Estou sentada na área de espera, os meninos estão falando com a balconista e o Nathan simplesmente sumiu.

Estar em um lugar tão bonito, legal e único, aonde pessoas do mundo vem para passear e conhecer a cidade e eu não posso andar sozinha, não posso sair do hotel e sempre tenho que estar onde ele tenha noticias de mim.

- O que foi?- Alek me encara.

- Nada.

- Se não fosse nada, não estaria emburrada.

- É que o Nathan já impôs suas exigências sobre mim. – resmungo.

- Ele já fez isso com tudo mundo. – ele sorri.

Respiro fundo. É melhor eu ir me acostumando com o jeito dominador e controlador do Nathan, senão nunca vamos nos dar bem.

Hum... Ele falou que eu não posso andar sozinha, mas o Alek está comigo.

- Alek, faz um favor pra mim?- sorrio.

Ele arqueia uma sobrancelha.

- Que tipo de favor?

- Me leve ao shopping?!

Ele franze o cenho e parece pensar em algo.

- Tá, mas vamos muito rápido. – ele levanta.

Sorrio abertamente e levanto com ele.

Caminhamos até o lado de fora do hotel e o Alek entra no land rover que nos trouxe pra cá, entro. Ele liga o motor com um ronco.

Observo o caminho. Ele segue pela mesma rua do cassino de John, e percebo que isso não é uma avenida e sim uma rua.

- Pensei que aqui fosse uma avenida. – murmuro.

- A Strip é umas das principais ruas de Las Vegas, aqui é onde tem mais cassinos e locais noturnos do que você imagina. – ele sorri- Se não me engano, tem um shopping gigante por aqui.

Não demora muito para eu avistar um enorme prédio, ele é de vidro e tem duas torres, uma na frente e uma atrás que sustentam um grande disco.

Alek segue para o estacionamento que está lotado e noto que aqui é de tarde, talvez por isso esteja lotado.

Entro ao lado do Alek, e o shopping é igual todos que já entrei, só se estou me confundido. Mas o que o torna diferente é o seu tamanho e as pistas de desfiles que se encontram lá, tem uma praça de alimentação gigante e pelo mapa, deve ter umas 200 lojas de roupa por aqui.

- Quer fazer o que?- Alek me encara.

- Preciso comprar roupas. – encaro-o meiga.

Ele revira os olhos.

- Mas prometo não demorar, também não gosto de fazer comprar.

A primeira loja que entramos é a macy’s, não exagero muito para comprar, pois essa loja é meio cara. Depois vamos na dillard’s onde exagero um pouco.

- Não vai comprar nada?- encaro Alek assim que saio da loja.

- Não, vim aqui só te acompanhar. – ele sorri.

- Então leve uma sacola. – sorrio e lhe entrego uma sacola a ele.

Andamos por vários andares procurando alguma loja chame minha atenção, até que acho a nordstrom, ela tem três níveis e uma seção enorme de sapatos.

Nessa loja eu compro mais sapatos do que roupa e agora procura uma loja com roupas juvenis. E acho a Abercrombie&Fitch e a diesel.

- Pronto, acho que já comprei de mais.

- Já vi piores. – ele ri.

Faço careta e vamos até o estacionamento, quando noto uma loja gigante apenas de boné, me lembro do Nathan.

- Espera. – seguro o braço de Alek- Gosta de boné?

- Sim, por quê?

- Vem. – ando até a loja.

Compro boné para todos os meninos e ai, posso ir embora.

JÁ ESTAMOS na frente do hotel, sei que o Nathan pode estar uma fera comigo.

Respiro fundo e entro.

Não acho ninguém na área de espera. Alek vai até o elevador e o sigo, subimos até o terceiro andar.

- Aonde vamos?- murmuro.

- Procurar os meninos.

Saímos do elevador e ele abre a porta do quarto 345, assim que entro, acho Lucas e o Leo jogando videogame. Sorrio.

- Oi meninos. – falo alegre.

Eles pausam o jogo e me encaram.

- Oi. – dizem em uni som.

- Foi no shopping?- ele pergunta cauteloso.

- Sim e trouxe uma lembrancinha para vocês. – sorrio.

Pego da sacola os dois bonés que comprei para eles.

- Obrigada. – Leo murmura.

Sorrio.

Não sei por que, mas tenho um pouco de medo do Leo, acho que é por que ele é frio como o Nathan.

- Valeu Cassandra. – Lucas diz enquanto encara o boné.

- Alguém viu o Nathan?- balbucio.

- Ele foi para o quarto, está cansado. – Lucas comenta- Sua chave. – ele me entrega um cartão.

- É no quinto andar. – Leo avisa.

Despeço-me dos meninos e vou para o elevador. Preparando-me mentalmente e fisicamente para a bomba que me espera no quarto.

Estou de frente para a porta marrom clara, com receio em abri-la e encontrar um Nathan furioso a minha espera. Hesito mais entro.

O quarto está escuro, não consigo ver como ele é. Procuro um armário para colocar minhas roupas e noto a cama. Nathan está deitado nela. Faço silêncio.

Abro o armário, as portas são de correr e de espelho. Começo a arrumar minhas roupas e deixo a sacola com o boné do Nathan ali dentro.

- Onde estava?- sua voz me faz congelar.

Fecho os olhos.

- Fui ao shopping com o Alek. – falo tudo de uma vez.

- O que eu falei pra você?

- Que eu não podia sair do hotel. – murmuro.

- E por que saiu?

- Por que eu precisava sair, precisava de roupas e de respirar longe de você. – balbucio.

- Você me deixa tão nervoso. – ele levanta.

- Então deveria me dar mais liberdade, talvez assim eu não o irritasse.

Ele inspira pesadamente.

- Quando se dá liberdade demais para alguém, ela se aproveita. – ele me encara.

Seus olhos azuis são nítidos na escuridão e sinto um temor passar pelo o meu corpo.

- Deveria testar. – resmungo- Poderia confiar em mim.

- Você confia em mim?- ele se aproxima.

Minha palpitação aumenta.

- Não. – balbucio.

- Então por que eu tenho que confiar em você? – ele fica de frente comigo.

Recuo e sou impedida pela porta do armário, paro de respirar.

- Por que ai eu confiaria em você. – balbucio, exasperada.

Abaixo o olhar para minhas mãos, minha palpitação está acelerada e minha respiração ruidosa.

- Fale alguma coisa. – não consigo disfarçar o tom exasperado de minha voz.

- Não consigo. – murmura ele.

Consigo sentir seu cheiro, aquele cheiro tão especial e afrodisíaco.

Ele segura o meu queixo e ergue minha cabeça, fazendo-me encara-lo.

- Trouxe uma lembrancinha pra você. – murmuro.

- O que?- ele me encara, com os olhos brilhando.

- Espere. – viro e abro a porta do armário, pegando a sacola.

Quando viro, ele ainda está perto de mim, o que me faz gelar.

- Não sei se vai gostar, já que tem o seu. – balbucio.

Ele sorri e pega a sacola, pegando o boné e colocando na cabeça.

- Obrigado. – ele murmura se olhando no espelho.

- Você gostou, de verdade?- fala perplexa.

- Por que o espanto?- ele me encara.

- Sei lá, você parece tão frio que talvez achasse isso bobeira.

- Nada é bobeira vindo de você. – ele sorri.

Ele está tão perto, mas perto do que antes. Consigo escutar sua respiração calma e inalar se cheiro, e poder encarar seus olhos azuis.

Estou em estado febril, minhas pernas parecem gelatinas e seus olhos queimam os meus.

- Eu... – tento mudar o clima entre nós.

- Shh. – ele me silencia e se aproxima mais.

Sinto meu rosto queimar.

- Você fica adorável assim. – ele afaga minha bochecha.

Agora não sei mais nada, uma hora ele quer me estrangular e agora está tão... Tão... Carinhoso?

Suas mãos passam de minha bochecha para minha cintura, me puxando para mais perto. Estou bamba e agradeço por ele estar me segurando. Coloco minhas mãos em seus ombros largos e carinhosamente aperto.

Sinto seus lábios esmagarem o meu, meu coração para, fico mais febril que nunca e acho que vou entrar em combustão. Subo minhas mãos para seus cabelos e tiro o boné dele, agarrando seus cabelos negros.

Ele pede passagem para língua, não tardo em aceitar, abrindo um pouco mais minha boca.

Sua língua consome e explora a minha boca, até que consigo acompanha-lo, o calor toma conta do meu corpo. Ele me aperta mais contra o seu corpo, sua língua persuadindo a minha. Nos separamos em procura do maldito ar.

- Isso não podia ter acontecido. – ele diz ofegante.

Estou ofegante e totalmente perdida.

- É só não fazer isso de novo- ofego.

Ele se aproxima de mim novamente e me beija mais uma vez, só que dessa vez mais carinhoso e calmo.

- Pronto, agora pode não acontecer de novo. – ofega ele.

Aquiesço.

Notas finais
desculpa se teve erros de português.