Notas iniciais
Heeey, fanáticos por Bade!!! Também sou, mas nunca superei o idiota não indo abrir a maldita porta, a minha morena ficou arrasada. Me deu vontade de matar o Oliver, sério. Mas enfim, o foco aqui é outro, amei escrever esse capítulo. Músicas do capítulo: Don't Stop Believin de Journey (Sim, a mesma que toca na abertura da série Glee). Algum fã de Glee aqui? Eu!!! Haha Desire da Elizabeth Gillies (Ah, como eu amo essa mulher). Boa leitura!!!

No dia seguinte:

09 de Março, Sexta-feira, 2018.

P.O.V Da Jade

Acordei em cima do Oliver, me levantei devagar, havíamos passado a noite ali na sala, dormindo no sofá, eu estava nua e ele também, olhei ao meu redor, para baixo procurando meu vestido e meus sapatos.

Minha lingerie estava detonada, largada no carpete.

"Droga! Eu não devia ter dormido aqui..."

Apanhei meu vestido que estava perto da mesinha de centro, o coloquei rapidamente, calcei meus sapatos. Dei uma última olhada no Belo Adormecido, como ele conseguia ser tão sexy até mesmo dormindo?

Seus cabelos estavam bagunçados, com algumas mechas no rosto, ele parecia um anjo de pele morena e cabelos castanhos. Tão sereno, tão lindo...

Não pude deixar de notar sua ereção matinal, o membro pendendo levemente para o lado, os poucos e aparados pêlos pubianos ressaltando sua masculinidade.

Mordi o lábio inferior, lembrando do sexo oral que fiz nele, suas mãos em meu cabelo, minha boca preenchida com seu membro, seu gosto na ponta da minha língua. Tão delicioso.

Eu poderia ficar alí, comtemplando a sua beleza fora do comum, relembrando a ótima foda que tivemos, mas eu precisava ir embora, tomar banho e tomar café da manhã, eu estava faminta.

Peguei minha bolsa que estava pendurada no gancho, a chave estava na fechadura, abri a porta deixando a chave ali mesmo, apenas fechei sem trancar e fui embora sentindo-me ainda esgotada pela longa noite que tivemos.

"O filho da mãe fode muito bem!"

Eu havia ficado um pouquinho dolorida, e ainda acordei sentindo um certo desconforto entre as pernas, não me incomodava, pelo contrário, aquilo só indicava que o sexo com aquele homem não era do tipo baunilha, o sexo com o Oliver era intenso e selvagem, bastante satisfatório para nós dois...

Tínhamos até perdido a hora de irmos para a Editora, não ia ser nada legal chegarmos atrasados, com mais de uma hora de atraso, as pessoas iam desconfiar e falar, principalmente os fofoqueiros de plantão.

E também faltar, ia gerar comentários, mas o Sr. Mandão iria ter que inventar algo para justificar nossa falta, uma gripe, uma má disposição, qualquer coisa por não ter ido trabalhar naquela Sexta-feira e assim acabou me dispensando, seria uma ótima desculpa e ninguém iria sair falando.

Assim que entrei no meu carro, meu celular tocou. Abri minha bolsa e apanhei o aparelho. O nome 'Cretino' aparecia no visor, sem foto, era ele.

— Oi, querido, chefinho. — Usei meu melhor tom de ironia.

"- Por quê não me acordou? Você costuma sair sempre de fininho? — Sua voz estava completamente rouca naquele tom matinal."

— Eu não devia ter dormido aí, é para ser apenas sexo e já combinamos isso, sexo sem compromisso... Você estava dormindo tão profundo, eu não quis te acordar, e nós não vamos trabalhar hoje, certo? Já viu as horas? — Perguntei.

"- Não vejo problemas em dormimos juntos, nada de compromisso, eu sei, mas passamos a maior parte da noite trepando, morena, e poderia ser perigoso você ir para a sua casa dirigindo tarde da noite, concorda? Vou ligar para a Olivia Bennett e dizer que estou doente, vou dizer que te dispensei e ela vai segurar as pontas por lá, a Olivia sempre foi a queridinha do meu pai, não é à toa que ela é Vice-Diretora Chefe da ORB! — Falou com calma."

— Eu já ia te sugerir essa desculpa. — Comentei.

"- Sério? Você já chegou em casa? — Indagou."

— Na verdade, ainda estou no carro, preciso desligar, celular e direção não combinam. — Aquilo era a pura verdade.

"- Dirija com cuidado. Beijos molhados nessa sua boquinha, gostosa. — Se despediu com aquele tom malicioso."

Resolvi ousar, provocando-o.

— Sempre dirijo com cuidado. Beijos molhados no seu pau, Oliver! — Me despedi e logo desliguei, rindo e imaginando a cara dele.

[...]

— Onde você estava? Por quê não atendia? Faz 10 minutos que estou plantada aqui, quase arrombei a porta. Espera, você passou a noite com o Sr. Engravatado? — Tori estava em frente à porta do meu apartamento, com as mãos na cintura, logo disparou perguntas.

— Não te devo satisfações. — Cantarolei. — Afasta pra lá. — A empurrei para poder abrir a porta.

— Oh, você dormiu com ele! Me conta tudo, sua safada! — Me deu uma bolsada de leve.

— Por quê você não volta daqui à 5 horas? — Eu sabia que ela estava de folga, por isso estava ali para encher o saco.

— Poxa, eu estava preocupada com você. Vim para te ver, eu sabia que você não tinha ido para a Editora, a Alex me ligou perguntando se você estava doente, ela não estava conseguindo entrar em contato com você. — Disse, séria.

— Meu celular desligou, a bateria descarregou. — Falei entrando e ela me seguiu.

— Ah, entendi... A noite foi boa, né? — Me cutucou.

— Você nem imagina como... — Falei aumentando sua curiosidade.

— Ah, me conta, por favor. — A Vega parecia uma garotinha de 10 anos dando pulinhos.

— Primeiro vou tomar banho, já que está aqui, prepara o café do jeito que eu gosto e faz alguns sanduíches, estou muito faminta. — Sorri piscando para ela.

— Tá, vai lá. — Riu largando a bolsa no sofá.

[...]

— Como é ir para a cama com o seu chefe? — Lá vinha ela com o interrogatório.

Tomei mais um longo gole de café.

— É... — Pensei numa palavra que pudesse descrever como era transar com aquele pedaço de mau caminho. — Ótimo. — Me limitei a dizer.

— Ótimo? Que nota dá para ele? — Sorriu, curiosa, ela iria arrancar de mim tudo o que sua curiosidade exigia saber.

— 8. — Respondi.

— Ui, o cara é mesmo bom de cama, hein? — Sorriu, maliciosa.

— Ele sabe como dar prazer, mas não chega a ser um deus do sexo... — Dei de ombros como se não me importasse.

Eu jamais admitiria que o sexo com ele era incrível.

— Você liberou a parte de "trás" para ele? — Aquela pergunta me fez cuspi o café, tossi.

— O quê? Que pergunta é essa, Vega? — Como ela podia ser tão descarada?

— O que tem demais? É normal fazer sexo anal. — Disse com a maior naturalidade do mundo.

— Eu nunca fiz e nem pretendo fazer. — Limpei a boca e passei o guardanapo limpando a mesa também.

— Olha só, a Vega patricinha curte sexo anal. — Eu não poderia deixar aquela passar sem zoar ela.

— Eu ainda não fiz, você saberia, eu teria contado, não seja boba. — Ficou toda envergonhada.

— Ainda? Nossa! Ainda pretende fazer, e com o Harris, será que vai aguentar? — Brinquei com ela que escondeu o rosto.

— Você me chama de pervertida, mas você é outra pervertida. — Me olhou toda vermelhinha.

— Quem tocou nesse assunto foi você. — Me defendi. — Vou comprar vaselina para você, ok? Olha como sou uma amiga maravilhosa, ou você prefere KY? — Estava sendo divertido zombar dela.

— Espero que o seu chefe te pegue por "trás", e que não use muito lubrificante, aí você vai ver só quem vai rir por último. — Sorriu, maldosa.

— Nossa! Tô morrendo de medo! — Comecei a rir.

[...]

— Que tal irmos no Karaokê Dokie hoje à noite? Nunca mais fomos lá. — Disse enquanto arrumava minhas sobrancelhas.

— Boa ideia. — Concordei.

— Eu convido o André e você convida o seu moreno sedução. — Logo saquei a dela.

— Encontro duplo? — Perguntei o óbvio.

— Isso! Encontro duplo com os nossos bonitões, eles são amigos, vai ser legal. O que acha? — Indagou, animada.

— Ah, não sei não... — Respondi, incerta.

— O que custa ligar para ele e o chamar para sair? — Terminou de arrumar minha sobrancelha direita e passou para a outra, usando a pinça com maestria.

Finas e arqueadas, era assim que eu gostava das minhas sobrancelhas e só a Vega sabia fazê-las com perfeição.

— Vou chamá-lo para ir ao Dokie, satisfeita? — Sorri, sarcástica.

— Muito! — Assentiu.

[...]

Oliver havia topado, marcamos de nos encontrar no Karaokê às 19:00h. Ele ia junto com o Harris já que não conhecia o lugar, e eu combinei de passar na casa da Tori para irmos juntas.

Escolhi um vestido preto tomara que caia, bem acinturado, justo no busto e com saia rodada. Nada de meia-calça nude ou preta, o comprimento era ideial, nem tão curto e nem tão comportado, um pouquinho acima das coxas, rendado na barra.

Eu estava usando uma lingerie preta com detalhes em azul-escuro, sutiã tomara que caia, meia-taça e com o fecho atrás, nunca gostei de fecho frontal. A calcinha com lacinhos azuis nas laterais, a parte da frente com uma leve transparência, rendada apenas na frente, nada de fio dental.

Calcei meu Ankle Boots cor de vinho, com zíper frontal, saltos 8 cm, enfeitado com tachinhas prateadas.

Deixei meu cabelo solto, com mechas onduladas, as pontas batiam em meus ombros.

Delineei meus olhos, passei sombra preta e a esfumei, e apliquei um batom cor de vinho num tom bem escuro com duração 12h com acabamento em Matte.

De acessórios, apenas brincos simples e uma pulseira prateada com um pingente de coruja. Peguei a menor bolsa, cabia apenas minha carteira e um batom nela.

Perfume? Okay. Maquiagem? Okay. Look? Okay. Lingerie? Okay. Depilação em dia? Okay.

Eu sempre mantinha minha virilha bem lisinha e pernas depiladas. Minha depilação íntima eu mesma fazia em casa, nada de cera quente ou creme depilatório, eu usava um barbeador manual para depilação feminina, e claro, eu não deixava no zero, afinal, eu não era uma menininha de 10 anos, e minha própria Ginecologista havia me recomendado para me manter sempre bem aparada ou quase toda depilada, não haveria problemas, o importante era não raspar tudo porque os pêlos serviam como proteção e etc.

Fui pegar a Tori na casa dela, ela estava super empolgada, não parava de tagarelar sobre o encontro duplo e tudo mais. Não posso negar, eu estava curiosa para saber como o encontro terminaria, bem, na verdade, eu já tinha as minhas suspeitas.

[...]

Quando chegamos ao Karaokê Dokie, os rapazes já estavam lá esperando por nós, tomando um Drink azul e comendo alguns petiscos com molho Cheddar. Nos juntamos a eles, Tori foi recebida com um selinho e um abraço caloroso, eu conseguia sentir aquela forte química entre eles, André puxou a cadeira para ela, ele tinha um belo sorriso, era um cara estiloso e super gente boa.

Me cumprimentou animado, o Oliver levantou e puxou a cadeira para mim, apenas me recebeu com um sorriso e um beijo no rosto.

Sentei ao lado dele, colocando a bolsa sobre o colo.

Tori estava de calça Skinny, blusa rosa-pink e com uma jaqueta de couro sintético, seus cabelos lisos quase batiam na cintura com as pontas levemente onduladas. Ela estava usando uma maquiagem bem leve e botas pretas de salto, cano longo. A bolsa dela era quase do tamanho da minha, cruzou as pernas longas e pendurou a bolsa no espaldar da cadeira.

André chamou uma moça para nos atender, ela veio toda sorridente com seu bloquinho vermelho, seu olhar alternava entre o Oliver e o Harris, o sorriso quase rasgando o rosto, a vadia inclinou sobre a mesa, nenhum dos dois olharam para o decote dela.

— Traga o mesmo Drink para as nossas garotas e uma grande porção de fritas, por favor. — Harris pediu.

Minha amiga não estava gostando nadinha da oferecida que estava quase esfregando os seios na cara dele. A bunda dela estava empinada na direção do Oliver, que bebericava a bebida e alisava minha coxa com a mão esquerda, me deixando arrepiada.

Me remexi na cadeira, sentindo sua mão adentrar meu vestido, os dedos longos roçando a parte interna da minha coxa.

Inclinou e sussurrou no meu ouvido:

— Está muito linda hoje, sabia?

Sorri, elogios eram sempre bem-vindos. Ele também estava lindo, de jeans, camisa e jaqueta de couro, os cabelos desalinhados, com as madeixas levemente onduladas. Seu perfume era uma delícia, amadeirado, ele cheirava também à loção para barbear.

— Temos frango empanado, empanados de peixe, bolinhos de carne, bolinhos de bacalhau e batata frita com molho picante. — A oferecida dizia com uma voz sensual irritante, era alta, curvelínea, loira oxigenada, sua maquiagem era de palhaça, para dizer a verdade, nem palhaços coloriam tanto o rosto daquele jeito.

Sombra azul, brush rosa forte, batom vermelho e muito pó compacto que deixava sua pele com cor de talco.

— Tem batom nos seus dentes, queridinha! — Tori fez um gesto para a loira oxigenada que ajeitou a postura e ficou toda sem graça.

Prendi o riso, ela anotou os pedidos e saiu dali rapidamente. Nós duas começamos a rir.

— Que palhaça. — Falei me referindo a oferecida e a Vega concordou.

— Nunca vi tanto brush e sombra azul numa pessoa só. — Zombou.

— Coitada, a moça ficou envergonhada. — Oliver falou.

— Coitada? Vai lá tirar o batom do dente dela. Aproveita e leva ela para o seu apartamento. — Falei sem pensar.

Tori abriu a boca chocada. André prendeu o riso.

— Eu até faria isso, mas no momento estou com meu amigo, a garota dele e uma morena linda ao meu lado, e eu não quero sair daqui, a noite está apenas começando. — Sorriu e tomou mais um gole de seu Drink azul.

Afastei sua mão que ainda percorria minha coxa, alisando e acariciando.

— Uh, aqui está animado, não acham? Vocês vão cantar? — A Vega era esperta, cortou o clima nada bom e eu agradeci mentalmente por aquilo.

Harris disse que ia se arriscar, Oliver apenas negou balançando a cabeça e eu dei de ombros. Ela iria cantar, com certeza. Logo engatamos numa conversa falando sobre banalidades.

Ali estava bastante movimentado, já tinha uma fila para o Karaokê. Nossas bebidas e as batatas fritas chegaram, o molho picante estava uma delícia.

O casal trocava beijos, sussurros e sorrisos safados. Era um pouco constrangedor ver nossos amigos ali quase se engulindo na nossa frente.

— Está bravinha comigo? — Me arrepiei toda com sua voz em sussurros, Oliver mordiscou meu lóbulo e apertou minha coxa.

Arfei sem querer e fechei os olhos.

— Para com isso, é sério, aqui não... — Sussurrei abrindo os olhos.

André e Tori estavam olhando e sorrindo. Fiquei envergonhada com o meu chefe beijando meu pescoço, não dando a mínima para quem estava olhando.

— Se beijem logo! — Adivinhem quem pediu isso?

Não, não foi a Vega e sim o Harris.

— É, queremos ver o beijo! — Entrou na onda.

Eu ia matar ela depois, até anotei aquilo em mente.

O moreno virou meu rosto, segurou minha nuca e me deu um beijo de tirar o fôlego, encerrando um com uma mordidinha no lábio inferior.

Nossos amigos nos aplaudiram. Olhei ainda atordoada para o Oliver que tinha a boca avermelhada e um sorriso enorme.

[...]

— Meu Deus, eles vão mesmo cantar em dueto? — Eu estava pasma.

— Parece que vão. — Beck sorriu.

Lá estava os pombinhos de mãos dadas subindo para o palco. Disseram o nome da música para o cara que mexia no Notebook, assentiu e foi checar a música na playlist do Karaokê.

Tori e André pegaram os microfones.

A melodia da música iniciou. Eu conhecia a letra. E eles haviam escolhido cantar Don't Stop Believin.

"Apenas uma garota do interior
Vivendo num mundo solitário
Ela pegou o trem da meia-noite para algum lugar"

André cantou encarando a Vega.

"Apenas um garoto da cidade
Nascido e criado no sul de Detroit
Ele pegou o trem da meia-noite para algum lugar"

Ela cantou fazendo ele sorrir mantendo o contato visual.

"Um cantor em uma sala esfumaçada
Um cheiro de vinho e perfume barato"

Foi a vez dele de cantar. E caramba, o cara mandava bem.

"Por um sorriso eles podem compartilhar a noite
É assim sempre e sempre e sempre e sempre"

Cantaram juntos, as vozes afinadas e numa bela sintonia.

"Estranhos esperando
Pra cima e pra baixo da alameda
Suas sombras se procuram na noite
Luzes da rua, pessoas
Vivendo simplesmente para achar emoção
Escondida em algum lugar na noite"

Tori cantou usando seu tom grave, ela tinha um timbre lindo.

"Trabalhando duro para conseguir meu suprimento
Todos querem um caminho
Pagando algo para jogar os dados
Só mais uma vez"

André também não ficava atrás, eles se aproximaram.

"Alguns vão vencer
outros vão perder
Alguns nasceram para cantar blues
Oh, o filme nunca acaba
É assim sempre e sempre e sempre"

Cantaram juntos e viraram para a platéia, agitando a galera, muitos já acompanhava sabendo a letra.

"Não deixe de acreditar
Segure-se naquela sensação
Luzes da rua, pessoas"

Começaram a dançar, girar e andar pelo palco, fazendo todo mundo levantar e cantar junto com eles.

Repetiram o refrão, pulando junto com a galera que estava no embalo. O Oliver me puxou para ele, nos girando, a doida da minha amiga soltou um falsete e eles gritaram o refrão finalizando a música.

Todos ali aplaudiram muito, curtiram pra caramba. Eles arrasaram.

— Amiga! — Voltou para a mesa, a abracei e elogiei ela que estava ainda eufórica. — Eu coloquei seu nome, hoje você vai cantar e mostrar seu talento para o Sr. Bonitão. — Disse no meu ouvido.

Ela só podia estar brincando.

Anunciaram meu nome. Fuzilei a Vega. Ela sorriu e me empurrou, me incentivando.

"Vou esganar essa magrela!"

Fui até o palco com passos lentos. Falei o nome da primeira música que me veio em mente, torcendo para aquela música não ter na playlist.

E o pior, é que tinha. Ia ser aquela mesma. Peguei o microfone e me posicionei no centro do palco, um pouco insegura.

"Qualquer coisa que você desejar, eu vou encontrar
Qualquer coisa que quiser, tudo que está na sua cabeça
Vou procurar qualquer tesouro
Para satisfazer o seu prazer, querido"

Comecei a cantar, ainda bem que não desafinei.

"Então, não peça por alguma garantia
Em pé no canto, foi o que me atraiu
E o dano que vamos fazer
Pertence a mim e você, querido"

Busquei o olhar de um certo moreno, ele estava de pé, olhando para mim. Continuei cantando, aumentando o tom.

"Então, não me ame
E não minta
Não me deixe ver aquele olhar em seus olhos
Você prometeu desde o começo
Que teríamos que manter o amor distante do desejo"

Me deixei levar, balançando meu corpo, ainda o encarando, dando o meu melhor.

"Eu não quero conversar sobre o amanhã
O que nós temos hoje é tudo
Eu estou preparada
E é um jogo complicado
Mas é a razão que nos juntou"

Aquela música combinava com a gente, eu não poderia negar e foi a primeira que me veio em mente.

"Porque, se eu tomasse as estrelas do céu de uma galáxia para lhe dar para testemunhar de alguma forma
Será que nos mudaria?
Nos consertaria pra sempre?"

Fechei os olhos, curtindo, me permitindo sentir a música, eu não queria fazer feio, esquecer a letra ou desafinar.

"Então, não me ame
E não minta
Não me deixe ver aquele olhar em seus olhos
Você prometeu desde o começo
Que teríamos que manter o amor distante do desejo"

Abri os olhos e busquei o par de olhos castanhos. Oliver havia se aproximado do palco. Casais já dançavam juntinhos.

"Isso não é sobre amor
Isso não é sobre amor
Isso tudo é sobre, tudo sobre meu desejo"

Cantei olhando para ele, somente para ele.

"Ooh, isso não é sobre amor
Oh, isso não é sobre amor
Isso tudo é sobre, tudo sobre meu desejo, meu desejo
yeah, meu desejo, ooh, meu desejo"

Abusei do meu tom grave finalizando a música. Fui aplaudida, agradeci e desci do palco voltando para a mesa. Tori pulou em cima de mim me parabenizando, André também elogiou a minha performance no Karaokê.

— Você canta muito, bela voz. — Beck disse ao me abraçar. Encostou a boca na minha orelha direita. — Cantou pensando na gente? Gostei muito. Não sei se consigo me segurar muito, tudo que eu quero nesse momento é te levar para o carro, arrancar sua calcinha e fazer você gemer bastante. — Sussurrou rouco de desejo.

Ouvir aquilo me fez molhar a calcinha.

— Veio com o seu carro? — Perguntei em voz baixa.

— Vim com o André. — Respondeu.

— Então, vamos no meu carro. A Tori pega carona com o seu amigo. — Falei.

Nos despedimos dos nossos amigos e saímos do Dokie. Destravei meu carro, entramos e ele me impediu de colocar o cinto de segurança.

— Meu pau já está latejando, porra! — Tirou a jaqueta e desabotoou a calça.

— Aqui? — Aquilo era sério?

— Por quê não? Suba esse vestido e tire a calcinha se não quiser que eu a rasgue. — Oh, ele não estava brincando.

Fiquei ainda mais excitada com sua ideia de transarmos ali no meu carro, em pleno estacionamento.

Notas finais
Então, curtiram??? O que acharam do encontro duplo no Karaokê Dokie??? Gostaram do dueto Tandré??? E da Jade cantando??? No próximo teremos Hot é claro haha Bjs e até o próximo.