Abro os olhos e vejo a silhueta de alguém me encarando. Volto para a superfície e vejo Nathan, seus olhos estão escuros e tristes.

Respiro fundo. Não é hora para compaixão.

- Você está bem?- balbucia ele.

- Sim e você?- murmuro.

- Tirando a escovada que levei, estou ótimo. – ele ri.

Mordo o lábio inferior, agi com uma adolescente rebelde.

- Desculpa, mas você conseguiu me pegar de TPM. – sussurro.

Ele senta na beirada da piscina e coloca os pés dentro na água, molhando a barra de sua calça jeans e então lembro que eu entrei de roupa e que minha blusa é claro.

Cubro o meu busto e fico ruborizada, olho de relance e vejo que meu sutiã está bem chamativo com sua cor rosa. Engasgo.

Fico de frente de seus pés e encaro seus lindos olhos azuis, eles não parecem muito contentes. Talvez eles demonstrem a dor que Nathan segura dentro dele.

Ele tem medo, mas do que?

- Você me confunde. – murmuro.

Ele sorri e afasta uma perna da outra, me deixando entre elas.

- Você me deixa confuso. – ele me encara.

- Eu? Pelo menos não foi eu que falsifiquei um casamento. – sorrio triunfante.

Ele sorri e a raiva que tenho dele some.

- Devia parar de me esconder às coisas. – apoio meus braços em seus joelhos.

- Irei guardar isso. – ele inclina o corpo pra frente.

Posso sentir seu cheiro agora, aquele cheiro que tanto gosto.

Minha palpitação aumente, estamos tão perto e ao mesmo tempo tão longe.

- Eu não suporto mais ficar longe de você. – murmura ele.

Meu coração para e minha garganta fica seca.

- Então não fique. – falo criando coragem.

Estou a ponto de ter um ataque cardíaco e uma parada respiratória.

Ele desce calmamente, deslizando para dentro da água.

- Então me deixe ficar perto de você. – ele sussurra perto do meu ouvido.

Sinto prazerosos calafrios e aquiesço.

- Se você não for mais idiota, eu deixo. – sorrio.

Ele ri.

- Prometo não ser mais idiota. – ele sussurra.

- Vou ver o que eu posso fazer...

Ele se aproxima de mim e beija o canto da minha boca e depois a minha boca. Abro um pouco a mesma, permitindo que a língua dele adentre em minha boca.

Uma de suas mãos está em minha cintura e a outra segurando meu cabelo, me mantendo imóvel. Abraço seu pescoço e derrubo o boné de sua cabeça. O beijo vai ficando cada vez mais intenso, à medida que exploramos a boca um do outro e é ai que percebo que eu preciso mais dele do que acho.

Ele se afasta devagar e eu encaro seus lindos olhos azuis.

Nem tenho tempo para tomar folego e ele retoma outro beijo, um pouco mais quente que o primeiro, retirando totalmente o folego que eu tinha.

Estou encostada na beirada da piscina, as mãos de Nathan estão inquietas em meu corpo e minhas mãos se encontram na barra de sua camisa.

Ele se afastou de mim novamente e aproveitei e retirei sua camisa, deixando seu peitoral à mostra. Passo a mão devagar por casa musculo, memorizando todos, Nathan não demonstra nenhuma objeção.

Sinto suas mãos na parte de dentro de minha camisa, me arrepiando inteira, congelo. E logo minha camisa está boiando junto com a do Nathan.

Nathan me levanta e eu entrelaço minhas pernas em sua cintura, consigo sentir a beirada gelada em minhas costas e água se movendo de acordo com os nossos movimentos.

- Nathan estamos em uma piscina. – ofego assim que o sinto morder o lombo de minha orelha.

- Qual o problema com a piscina?- ele sussurra em meu ouvido.

- Nada, mas os meninos estão lá dentro e...

- Eles estão vendo Tv.

- Mas... – minha mente está travada.

Ele passa os dentes na linha do meu maxilar, me deixando mais tensa e arrepiada. Mordo o lábio inferior.

Não posso me entregar tão fácil ou posso?

- Vocês vão jantar?- alguém fala meio distante da gente.

Nathan se afasta de mim bem rápido e tenta disfarçar, eu mergulho e vou para o outro lado da piscina.

- Hein?- e o Alek- Hum... o que eu atrapalhei?

- Eu vou jantar. – pesco minha blusa.

Nathan da de ombros.

Ainda estou ofegante e totalmente perdida.

**

Depois da janta, eu fui para o quarto e Nathan foi ver um jogo com os meninos.

O acontecimento da piscina ainda está na minha cabeça. Uma parte de mim queria continuar e a outra, sei lá, parecia me advertir por estar fazendo aqui.

Tomo uma ducha rápida e vou a procura de roupas. Anita deve ter guardado algo no armário do quarto.

Dito e feito tem roupas minha da mansão do Nathan. Sorrio.

Pego qualquer camisola e me jogo na cama. O mar está de frente comigo, assim como a lua cheia. Fico encarando a linha do horizonte, tão distante de mim e isso me lembra de Nathan. Ás vezes ele é tão próximo e ás vezes é tão distante que dá medo.

A porta do quarto abre e escuto passos, quase silenciosos.

- No que está pensando?- alguém murmura no meu ouvido.

Viro e vejo os olhos azuis que tanto gosto.

- Em você. – sorrio.

- O que?- ele inclina a cabeça.

- Muitas coisas. – franzo o cenho.

- Claro... – ele revira os olhos- Devia pensar mesmo e agir mais.

Se isso foi uma indireta, foi recebida com sucesso.

- Agir como?- inclino a cabeça.

- Tem que parar de pensar nas consequências, tudo na vida tem uma consequência. – ele sorri torto.

Minha consequência foi ter conhecido você...

- Tipo você. – sorrio.

Ele sorri torto e encara o teto.

- Olhe pra mim. – murmuro.

Ele vira e me fita analisador.

- É melhor se comportar quando eu tiver TPM, entendeu?

Ele ri.

- Prometo me comportar.

- Sério, senão escovas vão voar. – sorrio.

Ele ri alto, sua risada e contagiante, acabo rindo junto.