Houve um dia em que estava no recreio, perto da rampa lanchando, pois nem no refeitório que ficava lá em cima eu ia. De repente chegaram alguns garotos da minha sala, dois deles eram os "mandões", se chamavam Lucas Victor (Meu xará) e Rafael Costa; Eles tomaram meu lanche e me empurraram.

A partir desse dia em diante, passei o resto do ano letivo lanchando e ficando em frente a sala dos professores. De vez em quando, eles até tentavam se aproximar de mim para me bater, e eu, indefeso, corria para dentro da sala dos professores. Não gostava de brigas, apesar dos meus tios sempre dizerem pra mim bater neles e revidar.

Aliás, aconteceu um episódio no 3° ano, em que fui parar na direção. Pois é, para você que está pensando que eu era bem quietinho, algumas vezes aprontava. Tinham dois meninos que eram gêmeos, da mesma sala que eu, eles se chamavam Hugo e Hudson, um deles, não me lembro qual, ficava me chamando de "Viado" e outros apelidos que não convém contar a vocês. Certo dia, estava de saco cheio dele e o bati. Não me perguntem de onde veio essa coragem/ousadia, mas creio que descontei nele, um pouco da raiva que estava sentindo. Ele não era o único culpado, mas como diz o ditado, por um todos pagam, e não me arrependo de nada. Fui parar na direção, mas não fui suspenso, nem muito menos contei a minha própria mãe.

É incrível como as pessoas são, mesmo na hora do recreio, passava por algumas pessoas que considerava meus amigos, mas eles apenas davam um "Oi" para mim e iam embora. Nem se quer procurei ajuda. Como havia dito antes, aquele foi o pior ano que passei durante a minha vida escolar. Nos anos seguintes, as coisas foram melhorando aos poucos, mas "Sempre" sofria bullying.