Burnintown

2 Capitulo dois: “Memórias”.


Suas mãos alisavam minhas pernas e subiam em direção ao meu sexo, enquanto seu corpo me prensava contra a parede, seus dedos eram insistentes e com doces movimentos me tiravam o fôlego.

A meia luz contornava a face do grande cavalheiro que muito remetia a Mason. Sua boca saiu dos meus lábios e desciam em direção dos meus seios, nesse momento eu já me revirava por um contato mais definitivo e ele com um forte puxão tirava o que restava do vestido em meu corpo. Ele me deita sobre a mesa em frente a lareira o local não possui janelas é extremamente privativo, nessa hora todo o pudor se esvai.

Ele em pé segura seu membro e o esfrega entre minhas pernas se lambuzando de minha excitação, dava para perceber a malicia em seus olhos quando me encara com fome. Com umas das mãos segura os meus braços acima de minha cabeça e a outra encontra-se em meu quadril encaixando-se ao seu e com um movimento brusco...

Luna acorda atordoada pelo barulho do despertador, muito confusa e suada pelo sonho, mais que rapidamente desliga o celular e se encaminha para o chuveiro. Ela precisa voltar para sí pois o dia promete ser longo no trabalho, assim que seu banho acaba o celular toca.

— Alô.

— Bom dia Lu, estou ligando para avisar que já estou a caminho de Burningtown, e gostaria de discutir sobre os preparativos de reinauguração da mansão Orlov. – Disse Victoria enquanto dirigia.

— Sim amiga tenho que ir a prefeitura hoje para resolver algumas coisas em relação as plantas.

— Vamos nos encontrar antes naquele café central em frente à praça, Mason vai me encontrar lá em 30 minutos, em quanto tempo você consegue chegar?

— Vick eu consigo estar lá linda e bela em uma hora.

— Ok, beijos e até já.

Mason e Victória se encontram em frente ao café, ambos entram juntos e vão a caminho de uma mesa mais ao canto do local. Antes mesmo de chegarem a mesa são interrompidos por uma senhora de dread no cabelo e um longo poncho colorido e muitas pulseiras e colares chamativos, espantados pela imagem a sua frente eles apenas observam com curiosidade a senhora que lhes atravessara o caminho.

— Meus queridos quanto tempo! Eu sempre soube que vocês voltariam. – Disse a velha num tom amigável.

— Desculpa, mas a senhora deve estar nos confundindo – falou Victória tentando alcançar seu lugar na mesa.

— Como eu esqueceria de vocês meus gêmeos cabelos cor de fogo, não se lembram da tia Miranda aqui? Como pudera a última vez que nos vimos vocês tinham apenas 7 anos. – Disse Miranda com propriedade.

— Me desculpe, minha senhora, mas estamos aqui a negócios e com pressa. – Disse Mason em um tom ríspido.

— Imagine, quando ELE aparecer é só bater em minha porta que estarei pronta para lhe receber, a propósito já estou de saída pois a sensitiva se aproxima.

A velha sai pela porta e os dois se sentam confusos e sem entender nada.

— Que porra foi essa? – Perguntou Mason confuso enquanto se ajeitava na cadeira.

— Eu não faço nem ideia, talvez ela seja louca e aborde qualquer um. E aquele papo de sensitiva? – Indagou Victoria.

— Alguém me chamou? – Pergunta Luna enquanto se senta junto a eles.

— Chegou rápido para quem iria demorar, eu acho melhor você adiar a ida à prefeitura, surgiu um pequeno problema em relação as plantas. – Disse Victória retomando sua conversa de mais cedo com a amiga.

— Bom dia para a senhora também, dormiu comigo por acaso? – Pergunta o ignorado Mason a Luna.

Nesse momento Luna olhou para Mason e instantaneamente ficou imóvel pois a lembrança de seu sonho surgiu em sua mente na mesma hora a deixando corada e fazendo-a esquecer todo o tom da conversa.

— Bom dia Mason. – Disse ela em um tom a menos do que costuma falar.

Naquele momento o garçom interrompe a conversa para retirar os pedidos quebrando o clima de constrangimento que pairou sobre Luna. Após a saída do garçom eles voltam ao assunto pelo qual se reuniram.

— É o seguinte eu sei que o cronograma está apertado mas precisamos resolver algo que pode atrasar a inauguração do dia 31. – Disse Mason enquanto notava o rubor na face de Luna.

— O que houve? É em relação as plantas? Eu pensei que já estava tudo certo para o registro. – Perguntou Victória.

— Exatamente! O que eu faço com essa papelada que já está pronta? – Questionou Luna enquanto colocava a pasta em cima da mesa de forma estressada.

— Eu prefiro mostrar a vocês pois temos uma decisão importante antes de registrar qualquer coisa. – Falou Mason.

A propriedade Orlov era imensa, ficava situada nos arredores da cidade, ao passar pelos portões avistava-se a grande mansão vitoriana e o jardim magnifico que seguia do portão até a entrada principal da residência. Os três atravessaram o hall de entrada, o grande salão da escadaria, uma sala de estar para então adentrar à biblioteca onde encontravam-se uma equipe fazendo a troca dos painéis que revestiam a parede.

— Pronto! Aqui está o imprevisto. – Disse Mason apontando para uma velha estante empoeirada.

— Tudo que vejo é uma estante de livros. — Observou Victória.

Mason aproximou-se da estante e puxou um único livro que restara, assim que o fez um clique ecoou pela biblioteca, nessa hora ele puxou a estante revelando que era na verdade uma porta, ou seja, uma passagem.

Vick olha para Lu com um semblante interrogativo.

— Não olhe para mim assim eu com certeza notaria algo assim nas plantas que me foram entregues. – Disse Luna enquanto abria a pasta para verificar os desenhos.

Mason liga a lanterna de seu celular e entra pelo cômodo, rapidamente as meninas o seguem pela escada estreita. Ambos chegam ao fundo do cômodo escuro e aparentemente sem janelas.

— E agora o que faremos com isso? – Questionou Victória enquanto estreitava seus olhos para enxergar na escuridão.

— Eu só quero sair daqui – disse Luna tentando não encostar em nada.

— Eu não pretendo passar desse ponto garotas, vamos deixar a equipe descer e trabalhar.

Todos voltaram e foram em direção ao escritório da ala leste. Luna, no entanto, chega e já se senta examinando a papelada para certificar-se que não deixou passar nada. Já os irmãos entram em um dilema sobre o que fazer com a situação da mansão a qual o plano inicial seria restaurar e vender:

— Vick eu acho que não devemos mais vender essa propriedade, nos dias que passei aqui supervisionando vi que contém memórias de gerações de nossa família, enfim me afeiçoei ao lugar. – Expôs Mason.

— Não que a gente precise desse dinheiro, mas tem certeza? Essa seria nossa primeira grande restauração. – Disse Victória em conflito.

— Eu acho que seria um lugar maravilhoso para passar férias ou realizar eventos não acha? E além do mais acho que seu casamento deveria ser feito aqui. – Falou Mason em tom animado.

— Por mim tudo bem a parte de ficar com a mansão, mas você tem essa certeza? Porque se a propriedade for ficar conosco eu acho que para não adiar mais nada deveríamos passar as plantas desse jeito mesmo. – Falou Victória olhando para a pilha de papel que se estendia sobre a mesa aos cuidados de Luna.

— Aliás o que há com ela hoje? Está meio fora de órbita. – Analisou ele enquanto prestava a atenção em Luna.

— Eu não estou fora de órbita, aliás acho que se vocês já se resolveram tenho que ir até a prefeitura terminar meu trabalho. – Em um tom ríspido Luna se levanta pega papelada e sai do local.

Os dois se olham espantados pela rispidez de Lu, mas ignoram e logo voltam ao assunto.

— Vick eu acho que a festa de inauguração deveria ser como uma recepção, convidaríamos o prefeito e por consequência quem quiser vir checar essa obra-prima.

Vick assenti com a cabeça enquanto analisa um portfólio de lustres.

— Como será uma recepção muito grande acredito que seria viável você e a Lu se mudar para cá até a data da festa, o que acha?

— Eu acho que consigo acompanhar alguns projetos daqui, mas não sei em relação a Lu, vou falar com ela assim que eu conseguir.

— Ótimo, fale com ela porque ela está empenhada em me evitar. – Disse Mason pouco antes de ser chamado pelo mestre de obras.

O dia passou rápido e ao cair da tarde Vick conversou com Luna sobre a situação da inauguração, Luna achou apropriado mudar-se para evitar as viagens constantes de burnintown a Nova York (ainda que dure 1h e 30 min), conversaram e decidiram que seria mais prático mudar-se temporariamente e somente ir para casa esporadicamente até a data.

Faltando menos de dez dias para a inauguração tudo estava ocorrendo como planejado, os convites já estavam encaminhados e a pequena burnintown já não falava em outra coisa. A correria era tanta que vários achados da reforma incluindo baús, documentos e álbuns antigos de fotografias foram movidos para o sótão para que depois fossem examinados.

A noite caiu na renovada propriedade, Luna apesar de estar sempre presente na obra nunca teve o devido tempo de conhecer a mansão, pois seu trabalho consistia em lidar com documentação. Após um dia morando na residência decidiu explorar com calma o lugar.

Todos dormiam, Lu desceu até a cozinha, abriu a geladeira e pegou uma das garrafas de cerveja que Mason tentou esconder atrás da garrafa de leite e saiu para desbravar o local. Passou pelo grande salão subiu a escadaria de marfim e tomou o rumo do corredor esquerdo, andou até o final do corredor passando por três dos sete quartos da residência de repente Luna começa a se sentir observada e num relance pensou ter visto alguém passar em direção a escadaria principal, pensou que fosse Vick pois ia em direção a sua suíte. Continuou caminhando até se deparar com uma escadaria em formato de caracol que por sinal levaria ao sótão, decidiu subir para ver com calma os achados da reforma que estavam guardados lá.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.