Bury Me In Black
4 Revelações & Atitudes Impensadas
Notas iniciais
Se alguem lê a fic e nao deixo review pls dexa um pra gente saber que tem alguem lendo a não ser a Mari (: Mari vlw pelo unico review do cap.3 *0* thanx
Acordei com minha mãe batendo na porta (ainda bem que a porta estava fechada, se não iria entrar e me derrubar da cama) e gritando disse:
–-Alice! Acorda querida, ou irá se atrasar em seu primeiro dia de aula!
Puxei a coberta e cobri minha cabeça, resmunguei algo para ela não ouvisse e depois de um minuto sentei na cama. Ainda sentada enquanto bocejava, olhei para meu braço, em minha blusa ainda estava à mancha de sangue, por causa do acidente no dia anterior; Pensei um pouco e com o esforço do meu consciente decidi que precisava de um banho;
Saí da cama e indo em direção do guarda-roupa, sacudi meus cabelos com uma das mãos. Peguei uma toalha e fui para o banheiro. Como era de costume, demorei um pouco no banho, enquanto a água fria percorria meu corpo, pensei um pouco no novo colégio e nas novas amizades que eu tentaria fazer. Meus pensamentos foram interrompidos por uma voz que vinha do corredor:
–-Alice! Morreu aí no banheiro, é?!
A voz irritante de minha mãe penetrou nos meus ouvidos. Desliguei o chuveiro, me enrolei na toalha e rapidamente sai do banheiro ignorando-a.
Quando cheguei a meu quarto, em cima da minha cama tinha uma roupa separada, novamente é obvio, por minha mãe! Enquanto olhava seriamente para a roupa delicadamente posta sobre a cama, falei:
–-Eu não vou ser o que você quer que eu seja, mãe!
Tranquei a porta do quarto e parando em frente ao meu guarda-roupa tirei uma calça jeans e uma camiseta qualquer, Me vesti apressadamente, penteei meus cabelos, pus uma jaqueta para ninguém perceber os cortes, peguei meu material e enquanto abria a porta para sair, olhei novamente para minha cama e a roupa que eu deixara intocável, dei um sorriso discreto e desci as escadas.
Fiz o Maximo para não ser percebida por minha mãe, que estava sentada enquanto a empregada colocava o café da manha na mesa.
Já estava perto da porta quando ela ao me ver, pergunta:
–-Alice, não vai tomar café da manha? – ela pareceu um pouco surpresa por que eu não estava vestida com a roupa que ela havia separado.
–-Não estou com fome... – respondi, abrindo a porta.
–-Espere! Eu te dou uma carona, é caminho para o meu escritório. E ainda mais você não sabe onde é a escola, né?
Ela já vinha ao meu encontro, quando a ignorando, virei e ao sair bati a porta, para que ela soubesse que eu não estava afim de companhia.
“O que? Mamãe trabalha? Acho que o serviço de informação de papai perdeu essa fofoca, porque ele ainda manda dinheiro pra ela...”.
Bom eu estava fudida porque não sabia onde exatamente era a escola, mesmo assim, não queria voltar a trás e ir com minha mãe. Vi que perto dali tinha um ponto de ônibus escolar, fui ate lá e esperei alguns minutos.
E realmente era lá o ponto, logo se aproximou um ônibus e pude ver que o nome da escola se destacava no placar “Belleville High School”. Entrei e se tornei o centro das atenções, todos estavam me olhando, um pouco assustada sentei no banco mais próximo; O menino ao meu lado, mudava de cor ao olhar pra mim. “Nossa estou tão feia assim?” pensei comigo...
Quando o ônibus parou, desci e parei em frente à escola admirando a arquitetura linda que eu via.
Quando menos espero, meu celular toca, e no visor aparece bem grande “Pai” e acompanhado do nome, uma foto de nós dois abraçados... Uma lagrima cai diretamente na foto acertando seu foco principal. Aperto um atalho e levo meu celular até o ouvido:
–-O que você quer?- pergunto um pouco fora de mim e desanimada.
–-Nossa, acho que eu merecia um pouco mais de entusiasmo, por ter tentado ligar no seu celular á mais de uma hora.
E realmente olhei no visor e tinha ‘milhares’ de chamadas não atendidas.
–-Isso não importa agora eu atendi o que você quer?
–-Nada de mais, eu só ia te desejar boa aula e di...
Mal ele terminou de falar, o interrompi com uma risada forçada:
–-Nossa! Parece que alguém se lembrou de mim!! Um pouco tarde, mas lembrou! E as queridinhas? Estão bem?
–-Como assim?
–-Bom, acho que se você se lembrou de mim é porque já adulou bastante suas filhinhas, né? Por que sempre eu sou a ultima opção! Em tudo!
–-Elas estão dormindo, Alice... – falou tentando explicar.
–-Ah! E essa hora da manha você acordou só para me dizer “Boa aula”! Com certeza, pra não perder tempo comigo, já deu pelo menos um beijinho nas suas princesinhas, não é assim que você as chamam?
–-Chega Alice! – ele gritou do outro lado da linha – Será que não podemos viver em paz? Eu estava indo para a minha empresa e resolvi te ligar para avisar que depositei um dinheiro na sua conta! Por que você me trata dessa forma?
–-Você sabe muito bem o que fez comigo, PA... O que fez comigo e com a mamãe — nesse momento solucei, meu rosto já estava molhado, eu chorava como se estivesse levado uma pancada. E realmente, aquilo doía dentro de mim...
–-Ai meu Deus! De novo não, né Alice? Pensei que já estivéssemos conversados sobre isso.
–-Pois é! Claro que já conversamos... Eu e mamãe ate já tomamos providencias... Mas acontece que você cometeu um erro pai, aliás, um grave erro... E isso é difícil de esquecer! Principalmente quando se trata de uma relação familiar ou quando se trata especialmente de preferência entre filhas!
–-O que você esta dizendo Alice? Eu amo você, assim como eu amo sua mãe!
–- Então porque arranjou outra família?! Se você me amava ou a ama, tanto faz porque não importa!Você é para elas, um pai que eu nunca tive... Você nunca fez o favor de me levar em um parque de diversões, como eu te vi aquele dia, com aquela sua outra família!Como pode?!
–-Alice... Não é isso, filha! Eu estava em uma crise no trabalho e...
–-Eu não acredito que mamãe reparti você por três anos com outra mulher! Eu não acredito que eu reparti você com outras duas meninas horrorosas... E não me chame de filha! Um dia você vai se arrepender de ter feito isso comigo! De ter feito isso com nós duas!
–-Alice você não sabe o que diz... Você só esta um pouco confusa, não precisa tomar decisões precipitadas! Apenas me escute... Você é a melhor filha do mundo, e acho que nunca mais vou te ver; Mas, por favor, tome cuidado, no mundo existem coisas más...
–-Tipo o que? Você?!
–-Alice, você esta com a cabeça quente, por favor...
Não deixei ele terminar:
–-Thau pai! E tem razão, você nunca mais irá me ver!
–-Alice...
Logo, encerrei a chamada desligando meu celular. Ainda chorando, subi as escadas da escola e me dirigi a um lugar amplo. “Aqui deve ser o pátio”.
O sinal acabara de tocar quando cheguei lá. Não tive corajem de juntar-se ao tumulto dos estudantes apressados para entrarem nas salas. Encostei-me na parede e fiquei observando o pátio esvaziar-se... Pus minha mochila de lado, e logo a me ver sozinha, abri o zíper com todo o cuidado possível para não ser percebida por quem quer que fosse e lá de dentro tirei uma pequena lamina...Cravei a mesma no pulso e pude sentir o sangue se esvaziar de dentro de mim,era doloroso mas decerto,me fazia esquecer de tudo....uma parte de mim se culpava por tratá-lo de modo tão rude,mas a outra....
Ele te deixou por outra família,ele tem outras filhas,outra mulher.Não ligam pra você Alice! Dexa de ser tonta! Ele merece tudo isso que você faz e muito mais.!
Alice não faz isso! Ele pode ter errado mas continua sendo seu pai! E ele ama você incondicionalmente.Não dê ouvidos à ela...Ele é teu pai.....
Me afogava em meus próprios devaneios,por um lado certo,pelo outro errado.E quando não sabia o que fazer eu apenas me cortava...era o que me acalmava..
Mas acho que dessa vez agi por impulso e o sangue saia descontroladamente.Soltei alguns gemidos de dor...
–Oh merda!- disse a mim mesma
A visão começou a embaçar,eu entrei em choque, então caí deitada no chão do pátio.Ouvi um som familiar... vish fudeu ,o sinal!!...disse à mim em pensamento..
Minha visão foi escurecendo aos poucos,ouvi alguns passos lentos que começaram a se apressar em minha direção:
–Ai meu Deus! Mikey me ajuda aqui!!!...
Então senti um toque frio que arrepiou meu corpo.Tentei ver o que era mas...apaguei.
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