Burn Blood

2 Capitulo Um: Sorrisos a parte


Capítulo Um

Sorrisos a parte

Chris acordou assustado e suando,uma coisa incomum. Mas esse sonho tinha sido muito real.

Sentou-se na sua cama e que era um aposento pequeno com paredes azuis com duas camas de solteiro e duas portas uma oposta a outra, Seu colega de quarto Brenk, um dos seus poucos amigos, Brenk era um grandalhão que sempre estava de bom humor. Agora na sua cama enquanto dormia (e roncava) e pela forma que socava Tobi, seu urso de pelúcia, podia-se deduzir que estava lutando com monstros no país dos sonhos.

Chris deu um meio-sorriso ao ver a cena; era no mínimo estranho ver o companheiro de quarto andar junto com ele nos corredores da torre de defesa a2. Voltou para a cama, agora sem sono nenhum, e tentou em vão dormir. Debaixo das cobertas ele suspirou. Amanhã seria um longo dia...

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_ Anda, acorda logo cara! – disse Brenk com o seu habitual bom humor e disposição.

_ Hummm?! – fez Chris, sonolento, na cama.

_ Anda logo! Se demorar, vão recolher o café da manhã e aí vai ter que esperar até o almoço, e você com fome fica de mau-humor. Aliás, o que eu tô dizendo? De qualquer jeito você fica de mau-humor! – dizendo isso soltou uma energica gargalhada.

Chris se levantou e se deparou com a figura alta e morena de Brenk, e foi até a pequena suíte do quarto. Era uma pequena e simples suíte, continha apenas espelho, pia, chuveiro e um sanitario. Se olhou no espelho e viu um jovem baixo, de cabelos castanhos bem claros, desordenados (que neste momento estavam mais e desordenados) seria dificil dizer se era desleixo ou um penteado proposital e com algumas mechas caindo sobre seus olhos realçandondo uma certa beleza rebelde no rosto do rapaz ,um rosto fino e olhos verdes e um brinco e argola pequena de prata na sua orelha esquerda. Sua aparência indicava fragilidade até que se visse seus olhos; se uma coisa se destacava em seu rosto eram seus olhos, verdes, frios e estranhamente luminosos

Foi até o espelho e foi fazer a higiene matinal enquanto Brenk continuava a apressá-lo. Cada vez mais exasperado, Chris suspirou,calçou suas luvas preta com detalhes laranja que ia um pouco depois do pulso, vestiu um jeans preto e sua velha jaqueta de couro preto um tanto gasto com um desenho vermelho tribal nas costas(que pertenceu ao seu pai) com uma camisa preta por baixo da mesma de sempre e saiu.

_ Mais um pouco e eu acharia que tinha ficado preso na privada – disse Brenk energicamente.

_ Mais um pouco e eu arranco seus olhos – rebateu Chris com seu habitual mau-humor.

_ Vai comer o quê hoje? – falou Brenk com mais um de seus grandes sorrisos, (que ja eram) sua marca registrada. Depois de tanto tempo de convivência com Chris as ameaças simplesmente passavam.

_ Por mim continuaria dormindo.

_ Heh! Preguiçoso!

_ Culpa de um certo idiota que ficou a noite toda fazendo barulho em uma luta epica contra o ursinho mau.

_ Não era um ursinho mau era uma manada de cupins-de-aço de dois metros de altura e... como você soube?

_ Esquece.

Brenk não era do tipo que ficava quieto ou desistia das coisas facilmente, mas Chris estava (se é que isso era possível) com um mau humor ainda pior do que de costume; então ele achou que era melhor esquecer o assunto... Ao menos por enquanto.

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A principal função das torres de segurança era manter afastados do centro as criaturas perigosas e tropas do exército inimigo das atuais capitais, posicionadas em lugares estratégicos. Eles possuíam a dupla tarefa de vigiar os monstros para que não chegassem as capitais, ou quando era grande demais segura-los enquanto esperavam reforço, e tambem treinar recrutas do exercito dando assim estadia e ensino para queles ambicionavem-se entrar para o exercito.

Eles não tinham nomes e sim códigos, que indicavam seu nível, como S1,S2,S3 e assim por diante; já níveis inferiores eram a1,a2,a3 e assim sucessivamente, de S5 até d5.

Chris pertencia ao nível A2 e era órfão desde seus 5 anos. Seus pais tinham morrido nos inúmeros combates entre as duas organizações, Aesir e Vanir, que lutavam pelo domínio das Krizalidas, a matéria-prima dos Lotnar – robôs de ataque – de alto nível. Era preciso ser no mínimo um S1 para poder ter um deles; os demais níveis tinham que se contentar com Eddas, imitações dos Lotnar originais.

Os pais de Chris eram renomados cientistas B2, mas morreram graças a um acidente no laboratório. Chris, que estava presente na ocasião, escapou por pouco e ficou dois dias em coma mas sobreviveu, e para sua infelicidade, foi designado que ele moraria com seu tio por parte de pai, Albert Went, nível A2. Chris nunca via muito o tio, que dedicava totalmente sua vida ao trabalho, e acabara criado apenas por babás.

Mas os problemas de Chris não era exatamente esse. ele não era bem aceito em seu nivel por não ter nascido originalmente na posição A2 e ter sido elevado após a morte do seus pais, Chris sempre estudou muito para ser o melhor aluno de sua classe, praticamente devorando o manual dos soldados.

No entanto, de que importava se ele tirava as maiores notas de sua sala? Que importava se ele sabia coisas que nem um S2 saberia? Um intruso seria sempre um intruso, e nada mudaria isso.

Por todos esses fatos, era simples imaginar o porquê Chris andava sempre com seu ar indiferente e não possuía amigos, com exceção de Brenk. Assim como Chris, um acidente matara seus pais e, por condescendência do imperador, ele fora elevado dois níveis.

No entanto, os dois não ficaram amigos muito facilmente. No início era Brenk quem tentava puxar conversa com Chris nos intervalos dos treinos. Chris, que nunca se habituara demais a companhia, sempre o ignorava, mas não esperava que Brenk fosse tão teimoso quanto ele próprio. E depois de algumas semanas já era comum ver os dois juntos no corredor conversando – melhor dizendo, Brenk falava e Chris limitava-se a escutar.

Hoje era um dia esperado por muitos, temido por alguns e feliz para ninguém.

Era o dia dos testes realizados pelos alunos pretendiam entrar nas fileiras do quais eram suas capacidades, que seriam analisadas posteriormente pelos instrutores juntamente com suas fichas, contendo suas personalidades, antecedentes, e tudo o que fosse relevante, para chegarem a uma conclusão sobre que função dentro do exercito o candidato poderia desempenhar

A turma inteira estava nervosa. Várias vezes, Chris viu as estudantes chorando de nervosismo pelos corredores da torre. Ele aparentava a costumeira calma, mesmo que por dentro estivesse ansioso, obviamente não estava tão mal quanto as estudantes choronas que ele vira.

A sala de espera para o teste e um aposento medio, com varias cadeiras confortaveis encostadas na parede de modo a deixar um espaço no centro.

Para sua infelicidade, a sala designada para o teste dele e de mais um punhado de alunos continha Brenk que, quando ansioso, falava pelos cotovelos.

_ É serio Chris! O Daniel, que tá na outra sala, me jurou que o teste envolvia lutar contra duas minhocas carniceiras, enquanto se cantava o hino Cianonal ao contrário, apoiado com um só pé...!

_ Sei – disse Chris enquanto esfregava a têmpora com uma das mãos e a outra apoiava sua cabeça na janela; Brenk já havia falado daquela teoria no mínimo cinco vezes, sem mencionar todo o resto.

_ Eu passei a noite toda treinando; quer ver o resultado?

_ ..... Eu fiquei sabendo que o teste vai incluir amarrar o tênis de dois velociraptors – disse Chris sem se virar

_ Sério? Ufa! Pensei que seriam dragões do gelo – disse Brenk, visivelmente mais aliviado.

_ ..........Eu estava sendo sarcástico – disse Chris, virando-se para fitar o outro.

Um estrondo, e a porta do local onde se davam os testes foi aberta e um casal de cabelos desgrenhados passou correndo assustado para a porta, claramente buscando sair dali o mais depressa que suas pernas podiam proporcionar. Então, saiu um homenzinho de bigodinho e barbicha, vestindo um manto e trazendo uma lista nas mãos. Ele olhou para todos da sala, para a lista, e disse:

_ Brenk Forter e Sara Banks.

Brenk caminhou duro até o homenzinho enquanto outra garota chorona se aproximava do homem, hesitando quase como se ele fosse atacá-la. Depois que os dois entraram Chris enfim suspirou e relaxou com o silêncio, enquanto se ajeitava mais confortavelmente no banco e observava a neve pela janela.

“Até que enfim, um pouco de paz!"

E em seguida pos seus pensamentos em coisas mais importantes...

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Dado de fora da Torre estava um vulto com o rosto oculto por um capuz, vestido com um manto marrom em meio a forte tempestade de neve mas ele sequer tremia estava no alto da Torre de vigilancia olhando para os guardas que ele matara antes que eles mesmos percebessem.

Deu meia volta e contemplou uma porta de metal cinzenta de estilo bem rustico e sorriu.

-Enfim vamos nos ver...- nessa hora o vulto ergue a cabeça e deixa escapar um leve brilho azulado onde deviam estar seus olhos -...maninho...

ele deixa a luz tocar em seu parte do rosto rosto por um curto estante revelando uma risada debochada e maligna.

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15 minutos depois a porta se abriu, dessa vez sem estrondo. Chris voltou-se devagar para a porta e encontrou uma assustada aluna, com os cabelos um pouco chamuscados, e um feliz Brenk.

_ Como foi?

_ Divertido! – respondeu Brenk com seu costumeiro entusiasmo, nem se importando com o olhar assassino que a estudante chamuscada lhe dirigia.

_ Christian Went!

Chris não era um aluno assustadiço, mas escutar Brenk dizer que era ‘divertido’ era o bastante para deixá-lo inquieto(era de conhecimento geral que.

"Tá legal. Agora eu me assustei de verdade!"

Assim, ele e o homenzinho entraram na sala seguinte.

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Dentro da sala dos instrutores ,um aposento com poltronas confortáveis e enfileiradas, um sistema de câmeras que permitiam ver de todos os ângulos os candidatos na hora do teste, um homem de ar entediado usando óculos e o manto dos instrutores que esfregava os olhos em claro sinal de exaustão e tedio pergunta para o instrutor ao lado.

_Qual candidato e desta vez? –

_Christian Went. –Responde um idoso com cabelos grisalhos e uma lente no olho esquerdo de ar gentil

_Não e aquele envolvido com a experiencia nº215? –

_Sim e ele mesmo –

_Isso vai ser interessante- conclui o instrutor perdendo imediatamente o ar de tédio e com um sorriso misterioso brincando seus lábios.

O segundo instrutor nada fala apenas da um breve sorriso.