alquimista apenas protegeu a cabeça assustado. Winry hesitou por um momento, dois... Até que subitamente larga a chave inglesa e abraça Ed com força. Este foi pego de surpresa, e sente algo quente escorrer por suas costas.

- Por favor não faça mais isso... – Winry pediu, em voz chorosa. – Eu estava tão preocupada, com tanta saudade de vocês, e quando chego aqui vejo você nesse estado... Por favor não faça mais isso...

Winry soluçava baixinho, no ouvido de Edward, e este se sentiu extremamente culpado. “Não pensei que a Winry fosse assim tão feminina...” Ele pensou, e a abraçou em resposta.

- Winry, por favor não chora – Ele pediu, e ela apenas soluçou em resposta. – Me desculpe, eu prometo que da próxima eu aviso.

- Como assim próxima vez? Que não tenha nenhuma próxima vez! E ainda assim, se por acaso tiver, porque eu tenho um mau pressentimento que vai acontecer, quero que você me avise. — Winry fez uma pequena pausa, soltando um leve suspiro — E então... Você promete mesmo, ou é só para me agradar? – Ela perguntou, olhando nos olhos dourados dele com seriedade.

- Prometo – Ele disse, e sorriu. Winry sorriu e enxugou as lágrimas em seu casaco preto.

- Aiii, que fome – Ela disse, e seu estômago roncou. – Não como nada desde Resembool...

- Tem um refeitório e uma cafeteria aqui no hospital, quer que eu te leve lá? – Perguntou Alphonse.

- Claro! Ah, Al, obrigada mesmo! – Ela disse, indo até a porta. – Quer vir também, Ed? Do jeito que você é inquieto não vai aguentar ficar na cama por muito tempo...

Winry e Al riram, e Ed só deu um sorriso, enquanto uma gota descia de sua testa. “Nossa, que mudança de humor rápida...” Ele pensou.

- Há, há, muito engraçado... – Ele disse, sorrindo. – Al, você pode me ajudar, por favor?

- Claro, nii-san – Al disse, pegando uma cadeira de rodas que estava “estacionada” no canto da parede. Winry olhou para Ed surpresa. “Ele está tão mal que não pode andar?” Ela se perguntou. Winry viu que Ed estava com dificuldade para sair da cama.

- Vem, Ed, deixa que eu te ajudo. – Ela disse, ajudando Ed a se levantar e sentar na cadeira.

- Obrigado, Winry! – Ele disse sorrindo.

Eles desceram pelo elevador e logo chegaram à cafeteria. Pegaram uma mesa perto da janela, e Winry começou a ver o cardápio e se surpreendeu com um prato, em especial. “Eles têm panquecas de chocolate!”, pensou. Quanto tempo faz que ela não comia panquecas de chocolate?

- Com licença, garçonete, eu vou querer as panquecas de chocolate, por favor.

- Mais alguma coisa, senhorita? Alguma bebida?

- Ah, e um pouco de leite, por favor.

- Já vai sair. – A garçonete disse, indo até a cozinha.

- Você é corajosa, hein? – Ed disse para Winry, quando a garçonete foi embora.

- Hã? Por quê? – Ela perguntou, levantando uma sobrancelha.

- Você viu o que pediu pra beber?! Aquilo é veneno! – Só então Winry entendeu e riu. Al riu também.

- Exagerado... – Ela disse, e Ed riu.

Assim que chegaram as panquecas, Ed logo espichou o olho. Winry fez que não com a cabeça.

- Nii-san, você não pode comer essas coisas ainda. – Disse Al. – Tem que esperar o machucado fechar.

- Ah, um pedacinho só não faz mal, né Winry?

- Nada disso! – Disse Winry.

- Por favor! – Ele pediu. – Não me obrigue a utilizar a minha arma secreta de persuasão dos Elric!

- Não, nii-san! Ela não vai resistir!

- Ed, eu já falei que não vou te dar. Nada do que você fizer vai me convencer.

- Ah, é mesmo? – Ed disse, sorrindo. – Não diga que eu não te avisei.

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[N/A: Uma técnica passada por gerações na família Elric.]

- KYYYYYYAAAAAHHHH!! – Winry deu um gritinho, não resistindo ao impulso de abraçar Ed, que corou instantaneamente. – Tá bom, eu dou, eu dou! Não posso resistir a tanta fofura acumulada.

- He, eu disse que era infalível. – Ed disse, com um sorriso vitorioso nos lábios.

- Sua fraca... – Al disse, em um suspiro.

- Eeeeeeu? – Winry apontou para si mesma, indignada. – Como eu posso resistir a uma carinha dessas? [N/A: Ninguém te culpa, Winry. Quem resistiria?]

Winry, em derrota, deu um pedaço a Ed e comeu um depois. Ela paralisou momentaneamente ao sentir ao sabor. “Não é possível...” Ela pensou, ainda paralisada.

- Que delícia!! – Ed disse, lambendo os beiços. – Winry, elas são iguais às que seu pai fazi...

Ele olhou para Winry e viu que ela estava chorando. Sorrindo e chorando.

- Winry, você está bem?! – Perguntou Al assustado, e igualmente estava Ed.

- Estou maravilhosa, Al, nunca estive melhor. – Ela disse, ainda chorando.

- Então porque está chorando? – Perguntou Ed.

- Saudade... É apenas saudade.

Butterfly fly awayQue a borboleta vai voar

Butterfly fly awayQue a borboleta vai voar

Got you're wingsGanhou asas,

Now you can't stayAgora você não pode ficar

Take those dreamsPegue esses sonhos

And make them all\\t\\t\\t E você pode fazer todos eles

[come true \\t [virarem realidade

Butterfly fly away\\t\\t\\t\\t Borboleta voe longe

Butterfly fly awayBorboleta voe longe

You've been waiting\\t\\t\\t Você ficou esperando

[for this day \\t [por esse dia

All along you know just\\t\\t Você sempre soube

[what to do [o que fazer

Butterfly, Butterfly,Borboleta, borboleta,

[Butterfly[borboleta

Butterfly fly awayBorboleta voe longe

~Fim

Com a palavra: A autora

Em primeiro lugar, quero agradecer à minha amiga Meg, que betou esse capítulo. Valeu mesmo Meg! E também gostaria muito de agradecer a todos que leram e acompanharam essa fic desde o seu nascimento (que na verdade apenas nasceu do sentimento simples de querer fazer uma songfic com essa música tão linda da Miley) e cativou tanto a mim quanto a todos os que leram... Me deu muita alegria e orgulho sendo uma das minhas únicas fanfics a chegar a mais de 100 reviews (devo isso a vocês, povo, obrigada *pisca*) e respondi todos os reviews com carinho e atenção, e eles me inspiraram muito a fazer um capítulo final digno pra vocês que estavam tanto esperando por esse momento.

Sim, essa fic vai deixar saudades... Tanto em mim quanto em vocês (pelo menos eu acho, né?) E foi tão bom e prazeroso pra mim escrevê-la quanto pra vocês lê-la. Nela nós rimos, choramos, nos emocionamos, brincamos junto com Winry e presenciamos uma infância digna para essa personagem tão incrível e que já passou por tantas coisas na vida, e merece não só essa fanfic, mas todas as que autores e fãns de FMA assíduos como eu quiserem escrever. Ok, já tô escrevendo um livro aqui...

Finalmente gostaria de agradecer especialmente a Meg, Laranja, Carol Elric, Luukslima, Xuxu_Elric (mesmo com tempo corrido Carol e Xuxu sempre passavam por aqui), Razi, BgPg, Vanille_chan, twinlight shin, Bruhs2 e todos os que acompanharam e mandaram reviews, me animando cada vez mais. Obrigada, pessoas, sem vocês essa fic não estaria completa! *pisca*

Notas finais
Bom, essas notas finais vão ficar bem grandes... Enfim u_u
Eu peguei algumas carinhas de Eds no deviantart (com a premissão da dona, é claro) e peguei essa especialmente, colori e coloquei plano de fundo, especialmente para vocês. Passei a tarde inteira fazendo. Espero que tenham gostado ^^ Nyah, ficou fofo neh? *---*

Bom, tudo que eu tinha que dizer já disse ^^ beijos e espero que essa fic tenha cativado vocÊs ;* Tenho que dizer que essa imagem aí deu bastante problema pra colocar ¬¬ mas eu consegui, é o que importa! o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.