Bullying: Ainda temos chances?
1 Capítulo I
Notas iniciais
Por que temos que fazer coisas que não queremos fazer? Por que temos que ouvir coisas que não queremos ouvir? Por que existem pessoas más? Por que existe o “Bullying “?
Eu nunca quis prejudicar e nem ofender ninguém mas nem sempre as coisas saem do jeito que queremos.
Meu nome é Ana Morais e infelizmente nunca escapei do Bullying.
Desde o meu primeiro ano na escola, eu era infernizada por não saber nem ler e nem escrever perfeitamente. Sempre fui zombada por nunca fazer as coisas corretamente, por nunca acertar de primeira igual a maioria dos meus colegas.
Para eles... Eu era diferente.
É claro que eu nunca fui rica ou tinha muito dinheiro como eles, as minhas condições podem não ser a das melhores mas estou muito satisfeita com ela.
A partir do meu quinto ano aos meus 10 anos idade, eu prometi a mim mesma ser forte e me dedicar aos estudos acima de tudo... apesar de não ter nenhuma amiga pra me ajudar naquela época horrível.
Flashback
– Olha só quem chegou, a lezada esquisitinha. – Disse Stefani a garota mais popular na época.
– Sem vias de dúvidas é uma L-E-Z-A-D-A, tá se achando a melhor é bobona? — Disse uma das garotas.
Um dos garotos colocou a mão atrás de minhas costas e senti um papel balançando preso com uma fita adesiva em minhas costas.
– Eaí Banana retardada, tudo bem com você hoje? – Disse o garoto colocando o papel em mim.
Meus colegas que passavam por trás de mim apenas riam da mensagem que estava escrita: “Cuidado, Alerta de lezados. ( Ps: É contagioso) “ Escrito com uma caligrafica horrível.
– É melhor nos afastarmos a lezada vai ficar bravinha e vai começar a latir que nem minha cachorrinha quando está com fome. – Disse uma das garotas.
– P-por f-favor, m-me deixem, e-eu nunca fiz nada pra v-vocês. – Dizia com uma voz incrivelmente tremula.
– Oww que dó, vamos deixar a lezadinha sozinha antes que ela passe boboquisse pra todo mundo. – Disse Stefani se virando para ir embora.
Poucas garotas não achavam nada engraçado, mas não queriam me ajudar me deixando de lado.
Stefani antes de ir embora olhou pra mim com um olhar de desprezo e jogou os livros que eu estava segurando no chão.
– Eu espero que você não conte nada pra nossa professorinhá tudo bem? Por que se não eu vou te que te dar toda minha lição de casa outra vez. – Disse Stefani tirando o papel de minhas costas e colocando-o em minha cara.
Por sorte e dedicação minha, acabei me tornando a número 1 da sala em relação as notas em que tirei, mas meus colegas não gostaram nada disso estragando com a minha alegria.
Assim que o sinal tocou para a hora da saída todos meu colegas aguardaram a professora sair fingindo guardar o material, para fechar a porta e não deixar mais ninguém sair.
Todos os meu colegas se afastaram de mim, me deixando sozinha sentada em minha cadeira e todos os outros levantados com raiva.
– Então quer dizer que você quer mesmo ser a número um da sala não é Ana Banana? – Disse Stefani
Todos os meus colegas riram então.
Tentei sair da sala mas fui impedida, comecei a ficar com medo do que poderiam fazer.
– ATACAR. – Disse Stefani
Todos os meu colegas começaram a atacar livros, cadernos e todos os tipos de coisas que haviam leituras e exercicios.
– Já que gosta tanto de ser a primeira, eu quero ver você engulir todos esses livros lezada. – Disse Stefani
– É isso aí, N-U-N-C-A-, vai ser melhor que nós boboca. – Disse o mesmo garoto que colocou o papel em minhas costas.
Não me mexi apenas me ajoelhei abaixei a cabeça levando todos os livros, cadernos em mim. Até que não aguentei, peguei meu material e saí correndo, chorando para fora da escola e acabei apagando completamente da realidade.
Quando eu acordei estava internada em um hospital com minha mãe chorando ao meu lado.
– O que houve? – Perguntei
– Você desmaiou na escola, o médico disse que você pode estar com Labirintite por muito estresse. – Disse minha mãe chorando muito.
Acabei ficando arrazada, o Bullying estava me destruindo.
Isso ainda não foi o suficiente.
Após eu ter faltado um dia da escola por estar no hospital, voltei com medo e com ódio de todos os meus colegas por terem feito tudo aquilo comigo.
Todos me olhavam com olhares de deboches, rindo quando eu passava.
Quando eu de repente olhei que no mural da escola havia um cartas escrito: Cuidado Ana Banana anda passando lezadisses para todo mundo que passa perto dela. Aconselhamos procurar um advogado pois essa menina merece ser “prouceçada” .
Eu tinha gelado, meu corpo não quis se mexer, lágrimas já estavam prontas para sair mas não queria desperdiçar com eles.
Já estava na cara que aquele garoto tinha escrito e desenhado naquele cartaz.
O resto da aula foi normalmente, não vieram mais me pertubar.
O fim da aula finalmente chegou, todos os alunos foram para fora apressadamente como sempre fazem, me deixando para trás, dei um suspiro de alivio.
– Um pouco de paz. – Falei baixinho.
Peguei minha mochila e fui para fora.
Enquanto eu passava pelos corredores todos eles começaram a lançar olhares ruins para mim, como se eu não fosse nada apenas lixo.
Alguns até viravam a cara quando eu passava, outros atacavam uma ou duas bolinhas de papel em mim.
Caminhei o mais rápido possivel para sair de lá de uma vez.
Por que eu estava passando por isso? O que eu fiz de tão mal?
Depois daquele dia, nunca mais tive coragem de voltar naquela escola novamente. Minha auto-estima estava abaixo de zero, minhas memorias não apagavam o que passei naqueles meses e nunca apagarão.
O pior de tudo foi meu pai, que veio a falecer três meses depois a esses acontecimentos, perdendo a vida sendo atropelado por um motorista alcoolizado.
Fim De Flashback
Continua...
Fale com o autor