Bullying: Ainda temos chances?
3 Capítulo III
Notas iniciais
Notei que mais alguém estava caminhando em minha direção.
Tentei segurar as lágrimas pela humilhação em qual eu acabei de passar, para não causar mais constrangimento para mim mesma.
– Aquelas garotas estavam incomodando você? – Perguntou esse alguém.
Tentei não olhar diretamente a pessoa, mas dei uma olhada e notei que estava usando um All Star preto e calças jeans pretas também. Captei que se tratava de um garoto, e afinal o que ele queria?
–N-não, elas só estavam me perguntando sobre a matéria de Física. – Respondi rapidamente.
– Mas só temos Física as segundas e hoje é quarta , certo? – Disse ele
Tomei coragem e decidi olhar diretamente pra ele... Era o mesmo garoto moreno daquele trio de idiotas.
– O que é que tem? Mesmo sendo quarta elas podem estudar Física não é? — Respondi
– Você tem certeza? – Perguntou ele
Apenas queria me livrar dele o mais rápido, afinal eu aposto que ele só queria tirar uma com a minha cara também.
– T-tenho s-sim, agora se v-você me da licença tenho que ir... – Falei
– Tudo bem. – Disse ele dando um sorriso amigável.
Tentei me afastar para conseguir fica sozinha lendo meu livro, e ser caçoada por mais ninguém.
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Assim que cheguei da aula em casa, estava péssima.
Sentia tonturas e uma dor de cabeça nada agradável.
–Inferno.- Falei
Tomei um banho fresco enquanto escutava algumas musica pelo celular novo que minha mãe tinha me presenteado.
E assim que terminei fui direto para cozinha para pegar um pouco de água para tomar.
Abri o armário e me deparei com uma faca dentro dele. No momento a peguei e pensei que em cortar os pulsos. Mas pensei no sofrimento que eu só traria para minha mãe, e eu não iria querer isso nunca.
No dia seguinte na aula foi normal mas uma coisa de diferente aconteceu...
Estava na aula de Matemática e a maioria estava tendo dificuldades com a matéria.
Um pouco mais ao fundo da sala havia uma garota de cabelos castanhos lisos preso em rabo de cavalo.
Ela foi obrigada a sentar uma carteira a minha frente por estar conversando demais com as amigas.
Fiquei com uma péssima sensação, ela poderia me achar a garota mais esquisita e idiota da escola por eu não conversar e me expressar como ela e as amigas.
Mas até parece que eu ligo pra isso.
Ela então olhou para mim e olhou pro meu caderno.
– Oi. – Disse ela de forma simpática.
– Oi. – Respondi.
Ela então virou para frente como se quisesse pegar alguma coisa e acabou batendo com tudo com a mão na mesa.
– Ai, porra. – Disse ela
Estava segurando a risada.
Ela então virou pra mim com uma cara de dor misturada com uma cara engraçada e disse:
– Você viu? Eu bati a mão com tudo ali nessa mesa maldita e agora estou com uma dor do kacete na mão. – Disse ela
Não aguentei e acabei soltando uma risada baixa.
Ela então pediu ao professor para pegar um pouco de gelo para aliviar a dor e não deixar muito roxo.
Foi a primeira garota que falou comigo sem me julgar pelo contrário ela foi engraçada e amigável e me senti feliz e mais tranquila com isso.
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A aula finalmente terminou e juntei minhas coisas para ir embora mas notei que a professora de matemática vinha na minha direção.
– Olá Ana, pode me fazer um favor? – Perguntou a professora
– P-pode. – Falei
– Você pode ir até a biblioteca do outro lado e devolver esses livros para mim? E que agora tenho que corrigir essas provas e estou sem tempo – Perguntou a professora
– Tá. – Falei pegando os três livros.
Nem sabia que tinha uma biblioteca por aqui, por que eu soubesse ficaria lá o tempo todo.
Quando cheguei na biblioteca fiquei completamente impressionada com o tamanho do lugar, andei mais um pouco e acabei trombando com um garoto segurando uma pilha de livros fazendo nós dois cair.
Continua...
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