Notas iniciais
Cap em homenagem a LittleGirlStayStrong, obrigada linda pela recomendação, estou muito feliz!

Fico parada na sala, escutando a briga dos dois no andar de cima. Nathan não dá a mínima para a briga nem para o que aconteceu com a irmã dele. Simplesmente saí andando para a cozinha.

- Eu tenho que fazer o pré-natal. – caminho até ele.

- Você tem ginecologista? – ele me encara.

Rolo os olhos de um lado para o outro.

- Não. – murmuro.

Ele franze o cenho.

- Por quê?-ele me encara.

- Sei lá. – dou de ombros- Nunca fui de ficar indo no ginecologista.

- E como tomava anticoncepcional?

Ele entende muito coisa...

- Por conta própria, hoje em dia vende nas farmácias. – rebato- E você não entende muito disso?

Ele ri.

- Sim, eu vivo com mulheres aqui. – ele sorri petulante.

Reviro os olhos.

- Não sabia que prostitutas iam ao ginecologista e usavam anticoncepcionais. – retruco.

- Você é uma menina muito inteligente, porém é mente fechada. – ele sorri triunfante.

Estreito os olhos.

- Mente pequena é você. – resmungo.

- Não estamos no século 19, linda.

Linda?

- Sua sorte, porque senão você estaria cheio de filhos. – falo petulante.

Ele ri.

- Não sou um coelho. – ele caminha para a geladeira.

Rio.

Ele volta com um copo de suco e coloca no balcão, de frente pra mim.

- Não quero suco. – sorrio.

- Mas vai ter que beber.

- Quem você pensa que é para mandar em mim?

- Sou o pai do seu filho, seu namorado e seu marido de mentira.

Reviro os olhos.

Escuto um barulho forte vindo do andar de cima.

- Vou resolver uma briga de casal. – sorrio e saio andando.

Subo a escada o mais rápido que consigo e caminho até o quarto que vem a gritaria, passando pelo quarto das prostitutas.

- Estão sabendo da nova noticia?- uma delas murmura.

Paro perto da porta.

- Não.

- A Cassandra vai ter um filho do Nathan!- ela diz pasma.

- Nossa! Essa teve sorte, qualquer daria tudo para ter um filho dele. – uma delas comenta.

Depois eu que tenho mente pequena.

Reviro os olhos e continuo andando. O coitado do meu bebê nem se formou direito e já invejado por ai...

Paro na porta do quarto e vejo uma cena nada típica; Vic jogando a primeira coisa que tem em Alek e o mesmo está encolhido na cama.

- Vamos parar?- entro no quarto.

Eles param a discussão e se voltam pra mim.

- Eu vou matar ele!- Vic rosna.

Massageio minhas têmporas.

- Minha mãe dizia que um casal tem que ter harmonia para viver bem. – encaro-os – Então, a Vic tem o direito de trair também.

- Mas hein?!- Alek arregala os olhos.

Ergo as mãos em defesa.

- Isso mesmo. – Vic faz uma careta e cruza os braços.

Alek resmunga algo e levanta da cama.

- Só não fique com qualquer um. – ele sai andando.

Vic bufa e joga algo nas costas dele.

- Ele vai me deixar com câncer de tanto nervoso. – ela resmunga.

Sorrio torto e me aproximo dela, abraçando-a.

- O Alek gosta de você. – murmuro.

- Gosta nada. – ela diz chateada- Ele me traiu.

- Ele transou com a Mari?- encaro-a.

- Ah, acha que eu parei pra perguntar?- ela diz irônica.

Dou de ombros.

- É mais preferível ele te trair e contar, do que esconder e continuar traindo.

Ela concorda.

- Por que eu não tenho sorte com homens?- ela me encara chorona.

Respiro fundo.

- Somos duas. – sorrio- Pode me ajudar em uma coisinha?

- No quê?

- Me ajuda a achar algum lugar para eu ir fazer o pré-natal?

Ela aquiesce.

- Vai me distrair. – ela sorri.

Concordo.

**

Depois de muito procurar, achamos um lugar, marcamos a consulta e o Nathan vai com a gente.

A Vic ainda está meio chateada com o que aconteceu com o Alek e eles não andam se falando muito, evitam estar no mesmo local da casa e comer na mesma hora.

Chegamos à pequena clinica, entramos. É um local bem aconchegante, paredes de arenito branco, uma pequena fonte na parede e alguns sofás, o balcão da recepção e o corredor com as salas.

Havia algumas gravidas, com barrigas gigantes. Encaro de relance a minha, ainda nem pode se julgar que estou gravida.

Nathan vai até o balcão.

- Nervosa?- Vic me encara.

- Não muito. – sorrio.

- Eu já fiz isso, é tranquilo. – ela sorri- Ela só vai pedir exames.

Menos mal.

Nathan volta e senta ao meu lado, encarando de relance as gravidas perto da gente.

- Sua barriga vai ficar desse tamanho?- murmura ele.

- Nunca viu uma gravida?- encaro-o.

Ele dá de ombros.

- É o esperado. – murmuro.

Depois de alguns minutos, a obstetra chama o meu nome. Nathan fica na sala de espera e Vic me acompanha.

- Olá. – ela senta da cadeira de frente com a gente.

- Oi. – murmuro.

Vic apenas sorri.

Sentamos e apertamos as mãos.

- Sou Lea Gouveia, sua obstetra. Eu que serei a responsável pela sua gestação inteira. – ela sorri.

Sorrio de volta.

- Bom, vamos lá... – ela começa a falar e não para mais.

Não memorizo nem metade do que ela fala, mas sei que ela marcou alguns exames; HIV, Glicemia, Hemograma, Urina, VDRL, Triglicerides, Tipagem Sanguinea, Colesterol e uns outros que não lembro.

Nos despedimos e marcamos a próxima consulta, saio da sala carregando as receitas dos exames e encontro com o Nathan na sala de espera. Em uma cena muito estranha, pra ele logico. Ele está segurando um bebê muito lindo e gordo.

- Vamos?- me aproximo dele.

- Ah, claro. – ele me encara com vergonha- Só espere a mãe dele voltar.

Sorrio.

Uma moça loira volta e pega o bebê, agradece e vai embora.

Encaro-o irônica.

- O quê?- ele me encara- A mãe dele que pediu...

- Sei... – caminho para fora da clinica.

EM MINHA perspectiva já estamos chegando, usar essa venda é meio desconfortável.

- Já chegamos?- murmuro.

- Não. – ele diz sério.

Ajeito-me no banco e respiro fundo.

- Merda!- Nathan murmura e para o carro repentinamente.

Meu corpo vai pra frente, o cinto me enforca.

- O que aconteceu?- retiro a venda.

Encaro o grande portal de metal preto da casa, está arrebentado e tem um movimento estranho dentro da casa. Escuto o que parece ser tiros...

- Nathan, o que está acontecendo?- murmuro com medo.

- Fiquem no carro. – ele sai e saca a arma, caminhando cauteloso para a casa.

- Cassie. – Vic murmura no banco de trás- Eu não quero morrer.

- Não vamos morrer. – tento passar confiança.

Meu coração vem na boca e minha respiração fica pesada.

- Vamos ficar paradas aqui?- Vic diz baixo, com medo.

- Não. – abro a porta do carro.

- Eu acho melhor... – Vic tenta argumentar.

- Se ficarmos aqui, é capaz de ter menos segurança do que lá dentro. – falo firme.

Ela aquiesce e desce do carro.

- O que vai fazer?- ela fica ao meu lado.

- Vamos entrar. – pego na mão dela e começamos a caminhar para dentro da casa.

Notas finais
Ps: A segunda temporada está acabando...