Buried Alive

2 Welcome to the family


Notas iniciais
AVISO: EU JUNTEI O PRÓLOGO COM O CAPÍTULO 1, PORQUE AMBOS ESTAVAM BEM CURTOS. nem demorei tanto assim né? ahsuhausd acho q vcs vão gostar ♥ nesse capitulo finalmente aparecem os caras *-*

Capítulo 2 — Welcome to the family.

Amanda

Por que minha mãe desligou o telefone na minha cara e nem sequer deixou eu me despedir direito? Tudo aquilo estava soando muito estranho. Ela definitivamente estava me devendo explicações.

Decidi que seria melhor se eu voltasse a dormir, afinal eu havia sido interrompida anteriormente. Porém, assim que me deitei na cama, ouvi o barulho da campainha.

Caramba, será que eu nunca vou conseguir dormir? resmunguei de mau humor, falando sozinha.

Me dirigi até a porta e a abri.

E aí, gatinha?

Me deparei com um cara forte e com os braços cobertos de tatuagens. Seus cabelos negros estavam arrepiados. Ele me encarou com seus olhos castanhos hipnotizantes e nem sequer esperou minha permissão para entrar.

Quem é você? O que está fazendo aqui na minha casa? perguntei.

Meu nome é Brian. Ou Synyster Gates, como preferir, gata. Prazer só na cama. respondeu ele, sorrindo e mostrando seus dentes perfeitamente alinhados e brancos.

Sou a Amanda. eu disse, ignorando a frase final do tal Brian e arqueando as sobrancelhas. E você ainda não respondeu minha outra pergunta. O que está fazendo aqui na minha casa?

Onde é o quarto, gata? falou ele, ignorando completamente minha pergunta e mudando de assunto.

Ele se aproximou ainda mais de mim, me puxando pela cintura. Pude sentir o cheiro forte de álcool exalando dele.

Eca, me solta. Você tá completamente bêbado. afirmei, me esquivando dos braços musculosos dele. Acho melhor você ir tomar um banho e esperar o efeito do álcool passar. Vem, eu te mostro onde é o quarto e o banheiro de visitas.

Fui em direção ao local, ele me seguiu.

Hm, me trouxe até o quarto, é? disse Brian, em tom malicioso.

Af, vai tomar banho... Literalmente. ri, e ele me acompanhou.

E você vai me dar licença ou vai querer participar do banho? disse ele, rindo ainda mais.

Eu, hein. Já tô saindo. respondi, fechando a porta da suíte das visitas e saindo.

Fui até o meu quarto para poder ver que horas eram. Levei um susto ao ver que o relógio digital indicava que já passavam das 22:00. "Caramba!" pensei. "O tempo passou voando."

Notei que minha barriga estava roncando. Desci as escadas, e fui em direção à cozinha. Abri a geladeira: vazia.

– Droga! exclamei, me lembrando de que ainda não havia feito as compras.

Pensei em pedir alguma coisa pelo telefone, mas me recordei de que já era tarde. Então tive uma ideia melhor: ir até o shopping 24 horas que ficava perto de casa.

Subi novamente as escadas e fui para o meu quarto. Depois de me certificar de que a porta estava bem fechada (afinal eu não confiava nem um pouco naquele tal de Brian), troquei de roupa. Optei por colocar uma minissaia jeans, uma bata branca e uma rasteirinha. Depois de pronta, deixei um bilhete para o Brian, e nele estava escrito: "Já volto." Então finalmente saí.

Estava bem calor. Fui caminhando sem pressa pela rua deserta até chegar no shopping. Realmente, era bem perto da minha casa. Durante todo o trajeto, Brian não saiu de meus pensamentos... Seus braços fortes, seu olhar hipnotizante, seu sorriso... Ah, que droga! Eu precisava parar de pensar nele. Afinal, eu nem sequer o conhecia e ele só havia me dado mole porque estava bêbado.

Parei em frente à Pizza Hut e decidi que iria pegar uma pizza lá. Entrei na fila e notei quatro caras cheios de tatuagens na minha frente.

– Véi, onde é que o Brian tá? – perguntou o mais alto deles.

– Ele tava no bar, não tava, Jimmy? – disse um baixinho de moicano.

– Ah é, verdade. Aquele viado só bebe, puta que pariu! – afirmou o mais alto. Deduzi que aquele deveria ser o Jimmy.

Espera... ele havia ditoBrian? Ah, deve ser só uma coincidência, que se dane. Eu tenho que parar de pensar nele. Achei que seria melhor pensar no sabor da pizza que eu iria pedir. Estava decidindo entre mussarela e calabresa, quando notei que a fila não andava.

– Ei, por que tá demorando tanto aí? – reclamei, sem me importar com o fato de que eu não fazia ideia de quem é que estava fazendo o pedido.

Me arrependi assim que percebi que eram os quatro caras tatuados. E um deles era extremamente forte, me fazendo sentir um arrepio. Temia pela possível reação dele, porém o mesmo me supreendeu, sorrindo e mostrando suas adoráveis covinhas, estranhamente semelhantes às minhas. O brilho em seus olhos esverdeados era de um tom brincalhão.

– Calma aí, esquentadinha. Já estamos indo. – disse ele.

– Pois é, não foi à toa a demora. – falei, rindo e olhando as 6 caixas de pizza que eles levavam.

Os quatro riram também.

– Qual o seu nome, esquentadinha? – me perguntou o das covinhas.

– Esquentadinha é que não é, né! – falei, rindo ainda mais. – Meu nome é Amanda, e o seu?

– Meu nome é Matthew, mas pode me chamar de Matt. O gordinho é o Zacky...

– Ei! – resmungou o gordo, que deveria ser o Zacky.

– ... o baixinho é o Johnny...

– Baixinho o caralho! – interrompeu o tal Johnny.

– ... e o altão é o Jimmy. – terminou Matt.

*

Até que os quatro eram bem legais. Comemos pizza e ficamos conversando sobre assuntos variados. Depois de um bom tempo percebi que já era bem tarde, e me despedi dos caras. Passei numa loja de roupa masculina e comprei uma camiseta de gola V e uma calça jeans pro Brian, pois lembrei-me de que ele havia tomado banho lá em casa e de que não havia nenhuma outra roupa pra ele.

Assim que cheguei em casa, fui ao quarto de visitas. Me assustei ao ver Brian dormindo totalmente pelado. Eu realmente não esperava vê-lo assim. Deixei as roupas novas do lado da cama, tentando não olhar nada, o que foi bem difícil. Saí o mais rápido que pude do quarto, torcendo para que ele não acordasse e para que ele não me visse.

Reparei que o bilhete que eu havia deixado estava no mesmo lugar, então deduzi que Brian nem sequer havia saído da suíte.

Eu estava me preparando para ir dormir quando ouvi meu celular tocar. "Caramba!" pensei. "É a terceira vez que sou interrompida e que não consigo dormir! Só pode ser macumba, não é possível!"

Atendi o celular de mau-humor. Que tipo de pessoa em sã consciência me ligaria às 2 da manhã?

– Quem é? – resmunguei.

– De novo de mau-humor? – reconheci a voz do Zacky, o gordinho de olhos verdes. Ele riu.

– O que você quer, porpeta? – falei.

– Quer almoçar aqui em casa amanhã? Todos os garotos virão! Quer dizer, todos menos o Brian. Ainda não sabemos onde é que aquele viado tá. Quem sabe em algum bar ou comendo alguém. – ele riu ainda mais. Como é que ele conseguia manter o bom-humor de madrugada? – Ah, as meninas estarão aqui também! Vocêtemque conhecer a Gena!

– Está bem... 12:00 eu tô aí. – disse eu, sem pensar muito. Ignorei o fato de que o Zacky havia falado o nome "Brian". Deveria ser só uma coincidência. – Espera! Onde é a sua casa?

– Sabe o shopping? Então, duas casas ao lado. A minha é uma verde. – explicou ele.

– Ok. Até lá então, Zacky. – falei. Um almoço com eles seria ótimo. Eu não havia nada planejado pra amanhã mesmo.

– Tcha... – nem sequer deixei ele terminar de se despedir e já desliguei o telefone. Eu precisava dormir.

*

Acabei dormindo demais. Me assustei quando vi que tinha acordado às 11:40. Levantei, escovei os dentes e tomei uma ducha. Depois coloquei um vestido rosa e uma rasteira, passei maquiagem, deixei um bilhete para o Brian avisando que iria demorar e saí. A pé mesmo, porque a casa do Zacky era bem perto da minha.

Brian

Acordei em um quarto totalmente estranho. Tentei me lembrar da noite passada, mas minha cabeça doía demais. Que ressaca filha da puta!

Percebi que eu estava totalmente nu. Encontrei um bilhete no criado mudo, e nele estava escrito: "Saí, e vou demorar um pouco. –Amanda."

"Amanda? Mas que Amanda?" pensei. "Ah, sim! Me recordo de alguns detalhes de ontem. As charmosas covinhas da garota, o brilho em seus olhos esverdeados... Ela era bem bonita. Até que eu pegava fácil.

Olhei ao redor e vi umas roupas jogadas ao lado da cama. Imaginei que seriam para mim, sendo assim as vesti. Serviram perfeitamente. Até que a Amanda tinha bom gosto pra roupa masculina. Modéstia à parte, eu estava bem gato. Não é à toa que um monte de garotas babam por mim e até possuem fantasias sexuais comigo. Quem sabe a Amanda seja uma dessas garotas...

Vi que havia um comprimido e um copo d'água ao lado da cama. Deduzi que o remédio era para dor de cabeça, então tomei ele.

Tateei pelo chão em busca do meu celular. Quando finalmente o achei, notei que haviam três chamadas perdidas e duas mensagens novas. Reconheci o número do telefone da casa do Zacky nas chamadas perdidas. "Ah, foda-se." pensei. "Se for importante ele me liga de novo. Vou ver as mensagens."

Abri a caixa de entrada. Uma das mensagens era do Johnny, e dizia: "Sua bicha, onde é que você tá? Sumiu hein, filho da puta." Sorri. Aqueles quatro viados me amavam demais, puta que pariu. Não conseguiam ficar sem mim nem por uma noite!

Abri a outra mensagem. Era do Zacky, e dizia: "Almoço aqui em casa hoje. Você tem que conhecer nossa nova amiga! Aparece aqui 12:00."

Assim que terminei de ler, percebi que ele devia estar bem feliz com a nova "amiga" dele. Ele nem sequer havia me xingado ou falado palavrão, coisa que ele sempre faz!

Talvez essa garota seja legal. Ou, quem sabe, gostosa. E eu também estava morrendo de fome, então o almoço seria perfeito.

Vi a hora no celular: já eram 13:00. "Foda-se." pensei. "Uma hora de atraso não importa. O foda mesmo vai ser saber em que rua que eu tô. Será que essa casa é muito longe da do Zacky?"

Fui até andando até a sala com um pouco de dificuldade. Minha cabeça doía pra caralho e tudo girava. Abri a porta que eu deduzi que sairia para a rua, e fiquei aliviado ao reconhecer a rua da casa do porpeta. Que sorte do caralho! A Amanda morava na mesma rua que ele!

Já que era bem perto, não me importei em ir andando. Assim que cheguei, toquei a campainha.

– E aí, viado? – disse Johnny, ao abrir a porta.

– Cala a boca, gnomo de jardim. – falei, entrando na casa. Nem sequer esperei um convite.

Vi que todos estavam reunidos na sala. Matt ocupava um sofá inteiro, assim como Jimmy. Zacky estava sentado em uma poltrona. No chão estavam as garotas. Lacey, Leana, Val, Gena e... puta que pariu.

Eu reconheceria aqueles olhos esverdeados, aquelas adoráveis covinhas e aqueles longos cabelos lisos e escuros em qualquer lugar.

Notas finais
e aí? mereço reviews?? *-*