Burning Desire
6 Capítulo 6: Passus Mortem
Notas iniciais
Oi genteee =D desculpem a demora, vou tentar postar cerca de 2 capítulos por mês, mas alguns meses vai ter que ser 1 mesmo haha ENFIM espero que vocês gostem desse capítuloooo
A vida e como um quebra-cabeças aos poucos você vai juntando as peças e ligando as coisas, algumas peças são como aquelas do canto que mesmo que não esteja encaixada você sabe onde ela fica e o que ela significa, outras são mais complexas como peças do cenário da figura. Peças que normalmente ficam por ultimo mas talvez sejam as mais importantes. Elas te mostram afinal todo o significado do seu trabalho.
–Minha oque? –Disse Gale perplexo–Avó querido. Entende? Mãe da sua mãe–Sim, sim eu sei o que é uma avó. Mas pensei que você estivesse...–Morta talvez? Imagino –Genevive fuzilou Jane com os olhos –Bem já era hora de eu aparecer para rever meus queridos netinhos não é verdade?–Rever? –Gale se fingiu de desentendido–Sim eu vi vocês quando ainda eram bem pequenos –A avó olhou para o nada divagando nostálgica –Bem. Dessa vez você não vai vomitar em cima de mim vai? –Ela riu–Genevive vai passar uns dois ou três dias aqui conosco querido –Jane disse sorrindo–Talvez um pouco mais. Tipo um mês? Seria bom –Disse Genevive, as duas mulheres travavam uma batalha com os olhos–Bem. Acho que talvez seria bom sim –Gale tentou amenizar o clima sorrindo –Vou subir. Er... Genevive –Ele se virou encaminhando para a escada–Pode me chamar de vó –Ele ouviu a voz rouca. Gale abriu a porta de seu quarto e deu um pulo ao ver Brian deitado em sua cama sorrindo para ele:–Como... Quando... –Ele gaguejou sem jeito logo retomando a postura –Por onde você andou Brian?–Estava preocupado? –O loiro disse se sentando na cama e dando um sorriso de lado–E eu lá vou me preocupar com um vampiro? Você sabe se cuidar –Ele fechou a porta trancando-a–Insensível –Os dois riram–Eu estava pensando –Gale foi para seu banheiro para trocar de roupa, seu cabelo estava úmido com os chuviscos no caminho de casa, ele tirou a roupa igualmente úmida e colocou uma calça preta e uma blusa de frio cinza que com certeza deveria caber três Gales dentro –Nós temos que voltar ao sanatório.Brian fez uma pausa avaliando o menor que saia do banheiro–Não sei Gale. E aquilo não era um sanatório exatamente eu acho–Também acho isso, mas quem eram as pessoas que estavam lá?–Bem. Nas salas que nós vimos, acho que eram humanos mesmo. Mas havia algo de diferente neles de fato–Como você sabe? Brian vacilou antes de responder–O cheiro do sangue deles era diferente. Praticamente igual mas ao mesmo tempo diferente. –Gale olhou para o maior franzindo a sobrancelha–Que nojo – Ele se sentou na cadeira do computador –Você viu as alas especiais?–Não –Brian ficou surpreso–Tinham letras... V, L, M, B, F –Gale mordeu o canto da boca –Pensei sobre isso e acho que V, L e B são vampiros, licantropes e bruxos–Não. Por ser uma clínica. Algo profissional, seria o nome das “doenças”, vampirismo, licantropia e M de magicis para os bruxos no caso–Então F e B seriam?–Boa pergunta –Brian levantou o rosto, antes baixo e pensativo, olhando para o menor sentado encolhido na cadeira. Ele sorriu e bateu de leve na cama. Gale sorriu e se sentou ao lado do maior na cama que o puxou, fazendo-o se deitar apoiado no tórax do loiro. –Podemos voltar lá se você quiser–Você não tem medo?–Como você mesmo disse. Eu sou um vampiro. Sei me cuidar –Os dois jovens riram. Gale se moveu ficando de quatro com o corpo do maior entre seus braços e pernas. Os dois se olharam e Brian puxou o rosto do ruivo contra o seu. O beijo começou suave e foi se intensificando aos poucos. Brian colocou suas mãos na cintura do menor e começou a retirar a blusa de frio cinza lentamente. Até que alguém bateu na porta. Mais rápido que nunca o vampiro se desvencilhou do corpo do menor, se escondendo debaixo da cama, o movimento brusco fez Gale desequilibrar e cair no chão rindo. Ele abriu e porta e viu sua avó sorrindo para ele–O almoço está na mesa –Ela disse mas quando Gale abriu a boca para falar ela entrou no quarto e fechou a porta, caminhou devagar até a cama e se sentou. O ruivo não respirava de tensão, o que ela faria se descobrisse um adolescente debaixo da cama do neto? O que ela pensaria? –Queria conversar com você Gale, vim visitar vocês mas meu motivo principal era você–Genevi... Vó. Você quis dizer eu e meu irmão?–Não. Ele também mas principalmente você, você é capaz de coisas que você nem imagina Gale –Como ver espíritos talvez? O menino resolveu não comentar sobre isso –Sua mãe não queria que eu comentasse disso com você. Ela foge do destino desde o nascimento do seu irmão.–Eu não estou entendendo muito bem–Irei te explicar melhor. Se junte a mim amanhã a noite ok? As 22 horas me encontre no portão da casa–Mas...–Faça isso. Tem coisas que você precisa sab... –Ela parou e fitou o nada como tinha feito antes na cozinha, ela enrugou a cara com expressão de nojo –Você recebeu algum... amigo talvez, aqui recentemente?–Hm... Sim –Disse o ruivo inseguro, será que ela tinha visto algo de Brian? Sentido seu cheiro talvez –Algum problema?
–Amigo? –Perguntou ela novamente–Ah. Não exatamente–Bom. Fique longe dele –Ela se levantou e saiu do quarto. Gale pôde ouvir os passos indo em direção ao quarto de visitas. Brian saiu de debaixo da cama, seu rosto estava tenso e pasmo–Como ela sabia sobre mim? –Ele perguntou enquanto o menor fechava a porta trancando-a.–Não faço ideia. Naquela noite Gale teve outro sonho. Ele se viu novamente no lago da lua cheia. Dessa vez sem o circulo de pessoas. Ele olhou para o outro lado do lago, e viu uma menina, sua pele era pálida, a luz da lua quase parecia sem vida, seus cabelos eram pretos como a noite que se estendia sem estrelas pela sua aparência ele parecia ter cerca de 10 anos. Ela olhou para Gale e começou a caminhar para o centro do lago, ela parou e olhou para o ruivo, convocando-o com o olhar para se juntar a ela. Gale inseguro começou a entrar no lago e ao encontrar-se de frente para a menina e então tudo mudou. Ele agora estava em uma vila, as roupas e a falta de tecnologia mostrava que era uma época bem anterior a atual, assim como no outro sonho. A menina do lago estava sentada em um canto observando um grupo de crianças que brincavam não muito longe, naquele momento Gale se tornara mais uma vez invisível e intocável, a menina observava-os com um olhar de tristeza e uma certa inveja, quando uma voz chamou:–Cassidy querida! Venha aqui, tenho algo para lhe mostrar A menina se levantou e foi para dentro de uma casa pequena, lá dentro encontrou a dona do chamado, que pelas características físicas com certeza era sua mãe. –Querida hoje vou lhe ensinar algo–Magia? –A menina disse. Seu rosto se iluminou–Shh... sim sim mas fale baixo! –A mulher alertou mas sorriu para a menina –As pessoas da nossa família praticam a arte antiga a muito tempo, e é meu dever como sua mãe de passar o que me foi ensinado a você–Assim como é meu dever passar para meus filhos que tiverem a energia da natureza dentro deles–Sim, isso mesmo. Agora vamos lá –A mulher fazia preparativos enquanto conversava com a filha. O sol foi se pondo enquanto a mulher colocava em uma cesta vários utensílios. A menina pegou um livro dentro de um baú, enrolou com um pano e seguiu a mãe para fora de casa pela porta dos fundos. Quando saíram já era noite, a mãe seguiu desconfiada olhando para todos os lados, não muito longe dali elas seguiram para dentro de uma floresta. La dentro a mãe fez um circulo na terra macia com um atame, colocou os utensílios juntos em posições previamente determinadas, velas, um caldeirão, algumas ervas e pedras. Cassidy estava ajoelhada dentro do circulo, sua mãe colocou água dentro do caldeirão e gravetos em baixo dele, na água colocou algumas das ervas e olhou para a filha:–Acenda a fogueira –Disse sorrindo –Foque nos gravetos, use a energia do seu corpo, da sua mente. Sinta esse energia se transformando em calor, reúna esse calor em um ponto fixo. Cassidy fechou seus olhos se concentrando, depois abriu e olhou fixamente para os gravetos, alguns segundos depois uma chama explodiu. A mãe olhou para a filha, levemente surpreendida e orgulhosa. As duas deram as mãos e a mãe disse:–Hoje você vai aprender a montar proteções ao seu redor, elas vão possibilitar que você permaneça invisível para os outros, a não ser que alguém veja você fazendo magia antes. Sabendo que você esta lá–Mãe... –A menina relutou –Queria aprender um feitiço ofensivo hoje –Disse sem jeito. A mãe a olhou com desconfiança–Tem alguém te incomodando querida?–Talvez... –A mãe olhou para ela, pensando, e depois sorriu–O melhor ataque é uma boa defesa As duas começaram o ritual, disseram algumas palavra em latim, algo como “invisibilia scutum”. Ao terminar de tudo, Cassidy percebeu que nem os animais a sua volta a percebiam, um coelho parou em frente ao circulo, ele olhou para a menina, ela viu aqueles olhos vermelhos, mas apesar da cor, os olhos eram inocentes e puros, ele olhava desconfiado como se pudesse sentir elas ali, mas sua visão o traia. Um tempo depois ele virou a cara e continuou seu caminho. Ao terminar tudo, a mãe se levantou, desfez o circulo e começou a juntar as coisas.–Mãe... posso ficar com as coisas? Quero rezar para os deuses.–Hm... –A mãe pensou –Pode sim querida. Tome cuidado ao voltar para casa. Não deixe ninguém te ver tudo bem? A menina acenou com a cabeça enquanto a mãe voltava para o vilarejo. Ao ver que ela tinha sumido de vista, Cassidy começou a refazer o altar e fez um novo circulo, acendeu o fogo embaixo do caldeirão e fez novamente o feitiço de invisibilidade. Percebeu que tinha conseguido quando em sua mente ouviu um estalo. Depois pegou o livro dentro do pano. A capa era preta de couro, o livro era grande e as paginas gastas, ele inteiro estava em um alfabeto diferente mas que Gale conseguia decifrar, talvez porque Cassidy podia. Na primeira pagina estava escrito com uma letra formosa e desenhada “Livro Das Sombras” ,a menina começou a folhear as paginas até parar em uma. Ela leu rapidamente a pagina e reuniu algumas pedras ao seu redor, pedras que representavam força, pretas, prateadas e algumas vermelhas. Ela viu em um canto o mesmo coelho que ela havia visto mais cedo. Com a mente ela induziu ele a se aproximar. Apontou as mãos para ele e se concentrou com os olhos fechados. O coelho estava paralisado, era visível o medo em seus olhos, mas ele não conseguia se mover, não por uma força externa mas pelo medo que o paralisara. Cassidy abriu os olhos, seu rosto estava frio, seco, seus olhos mortais com raiva e vingança neles. Ela era apenas uma criança mas naquele momento mais parecia uma pantera feroz pronta para atacar e matar. A menina moveu os lábios lentamente e disse “passus mortem”. O coelho emitiu um ganido, ele começou a sangrar por todos os orifícios, seus olhos, o nariz, boca, as orelhas... O pelo antes branco agora se manchava de sangue. E então ele caiu. Morto.
Notas finais
É isso ai galeraaa =D iai o que vocês acharam? COMENTEM
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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