Burning Desire

19 Capítulo 19


Notas iniciais
Oi gente, nem sei com que cara venho aqui depois de meses. Mas se tiver alguém aí ainda, nos vemos nas notas finais. Enjoy...

O que é o despertar?

Um breve momento, uma saída do estado da inércia, ou dormência para um estado consciente.

E o que antecede este momento?

Ninguém sabe ao certo mas se presume que é aquela sensação gostosa entre o estado desperto e a sonolência.

Para Elena o despertar naquele primeiro dia de primavera não poderia ser melhor. Tivera o melhor dos sonhos. Sonhara que dormiu nos braços do seu amor, depois que este havia lhe cuidado tão bem.

A consciência lhe invadia pouco a pouco e quanto mais lhe trazia a realidade, ainda melhor e mais protegida ela se sentia. Estava embevecida naquela tão familiar e gostosa sensação. Mesmo involuntariamente, um pequeno sorriso surgiu no canto de seus lábios.

E quando enfim estava desperta, ou ao menos um pouco desperta já que suas pálpebras insistiam em ficar cerradas, a primeira coisa que se deu conta foi de braços fortes em torno de si, num aperto extremamente reconfortante. Sentia também um leve sopro acima de sua cabeça além do movimento, de sobe e desce, abaixo de sua mão esquerda e o perceptível som de batimentos cardíacos captados por seu ouvido direito, que encontrava-se colado a superfície firme e macia à qual ela se abraçava, como se disso dependesse a sua sobrevivência.

Todas essas pequenas, porém importantíssimas informações, foram o gatilho que seu cérebro precisou para ordenar que seus olhos abrissem quase que imediatamente. Logo após acostumá-los a claridade, piscando algumas vezes nesse processo, Elena passou um olhar pelo ambiente, o que foi sua confirmação para todo que ocorreu na noite anterior ser verdade, e não apenas um sonho como pensara.

Ela havia mesmo ido aquela boate, quase transara com uma garota no banheiro, Damon a achara e lhe cuidara sim, depois que havia passado mal. E o mais importante de tudo ela o tinha pedido pra que dormissem juntos, e ele havia aceito de bom grado. Não era a mesma posição que pedira, o que indicava que haviam se mexido em algum momento da madrugada, pois agora Elena se encontrava deitada no peito do moreno.

Tomando todo o cuidado possível para se mover e não acordar o homem, Elena se ajeitou para poder olhá-lo, apoiando seu queixo naquele peito largo. Assim ela pôde finalmente fitar a expressão tranquila de Damon, sua feição relaxada, os cabelos negros caindo em sua testa em contraste com sua pele pálida, além do pequeno bico manhoso que sempre aparecia quando o moreno dormia. Toda essa visão dos deuses, só contribuiu para que a aceleração dos batimentos cardíacos da morena se elevassem num nível que ela conseguia sentir o pulsar em seus ouvidos.

Suspirando Elena deixou-se contagiar pela nostalgia que começara a se apossar de seu ser. A pensar no quanto ela sentia saudades, de estar assim com seu Damon. De dormir e acordar todos os dias em seus braços. Tudo em seu homem lhe fazia falta, a deixava com a sensação de estar sempre incompleta, e no fundo ela sabia mesmo que estava, pois Damon era uma parte de si, uma parte muito grande e sem essa parte ela jamais conseguiria viver plenamente outra vez.

Não depois de ter experimentado sensações que só ele fora capaz de lhe fazer sentir. Depois de estar com Damon, ela sabia que seu mundo nunca poderia ser considerado normal se ele não estivesse com ela.

Inconscientemente enquanto era tomada por tantos pensamentos e sentimentos, Elena passara a apertar cada vez mais seus braços em torno do moreno, e só seu deu conta disso quando ouviu um resmungo e sentiu uma pequena movimentação à baixo de si.

Droga!

Ela pensou enquanto certo desespero surgia. Não sabia o que dizer ou como agir, não sabia nem se teria coragem de fitar a imensidão azul. Decidindo que o melhor seria aguardar a reação do moreno, fechou os olhos fortemente e esperou, enquanto fingia ainda estar dormindo.

Os olhos de Damon ardiam tanto que pareciam estar cheios de areia, também pudera tivera uma noite tão agitada e mal dormida, que lhe surpreenderia se não estivesse assim. Além de ter ido se deitar madrugada alta, havia passado boa parte dela acordado.

E isso devia-se claro a mulher "adormecida" em seus braços. Depois que está fechara o olhos ainda levara um tempo considerável para que ele fizesse o mesmo, em seu inconsciente ainda habitava o medo de que tudo não passava de um sonho e que à qualquer momento ele acordaria e Elena não estaria lá, esse mesmo temor também fora o responsável por fazê-lo acordar diversas vezes só para checar se a morena de fato estava lá.

Piscando várias vezes para que ardência passasse e também para que se acostumasse a claridade. Damon enfim sentiu-se desperto, tendo plena consciência do corpo quente da morena completamente enroscado no seu e sorriu, um sorriso amplo de dentes brancos.

Era real, porém para ele era como um sonho. O melhor dos sonhos. O sonho no qual finalmente ele tinha sua mulher de novo em seus braços e nada poderia lhe deixar mais feliz.

Chegou a pensar que a mesma ainda dormia, porém logo essa hipótese foi descartada quando sentiu os pequenos braços em torno de si lhe apertar e sorriu ainda mais. Elena ao menos se dava conta de seus movimentos, apenas estava com receio e sem saber o quê, ou como falar, naquela situação, achou por bem que o melhor seria fingir estar dormindo e esperar pela reação do moreno.

Damon muito mais movido pelas lembranças de quando estavam juntos, do que qualquer outra coisa, afundou o nariz nos cabelos de Elena aspirando aquele que era seu vício particular, o cheiro de morango que eles continham. Ainda de olhos fechados e respirando aquele aroma, sentiu quando ela e encolheu em seu abraço.

– Bom dia. – a voz rouca e sonolenta invadiu os ouvidos da morena e tomou sua mente por completo, fazendo-a relaxar institivamente. Sentira tanta falta disso, que nem sabia descrever o quanto.

Não podia mais fingir, porém ainda não tinha certeza se conseguiria encarar a Damon. Respirando fundo ela abriu seus olhos e lentamente ergueu a cabeça até estar perdida na imensidão azul.

– Bom dia.

A mesma sensação que percorreu o corpo da mulher ao ouvir a saudação, também se apossou de Damon naquele instante. Ele também sentira muito a falta dela.

Minutos se passaram e eles continuaram naquela que era sua bolha particular. Tantas coisas a serem ditas, mas que não precisavam de palavras. Aquele olhar. Tão intenso e familiar olhar, falava por si só.

– Como se sente? – ainda agindo no automático Damon pegou uma mecha de cabelo castanhos entre os dedos e sem tirá-la de seus braços.

Elena também não parecia disposta à sair dali tão cedo. Mas assim que essa pergunta lhe foi feita, a noite de bebedeira lhe veio à mente e ela pôde sentir o estômago girar outra vez, enquanto sua cabeça latejava.

O moreno notou a careta que ela fez antes de sentar-se no meio da cama com uma mão na barriga e a outra apertando levemente sua fronte.

– Acho que tá tudo girando.

Ouviu um pequeno riso dele antes que entrasse pela porta que levava ao banheiro e voltasse de lá um pouco depois com dois comprimidos em mãos, apanhar a jarra de água no criado mudo e lhe estender um copo junto com o remédio.

– Obrigada. – disse o devolvendo o objeto e observando o moreno se pôr de novo na cama.

– Não por isso. – sorriu, aquele sorriso que era o preferido de Elena.

Aquele que levantava apenas o canto dos lábios, geralmente do lado direito.

– É sério Damon. – tomou a mão dele apertando-a entre as suas e sorriu ao sentir o familiar choque que sempre lhe percorria o corpo quando tocava seu homem. O viu sorrir, e soube que ele também sentira. – Obrigada por ir lá ontem, mesmo que eu inda esteja confusa de como você me achou. – riram de novo. – Eu não sei o que teria acontecido ou onde eu estaria se você não estivesse lá. Obrigada por cuidar de mim.

Deixou o olhar cair, passando a observar o enlace de suas mãos. Enquanto Damon continuava lhe olhando, como se pudesse ver sua alma. Ela adorava ser olhada daquela forma por ele e só por ele. Era tão intenso e lhe causava coisas que ela nunca seria capaz de descrever.

– Hey. – viu o moreno soltar a mão das suas e leva-las ao seu rosto, obrigando-a a encará-lo, suspirando e se perdendo outra vez nas orbes azuis. – Eu sempre vou cuidar de você Elena.

Ele sussurrou como se lhe contasse um segredo. De um jeito tão intenso e tão Damon de ser. Lhe prendendo com seu olhar. Fazendo-a quase se afogar naquele mar revolto, que só lhe trazia calmaria.

Porque, eu te amo!

Elena ofegou diante tal declaração, quase declamada da forma mais doce e sincera que ela já viu. Ela quase podia sentir o amor transbordando através das palavras de seu moreno. Tão intenso, tão forte e tão abrasador. Lhe enfeitiçando, reverberando por todo seu corpo, fazendo-a tão mole, que ela soube que senão estivesse sentada, teria caído ali mesmo.

Por instantes não soube o que dizer, seus olhos marejaram e ela não pôde conter a lágrima que escapou por um deles, mas que foi contida antes que chegasse a sua boca, pelos longos dedos que se mantinham em sua face.

Ela o amava também. Mais do que um dia achou ser possível amar alguém, seu amor por Damon era quase humanamente impossível.

Céus!

Ela só queria se jogar naqueles braços fortes e nunca mais sair de lá. Porém estava tão confusa, sofrera tanto com as descobertas do último mês, e passara um inteiro se corroendo de saudade e de tristeza. E agora estava ali, diante dele. Daquele que era, e sempre seria o homem da sua vida, enquanto o mesmo lhe declarava amor da forma mais sincera e verdadeira que já vira. Era tudo que queria e precisava.

Damon viu que ela diria algo, durante o tempo em que Elena ficou calada ele continuou olhando-a. E viu naqueles olhos chocolate que tanto amava tantas emoções diferentes. Ainda que num instante ele viu, surpresa, dor, tristeza muita tristeza. E soube que durante aquele um mês em que foram separados ela sofreu tanto quanto ele sofrera. Mas acima de tudo ele viu amor, o mesmo amor que ele também sentia. E ele lutaria por esse amor.

– Não fala nada não. – tocou-lhe os lábios com um dedo, enquanto a via olhar confusa e encostou suas testas, roçando seus narizes. – Só sente.

E delicadamente encostou seus lábios. Uma, duas, três e quantas vezes foram necessárias, até que as bocas se abrissem e suas línguas pudessem mais uma vez provar seus gostos. Não era preciso mais nada para que pelo menos naquele momento, eles esquecessem toda dor sentida nos longos trinta dias.

[...]

– Ai meu Deus!

Fora o grito que Elena ouviu assim que chegou a cozinha da mansão junto a Damon. No meio do cômodo uma Madeleine estática os encarava, visivelmente feliz e surpresa.

– Oi Mad.

Sem esperar um segundo sequer a velha senhora jogou seus braços entorno do morena, enquanto dizia estar feliz com sua volta e como sentira sua falta.

– Minha menina, eu nem acredito que você voltou. Sabe eu já não aguentava mais ver o meu menino cabisbaixo pelos cantos e aposto que a senhorita estava do mesmo jeito. – os dois abaixaram a cabeça envergonhados e Damon soltou um “Mad” em repreensão que a senhora não ligou. – Vocês nasceram um pro outro meu bem, não tem motivos pra ficar separados.

Elena tomou as mãos da governanta nas suas lhe dizendo com toda firmeza enquanto encarava o moreno ainda parado na porta.

– Pode deixar Mad, dessa vez eu voltei pra ficar. – e sorriu espelhando o mesmo sorriso que se encontrava nos lábios do moreno. – E tô morrendo de saudades da sua comida.

Todos riram e a senhora se afastou, ao passo que Elena acomodou-se num banco alto em frente a ilha da cozinha. Tendo Damon atrás de si e lhe abraçando pela cintura.

– E o que vai querer.

– Suas panquecas com calda de amora. – declarou animada e já podia sentir sua boca salivar, tamanha a vontade que estava sentindo.

– Amor. – o moreno a virou pra si. – Já são uma da tarde, é hora de almoçar.

– Eu quero panquecas Damon. – fez um bico que ele achou adorável e ia retrucar, quando Madeleine disse para deixar Elena comer o que quisesse e essa bateu palmas animadas com um sorriso presunçoso.

No final ela também acabou comendo das panquecas. Não importava que refeição fosse, tudo que importava era quem estava ali ao seu lado.

[...]

Já haviam terminado há algum tempo, ao menos Damon havia acabado de comer, pois Elena estava atacando desesperadamente a tão falada calda de amoras, o que arrancou várias risadas por parte dele.

– Elena...amor chega, sua pressão vai acabar baixando de novo, é muito doce pra comer de uma vez só.

Mas a morena apenas negava com um revirar de olhos, enquanto Damon tentava lhe tirar o pote das mãos. A verdade era que ela ao menos sabia por que estava comendo aquilo, só não conseguia parar, era uma vontade imensa e louca.

Ainda brigando, os dois ouviram a porta bater e logo a voz de April à medida que passos se aproximavam de onde estavam. Trocaram um olhar cumplice e logo Elena pulou o banco e foi para trás da bancada, se abaixando em seguida.

– Mad, eu tô morrendo de fome. – parou no portal quando se deu conta de que seu irmão estava ali.

Damon que continuava sentado e de costas para onde April estava, deu um mínimo sorriso. Sabia que ela estava estranhando sua presença ali.

E ele estava certo. Para April não era estranho o fato dele estar em casa, afinal podia contar nos dedos de uma mão quantas vezes ele fora ao escritório. O que ela estranhava era ele estar naquele cômodo, geralmente ele sempre se trancava no quarto.

– O que tá acontecendo aqui?

Perguntou desconfiada, adentrando na cozinha e parando ao lado do irmão, mas com o olhos na senhora diante da pia que para ela estava muito estranha e com um risinho que ela não entendia.

– Boa tarde pra você também blue.

Arqueou a sobrancelha. Blue? Era isso mesmo? Depois de passar dias trancados, mal falando com qualquer pessoa, agora ele vinha com apelidos. Com certeza tinha algo errado ali ela percebeu assim que viu o mesmo sorrisinho no canto dos lábios de seu irmão. Colocou as mãos na cintura e olhou questionadora de um pra outro.

– Certo, alguém vai me dizer o que está acontecendo ou não? – seu pé batia freneticamente no chão. Foi a deixa que certa morena escondida precisava.

– Surpresa!!!!!

Ao passo que Damon e sua governanta quase morriam de rir. April se mantinha imóvel apenas olhando uma Elena também risonha à sua frente.

– Será que eu não mereço um abraço? – a mulher pediu já de braços abertos e a caçula Salvatore não perdeu tempo.

– Lena! Ai meu Deus...Ai meu Deus...Ai meu Deus.... – a garota repetia sem parar, eufórica, apertando a cunhada o quanto podia. Damon continuava a rir, mas no fundo estava orgulhoso da relação tão próxima que as duas mulheres da sua vida tinham. Ele gostava que fosse assim.

– Vocês .... Vocês voltaram? – questionou o irmão que estava de pé ao lado das duas e ganhou um aceno de cabeça. – Ai meu Deus, eu sabia .... sabia que vocês iam voltar e eu tô tão feliz.

– Não mais feliz que eu. – o moreno interrompeu e ganhou um selinho de sua mulher, ouvindo um “awn” da irmã.

– Sério vocês são tão lindos, eu shippo muito os dois.

– O quê?

– Quer dizer que ela torce/apoia nós dois amor. – foi Elena que o respondeu.

– Isso mesmo.

– Se for assim então, eu também shippo.

A voz de Madeleine se fez presente e foi impossível para todos conter a gargalhada que se seguiu.

Porém, uma nova voz veio, atingindo Elena em cheio e ela se perguntou quando teria paz.

– Que cena mais linda!

Notas finais
Então..; como disse tô com muita vergonha de vir aqui depois de meses sem postar e peço mil desculpas por isso, mas aconteceram tantas coisas, não vou encher o saco de vocês com isso por que não é desculpa pra não dar uma satisfação sequer. Mas não sei se cheguei a falar que pretendia cursar uma nova faculdade? O fato é que consegui, tô cursando pedagogia e amando, e foi um dos motivos pro meu sumiço. Depois veio a bomba da saida da nina que eu apoio totalmente, claro que fiquei triste pela Elena e mais ainda por Delena, mas tava na hora da nossa menina alçar voos maiores e pelo o que eu vi a cw pretende renovar a série o quanto for possível, e acho que não é legal ficar "presa" a algo por tanto tempo. Admiro muito a coragem dela e desejo o melhor em tudo que ela se proponha a fazer daqui pra frente. Aliás ontem foi a season finale pra quem já viu, me digam o que acharam, sinceramente eu confesso que esperava bem mais. Contudo, amei a atuação d Nina como sempre perfeita e cheia de emoção. O Ian pra mim já não foi tão bem, o Damon mais parecia um robô em cena, enfim. E me digam vão assistir a s7? Pra mim não faz sentido sem a Elena. Por fim me diga o que acharam do capítulo. Tõ de volta, pode ser que o próximo não saia tão rápido por conta do final de semestre, mas não vou demorar meses dessa vez não. Enfim obrigada e até mais. beijinhos