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15 Capítulo 15
Estou sentada na área de espera, os meninos estão falando com a balconista e o Nathan simplesmente sumiu.
Estar em um lugar tão bonito, legal e único, aonde pessoas do mundo vem para passear e conhecer a cidade e eu não posso andar sozinha, não posso sair do hotel e sempre tenho que estar onde ele tenha noticias de mim.
- O que foi?- Alek me encara.
- Nada.
- Se não fosse nada, não estaria emburrada.
- É que o Nathan já impôs suas exigências sobre mim. – resmungo.
- Ele já fez isso com tudo mundo. – ele sorri.
Respiro fundo. É melhor eu ir me acostumando com o jeito dominador e controlador do Nathan, senão nunca vamos nos dar bem.
Hum... Ele falou que eu não posso andar sozinha, mas o Alek está comigo.
- Alek, faz um favor pra mim?- sorrio.
Ele arqueia uma sobrancelha.
- Que tipo de favor?
- Me leve ao shopping?!
Ele franze o cenho e parece pensar em algo.
- Tá, mas vamos muito rápido. – ele levanta.
Sorrio abertamente e levanto com ele.
Caminhamos até o lado de fora do hotel e o Alek entra no land rover que nos trouxe pra cá, entro. Ele liga o motor com um ronco.
Observo o caminho. Ele segue pela mesma rua do cassino de John, e percebo que isso não é uma avenida e sim uma rua.
- Pensei que aqui fosse uma avenida. – murmuro.
- A Strip é umas das principais ruas de Las Vegas, aqui é onde tem mais cassinos e locais noturnos do que você imagina. – ele sorri- Se não me engano, tem um shopping gigante por aqui.
Não demora muito para eu avistar um enorme prédio, ele é de vidro e tem duas torres, uma na frente e uma atrás que sustentam um grande disco.
Alek segue para o estacionamento que está lotado e noto que aqui é de tarde, talvez por isso esteja lotado.
Entro ao lado do Alek, e o shopping é igual todos que já entrei, só se estou me confundido. Mas o que o torna diferente é o seu tamanho e as pistas de desfiles que se encontram lá, tem uma praça de alimentação gigante e pelo mapa, deve ter umas 200 lojas de roupa por aqui.
- Quer fazer o que?- Alek me encara.
- Preciso comprar roupas. – encaro-o meiga.
Ele revira os olhos.
- Mas prometo não demorar, também não gosto de fazer comprar.
A primeira loja que entramos é a macy’s, não exagero muito para comprar, pois essa loja é meio cara. Depois vamos na dillard’s onde exagero um pouco.
- Não vai comprar nada?- encaro Alek assim que saio da loja.
- Não, vim aqui só te acompanhar. – ele sorri.
- Então leve uma sacola. – sorrio e lhe entrego uma sacola a ele.
Andamos por vários andares procurando alguma loja chame minha atenção, até que acho a nordstrom, ela tem três níveis e uma seção enorme de sapatos.
Nessa loja eu compro mais sapatos do que roupa e agora procura uma loja com roupas juvenis. E acho a Abercrombie&Fitch e a diesel.
- Pronto, acho que já comprei de mais.
- Já vi piores. – ele ri.
Faço careta e vamos até o estacionamento, quando noto uma loja gigante apenas de boné, me lembro do Nathan.
- Espera. – seguro o braço de Alek- Gosta de boné?
- Sim, por quê?
- Vem. – ando até a loja.
Compro boné para todos os meninos e ai, posso ir embora.
JÁ ESTAMOS na frente do hotel, sei que o Nathan pode estar uma fera comigo.
Respiro fundo e entro.
Não acho ninguém na área de espera. Alek vai até o elevador e o sigo, subimos até o terceiro andar.
- Aonde vamos?- murmuro.
- Procurar os meninos.
Saímos do elevador e ele abre a porta do quarto 345, assim que entro, acho Lucas e o Leo jogando videogame. Sorrio.
- Oi meninos. – falo alegre.
Eles pausam o jogo e me encaram.
- Oi. – dizem em uni som.
- Foi no shopping?- ele pergunta cauteloso.
- Sim e trouxe uma lembrancinha para vocês. – sorrio.
Pego da sacola os dois bonés que comprei para eles.
- Obrigada. – Leo murmura.
Sorrio.
Não sei por que, mas tenho um pouco de medo do Leo, acho que é por que ele é frio como o Nathan.
- Valeu Cassandra. – Lucas diz enquanto encara o boné.
- Alguém viu o Nathan?- balbucio.
- Ele foi para o quarto, está cansado. – Lucas comenta- Sua chave. – ele me entrega um cartão.
- É no quinto andar. – Leo avisa.
Despeço-me dos meninos e vou para o elevador. Preparando-me mentalmente e fisicamente para a bomba que me espera no quarto.
Estou de frente para a porta marrom clara, com receio em abri-la e encontrar um Nathan furioso a minha espera. Hesito mais entro.
O quarto está escuro, não consigo ver como ele é. Procuro um armário para colocar minhas roupas e noto a cama. Nathan está deitado nela. Faço silêncio.
Abro o armário, as portas são de correr e de espelho. Começo a arrumar minhas roupas e deixo a sacola com o boné do Nathan ali dentro.
- Onde estava?- sua voz me faz congelar.
Fecho os olhos.
- Fui ao shopping com o Alek. – falo tudo de uma vez.
- O que eu falei pra você?
- Que eu não podia sair do hotel. – murmuro.
- E por que saiu?
- Por que eu precisava sair, precisava de roupas e de respirar longe de você. – balbucio.
- Você me deixa tão nervoso. – ele levanta.
- Então deveria me dar mais liberdade, talvez assim eu não o irritasse.
Ele inspira pesadamente.
- Quando se dá liberdade demais para alguém, ela se aproveita. – ele me encara.
Seus olhos azuis são nítidos na escuridão e sinto um temor passar pelo o meu corpo.
- Deveria testar. – resmungo- Poderia confiar em mim.
- Você confia em mim?- ele se aproxima.
Minha palpitação aumenta.
- Não. – balbucio.
- Então por que eu tenho que confiar em você? – ele fica de frente comigo.
Recuo e sou impedida pela porta do armário, paro de respirar.
- Por que ai eu confiaria em você. – balbucio, exasperada.
Abaixo o olhar para minhas mãos, minha palpitação está acelerada e minha respiração ruidosa.
- Fale alguma coisa. – não consigo disfarçar o tom exasperado de minha voz.
- Não consigo. – murmura ele.
Consigo sentir seu cheiro, aquele cheiro tão especial e afrodisíaco.
Ele segura o meu queixo e ergue minha cabeça, fazendo-me encara-lo.
- Trouxe uma lembrancinha pra você. – murmuro.
- O que?- ele me encara, com os olhos brilhando.
- Espere. – viro e abro a porta do armário, pegando a sacola.
Quando viro, ele ainda está perto de mim, o que me faz gelar.
- Não sei se vai gostar, já que tem o seu. – balbucio.
Ele sorri e pega a sacola, pegando o boné e colocando na cabeça.
- Obrigado. – ele murmura se olhando no espelho.
- Você gostou, de verdade?- fala perplexa.
- Por que o espanto?- ele me encara.
- Sei lá, você parece tão frio que talvez achasse isso bobeira.
- Nada é bobeira vindo de você. – ele sorri.
Ele está tão perto, mas perto do que antes. Consigo escutar sua respiração calma e inalar se cheiro, e poder encarar seus olhos azuis.
Estou em estado febril, minhas pernas parecem gelatinas e seus olhos queimam os meus.
- Eu... – tento mudar o clima entre nós.
- Shh. – ele me silencia e se aproxima mais.
Sinto meu rosto queimar.
- Você fica adorável assim. – ele afaga minha bochecha.
Agora não sei mais nada, uma hora ele quer me estrangular e agora está tão... Tão... Carinhoso?
Suas mãos passam de minha bochecha para minha cintura, me puxando para mais perto. Estou bamba e agradeço por ele estar me segurando. Coloco minhas mãos em seus ombros largos e carinhosamente aperto.
Sinto seus lábios esmagarem o meu, meu coração para, fico mais febril que nunca e acho que vou entrar em combustão. Subo minhas mãos para seus cabelos e tiro o boné dele, agarrando seus cabelos negros.
Ele pede passagem para língua, não tardo em aceitar, abrindo um pouco mais minha boca.
Sua língua consome e explora a minha boca, até que consigo acompanha-lo, o calor toma conta do meu corpo. Ele me aperta mais contra o seu corpo, sua língua persuadindo a minha. Nos separamos em procura do maldito ar.
- Isso não podia ter acontecido. – ele diz ofegante.
Estou ofegante e totalmente perdida.
- É só não fazer isso de novo- ofego.
Ele se aproxima de mim novamente e me beija mais uma vez, só que dessa vez mais carinhoso e calmo.
- Pronto, agora pode não acontecer de novo. – ofega ele.
Aquiesço.
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