Notas iniciais
VOLTEI! Depois de quase um ano sem postar, eu decidi voltar com a fic. Durante esse tempo, aconteceram várias coisas comigo, tristes e felizes, mas o que importa é que estou voltando com tudo. Começarei a postar duas vezes na semana, para recompensar esse tempo que estive fora. Enfim, espero que vocês gostem do capítulo. Xoxo!

Ao entrar na sala, tinha acabado de começar a aula de Inglês. Sentei atrás da Alice, uma menina bem tímida que mal falava com o pessoal da sala. Eu mal estava prestando atenção, pois só lembrava da minha noite com o Artie. Eu queria poder repetir tudo novamente. E não, não me arrependo de nada. Eu até acho engraçado como sou bobo quando estou apaixonado. Se tivesse uma premiação onde uma das categorias fosse melhor bobão por estar apaixonado do ano, eu definitivamente seria vencedor. Com esses pensamentos e eu “voando”, a aula passou rapidamente. Antes de irmos pro intervalo, a Mrs. Pillsberry chamou a novata para sem apresentar.

– Gente, atenção. –Todos ficaram em silêncio. – Essa é a nossa mais nova aluna, a Anna Miller. Ela veio diretamente de Manhattan pra cá, e vai passar esse último ano conosco. Digam: Bem vinda, Anna! – E todos repetiram o que ela disse. Anna deu um sorriso e o sinal tocou. Todos levantaram-se e saíram da sala. Eu fiz o mesmo.

A Anna era uma garota que parecia ser um pouco exibida, se tirarmos as conclusões pelo o seu modo de se vestir. Mas, é como aquele ditado: Nunca julgue um livro pela capa. Fui andando no corredor para poder guardar meus livros e ir almoçar. Abri o armário, me olhei no espelho e dei uma bagunçada de leve nos meus cachos. Fechei a porta e dei de cara com o Kevin. Pulei de susto.

– QUE SUSTO! – Falei e o corredor todo ouviu. – O que você quer? – Falei em um tom mais baixo.

– Eu sinto sua falta. – Ele disse. – Por favor, eu quero tudo aquilo que tínhamos de volta.

– Kevin, sinto muito mas isso não será possível. – Falei com um nó na garganta. Querendo ou não, ele foi o meu primeiro namorado. E isso vai ser difícil de ser esquecido. Mas eu estou com o Artie e estou feliz.

– Por que não? Me perdoa, eu juro que tudo o qu...

– Kevin, eu estou saindo com outro cara. Por favor, aceite isso e não me perturba mais. – Saí andando, com o coração apertado pois não queria fazê-lo sofrer.

Fui em direção ao refeitório e sentei-me na mesma mesa de sempre. A Anna tava procurando um lugar para sentar, então, eu fiz um sinal com a mão e ela veio na minha direção. Sentou-se comigo e começou a falar:

– Oi! Obrigado por ter me chamado pra sentar aqui, eu estava meio perdida aqui. Somos da mesma turma de Inglês, não é?

– Somos sim, eu percebi que você estava querendo sentar mas não sabia onde. – Falei gentilmente. – Tudo bem com você? – Falei e dei um gole na minha bebida.

– Sim, estou super animada com esse novo colégio. E você, está tudo bem? Está um pouco abatido ou é impressão minha?

– Não não, eu estou legal! – Falei forçando um sorriso. – Então, me fala sobre você. Como veio parar em Homeward?

– Minha mãe estava um pouco cansada da vida em Nova York, então decidiu vir pra cá porque, além de minha vó morar aqui, ela poderia arranjar um emprego não tão estressante. – Ela bebeu um pouco de seu suco. – É tudo por ela.

– Mas você queria ficar lá, certo? – Disse enquanto observava-a.

– Claro! Todos os meus amigos ainda estão lá. Eu tive que mudar toda minha vida por conta dela. E confie em mim, essa não é a primeira vez que minha mãe faz isso. – Soou um pouco estressada pra mim.

– Eu entendo. – Falei – Mas não se preocupe, você já fez um amigo aqui. – Sorri.

– Obrigada! — Ela sorriu de volta. O sinal tocou. – Então, você vai pra qual clube?

– De história. E você?

– Marcenaria. – Ela disse em um tom triste. – Único que tinha vaga. – Esse clube me lembrava o Kevin, até porque ele é de lá.

– Ah sim... Boa sorte, Anna!

Levantamos, ela me deu um abraço e foi em direção a sala de aula. E eu, como sempre, fui me olhar no espelho e pegar uns materiais que foi pedido para a aula de História. Alguém chegou por trás de mim e tapou os meus olhos. Fiquei meio nervoso porque eu estava achando que era o Kevin novamente. Mas o toque das mãos era familiar para mim.

– Adivinha quem é? – Eu definitivamente conhecia aquela voz.

– Artie? – Falei e me virei. Tive a certeza, era ele.

– Estou de volta! E dessa vez é pra ficar. – Ele me abraçou bem forte. Eu fiz o mesmo.

– Cara, até que fim! Não aguentava ficar longe de você. – Dei um beijo na sua bochecha e ele ficou corado. Não, não tinha ninguém no corredor. Mas a nessas alturas, eu estava pouco me fodendo pra quem não gosta de mim. Lê-se Rebecca.

– Então, qual clube que você está indo? – Artie deu aquele olhar fofo de sempre, que me deixava encantado.

– História. E você, amor?

– Inglês. Você sabe que eu adoro aprender sobre a nossa língua. – Ele sorriu. Aproveitou que ninguém estava no corredor, passou a mão na minha bunda e apertou. – A noite a gente se vê. Passa lá em casa. Tenho algo para você. – Me deu um beijo rápido. – Te amo.

– Te amo mais. – Sorri e ele foi caminhando pra sala.

Eu fui para a sala do clube de História. Passei a aula toda pensando em o que ele queria me dar ou me mostrar. Eu sempre fico curioso porque sou muito ansioso. E cada vez mais parecia que o tempo passava devagar. O sinal tocou, corri para a saída e o Artie já estava me esperando para irmos para casa juntos.

– Então, vamos? – Ele disse. Assenti com a cabeça e andamos para fora do colégio. Chegamos na casa dele em pouco mais de 20 minutos. Eu entrei na casa e fui direto pro quarto. Era bem a cara dele mas, como ele tinha se mudado a pouco tempo, ainda tinha algumas coisas para pendurar na parede. O Artie entrou no quarto em seguida e estava com um sorrisão no rosto.

– Gostou do meu quarto? – Ele perguntou. – Faltam algumas coisas ainda para colocar aqui, mas já está um pouco aconchegante, não é?

– Também acho. – Sorri e sentei na cama. – Então... O que você queria me mostrar? Era o quarto?

– Não. – Ele se virou e pegou uma caixinha na gaveta da cômoda, que estava atrás dele. – Eu quero te dar uma coisa, para te provar que estou levando a sério o nosso relacionamento. – Ele se abaixou e eu fiquei tenso.

– Você não vai me pedir em casamento, vai? – Falei rapidamente, de tão nervoso.

– Não, cara! – Ele sorriu e em seguida abriu a caixa. Haviam dois anéis dentro. – Esses anéis são de compromisso. Eu quero usar para provar que nós estamos namorando sério. Você aceita?

Notas finais
E aí, o que acharam? Comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.