But You Say Don't Matter
2 Good morning New York
Notas iniciais
A hurley e a volcon não patrocinam bandas, mas aqui elas patrocinam :D
— Bom dia a todos – falei, eles me responderam. Alguns. Fui em direção a cozinha. Apenas Jess estava lá, com seus cabelos sempre impecáveis e lisos de doer. — E ae May – ela sorriu e tomou um gole de alguma coisa provavelmente era chá, Jess é alérgica a lactose. — E ae – passei a mão em seus cabelos bagunçando-os. – Cadê Nells? – perguntei abrindo a geladeira e não vendo nada mais do que uma garrafa de água – estamos numa pobreza do caralho ein! – falei. — Tem café na mesa – Jess. Sentei na mesa e peguei o café colocando numa xícara – Nells esta tomando banho. Foi um grande sacrifício para acordá-la – ela mordeu tomou mais um copo. — Nat entrou no banho agora também – peguei um pão em cima da mesa e coloquei queixo branco com peito de peru e dei uma mordida. — Ta com fome ein – Nells apareceu com uma toalha nos cabelos. — Fome é foda – rimos. — Quem são esses caras ae na sala? – perguntei pra Jess. — Papai disse que são pessoas querendo nos patrocinar – ela tomou um gole e respirou fundo, Nells fazia um sanduíche. – ele conversou com algumas pessoas antes de virmos pra cá, e tem gente com quatro olhos em cima da gente. Pelo que eu sei eles querem nos divulgar como a “Banda que não foi revelada no Brasil” – eu e Nells nos olhamos e rimos. — Ninguém merece ser uma banda brasileira! – Nells. — É mas não podemos nos iludir muito, papai disse também que o povo americano é muito preconceituoso e que pode haver uma aversão pela gente por sermos estrangeiros – Jess sempre acabava com a nossa alegria. — Bom estamos aqui e tem gente ali fora interessado na gente, e outra a Shakira é da Espanha e faz um puta sucesso no mundo e sem contar que foi descoberta por aqui então... – Nells. Comemos em silencio até que Nat chegou junto de Tio Paul e sentaram na mesa conosco. — Querida coma logo por que as outras já comeram, as oito temos que ir na gravadora pra fazer alguns testes, caso eles gostem vão gravar o CD de vocês – todas sorrimos, era o que mais queríamos. Nat comeu e Paul nos chamou na sala. — Meninas estes são Alicia a produtora, William empresário e Charlez que é da gravadora Hollywood records. – Olhamos meio abismadas para eles e os cumprimentamos. Paul começou a falar e nós entendemos o que iria acontecer, iríamos na gravadora, faríamos o teste e se eles gostassem iriam gravar nosso CD. E nos levar nos lugares e talz. Saímos do apartamento, do lado de fora tinha uma Vam que iria nos levar até a gravadora, ela era cinza. Entramos e acho que o sono e o cansaço incorporou em todas nós, quando olhei para os lados, as meninas já haviam dormido e até Paul. Sorri e deitei minha cabeça na janela. Não iríamos precisar de instrumentos, apenas eu e Nells, que seria no caso a guitarra e o baixo. Quando chegamos Nells já estava acordada, as outras acordaram quando descemos do carro. Entramos no estabelecimento e pra minha surpresa e de Nells também algo nos chamou a atenção, uma movimentação em um estúdio aparte. Paul nos chamou e entramos em outro estúdio. Ele era bem escuro e tinha uma câmera com estufa lá dentro. Haviam vários aparelhos no lugar e Charlez já estava por lá, conversando com outras pessoas. — Venham aqui meninas – ele nos chamou. Andamos em sua direção e cumprimentamos as pessoas. – Vocês vão tocar pra gente, toquem suas musicas mesmo. E veremos okay? – ele nos olhou todo simpático.Entramos na sala fechada, era bem confortável, tirei minha guitarra da bolsa e Nells o Baixo dela. Quando estavamos prontas Jess nos chamou, nos reunimos em uma rodinha e ela começou. — Olha não importa o que vamos enfrentar daqui pra frente, vamos tocar como sempre tocamos e vamos fingir que não á ninguém ali do outro lado – haviam um vidro preto na parede. — Okay – falamos juntas. Nos viramos e nos preparamos. Tocamos primeiro I can’t touch you, my heart is your, I like my boyfriend Hurley, Dolls are for girls, not for me. Paramos de tocar quando alguém do outro lado falou conosco. — Meninas esta ótimo, o som de vocês vai emplacar na boa sem problemas nenhum. Parabéns – era a voz de Charlez. Nos olhamos e rimos, eu via no rosto de todas a felicidade. Conseguimos. Ainda não estavamos acreditando que uma empresa tão grande como a Hollywood records iria nos gravar, isso era incrível. Mostramos as musicas para as pessoas que Charlez nos apresentou, algumas deram palpites nas letras e outras sugeriram musicas que não incluíssemos no CD. Nells ficou chateada quando não quiseram colocar a musica que havíamos feito juntas. Our dreams Will come true. Era sobre sonhos é claro. Mas nosso sonho quando éramos novas de nos tornarmos famosas. Mas ela não iria deixar assim, até terminarmos o encarte do CD ela não iria sossegar.
— Meninas temos que fazer ensaios para Photo Shoots do CD, e temos que ir em algumas lojas comprar umas roupas pra vocês – Jess pulou ao ouvir roupas. Ninguém merece. — Isso mesmo – Charlez – Vão comprar algumas coisas por que temos que dar uma olhada em uma banda de meninos também. Eles são do Reino Unido, acho que vão ser um fenômeno assim como vocês – Charlez riu e abriu a porta do estúdio para nós. Saímos e fomos em direção a Vam. O carro saiu, iríamos primeiro fazer o Photo Shoots e depois as roupas. Já eram mais de duas horas, lá dentro do estúdio as horas passavam rápido. Quando chegamos no estúdio para fazer as fotos haviam várias roupas em cabides, esperamos um pouco e depois começamos a fazer as fotos. Nells já tinha mais experiência, ela fez alguns trabalhos no Brasil como modelo fotográfica e Nat fez curso de fotografia. Saímos de lá por volta das sete das cinco da tarde. E fomos para as lojas Nells não ficou muito feliz com as lojas, apenas na quinta que fomos ela sossegou. Achou suas roupas da Hurley e ficou quietinha e feliz. Jess preferia umas roupas doidas lá. Eu fui para a loja da Volcom, cada roupa louca *-*. Depois eu e Nells fomos comprar tênis enquanto a emo e a patricinha foram comprar sapatilhas. Quando chegamos em casa estavamos tão cansadas que tomamos banho e dormimos. Seria outro dia longo amanhã. Acordei cedo, mas ainda não havia amanhecido, tomei banho e fui pra sala. Estava muito frio, coloquei um casacão e uma calça folgada. Deixei o cabelo solto mesmo, ele estava ficando loiro médio já, de tanto tempo fazia que eu não pintava. Sentei no sofá que ficava de costas pra uma janela enorme de vidro preta com uma cortina. Olhei pro lado de fora, a cidade ainda estava meio escuro acinzentado. Liguei a TV e coloquei no canal de vídeos. Passava a nova musica da Hilary Duff. Deitei a cabeça no braço do sofá e fiquei olhando pra TV. Às vezes eu me sentia um pouco sozinha de ante de tudo na vida. Meus pais nunca se importaram muito comigo, Paul pelo contrario sempre tentando nos ajudar, tentando nos mostrar que juntas tínhamos talento. — May Hello, acorda – era Paul. Sentei no sofá. – você esta chorando pequena? – passei as mãos nos olhos, não percebi que havia chorado. — Não é nada tio Paul. – ele me abraçou e então eu pude sentir que de verdade não estava sozinha. — Posso te mostrar a agenda de vocês? – ele perguntou todo feliz. Assenti com a cabeça, ele pegou uma agenda que estava em cima de uma mesinha de vidro na sala. – Temos gravação das oito até as duas, depois vocês precisam ir em uma radio local para publicarmos uma musica de vocês. A gravadora já escolheu a musica e vai avisá-las hoje. Ainda estamos vendo se vocês vão abrir alguns shows por aqui, sempre temos grandes bandas pra abrir shows em Nova York. – sorri e olhei para a agenda. — O que é isso? – perguntei indicando um nome meio estranho na agenda. — Vocês vão se encontrar com aquela tal banda que o Charlez falou ontem, é uma banda do Reino Unido, parece que eles também vão gravar. Então vão aproveitar o embalo de uma banda de quatro meninas para publicar uma banda de quatro meninos – ele falou meio preocupado. — E qual é o problema nisso tudo? – perguntei notando que ele não havia gostado da historia. — Você sabe May, meninos tem um jeito de chamar atenção de fãs muito rápido – ele mexeu a boca triste – Beleza. — E Daí Paul? Eles podem não ter talento – respondi. Ele sorriu fraco um pouco esperançoso. – vamos acreditar em nós mesmos tudo bem? – falei. Ele sorriu e me abraçou. Ficamos ali um pouco assistindo TV até que Paul foi acordar as meninas. As sete horas saímos de casa e a Vam já estava lá, por enquanto ela era alugada até Paul comprar uma para nós. Fomos para o Estúdio gravar as musicas, seriam treze e uma faixa bônus com clipe. O tempo passava voando lá dentro. Nells não estava muito bem. Mas acho que ela mudou rapidinho quando a outra banda chegou. Eram dois loiros, um de touca e outro de barba com chapéu preto na cachola. — Meninas esses são os garotos da banda Mcfly, assim como vocês eles estão começando agora na gravadora – Charlez. Olhei para trás a procura de Nells e ela havia sumido. – Este é Tom, Harry, Doug e Danny – todos levantaram as mãos e sorriram pra gente. Parecia tribo indígena. Sorrimos e cumprimentamos todos. O mais simpático era Tom. – Se acostumem com a cara um dos outros, pois vão se ver muito ainda. – Charlez veio a lembrar sua presença ali. Senti um dedo me cutucando e virei o rosto, Nells estava agachada atrás de mim como um bandido fugindo da policia. — O que você faz aí? – Perguntei baixinho. — Xiiu, fica quieta. Ta Vendo aquele menino loiro ali? – ela apontou pra um bem bonitinho, loirinho com uma faixa vermelha no cabelo e uma blusa azul escura da Hurley. Ri sozinha e ela me olhou feio – Que foi porra? – ela tava meio estressada. — Aquele dali é o Doug...O que tem haver ele com o fato de você estar aqui? – perguntei rindo. — Ele não é simplesmente o Doug, ele é o garoto do avião, lerda – ela me deu um soco no braço e eu quase cai, mas segurei ela. — Nossa – abri a boca – ai cassete. E agora? – perguntei. — Sei lá, preciso fugir daqui... – ela parecia de verdade uma fugitiva. — Nells, para de ser louca, vai lá e mostra a cara. – ri e ela me puxou me derrubando no chão. Ela me olhava super seria. — O tampinha, presta atenção – ela puxou meus ombros e me virou pra ela olhando super feio pra mim – Eu não posso, eu disse pra ele que era modelo e que estava aqui a trabalho. — Bom você é modelo, e esta aqui a trabalho. Mas não pra modelar, e sim pra tocar – respondi. — ¬¬’ Vou fingir que não ouvi isso tah. – ela falou irônica. Sorri e levantei — Se você vai ficar ae ótimo, eu vou lá falar com eles – sai andando e deixei ela lá sentada.
Notas finais
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