But I love you
1 Capítulo 1
Notas iniciais
POV BELLA
Eu e Edward estávamos sentados em nosso sofá, um de frente para o outro, ele com uma cara triste, porém de certa maneira satisfeita, e eu já não sabia mais de onde vinham tantas lágrimas.
–Então é isso? Você vai ir embora mesmo?
–Sim, me perdoe meu amor, é... — o interrompi.
–Não me chame de amor, por favor.
–É o que você é, mas tudo bem, me desculpe. Como eu estava dizendo, é o que eu preciso no momento, eu te amo, mas eu preciso curtir minha vida, sair com outras pessoas, respirar novos ares.
–Não vou te dizer que está tudo bem, Edward, porque não está e você sabe disso, mas eu sou inteligente e forte o suficiente pra te deixar ir. Então, se você quer ir embora do nosso apartamento e terminar nosso relacionamento, eu não posso fazer nada pra te impedir.
–Por favor, me desculpe, am... — ele balançou a cabeça, olhou pra cima, respirou fundo e continuou — Bella se tivesse uma maneira de não te fazer sofrer, eu faria desse jeito. Mas eu sei que não tem...
–Tem, Edward. É só você não ir embora que eu não vou sofrer, você também não, eu sei que você está sofrendo eu estou vendo nos seus olhos. Por que você está fazendo isso, Edward? Eu não fui mulher o suficiente pra você? Você nunca foi feliz ao meu lado? Esse 5 anos juntos foram todos uma mentira?
–Bella, para! NUNCA na sua vida pense que você não me feliz, que não foi o suficiente, porque você foi o suficiente e muito mais, e eu sempre te amei, e ainda amo, mas eu preciso disso, preciso conhecer outras pessoas, se você soubesse o quanto está doendo em mim fazer isso...
–Edward, por favor, para de dizer que me ama! Se você continuar eu não vou conseguir me reerguer! Para de dizer que está sofrendo, porque se doesse de verdade, você não faria isso. Então, se você vai embora, vai logo, não faça doer mais ainda...
–Tudo bem, Bella, eu vou só pegar minhas coisas no quarto.
Ele se levantou e foi em direção ao nosso, quer dizer, meu quarto. Eu apenas me encolhi no sofá, abracei minhas pernas e fiquei olhando pro nada, enquanto meus olhos pareciam duas cachoeiras. Não sei quanto tempo eu fiquei assim, só despertei quando a ele me chamou.
–Bella, eu já terminei... Bella? — ele veio até mim e se ajoelhou na minha frente — Bella, por favor não chora! Por favor! — ele passou a mão em meu rosto limpando as lágrimas — Me desculpe! Eu te amo, muito!
Eu olhei pra ele e seus olhos estavam cheios de dor e transbordavam.
–Não, não chora por favor! — eu disse enquanto acariciava seu rosto.
–É impossível ver você assim por minha causa e não chorar, mas eu estou fazendo isso pro seu bem, eu juro. Se eu ficar, mais tarde eu vou te fazer sofrer ainda mais, e eu não quero isso.
–Chega, Edward, eu já entendi...
Eu não sei em que momento nós nos aproximamos, só sei que agora estávamos com a testa colada uma na outra, olhando dentro dos olhos cheios de lágrimas. Aos poucos ele foi se aproximando até que seus lábios estivessem á poucos milímetros dos meus, nossas respirações estavam aceleradas.
–Posso te beijar, pela última vez?
Eu queria aquilo mais que tudo, mas se eu deixasse não conseguiria me recuperar depois. Balancei minha cabeça dizendo que não.
Ele respirou fundo, fechou os olhos e disse:
–Por que?
–Porque eu não vou aguentar quando você for embora, eu não vou conseguir seguir em frente. Desculpe.
Ele fez que sim com a cabeça, respirou fundo de novo, deu um beijo na minha testa e se levantou.
–Eu vou buscar as minhas coisas...
Depois de alguns minutos ele já havia levado todas as suas malas para o carro, faltava apenas uma e eu fiquei apenas em pé observando e chorando silenciosamente. Enquanto ele carregava eu podia ver seu rosto retorcido em uma careta de dor. Eu não entendia, se estava doendo tanto, por que ele estava fazendo isso? Eu não sabia o porquê e nem se um dia eu descobriria. Mas se era isso o que ele queria, era isso o que eu faria, porque eu o amava tanto a ponto de deixá-lo ir para ser feliz com outra pessoa. De repente uma luz se acendeu, era isso! Ele estava com outra pessoa, uma pessoa que ele amava mais. Essa constatação causou em mim uma nova onda de dor e choro, dessa vez mais ruidosa, e tão destruidora a ponto de deixar minhas pernas bambas, tanto que eu cai de joelhos, aproveitando a posição afundei meu rosto em minhas mãos e chorei mais ainda. Com o barulho da minha queda, ele deve ter se assustado, pois eu escutei o baque da mala no chão e seu grito.
–BELLA!
Quando eu o vi ele estava ajoelhado na minha frente, desesperado.
–O que aconteceu? — eu não conseguia responder sua pergunta, a dor era excruciante — Bella?! Amor?! Por favor, o que foi?! Fala comigo, por favor!
Eu apenas chorei por sua preocupação, por ele ter me chamado de amor e agora ainda mais porque eu havia me agarrado ele, e ele me abraçou de volta, enquanto enfiava seu rosto em meu pescoço e eu no dele.
Mas então me lembrei do porque de ele estar indo embora, talvez a nova namorada dele não gostasse disso, me afastei dele sentindo meu coração sufocar de dor.
–Bella? Mas o que você está fazendo? Não, volta aqui! Deixa eu te abraçar mais um pouco, por favor... — ele tentou me puxar de volta, enquanto sua voz ia diminuindo aos poucos, até que virou um sussurro — Por favor, me dá só mais um abraço, o último! E eu prometo nunca mais aparecer na sua vida, prometo nunca mais te fazer sofrer.
Eu não consegui dizer não mais uma vez, principalmente porque seu rosto estava distorcido de dor, como se aquilo fosse a pior coisa que poderia estar acontecendo no mundo e eu não queria dizer não.
Então me joguei de volta em seus braços, sentindo ele me apertar, como se estivesse com medo de me perder. Como se fossemos um só,ambos levantaram a cabeça ao mesmo tempo, e olhando dentro dos olhos um do outro nossas cabeças se aproximaram e ele me beijou.
O beijo tinha amor, dor, saudade, arrependimento. Então em meio á lágrimas o ar faltou e nós encostamos nossas testas tentando recuperar o fôlego.
–Eu te amo pra sempre! Por favor, nunca se esqueça disso! Eu sempre estarei aqui te esperando caso você queira voltar para os meus braços. — quando eu disse isso ele me apertou ainda mais em seus braços.
–Eu ainda te amo, espero que um dia você me perdoe por isso.
–Meu coração já perdoou, por mais que minha mente diga que não, porque eu te amo, e nada vai mudar isso, infelizmente.
–Não fala isso, por favor. Saber que você odeia o amor que você tem por mim é como se você enfiasse uma faca no meu coração. Eu sei que estou te fazendo sofrer, mas como eu disse, eu juro que é o melhor pra você. Mas eu tenho que ir, adeus Bella.
–Nunca achei que fosse dizer isso, mas seja feliz com ela Edward, eu tenho certeza que ela merece seu amor.
–O que? Ela quem? – ele parecia confuso.
–Eu sei, Edward, já entendi que você se apaixonou por outra pessoa, mas não se preocupe, eu não vou falar e nem fazer nada, só espero que ela te faça feliz, do jeito que eu devia ter feito. Adeus, Edward – ele me olhou desesperado.
–Não! Não, Bella! Você não enten... — o cortei.
–Edward, por favor, já chega.
–Mas, Bella... — o olhei com uma cara brava — Okay, okay, eu entendi, quem não entendeu aqui foi você...
O olhei dentro dos seus olhos pela última vez.
–Tchau, meu amor. Seja feliz.
–Tchau, amo... Bella seja feliz você também.
–Sem você? Impossível!
–Me desculpe.
Ele se levantou, deu um último beijo em minha testa e saiu de casa, e eu? A única coisa que eu fiz foi levantar do chão, ir para o quarto, deitar na cama e chorar agarrada ao seu travesseiro.
Edward havia ido embora no sábado á noite e hoje já era segunda de manhã, eu passei o domingo inteiro deitada em minha cama chorando, não tinha forças para fazer outra coisa, eu esperava que ele tivesse ele mesmo contado á sua família sobre o rompimento, porque eu não teria forças.
Eu já havia decidido, não iria trabalhar hoje e talvez nunca mais, eu não conseguia encontrar uma razão para seguir minha vida.
Continuei um tempo deitada na minha cama ainda, até que a campainha soou pelo apartamento, uma chama de esperança se acendeu tão rápido como se apagou, não era ele dizendo que estava arrependido, se fosse ele não teria tocado a campainha. Sabendo que não era ele, decidi então não abrir, a pessoa do outro lado entenderia.
–Bella, por favor, abre! Sou eu, Alice — a voz dela estava triste e suplicante – Ele já falou comigo, ele me contou tudo, e eu dei uma bela de uma bronca nele. Por favor, deixa eu cuidar de você.
–Allie, por favor, me deixa sozinha.
–Não posso, não quero e não vou. Isabella Swan, se você não abrir essa porra dessa porta agora, eu vou chamar o Emmett aqui pra arrombar ela, e então você vai ficar sem porta.
Eu não duvidava nada de que ela faria isso mesmo, então decidi abrir, afinal ela era a Alice, apesar de ser irmã dele, era minha melhor amiga.
–Já tô indo, Allie.
–Muito bem, boa garota.
Fui até a porta e abri do jeito que eu estava, eu devia estar um caos, não havia trocado de roupa desde sábado, não havia comido nada e estive chorando durante todo esse tempo. Ela deu um grito assim que me viu. E eu a abracei buscando apoio, me enfiei em seus braços e voltei a chorar ruidosamente.
–Bella, meu Deus! Você está pior do que eu imaginei.
–Alice, ele foi embora! Ele me deixou.
–Eu sei, amiga! Eu sei, ele me contou e eu já falei um monte pra ele, ele chorou igual á você, mas ele disse que não voltaria atrás, que era o melhor pra você.
–Eu não sei o que fazer, Alice, não sei. Eu estou perdida sem ele.
–Calma, venha vamos entrar, você vai tomar um banho e vai comer alguma coisa, porque eu sei que você não comeu nada ainda.
Ela nem me deixou responder, me empurrou para o banheiro que tinha no meu quarto e disse que só era pra eu sair de lá quando estivesse mais apresentável, e que ela iria ver se tinha algo para comer na cozinha.
Durante o banho, eu consegui pensar mais claramente, e eu tinha certeza de três coisas:
1- Edward havia ido embora.
2-Eu esperaria o resto da minha vida que ele voltasse.
3-Se ele aparecesse aqui a qualquer hora, qualquer dia pedindo pra voltar, eu voltaria sem titubear nenhuma vez, porque por mais que ele esteja me fazendo sofrer agora, foi ele quem me salvou de mim mesma quando meus pais morreram. E eu o amaria eternamente.
Estava saindo do banho, quando escutei Alice na cozinha e segui até lá, ela estava mexendo na geladeira.
–Hey, Allie.
–Deus, Bella, o que essa pizza está fazendo aqui? Já está estragando.
–Foi ele que deixou aí no sábado, ele pretendia comer mais tarde... — eu disse voltando a chorar.
Alice correu até mim e me abraçou.
–Ei, ei, ei sem chorar.
–Me desculpe, Allie
–Tudo bem, agora vamos procurar algo pra comer
Alice passou o resto do dia comigo, e me convenceu a ir trabalhar no dia seguinte, com a desculpa de que eu iria me distrair, e ela tinha razão, eu precisava seguir minha vida, não queria voltar a ser um zumbi como aconteceu quando perdi meus pais.
Os dias foram passando, e eu não estava muito melhor, mas pelo menos o trabalho me distraia. Eu não saia de casa pra nada além de para ir trabalhar, Alice e Rosalie, namorada do Emmett (irmão do Edward), tentavam me fazer sair com eles, mas eu não estava no clima, e eu sabia que se eu fosse,provavelmente eu veria ele, e eu não estava pronta pra isso ainda. Toda noite quando eu chegava emcasa, eu corria para meu quarto e pegava a jaqueta que ele tinha esquecido aqui, o cheiro dele ainda era forte nela e me ajudava a matar um pouco da saudade gigantesca que eu sentia. Eu colocava a sua jaqueta, fazia tudo o que tinha que fazer e depois dormia a noite toda agarrada a ela. Era uma forma de senti-lo perto de mim durante a noite e afugentar os pesadelos.
Fazia um mês desde que Edward foi embora, era uma sexta a noite, e eu estava mais uma vez agarrada a sua jaqueta enquanto assistia um filme qualquer na Tv, quando meu celular tocou, devia ser Alice querendo que eu saísse com eles para um Pub qualquer, decidida a recusar seu convite me levantei para atender o celular, porém meu coração parou durante alguns segundos quando li o nome na tela:
"Anjo"
Eu não sabia se atendia ou não, se ele estava ligando devia ser algo importante, certo? Então antes que a ligação fosse par a caixa postal, eu atendi.
–A-A-Alô – droga! Precisava gaguejar Isabella?
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