Burning Desire

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Oi cupcakes *-* Muito, muito obrigada por não me abandonar. Enjoy...

O sol brilhava forte e insistente acima de si. Lhe aquecendo a face que ela maninha erguida, na direção do mesmo. De olhos fechados, os dois braços esticados para trás de seu corpo, enquanto as mãos que apoiavam seu peso, estavam infiltradas na grama baixa e lindamente verde.

Tomou uma inspiração profunda e longa, levando aquele ar tão puro, antes de finalmente abrir seus olhos e fitar a esplendorosa vista ao eu redor.

Era uma linda manhã aquela, ela não podia negar. E estava adorando, aliás tinha muito que aproveitar pois, sabia que dias ensolarados assim eram raros em New York.

Franziu um pouco o cenho e procurou por sua companhia. Nada além de mais grama, árvores altas e frondosas por todos os lados e alguns bancos.

Estava ali sozinha?

Foi o que lhe ocorreu quando tão logo um gargalhada extremamente gostosa e familiar lhe encheu os ouvidos. Sorriu amplamente e buscou o dono daquele som.

Num nível um pouco baixo de onde estava o avistou, e seu sorriso não poderia ser maior. Seu peito foi tomado do mais profundo e forte amor. Era tanto e tão pleno, que ela não conseguia dizer como tal sentimento cabia dentro de si. Mas cabia, lhe enchia e preenchia. Lhe reverberava e consumia.

Sim, consumia, e ela estava consumida por aquele sentimento, e aquela plenitude.

Nunca pensou ser capaz de amar daquela forma tão arrebatadora. Era um amor diferente de todos os quais já havia experimentado. E ali, quando o viu correr em sua direção, soube que jamais poderia descrever o tamanho do seu amor por ele.

Esperou ansiosa que ele viesse ao seu encontro. Os cabelos negros caindo por sua testa, as safiras que eram seus olhos brilhando mãos do que nunca para ela, e aquele sorriso do qual ela jamais cansaria.

– Mamãe!

Foi o grito que ouviu, quando ele parou há uns dez passos de si. Não soube como aconteceu, mas seu sorriso se tornou ainda maior.

As bochechas gordinhas que tanto amava morder estavam rosadas devido a pequena corrida. Os olhos azuis brilhavam espertos e sapecas em sua direção. E ela sentiu seu peito ser esmagado e apertado por aquele sentimento tão novo e tão bem vindo. Tinha a sensação que poderia explodir à qualquer momento, diante de tamanha intensidade.

Abriu os braços, esperando o momento em que seu pequeno se jogaria neles. Momento no qual teria literalmente sua vida em seu braços. Já podia sentir aqueles bracinhos em torno de seu pescoço, enquanto os seus apertariam aquele corpinho contra si.

Porém isso nunca aconteceu. Seu garotinho passou direto por ela, deixando-a vazia e confusa. Virou-se quase que imediatamente buscando saber onde ele tinha ido.

No entanto desejou nunca ter feito. Foi como se seu coração tivesse sido arrancado de seu peito, e pisoteado até que não restasse o mínimo sinal de que um dia ele tivesse existido, ou ainda que um dia batera tão forte como tinha feito antes que ela tivesse a visão à sua frente.

Bem ali diante de seus olhos marejados. Seu menininho estava nos braços de outra, abraçando-a como ela desejou que fizesse consigo. Um sorriso gigante naqueles pequenos e róseos lábios, o que só a fazia se afundar mais e mais em sua dor.

E toda dor que sentia, no entanto ficou ainda maior quando se deus conta que conhecia a tal mulher. Era aquela cuja parecia querer tirar qualquer grama de felicidade de sua vida. Aquela que parecia ter sido enviada somente para lhe fazer sofrer. E dentre tudo que já tinha lhe feito, nada poderia ser pior do que ela estar roubando seu filho. Seu menininho, sua vida.

Bonnie!

Sá a menção do nome, já fazia seu estômago revirar. Ela tinha seu filho nos braços, sorrindo e fazendo-o sorrir. Aquele sorriso que era só seu.

Sim, só seu. Pois aquele era o seu filho e ninguém o tomaria dela. Estava pronta pra gritar isso, quando sufocou, engasgando em seu próprio choro, o qual não tinha noção que já estava tão alto.

A terceira figura naquela cena de horror. Só fez aumentar o que ela achou ser impossível. Não tinha como doer mais tinha? Não, ela achava que não. Quase se podia dizer anestesiada tamanha dor sentindo.

Porém estava enganada, tudo ficou pior quando enxergou Damon ali do lado. Olhando aqueles dois seres diante de si como se seu mundo estivesse naquelas duas pessoas. E como doeu para ela. Chorou ainda mais, soluços esganiçados saiam de sua boca e ela não entendia como nenhum deles não tinha notado sua presença ali.

De repente aquela manhã ensolarada, já não lhe parecia tão quente na realidade, nada estava bonito como antes. Tudo que sentia era uma frio cortante, atravessando-lhe todo o corpo.

– Papai. – gritou seu garotinho parecendo ainda mais radiante.

– Ei filhão!

Damon parecia tão ou mais contente que o menino. E estranhamente ela parou de chorar, embora ainda sentisse as lágrimas escorrendo por sua face.

Ela parou para apreciar os dois. Talvez a imagem mais linda que já tenha visto em toda sua vida. Um mínimo sorriso brincou em seus lábios, quando se deu conta de como eram parecidos. Pai e filho lado a lado. Os amores de sua vida.

Seu coração deu um salto, como se voltasse a bater, bombeando seu sangue tão rapidamente. Lembrando-a de como era amar. E como ama aqueles dois. Ama mais que qualquer coisa. E daria sua vida sem piscar, pelos dois.

Porém tão rápido quando veio a instantânea alegria, ela logo foi levada de si, quando mais uma vez ouviu aquela voz. Aquela que à atormentava tinha meses.

– Vamos meus amores?

Sentiu seu sangue gelar ao ouvir a forma como aquela vadia se dirigiu à eles. No instante seguinte se deu conta do que via. Estava mesmo vendo a família de Damon?

Isso era o quê uma demonstração do que seria sua vida dali em diante. Porque sim, Damon teria um filho com Bonnie não teria? Ela estava grávida não estava? Eles estavam ali esfregando em sua cara que eram uma família não era?

Bonnie estava lhe mostrando que no fim ganharia afinal. Formaria uma família com Damon, lhe daria uma filho. Ela não podia competir com isso.

Olhou outra vez para o menino. Tão lindo e tão seu. E mais uma vez aquele sentimento brotou em seu peito, mais forte que nunca. Era seu filho, não de Bonnie. Seu e de mais ninguém.

E quem Bonnie pensava era pra querer roubar sua felicidade? Roubar tudo que era seu.

Sim, porque aqueles dois eram seus. Aquele era o seu homem, grande amor da sua vida. E aquele garotinho era seu filho, pelo qual ela lutaria. Eles eram sua família, sua felicidade. E não deixaria que ninguém, muito menos aquela secretáriazinha os tirasse dela.

Talvez tenho perdido tempo demais em seus devaneios, pois sem perceber eles já não estavam ali. Procurou em todos os lugares. O desespero tomando conta de si. Não, eles não podiam ir embora.

Ela não deixaria. Eles eram seus. Seu Damon e seu filho.

Suada, ofegante e desesperada fora assim que Elena acordara. Procurando por todos os lados, até se dar conta de que estava em seu quarto, sua cama.

Jogou para trás, fitando o teto e tentando acalmar a respiração, que estava arrastada. A garganta seca, e sua cabeça girando. Flashes do terrível pesadelo lhe invadindo a mente e lhe causando calafrios.

Meus amores!

Um gosto amargo tomou sua boca tão logo essa frase lhe foi soprada e Elena precisou correr até estar debruçada sobre o vaso, pondo para fora tudo que tinha, e o que não tinha também, ingerido naquele dia.

Foi até o espelho apenas para constatar o quão verde estava, e coo suava frio também. Pousou as mãos em forma de concha debaixo do jato de água da torneira e lavou o rosto o tanto de vezes que achou ser necessário para que aquela sensação fosse embora. Foram muitas vezes até escovar os dentes, pentear os cabelos e voltar para a cama, onde mais uma vezes o sonho lhe veio à mente.

Bonnie...Bonnie...Bonnie.

Se repetindo em sua cabeça, e toda vez lhe enjoando ainda mais. Tinha noção do quanto aquela mulher era intragável para ela, se só a simples menção do nome lhe causava isso, sua presença lhe deixava doente.

O que só aumentou desde que soube que a dita cuja estava morando na casa de Damon, isso há duas semanas antes. Quando a indesejável lhe arruinou seu dia de reconciliação com o moreno.

Bonnie não fez pompa ao lhe dar essa informação, quando Elena lhe perguntou o que fazia ali.

Furiosa a morena deixou a cozinha dos Salvatores quase correndo em direção ao segundo andar. Só queria pegar suas coisas e ir embora dali pela segunda vez, e talvez pra sempre.

Damon a alcançou já no quarto, enquanto furiosa se atrapalhava nos botões da camisa dele que lhe vestia. Fugiu de todas as tentativas de aproximação do moreno, quando se viu de pé na cama dele.

Riu sozinha, lembrando de como agora a cena era extremamente cômica. Ela em pé na cama jogando todos os travesseiros em Damon, que facilmente se desviava de todos e tentava lhe explicar.

Exausta de chorar e gritar com ele. Totalmente fora si e sem saber bem o motivo. Estava sim com raiva dele, mas não a ponto de chorar do jeito que chorou quando ele gentilmente lhe acolheu em seu braços. Culpou a maldita ressaca.

Já mais calma e envergonhada pelo show bizarro, ela o ouviu pacientemente explicar que a vadia, como ela gostava de chamar, estava sim morando na mansão, mas não por que ele queria e sim porque a louca, exigiu que assim fosse pois sua gravidez era de risco, e ela não tinha ninguém, a não ser o pai que morava em outra cidade pelo que ela entendeu.

Porém a gravidez de risco não era motivo para que Damon aceitasse isso, afinal ele jurava que ainda provaria que o filho não era dele.

O que o fez aceitar, foi o fato da louca ameaçar fazer um escândalo na imprensa. Divulgando que seu chefe, o todo poderoso Damon Salvatore, a tinha engravidado e se recusava a assumir o filho.

Vadia!

Claro que ela só poderia entende-lo. Ela não conseguia sequer imaginar o tamanho do estrago que uma notícia dessas causaria na vida de seu Damon.

Vaca!

Era isso que Bonnie era. Usando uma criança pra conseguir o que queria. Se enfiar na mansão Salvatore e quem sabe conquistar Damon. Coisa que ela jamais conseguiria no que dependesse de Elena.

Por isso decidiu que não iria embora, não dessa vez. Dessa vez estaria com seu moreno para o que desse e viesse. E nenhuma Bonnie Vadia Bennet lhe impediria.

Além disso, um mês longe de Damon foi mais do que poderia aguentar. Precisava dele e de sua presença assim como precisava de ar. E nunca mais sairia de perto dele outra vez.

Estava onde devia estar, no quarto dele, na cama dele, na vida dele.

E claro convivendo com a piranha diariamente. Vendo-a sempre lançar olhares cínicos e debochados em sua direção sempre que se cruzavam. Ou a forma como tentava chamar a atenção de Damon pra ela, sempre com histórias sobre o bebê, não que ele ligasse muito.

E as vezes Elena quase sentia pena dela, quase, isso logo passava assim que a via tentado ser superior à todos ali. E principalmente com os empregados da mansão, sempre se achando a legítima dona da casa. O sangue da morena fervia, e então cabia a ela com todo o prazer do mundo, mostrar a Bonnie que ela não mandava em nada por ali.

Não que Elena achasse que era dona de qualquer coisa ali também, mesmo que Damon disse sempre que o era dele era dela também, mas com Bonnie ela fazia questão sim de mostrar isso.

Afinal era ela a noiva de Damon não? O anel em sua mão direita, aquele que ele lhe fez questão de devolver, provava isso. Mas não custava lembrar a sujeitinha sempre que possível.

Elena se perguntava quando tinha se tornado uma pessoa que era capaz de odiar quem quer que fosse. Porém Bonnie fazia isso para ela com facilidade. O jeito de olhar para Elena, as atitudes, tudo era um convite para que Elena o fizesse, e ela fazia.

Odiava aquela mulher, e odiava ainda mais depois daquele sonho. No qual roubava seu filho.

Seu filho!

Elena que sem perceber cravara as unhas na colcha da cama aos poucos desfez o aperto, assim que o tal pensamento a invadiu. Desde que havia acordado, tinha focado somente em odiar Bonnie e pensar nela e quase se esquecera daquele garotinho.

O menininho do seu sonho, o seu menininho. Não de Bonnie, mas seu. Seu filho com Damon.

Seu coração bateu forte no peito, tomado daquele mesmo sentimento que lhe preenchia no sonho. Suas mãos tremeram e Elena sorriu boba.

Céus!

Nunca tinha parado para pensar nisso, mas agora se dava conta do quanto queria isso. Um filho de Damon, sendo gerado por ela. Um pedacinho dele dentro de si era tudo que poderia querer, pra ser ainda mais feliz e completa.

Lembrou do rosto do garotinho que lhe deixou encantada. Ele era tão lindo, na verdade era um mini Damon, e seu peito encheu-se de alegria ao constatar tal fato.

Ela desejou profundamente que quando um dia isso acontecesse, que seu filho fosse igualzinho ao do seu sonho.

Perdida em pensamentos alheia à tudo ao seu redor, foi assim que Damon a encontrou. Tomou um pequeno susto quando o viu adentrar o quarto, logo correndo o olhar para o relógio ao seu lado e constatando que era um pouco cedo para que ele estivesse em casa. 4:25 PM era o que marcava o visor.

– Hey. – cumprimentou ainda com o sorriso bobo.

– Hey!

Foi o que ele lhe devolveu se aproximando e lhe dando um beijo doce. Logo voltando a olhá-la de um jeito curioso, foi o que Elena pensou.

Mal sabia que Damon apenas estava admirando-a. Ele nunca cansava de fazer isso na verdade e talvez ela sequer percebesse, mas era impossível para Damon deixar de fita-la por um segundo.

Seu mundo se resumia a Elena. Ele adorava decorar cada traço, cada detalhe do corpo e do rosto daquela que tanto amava. Fora esse habito que tornara tudo um pouco mais suportável, quando teve que ficar longe, passava praticamente todas as horas de seus dias, insuportáveis 35 dias, pensando e relembrando cada mínimo detalhe de sua linda morena.

Não que ele achasse que fossem se separar novamente, longe disso. Pois, no que dependesse dele nunca mais largaria ou deixara Elena ir à qualquer lugar sem ele.

No entanto era seu passa tempo preferido. Venerá-la de todas as formas de todos os ângulos. Foram inúmeras as vezes que ficou acordado apenas vendo-a dormir.

Sabia de cor, cada nuance de sua Elena, cada traço, cada passada de mão no cabelo, cada olhar e principalmente cada sorriso, e particularmente amava aquele, que estava desenhado nos lábios dela agora. Aquele todo bobo que aparecia toda vez que ela fantasiava algo. Logo ficou curioso com o que quer que fosse.

– Que sorriso é esse? – arriscou.

– Qual?

– Esse bobo no seu rosto. – ela sorriu ainda mais, e ele teve vontade de mordê-la. Achava mais que adorável as covinhas que surgiam nas bochechas de Elena toda vez que ela sorria assim.

– Posso te fazer a mesma pergunta, afinal você também tá me olhando feito bobo. – fez aspas no bobo.

– Me pegou.

Aproximou-se outra vez lhe dando um selinho dessa vez, antes de começar a se livrar de suas roupas, até estar apenas de boxers e deitar ao lado de sua noiva, trazendo para seu braços.

– Chegou cedo. – observou ao se acomodar melhor e passar a fazer desenhos no peito do moreno, com a ponta de seus dedos.

Damon brincava distraído com as mechas do cabelo castanho, por vezes aspirando aquele cheiro característico e unicamente de Elena. Parecia muito com morangos e chantilly, foi o que ele deduziu a primeira vez que sentiu. E logo após descobrindo que o xampu dela era mesmo de morango.

– Não aguentava mais aquele lugar.

Elena o sentiu suspirar profundamente, devido ao ritmo de seu peito. Percebeu que algo o incomodava.

Notou também algo que não tinha antes dado muita atenção. Mas desse que voltara a morar com Damon e que ele “tecnicamente” voltara a trabalhar, estava sempre chegando antes do horário em casa. Muitas vezes até antes que ela mesma voltasse da academia.

– Posso saber porquê?

Outro suspiro e dessa vez ela teve que se ajeitar para poder olhá-lo, quando o fez ele não a encarava de volta, mas sim o teto acima deles.

Sentiu quando ele a apertou mais contra si, parecendo receoso ao dizer o que quer que fosse que o estava incomodando tanto. E Elena se viu mais que ansiosa pelo que viria. Tinha medo também, mas esse deixaria de lado.

Porém quando Damon finalmente a olhou, não antes de tomar outra respiração profunda, Elena viu o seu próprio medo refletido também nos olhos dele.

– Eu não sei...eu só não. – hesitou um instante. – Só não pareço conseguir ficar muito mais tempo longe de você.

Ele não queria parecer um pouco obcecado, nem quis soar tão desesperado quanto soou. No entanto não pôde evitar. Esse receio, essa angústia, o vinha corroendo há alguns dias. Esse medo louco e irracional de que a qualquer momento poderá despertar e perceber que sua Elena não estava ali em seus braços.

De descobrir que ainda estavam separados. E que ele ainda vivia aquele inferno horroroso que era sua vida sem ela.

Tinha medo, muito medo, mais que medo, ele tinha pavor de ficar sem Elena. Não existia mais sentido em sua vida senão houvesse Elena Gilbert em sua vida.

Elena por sua vez permaneceu estática, apenas o assistindo, tentando ver através das íris azuis, tudo que ele sentia. E enfim viu. Tudo que Damon sentia, era o mesmo que ela também sentia.

Mesmo receio, angústia e medo.

Ela não havia sido a única a e machucar esse tempo em que estiveram longe. Ele também se machucou, talvez até mais que ela mesma.

Mas isso não importava mais, ao menos não agora que estavam juntos outra vez. Estavam feridos? Sim estavam, e muito. Porém tudo que um precisava era do outro.

A cura para qualquer anseio que Elena pudesse sentir era Damon, assim como ela era a dele. Os dois juntos podiam se curar. O amor que sentiam era capaz de superar qualquer coisa e era isso que ela precisava mostrar para ele.

Rapidamente se pôs sentada na cama e Damon logo a acompanhou, como ela esperava que fizesse. Não demorou um segundo sequer e ela tomou o rosto do moreno em suas mãos.

– Não precisa se sentir assim amor. Eu estou aqui agora, com você e não vou a lugar algum – declarou com toda firmeza e doçura que conseguiu. – Eu e você, nós dois somos reais e estamos juntos. E não há nada nem ninguém, muito menos Bonnie Bennet. – Damon riu da forma como ela pronunciou o nome, o que a fez rir também. – Que vá me tirar daqui, porque o meu lugar é, e sempre vai ser ao seu lado. Pra sempre.

Sorrindo ela viu os olhos de seu noivo encherem de lágrimas. O próprio tinha plena noção de estava prestes a chorar, mas pouco se importava com isso. Apenas queria saber o que de tão bom tinha feito em sua vida pra que merecesse alguém como a adorável garota à sua frente. Seja lá o que tivesse sido, ele só poderia agradecer.

Estar, amar e principalmente ser amado por alguém como Elena, era a melhor realização que poderia ter.

– Eu te amo.

– Também te amo Damon Salvatore.

As bocas se encontraram num já conhecido e muito bem vindo beijo. Duas língua se acariciando e compartilhando seus sabores. Selando e afirmando aquilo que já não precisava de mais palavras. Que pertenciam uma ao outro.

Não tinham o desejo de aprofundar nada, apenas de se curtir e quando a necessidade de ar veio, apenas encostaram suas testas e passaram a “brincar” com seus narizes, o famoso beijo de esquimó, entre risos, porém uma careta de Elena, fez com Damon se afastasse.

– Que foi?

– Nada. – sorriu, mas em convencê-lo. E o moreno lembrou de algo.

– April disse que você não foi a Flawer’s hoje, porque não estava se sentindo bem. O que houve?

Do tom doce e amoroso, o tom do rapaz passou para o preocupado. Se perguntava como poderia ter esquecido que sua noiva possivelmente estava doente.

– É só essa dor de cabeça que não passa.

– Só isso? – dessa vez ele tinha o rosto de Elena em suas mãos.

Os orbes azuis extremamente aflitos e preocupados, deram a morena uma enorme vontade de sorrir. Se segurou, achando que isso seria no mínimo estranho e desrespeitoso.

No entanto, seria apenas ela, encantada demais com a forma com a qual Damon sempre lhe enchia de cuidados.

À quem queria enganar? Ela era encantada por todas as formas e nuances daquele homem. Seu homem.

– Tem certeza que não “tá” sentindo mais nada?

– Tenho sim.

– Elena!

– Damon! – levou suas mãos até as dele que permaneciam em sua face. – É só uma dor de cabeça.

– Que você reclama todos os dias, acho que devíamos ir ao médico.

– Nada de médicos! – quase berrou, se havia algo no mundo de que não gostava era de hospitais. – Sério, eu tô bem.

– Não sei se acredito muito nisso.

– Ah não? – sorriu espelhando a malícia que encontrou nele. – O que eu posso fazer pra mudar isso então?

– Acho que a senhora minha noiva não vai conseguir isso. – desceu suas mãos para a cintura fina de Elena, ao mesmo tempo que viu ela enlaçar seu pescoço, brincando com seu fios negros e arranhando sua nuca. Era muito gostoso, ele tinha que admitir. – Mas você sempre pode tentar. – acrescentou assim que viu o bico manhoso projetado nos lábios de sua morena.

Elena encostou seus narizes, os olhos nunca se desconectaram. As mãos de Damon lhe apertavam mais à medida que suas respirações se misturavam, arrastadas. Suas unhas se cravavam e revezavam entre a nuca e os ombros dele.

Os lábios logo se encontraram, não capazes de estarem longe por muito tempo. A língua inquieta de Elena logo passou a brincar com os lábios de seu noivo, primeiro lambendo o superior e depois o inferior, até pedir passagem e esta ser concedida de bom grado.

A língua de Damon esperava ávida pela dela. As bocas juntas como dois ímãs, unidas naquela gostosa umidade. Ela deleitando-se com o gosto tão unicamente Damon. Agarrando com toda força que possuía os fios negros. As mãos precisas de seu moreno passeando por onde conseguia de forma a lhe deixar louca.

Quando respirar se fez totalmente necessário afastaram-se, mas a morena ainda tomou os lábios dele entre seus dentes, mordiscando-os com leveza, puxando, enquanto abria os olho só para encarar aquela imensidão azul um pouco mais escura.

– Acredita em mim agora? – a voz rouca denunciando a intensidade do beijo trocado.

– Acho que sim. – foi ele que lhe tomou uma vez mais. – Mas por via da dúvidas, acho que vou ter meu planos frustrados essa noite.

Fez aquele bico manhosa que ela adorava, e Elena não foi capaz de conter sua vontade de morde-lo e quando o fez, arrancou-lhe um suspiro baixo.

– Que planos?

– Os que eu tinha pra nós dois, sair pra jantar talvez.

– Ah não vamos sim por favor, eu já tô bem juro. – beijou os dedos. – Além do mais eu não aguento mais essa casa.

Uma pontada surgiu no peito de Damon, tão logo passou quando deu-se conta do motivo de Elena não “gostar” mais de sua casa. Não queria que nada disso estivesse acontecendo.

– Me desculpe por isso. – pediu. – Se eu pudesse ela, a Bon....

– Não fale. – colocou seus dedos sobre os lábios róseos. – Não diga esse nome, por acaso não sabe que dá azar. – riram. – Eu já disse que entendo, só não pode esperar que eu goste.

– Eu sei, e acredite eu também detesto isso. Por isso queria sair, só nós dois.

– Vamos então. – subiu no colo dele.

– Elena. – um suspiro sôfrego foi ouvido quando Elena se ajeitou sobre ele, ficando numa posição extremamente tentadora. – Você tá doente amor.

– Não tô Damon. – sussurrou suplicante. – Por favor, me tira daqui.

Tudo que Damon pensava era como poderia negar qualquer coisa com ela sentada em seu colo, e com olhinhos chocolates tão pidões,

– Prepare-se pra melhor noite da sua vida então.

– Todas as minhas noites com você sempre são as melhores da minha vida.

Confidenciou sorrindo antes de beijá-lo uma vez mais.

Notas finais
Gostaram? Achei meio chatinho, prometo que o próximo será bem melhor. Teremos uma noite só de Delena e uma surpresinha pra vocês. Aguardem!!!! Mais uma vez obrigada pelo carinho, é muito importante pra mim. Diga o que acharam e nos vemos em breve. Beijinhos