Notas iniciais
Espero que gostem!!

Bulma acordara de madrugada, deitada no sofá, nem percebera que pegara no sono mas lembrava estava na mesa conferindo a papelada da corporação. Sentou-se olhando em volta, tentando descobrir como foi parar ali, estava sonolenta ainda, desistiu de pensar muito, provavelmente fora um dos robôs da corporação. Estava indo em direção ao elevador quando ouvira alguma coisa cair na cozinha, assustando-se. Ela foi em direção do barulho devagar, precisava verificar, provavelmente era o sayajin rabugento. Porém, quando chegara na cozinha encontrou Yamcha bêbado, tentando pegar um copo d’água com dificuldade, derrubando copos, garrafa e o que mais estivesse no caminho. O terno normalmente alinhado do rapaz estava bagunçado e os cabelos estavam soltos desgrenhado. A mulher acendeu a luz ao entrar, fazendo-o se assustar e bater a cabeça no armário perto da pia.

—Coelhinh..a! – Falou o rapaz com a voz um pouco mole- Acordada?! ...eu acabei...me atrasando..- Ele tentava dar um sorriso charmoso, mas com o efeito da bebida parecia mais uma careta.

—O que aconteceu? – Perguntou preocupada, fazia muito tempo que não o via namorado bêbado, era muito fraco para isso, então mantinha-se sóbrio quando saía com a namorada.

—Nada!...encontrei ...uns amigos..da época ...do deserto e fomuuuuss comemorar.. – Falou o rapaz cada vez mais desorientado.

—Amigos? Sempre achei que você era um lobo solitário naquela época! – Questionou a esverdeada, mas preferiu para por ali, não sabia se queria ouvir a resposta, Yamcha mal estava conseguindo ficar em pé. – Vem! Vamos você precisa de um banho!

Bulma passou um dos braços pelo corpo do namorado e outro pousou no tórax dele tentando ajuda-lo a andar. Os dois quase caíram, o rapaz era muito mais pesado que ela, e assim que ela se aproximou começou a falar algumas gracinhas sem sentidos e tentar beijá-la, ela tentou se desvencilhar e quase caíram no chão, o que só não aconteceu porque a esverdeada conseguiu se apoiar numa das colunas. Estava começando a se preocupar, não teria como ela leva-lo sozinha para o quarto, não nesse estado. Não conseguia entender o que se passava com o namorado, desde que Vegeta voltara ele estava estranho, isso só a deixava mais desanimada com o relacionamento. Precisava pensar num plano para chegar até o elevador, ou pelo menos pedir ajuda.

O sayajin já estava dormindo quando ouviu o barulho vindo do primeiro andar. Seus muitos anos como soldado fizeram ter um sono muito leve, sempre pronto para atacar, estava sempre preparado para se um dos soldados de Freeza tentasse mata-lo enquanto dormia, não era nem um pouco quisto pela tropa. Saíra voando pela janela do quarto, e entrava pela aberta da sala, chegou a tempo de ver Bulma quase tombar com o peso do namorado bêbado. Uma raiva infundada se apossou dele, não sabia o porquê, mas queria estraçalhar o rapaz por estar ali tentando agarrá-la. Ele só precisava de um golpe e o terráqueo voltada para o mundo dos mortos, de onde nunca devia ter saído. Bulma ficou feliz ao ver que sua salvação havia chegado, ela tentava ajeitar o corpo quase inconsciente, agora, do namorado.

—Vegeta! Que bom que acordou! Pode me ajudar? Ele bebeu demais..não é... de fazer isso- Falou Bulma se esforçando para manter o namorado em pé. Vegeta a encarava com uma cara estranha, até parecia que ele ia dar meia volta quando se aproximou.

O Alien resmungando em uma língua que Bulma desconhecia, tirou Yamcha com facilidade de cima da garota, e o segurou como um saco de batatas nas costas. Quando o terráqueo ia protestar, Vegeta sem muita paciência deu um golpe certeiro e o nocauteou. A vontade era de pulverizá-lo, mas teria um grande problema se executasse sua vontade. Ele não queria ter que sair de lá, em anos não tinha aquela sensação e não ia estragar tudo, não naquele momento.

—É um verme mesmo, nunca que eu faria um papel desses! – Falou com a voz trovejante inojado com o papel que o terráqueo estava prestando. – Onde eu largo isso?

—Ele normalmente não faz isso... – Falou a garota tentando se descupar, onde deixar Yamcha? Era uma boa pergunta, ela não ia leva-lo para o seu quarto, estava cheirando a saquê e sinceramente estava muito irritada com o namorado, saíra sem avisar para onde e voltava bêbado que nem um gambá.- Vamos leva-lo para quarto de hóspedes do segundo andar, é onde está o Pual..ele vai cuidar dele.

—Não vai cuidar do seu namoradinho – Ironizou o sayajin indo em direção do elevador tentando fingir indiferança, se não se conhecesse diria que estava com ciúmes, mas ele era o Príncipe dos Sayajins, nunca teria um sentimento tão desnecessário como esse.

— Ele ficou bêbado porque quis! Estou sendo muito boazinha de leva-lo para um quarto, minha vontade é de tacá-lo na piscina para aprender. – Falou a garota cruzou os braços irritada, mas antes que pudesse retrucar mais uma vez com o outro, percebeu um sorriso malvado no rosto dele enquanto ele começava a flutuar no ar – Espera o que você vai fazer?! Você não pretende...

Mas não dera tempo de terminar, Vegeta já tinha saído voando janela a fora, direto para a piscina olímpica que ficava na propriedade. Bulma correu seguindo-o, porém nem conseguiu gritar, quando chegara, só viu o cabelo de troll, com um sorriso ainda mais maligno, jogando o outro com força dentro da piscina, esparramando água para todo lado. Ela sabia que devia ficar preocupada, mas vendo a situação só conseguiu tentar segurar o riso, escorada na cadeira de pegar sol perto da piscina. Quando o namorado acordara confuso se debatendo dentro d’água tentando nadar para bordar, ela conseguia mais segurar, e gargalhou a ponto de segurar a barriga. Ela encarou o sayajin ainda tentando parar de rir, ele sorria vitorioso de volta, tinha sido espontâneo isso deixava tudo ainda mais engraçado para ela. Yamcha saíra da piscina irritado, tanto pela presença do outro quanto pela risada escandalosa da namorada, sua noite leve e divertida entre bebidas e diversão para levantar sua autoestima tinha ido pelo ralo .

—Não me encare desse jeito, seu verme! A ideia foi dela! – Falou o alien pousando perto do outro com um sorriso sádico no rosto, o terráqueo o encarou num misto de raiva e vergonha sentou-se na borda tentando recuperar o fôlego

Vegeta encarava o rapaz de cima, com toda sua arrogância amostra, tinha que admitir adorou fazer aquilo e mais ainda ouvir a risada da esverdeada de aprovação, podia viver a vida toda ouvindo aquela risada. Ela era fraca, mas sua alma era tão guerreira e combativa como a dele, não importava quantas vezes a olhasse parecia que tinha uma forte luz emanando dela, era uma verdadeira rainha. Ele tentou afastar essas ideias da cabeça, tinha que voltar o foco, só estava ali para treinar, não precisava de diversão ou distrações. Mas Bulma se aproximava deles com o andar rebolante, que fazia ele esquecer mais uma vez o que estava pensando.

—Pensa pelo lado positivo Yamcha, você não está mais bêbado! – Falou Bulma tentando parar de rir. Não esperava aquela atitude do sayajin, ela tinha adorado aquilo, fazia tempo que não fazia uma traquinagem assim, fazia se lembrar da época da adolescência correndo o mundo ao lado do amigo sayajin. E agora estava, ali, com outro sayajin, tendo sensações tão nostálgicas e alegres. Até a irritação com o namorado por ter voltado bêbado tinha passado,ou melhor, havia diminuído, vê-lo tremendo de frio furioso, mas quieto como um cachorro acuado, aliviou sem espírito de vingança. Esperava que o namorado tivesse aprendido a lição, e esperava conseguir mais ações espontâneas como essa de Vegeta, ele conseguia ficar ainda mais bonito assim.

Yamcha, não acreditava que a namorada tinha se aliado ao sayajin, sentia-se traído. Mas não podia falar nada o que fizera mais cedo, fora muito pior. Mas o que os olhos não vêm o coração não sente, não tinha como a namorada descobrir. Era por uma boa causa, pelo menos era o que pensava, sentindo-se melhor poderia ser o namorado que Bulma precisava. Mas, com medo de acabar dando mais uma mancada aquela noite, saíra mudo para dentro de casa. Parando apenas para ver a namorada o encarando com olhar resplandecentemente vitorioso e o Sayajin sorrindo desdenhosamente para ele. Subiu em silêncio para o quarto, parecia que tudo que sempre quis estava escorrendo pela mão. Depois de todo o trabalho que estava tendo, para melhorar e recuperar de vez a namorada. No ápice de sua frustração ele pegou o seu celular, mandou uma mensagem para “o imprevisto” mais uma vez, queria se encontrar com ela de novo, era errado, mas precisava que pelo menos alguém que o tratasse como um rei, precisava voltar a ter sua autoestima, assim conseguiria recuperar a namorada, era o que acreditava.

Bulma e Vegeta continuavam na beira da piscina, depois que o namorado foi embora com o rabo ntre as pernas, ela virou para Vegeta que mantinha o sorriso convencido de vitória no rosto. Ele estava perfeito com aquele sorriso de perder o fôlego a luz da lua só de bermuda de dormir, era uma verdadeira tentação. Ela abriu um sorriso malicioso, e se aproximou do sayajin andado balançando o quadril enquanto ia em sua direção. Ia fazer uma loucura, mas era uma oportunidade única.

O sayajin travou por um segundo, ao ver aqueles olhos brilhantes como safiras e o sorriso provocante focado nele. Era paralisante, não conseguia imaginar o que estava passando pela cabeça da mulher, acabara dando um passo para trás, e outro, cada vez que ela chegava mais perto. O vento ainda espalhava com mais força o delicioso perfume dela, Bulma se aproxima mais um pouco, ele ia perder seu maior trunfo, seu controle. Ela continuou , passo a passo, ficando muito perto, mantendo aquele sorriso malicioso, que fazia sua respiração ficar ofegante e o corpo ferver.

— Sabe esse luar, bem ao lado da piscina... me deu vontade de fazer uma coisa que eu tô querendo a muuuito tempo. – Falou ela com a voz sensual que chegava a arder dentro do ouvido do sayajin, enquanto dedilhava levemente o peitoral do sayajin estavam muito próximos. Ela sentiu ele diminuir a distância entre eles. Ela podia sentir o calor emanar da pele dele, fazendo a arrepiar toda. Estava amando todo aquele jogo, mas não ia desistir de seu plano malvado. – VIGANÇA! – Gritou, mudando seu olhar de sensual para travesso empurrando o sayajin para dentro da piscina, que pego de surpresa acabou caindo.

Ela nem acreditava que tinha conseguido, começou a rir da cara de furioso dele assim que emergiu, queria dar uma lição nele desde que ele começara destruir impiedosa todos os seus drones de combate e sua querida nave, que precisava de consertos constante graças a fúria do sayajin. Mas também, se não o tivesse jogado na água, ela é que ia se jogar sobre o sayajin, mas isso não podia fazer, tinha um namorado, que tirando o excesso de bebida de hoje, nunca fizera nada de errado para ela.

—Isso é por todos os meus bebês que você destruiu! Todas as minhas noites perdidas, consertando a nave, enquanto você comia e dormia como um rajá– Falou mantendo seus olhos brilhantes e o sorriso maroto. A visão do sayajin furioso nadando de volta para borda, com os respingos da água reluzindo na pele, parecia o próprio Poseidon vindo com toda sua fúria para cima dela. PARA CIMA DELA, precisou de um segundo para sair do topor que a bela visão lhe proporcionava e perceber que estava encrencada, completamente ferrada! Os olhos do sayajin brilhavam de fúria fixos nela, tentou correr mesmo sabendo que era inútil.

Vegeta fora completamente enganado pela terráquea, ela conseguira o pegar de guarda baixa. Nem mesmo Kakaroto tinha conseguido isso, era realmente uma guerreira formidável, mesmo sem poder de luta, se tivesse ao seu lado quando ainda estava com a tropa, com certeza dominariam o universo todo. Apesar da admiração que sentia, não ia deixar barato, ele foi para cima dela como um tubarão atrás de um cardume, nadando rápido e impiedoso. Ela tentou correr se afastando da piscina, completamente inútil. Ele saíra voando da piscina agarrando por trás sem problemas, tirando-a do chão, jogando-a para o alto e depois pegando-a sem dificuldade, segurava-a com os braços em baixo do corpo dela. Institivamente ela passara os braços em volta do pescoço dele e encostando a cabeça no peitoral com medo de cair. A rufada de perfume que recebera com o movimento, fez com que o corpo todo respondesse a altura. Precisava se controlar, não podia se deixar levar desse jeito.

Assim que encostara na pele quente, forte e molhada do sayajin, uma leve onda de choque percorreu todo o seu corpo de Bulma. Chegara a perder a respiração por um segundo, se ele conseguia fazer isso apenas encostando os corpos nem queria, na verdade queria, imaginar o que aconteceria se ela se perdesse de vez nele. Apesar da situação, não sentia nem um pouco de medo, sabia que os amigos a chamariam de maluca, mas ela confiava no sayajin. Ele agora dava um sorriso maroto incomum, os dois continuavam flutuando a poucos centímetros do chão, borboletas davam uma verdadeira festa rave em seu estômago e no seu baixo ventre.

— Achava mesmo que ia me jogar na água, e não teria volta – Falou com a voz trovejante, aproximando o rosto do dela. O cheiro dela impregnava sua pele, os pelos arrepiados dela roçavam nele. Esse com certeza era seu maior exercício de auto-controle, por mais que quisesse devorá-la ali mesmo, não podia deixar barato o banho que tomara. Assim que ele sentiu ela baixando a guarda e fechando os olhos, ele deu um sorriso vitorioso e a arremessou direto para a piscina.

Bulma, repetia-se em sua mente que tinha namorado que aquilo era errado, por sinal ele estava com ressaca no segundo andar da casa. Mas quando Vegeta aproximou seu rosto do dela, esquecera até o próprio nome, imagina conseguir lembrar de Yamcha. Aquele troll rabugento parecia medido para ela, parecia até namorado que não pode pedir para o Shenlong. A voz grave dele perto de seu ouvido, estava completamente entregue e excitada para saber o que aconteceria, seus olhos já estavam escuros de excitação. Porém o beijo não chegara, o que veio foi a água gelada, que penetrou em seus ossos, como se tivesse repreendendo-a de tudo que estava acontecendo a um minuto atrás.

Quando subira para tomar fôlego, que já havia perdido muito antes de entrar na água, ouvira o barulho do moreno voltar para água, e um segundo depois, estava sendo presa entre ele e a borda da piscina. O corpo quente dele, encostando no seu gelado, estava perdida, Vegetaa encarava como um predador faminto. Ela tinha finalmente conseguido tirá-lo do sério, suas feições exalavam desejo, ela estava louca para se perder ali. Diminuiu o ínfimo espaço que havia entre eles, puxando pela nuca.

Os lábios se encontraram com ferocidade, as mãos fortes dele apertavam sua cintura, colando os dois, o toque dele fazia sua pele arder de luxúria e o coração disparar, parecia até um solo de bateria, de tão rápido que batia. Onde o sayajin a tocava sentia uma onda de choques inimagináveis. As línguas travavam uma verdadeira batalha cada um sorvendo o gosto do outro como se fosse a maior das iguarias. Ele a pressionou contra a borda da piscina, enquanto ela passara as pernas envolta de seu quadril. Se afastavam apenas para recuperar o ar antes de começar tudo de novo. Bulma não queria nunca mais sair dali, ele apertava seu quadril começando a descer os beijos pelo o pescoço esguio e branco dela. Os dois estavam completamente entregues como nunca estivera antes.

Ele nem acreditava no que estava acontecendo, nunca sentira-se aceso daquele jeito, ela o tirava completamente do prumo. Ele sentia as unhas dela cravando em seu pescoço, os puxões em seu cabelo cada vez que aprofundava o beijo, nem a água gélida conseguia esfriar os dois corpos. Ele começara a desenhar o pescoço dela, sorvendo o delicioso gosto da pele molhada dela prendendo-a mais ainda a ele. Ele começava a levantar a blusa branca, agora transparente, com o símbolo dar corporação. Queria tocar cada pedaço de pele dela, se perder nas duas jóias que estavam debaixo daquele pedaço de pano.Assim que sentiu uma das mãos fortes dele levantando sua blusa, seu corpo começava a ser percorrido por ondas de choques cada vez mais prazerosos. Ela queria arrancar tudo de uma vez, estava completamente perdida no homem.

Mas como tudo que é bom dura pouco, Scratch, o gato do pai da garota, aparecera derrubando alguma coisa perto da mesa da piscina perseguindo um gambá. Tirando-a do transe excitante que se encontrava. Despertando-a do torpor mágico que estava, ela então percebera o que fazia, estava traindo o namorado, que estava dormindo num quarto não muito longe dali, por sinal. Sentiu-se muito mal, sempre abominava traições e ali estava ela. Completamente perdida nos braços de Vegeta, ela se soltara dele, sentido-se mal.

—..eu..não posso..- sussurrou, sentindo-se constrangida, uma parte dela queria matá-la por soltar-se do sayajin, mas a outra a culpava por estar traindo o namorado.

Ele já estava preste a arrancar aquela maldita peça branca, quando o maldito gato aparecera e estragara tudo, ela travara na hora. O fogo que emanava dela se instiguiu, e ela o afastou, ele respeitou a decisão dela. Por mais que quisesse se acabar com ela, a decepção que surgiu no olhar dela o desarmou mais uma vez, ela conseguira desarmá-lo duas vezes num único dia. Seu coração doeu na mesma hora, sabia que no fundo isso ia acabar acontecendo, como um anjo como ela ia querer um assassino cruel como ele. Não querendo ouvir mais nada, levantou-se e foi voando direto para a nave. Pela segunda vez na vida perdera uma batalha, isso encheu seu coração de ódio. Mas essa não importava quanto treina-se não mudaria o resultado.

Bulma ainda tentou chamá-lo, mas ele voou sem olhar para trás, ela tinha quebrado o poderoso orgulho dele, ao mesmo tempo que traíra o namorado. Ela saiu da piscina frustrada, não tinha como aquilo dar certo. Ainda ficou um tempo sentada na borda, esperando que o frio da noite pudesse clarear sua mente. Pela primeira vez na vida, ela encontrava-se sem saber o que fazer. Se corresse atrás do sayajin estaria traindo o namorado, depois daquele beijo ela não tinha como voltar para Yamcha como nada tivesse acontecido, não mesmo. Aquele momento foi mais íntimo que todas as noites de sexo com o namorado.

—Bulma, sua idiota... – repreendeu-se, respirou fundo, levantou-se e foi para o seu quarto, amanhã teria que decidir o que fazer, teria que falar com Yamcha, não podia esconder isso, devia isso ao namorado. Precisava pensar uma forma de consertar as coisas com o sayajin também. Porque agora que tivera uma pequena prova da intensidade dele queria se acabar por completo nele. Não devia ter brincado com fogo daquele jeito, estava completamente queimada agora.

No dia seguinte, Bulma acordou como se tivesse de ressaca, nem queria sair da cama. Tinha medo que ao olhar pela janela a nave houvesse sumido mais uma vez. Passara noite toda sonhando com o sayajin, sonhos que fariam aquele beijo que deram ser considerado o casto do mundo. Aquel Aquele beijo ainda estava causando arrepios nela, só de lembrar,. Mas tinha que respeitar o namorado, pelo menos enquanto ainda fossem namorados.

Havia decido, falaria primeiro com Yamcha. Depois teria que enfrentar a fera extraterrestre que deveria estar cuspindo marimbondo. Mas pelo menos assim, ela ia poder aplacar a raiva dele do jeito que queria, sem remorsos, colocando em prática tudo que já andava fazendo nos sonhos. Só de imaginar ela já sentia pontadas no baixo ventre, o sayajin mexia com ela, de uma forma que ninguém conseguiu nem mesmo Yamcha. Por isso precisava acertar os pontos com o namorado para poder seguir em frente. Poderia que o fogo que ela e o alien fosse de palha e não durasse, mas ela queria arriscar, não seria Bulma Brief se não arriscasse

Tomando coragem, levantou-se e desceu para ir tomar café, estava com medo do que iria encontrar. Mas acabara não encontrando nenhum dos dois, Vegeta pelo que o pai falou foi treinar nas montanhas e Yamcha voltou bem cedo para treinar com mestre Kame. Seus planos de acertar os pontos foram completamente frustrados. Teria que esperar mais um tempo para resolver isso.

Já havia passado uns dois meses, Vegeta não havia aparecido ainda, e Yamcha sempre que Bulma tentava puxar o assunto nas poucas vezes que se viram ele mudava de assunto, ou o telefone chegava e mudava de assunto.

Finamente Vegeta havia voltado, estava todo sujo e machucado, quando viu a esverdeada, sentiu um misto de desejo e frustração. Ela o encarava de volta com o mesmo olhar, viu-a abrindo a boca mas antes que pudesse deixar que ela falasse, apenas se despediu dizendo que precisava comer e descansar. Ela tentou segurá-lo, estava mesmo disposta a falar com ele.

— Não precisa dizer nada! Fique com o verme... isso que vai dizer não é? – Falou ele tentando fazer pouco caso.

—Não me diga o que fazer, seu troll rabugento! Eu tenho namorado, por enquanto, mas não terei por muito tempo..- Falou tentando segurar o constrangimento, estava sentindo-se como uma adolescente boba.

Vegeta parara por um segundo, ela fugira dele por honra, não porque não gostava dele. Ela era realmente incrível, não tinha como não admirá-la era uma verdadeira mulher sayajin. Ele não se virou para ela, mas deu um leve sorrisinho, fez um aceno e foi para o elevador. Precisava descansar, ouvira dizer que mandaria um dos funcionários-robôs enviar comida. Ele respirou fundo, aquela mulher o estava amolecendo, precisava alcançar a força de Super Sayajin logo.

Bulma vira o sorriso, ele a entendera, mesmo dizendo poucas palavras, tinham realmente uma conexão. Encostou-se na parede mais próxima, constatado para se mesma, estava apaixonada pelo sayajin.

—Bulma Brief, você envolveu numa grande encrenca...- Falou suspirando, com um sorriso bobo formando-se em seu rosto. Pelo jeito ainda teria muitas emoções pela frente, e nem queria imaginar quantas mais viriam com a volta de Goku.

Notas finais
Em Breve teremos um novo capítulo!