Businesses Will Part
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Duas semanas após Nathan, sequestro, tiro, mansão, isolada, prostitutas, Las Vegas, Fred, atiradores, armas, negócios e brigas.
Retomei minha vida social, liguei para todos os meus amigos e avisei que estou de volta, mesmo não querendo isso. Voltei a ler as calorosas cartas de minha avó.
Estou parecendo um zumbi, sentada na minha poltrona, encarando a sacada na esperança dele aparecer lá de novo, só que já fazem três dias que faço isso e ele não aparece. Minha mente não parece estar no momento de agora, ela vaga ao passado e me faz reviver todo de novo, mas de um ângulo diferente, como se eu fosse à narradora da historia.
O telefone toca, me obrigando a levantar da poltrona.
- Alô?- minha voz sai amarga.
- Cassie?- é uma voz familiar.
- É ela.
- Oi linda, é a Victoria.
Respiro fundo.
- Oi Vic, como vai?- tento me animar.
Vic é minha melhor amiga, tem meus segredos mais íntimos guardados, pena que esse que eu tenho eu não posso revelar.
- Estou ótima, por que sumiu?- ela vai começar, até conseguir arrancar algo de mim.
- Foi viajar. – murmuro.
- Para aonde?- ela diz animada.
- Las Vegas. – mordo o lábio.
- Não. – ela diz pasma- Sério?
- Sim. – rio.
- Ok, estou indo ai para a gente conversar e você me conta da viagem.
- Tudo bem.
Ela desliga e eu continuo na linha, não sei o motivo.
Respiro fundo e vou até a geladeira.
VICTÓRIA NÃO demora muito para chegar, e logo que entra, já ilumina a casa com o seu entusiasmo de menina. Ela tem o cabelo negro comprido preso em um rabo de cavalo, seus olhos castanhos brilham e está sempre falando de alguma.
- E como foi a viagem?- ela me encara.
- Normal. – tento não dar continuidade para o assunto.
- Comprou alguma coisa?- ela sorri.
- Umas roupas, mas a minha mala foi deportada para outro país. – minto e muito bem por sinal.
- E odeio aeroporto por causa disso. – ela resmunga.
Rio.
A visita dela vai me fazer bem, pode me tirar dessa depressão chamada Nathan e me levar de volta ao mundo.
- Quem te deu esse colar?- ela arregala os olhos ao vê-lo no meu pescoço.
Seguro o pingente com força. O que eu falo?
- Minha avó. – dou um sorriso amarelo.
- Hum...
Ficamos em silêncio e creio que ela não acreditou muito.
- Cassie, quer ir a uma festa?- seus olhos brilham.
- Eu acho melhor não. – murmuro.
- Qual é? Minha mãe que organizou, vai ser o maior show!- ela se anima rápido.
- Festa do que?- ergo uma sobrancelha.
- De gala e as pessoas vão de mascara. – ela sorri.
Contraio os lábios, não estou com vontade de ir.
- Não estou com clima para festas. – murmuro.
- Ah, por favor, só vão ter gatos lá e você pode arranjar um. – ela sorri lasciva.
Seria uma boa.
- e outra, todos vão ser ricos e de boas famílias. – continua ela.
- Quando é?
- Hoje a noite. – ela sorri.
- O quê?- quase caio pra trás.
- Ah, sem cerimonia Cassie, você não precisa de reboque para se arrumar para uma festa. Você é linda, é só dar um retoque na maquiagem.
Rio.
- Tudo bem. – me faço por vencida.
- Então está marcado, vem te pegar as oito. – ela levanta.
- Estarei pronta. – sorrio.
- É bom mesmo, agora eu tenho que ir gatinha. – ela me lança um beijo e sai.
Encaro Percy que está sentada perto de mim.
- Tenho uma festa. – tento me convencer.
**
Estou pronto. Me encaro uma ultima vez no espelho, estou usando um vestido da jovani, ele é curto, preto, sem mangas. Tem cintura império, com pedrarias bordadas e rendo sobre tela, é semi transparente no decote. Deixei meu cabelo solto, deixando-o bem comportado. Passei uma maquiagem leve e estou usando um scarpin preto Bottero.
Desço para a portaria e não preciso esperar muito, pois Victoria aparece sorento prata.
Entro no carro e encaro-o, ela está com um vestido curto, rosa e está impecável.
- Está linda. – ela me encara.
- Você também. – dou um sorriso tímida.
- Tome. – ela me entrega uma mascara.
A mascara é veneziana, modelada e é forrada com tecido. Tem alguns detalhes em cristais e uma pluma na lateral, a mesma é mesclada com branca.
- Obrigada. – murmuro.
ESTAMOS NA porta do buffet, o manobrista vem até o carro e nos ajuda a descer. Me equilíbrio no scarpin e encaro a luminosa entrada do buffet.
- Hora de colocar as mascaras. – Vic sorri e coloca a sua, é igual a minha só que rosa.
- Como sabia que meu vestido era preto? – encaro-o.
- Não sabia, trouxa uma variedade, quando vi que seu vestido era preto. Peguei uma mascara preta. – ela sorri.
Caminhamos pelo tapete vermelho até a grande porta de vidro. Quando entramos não posso deixar de notar a música alta, as mesas são redondas, com toalhas vermelhas e pretas, com lindos arranjos de flores. Tem uma pista de dança, um open bar, um self service. O teto está decorado com balões em forma de estrelas e o ambiente é iluminado de acordo com o ambiente. Na pista as luzes lembram uma balada e perto do restaurante é uma iluminação bem clara.
Também noto que tem bastante jovens aqui, entre a minha idade e 24 anos e realmente Vic tinha razão, tem muito meninos lindos aqui.
- Quer tomar alguma coisa?- Vic me encara.
- Sim. – sorrio.
Ela pega de uma bandeja duas taças de champanhes e me entrega uma.
- Aos gatos!- ela ergue a taça.
- Aos gatos!- rio e brindamos.
Tomo um gole e observo mais uma vez o ambiente, quando noto um lindo rapaz, tem cabelo negro revolto, usa um smoking preto e sua mascara revela apenas sua boca e maxilar, no entanto consigo ver seus olhos.
Os olhos azuis... Meu deus os olhos azuis!
Engasgo.
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