Businesses Will Part
8 Capítulo 8
Notas iniciais
- Não, não, não, não! – me afasto bruscamente dele.
O que ele acha que eu sou?
- Eu posso estar na sua casa, mas não vou ser igual a você. – praguejo, irritada.
- Só fiz uma pergunta. – ele diz na defensiva.
Minha palpitação aumenta, minha respiração está ruidosa. Ele deve ter algum problema, ele deve achar que matar pessoas é igual no videogame e ainda quer me levar junto.
- Por que se ofendeu tanto?- ele arqueia uma sobrancelha.
- Porque você acha que sou os seus amigos, onde você manda e eles fazem de bom grado.
Ele contrai os lábios e respira fundo.
- Não é verdade?- encaro séria.
Ele aquiesce.
Meus nervos estão à flor da pele. Não consigo parar de pensar na morte do doutor e com certeza não vou conseguir passar por isso de novo.
- Acha que eu gostei de ver aquele medico morrer?
- Não.
Então agora eu me dou conta, aquilo foi uma armação. Ele estava me testando, não é possível, eu consegui ficar sozinha com o medico e todos estavam na sala.
- Aquele dia, você estava planejando aquilo, não estava?- falo cerrando os dentes.
- Por parte, queria saber até onde conseguiria ficar calada. — diz ele simplesmente.
- A morte dele foi proposital?- arregalo os olhos.
Ele aquiesce de novo.
Fecho os olhos, tentando me acalmar. Pareço estar em um jogo, sendo testada a cada segundo que dou um passo por aqui e o pior, eu não conheço as regras, nem o objetivo.
- Eu preciso saber até onde você iria para sair daqui, se na primeira oportunidade denunciaria o sequestro e já tirei minhas conclusões. – ele continua.
- Você acha que eu ia ficar calada, sendo sequestrada e morando com um cara ganancioso como você?- praguejo inconformada.
Estou perplexa em saber até onde ele vai, parece não ter breque, vai até destruir todos a sua frente e não se incomoda em ver pessoas morrendo pelos os seus atos. Se colocar em primeiro lugar não é ser egoísta, mas ele se coloca no topo e transforma os outros em meros escravos.
Ele abre a boca para argumentar mais, mas acaba fechando.
Dou as costas e caminho até a cozinha, onde consigo escutar a conversa das meninas da casa.
- Parece que a novata anda brigando de novo com o Nathan. – uma delas comenta.
- Acho que deviam parar de reparar na vida dos outro. – reconheço a voz, se não me engano é de Melissa.
- Não sabe o que fala Mê, ele nunca trouxe uma menina aqui se não fosse pelos seus negócios com o exterior e ainda todas são como nós.
- É verdade e lembra como ele foi grosso quando perguntamos se ela ia trabalhar com a gente.
- Acho que ele deve ter algo com ela, será um caso?
- Deve ser, pra ele estar aturando-a até agora, com briga e tudo.
- Mas nunca a vi entrar no quarto no dele...
A conversa está tomando um ritmo muito intimo, só de pensar em ter um caso com o Nathan e de revirar o estomago. Nunca amararia uma pessoa como ele, por isso quero distancia.
Pigarreio e entro na cozinha, cortando o assunto delas.
- Cassandra, está tudo bem com você?- Melissa dirige a palavra a mim.
Aquiesço e me lembro de Nathan fazendo isso, talvez para evitar uma briga maior.
- Escutei sua briga com o Nathan, o que houve?- ela murmura apenas para mim.
- Desentendimento, como sempre. – dou de ombros.
- Bem, vou te apresentar para as meninas. – ela pega em meu braço.
Viro e encaro as quatro meninas sentadas na mesa, que sorriam falsas ou cínicas para mim.
- Essa é a Juliana. – ela aponta para uma menina loira de olhos castanhos. Dirijo-lhe um sorriso forçado.
- Essa é a Gabriela, mas pode chama de Gabi. – ela aponta para uma jovem de cabelos acobreados e tem um sorriso simpático. Retribuo-lhe o mesmo sorriso.
- Essa é a Fabiana, mas pode chamar de Fafa. – ela aponta uma menina de cabelos tingidos de loiro platinado. Ela não parece gostar de mim e eu também não vou com a cara dela.
- E por ultimo, essa é a Lívia. – ela aponta uma jovem de cabelos ruivos, também com um sorriso simpático.
Todas são jovens e parece não se incomodarem em viver com eles aqui, usam roupas curtas e que deixam o corpo bem amostra, nem parecem sentir frio. Possuem corpos esculturais, mas não pude deixar de notar que nenhuma era morena, como eu, sempre variava do loiro ao ruivo, mas não chegava ao castanho. Estranho.
Caminhei até a sala.
- Percy. – sussurrei
Ele levantou a cabeça e me encarou, sem hesitar caminhou estiloso em minha direção.
Afago sua cabeça e ele passa entre minhas pernas, se esfregando e ronronando. O pego no colo e afago desde sua cabeça até seu rabo. Acho que o Lucas está dando algo para ele comer.
- Nem tenho mais tempo pra você. – murmuro.
Fico parada no meio da sala, acariciando um gato e fingindo não me importar com o ambiente a minha volta.
- Cassandra?- a voz grave de Nathan soa pelo ambiente.
Meus nervos congelam, um frio passa pela minha espinha e eu travo. O que ele quer?
- Está na sala. – alguma das meninas comenta.
Escuto seus passos virem até mim, tenho vontade de correr, mas estufo o peito e continuo encarando Percy em meu colo.
- Pode olhar pra mim?- ele opina.
- Pra que?
- Porque eu quero olhar pra você.
Viro lentamente, seus olhos azuis estão escuros e desafiados. Eu provoquei isso?
Ele segura minha cabeça entre as mãos e a levanta, me fazendo encara-lo ainda mais.
- Agora não quero saber, você vai me ajudar. – ele diz ríspido. Simplesmente não está pedindo, está mandando.
- Não. – falo lentamente, desafiando-o.
- Não faria isso se fosse você. – ele avisa.
- Ainda bem que não é. – dou um sorriso entre suas mãos- Não gosta de ser desafiado?
Ele morde o lábio inferior e me encara. Meu coração acelera e minhas pernas ficam bambas. Sinto a vontade de... De beija-lo?
- Ande na linha. – avisa e sai andando.
Meu deus, o que foi isso? Eu posso mesmo estar pensando, não posso pensar nisso, não mesmo. Soltei o Percy e logo em seguida me joguei no sofá atrás de mim e fechei os olhos.
Há um minuto eu queria distancia dele e agora eu quero estar perto dele, isso é meio confuso.
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