But Its Better If You Do
1 Mas é Melhor Se Você Fizer
Notas iniciais
- A capa da fic pertence a mim.
Eu e ele estávamos namorando há quase dois anos. Quando decidimos que estava na hora de morarmos juntos e dividir tudo, acabamos optando por morar no meu apartamento já que era mais espaçoso e confortável. Não que o meu não fosse tudo isso, mas preferi assim. Tudo estava perfeitamente bem, quando aos poucos ele começou a chegar tarde da noite em casa. Certo dia em que ele chegou do trabalho, resolvi tocar no assunto.
– Joshua precisamos conversar. – Toquei no assunto um pouco sem jeito e olhava para ele desconcertadamente.
– Então fale Alec, estou te ouvindo. – Disse colocando sua pasta no canto do sofá.
– Bem, é que eu tenho reparado que você tem chegado tarde há alguns dias.
– Alec, não se preocupe. Não é nada. – Terminou de falar e me deu um selinho.
– Como não é nada Joshua. Meu namorado chegando tarde da noite. Como isso não pode ser nada?
– Alec, não é nada. – Respondeu sem falar olhando para mim.
– Agora você fala que não é nada, e depois. Você vai continuar falando a mesma coisa Joshua?
– Alec, não me estressa.
– Não te estressar? Então isso quer dizer que essas suas chegadas no meio da madrugada significam alguma coisa?
– É Ross... – Disse em um tom fora do normal da sua voz, quase gritando. -... Significa alguma coisa sim.
– Ah Deus, eu sabia... Você é nojento Joshua.
– Que? – Ele perguntou arqueando suas sobrancelhas.
– Você esta me traindo Urie? Só me responda isso.
– Ross, pára de ser idiota. Não é nada disso.
– Então o que é? Diga-me Joshua, que eu quero saber.
– Alec, estou trabalhando ate tarde em um projeto novo e estamos apertados com o prazo de entrega. É isso.
Olhei um pouco desconfiado para ele já que essa resposta não me convenceu muito. Ele ficou esperando por uma resposta, alguma coisa que viesse da minha parte mais demorou a acontecer.
– Não vai dizer nada?
– Como eu posso dizer mais alguma coisa se você já se explicou. O que não convenceu muito. – Falei sentando-me no sofá.
– Alec, não vamos discutir agora. Só não te mostro o que estou fazendo, porque não gosto de trazer trabalho para casa, e você sabe disso.
– É Joshua, eu sei. Só que eu não quero viver com base nas suas mentiras. Se for assim eu acho melhor...
– Nem ouse terminar essa frase Alec. Não estou mentindo, ok? Se estou trabalhando ate tarde é porque quero oferecer o melhor para você. – Sentou-se do meu lado e me abraçou fortemente confortando aquele meu sentimento de medo. O medo que eu estava sentindo só de pensar em perde-lo.
Ele ficou abraçado em mim por um tempo tentando me acalmar e na tentativa de parar os meus soluços provocados pelo meu choro.
– Alec, não fica assim. Tudo o que te disse desde quando a gente se conheceu, foi verdade. Por que eu mentiria justo agora?
– Não sei Joshua. Por que você mentiria? – Refiz a pergunta a ele sem desfazer aquele abraço com minha cabeça apoiada em seu ombro. Depois de algum tempo, não obtive minha resposta. Desfiz o abraço e fui para a nossa cama, que acabou sendo refeito por ele.
No fundo, ele sabia que eu estava sofrendo. Nos dias seguintes ele passou a chegar mais cedo, por volta das oito horas da noite. Algumas vezes trazia-me presentes para tentar animar. Eu não estava triste, mas decepcionado. Seus presentes era sua forma de se desculpar por sua ausência. Ausência que eu não sentia só na cama, mas também nas caricias e pequenos cuidados que ele tinha comigo.
Algumas semanas depois, finalmente nos entendemos. Nosso amor tinha se fortalecido. Ele ficou um bom tempo sem chegar de madrugada, ate que um dia aconteceu pela primeira vez. Eu deixei passar essa primeira vez, mas depois foi acontecendo de novo, e de novo, é de novo.
Certa noite eu resolvi ficar acordado ate quando ele chegasse. Quando ouvi o barulho das chaves na porta, olhei para o relógio e marcava duas horas da manha, fiquei sentado sem me mover. Acendi a luz, pegando-o de surpresa.
– Alec, você acordado a esta hora? E sua insônia?
– Dane-se a minha insônia. Você prometeu não fazer mais isso e eis o que acontece. Você volta a fazê-lo Joshua. Isso é mentir, sabia?
– Alec não tome decisões precipitadas.
– Eu não vou tomar decisão nenhuma Joshua. Você deveria se envergonhar por isso.
– Alec eu vou para algum lugar antes que nossa situação piore e fique ainda pior.
– Joshua, você acabou de chegar e já vai sair?
– Acredite em mim Alec, vai ser melhor assim. – Aproximou-se de mim e me beijou. Pegou um agasalho e saiu novamente, me deixando sozinho outra vez.
Fiquei pensando por um tempo em meio ao meu choro e as lagrimas que eram fruto do meu choro. Resolvi me trocar e sair para algum lugar.
Enquanto isso em um cabaré...
(Pov’s do Joshua)
O local estava lotado e eu estava pedindo o meu terceiro copo de caipirinha ao som de uma banda que tocava no local. Eu fiquei olhando a banda tocar, foi quando liberaram para karaokê e a banda tocaria com que fosse o vocalista do momento. Comecei a cantar e percebi que tinha alguém com uma mascara a me observar, sorri no canto dos lábios e continuei com a minha cantoria. Terminei e voltei para o bar pedindo um drinque para mim e para a pessoa mascara que tinha sentado ao meu lado no balcão. Ela apenas fez um gesto com a cabeça para que fossemos para uma sala mais reservada, depois que terminássemos de tomar nossa bebida.
A pessoa mascara se levantou e eu a segui entrando em uma sala mais reservada. Ela me empurrou contra uma cadeira e ficou na minha frente se insinuando para mim. Fiquei encarando seu corpo. Seduziu e depois me beijou. Eu juro que pensei em já ter provado daquele beijo, e ate pensei que fosse peso da minha consciência por estar fazendo algo errado. Ouvimos algumas batidas na porta, sendo anunciado que era a policia, mas ignoramos. Quando nossos lábios se separaram, eu tirei a marcara dourada que estava usando, a expressão em seu rosto foi estranha, só depois que eu entendi o porquê. A pessoa que eu tinha beijado era o meu namorado: Alec Ross.
Ganhei um tapa na cara e meio insulto de palavrões. A policia arrombou a porta da sala reservada onde estávamos. Quando percebi que o algemariam primeiro, meio que lutei com os dois policiais para proteger o que era meu. Mais a tentativa foi em vão e acabamos os dois algemados e dentro do carro da policia. Isso serviu para lhe provar uma coisa: eu sempre ia amá-lo, não importando o que acontecesse.
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